A defesa do doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para que sejam anuladas todas as provas produzidas durante as investigações, inclusive as escutas telefônicas que revelam envolvimento de parlamentares com o esquema de lavagem de dinheiro.
Na petição entregue na última terça-feira (27) no gabinete do ministro Teori Zavascki, o advogado Antônio Figueiredo argumenta que o juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, que preside o inquérito da Lava Jato, se declarou suspeito de conduzir uma investigação envolvendo Youssef em 2010, em Londrina (PR).
A suspeição ocorre quando o magistrado declara que não tem imparcialidade para julgar determinado caso por questões de foro íntimo, como relação de amizade com um dos investigados.
De acordo com Figueiredo, Zavascki remeteu os autos do processo para a Procuradoria Geral da República se manifestar a respeito da validade das provas. O advogado afirmou que, por ter se declarado suspeito em 2010, Sérgio Moro não poderia voltar a atuar em qualquer processo que tivesse Yousseff como réu.


