Política

CONSENSO

Deputados devem aclamar Mara Caseiro presidente da CCJR

Deputada estadual mais votada será a segunda mulher a comandar a comissão mais cobiçada da Assembleia

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Hoje, na sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), a deputada estadual Mara Caseiro (PSDB) deve ser “aclamada” como nova presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). 

Confirmada no cargo, a parlamentar será somente a segunda mulher a comandar a comissão permanente mais importante da Casa de Leis em 44 anos de existência – a primeira foi a já falecida deputada estadual Celina Jallad, no período de 1995 a 1999. 

Segundo fontes ouvidas pelo Correio do Estado, Mara Caseiro foi indicada pelo PSDB para integrar a comissão e será escolhida como presidente, pois o único obstáculo, que seria o deputado estadual Junior Mochi (MDB), já disse à reportagem que a presidência da CCJR ficará com a colega de parlamento e que, inclusive, dará seu apoio para que ela seja a escolhida.

Além de Mara Caseiro, os outros quatro titulares da comissão são os deputados estaduais João César Mattogrosso (PSDB), Junior Mochi (MDB), Pedrossian Neto (PSD) e Antônio Vaz (Republicanos), enquanto a definição dos suplentes ficou para a sessão desta quinta-feira.

Apesar de a deputada estadual não ser advogada por formação – Mara Caseiro é cirurgiã-dentista –, tal fato não é um problema, pois a CCJR tem uma assessoria jurídica para auxiliar os parlamentares que a integram.

Porém, os últimos presidentes da importante comissão foram advogados, o que ajudava na rotina semanal.

Sendo ou não advogada, o certo é que Mara Caseiro largou na frente pela presidência da CCJR e, conforme interlocutores próximos, já estaria comemorando a possibilidade de ser a segunda mulher a comandar a comissão mais importante da Assembleia Legislativa.

Mara Caseiro foi a deputada estadual de Mato Grosso do Sul mais votada na eleição do ano passado, com 49.512 votos.

Ela ocupava o cargo de representante e defensora do governo de Reinaldo Azambuja na Assembleia Legislativa desde novembro de 2020, após o falecimento do deputado estadual Onevan de Matos, em decorrência da Covid-19.

Na legislatura do ano passado ela foi a única mulher, enquanto neste ano ganhou a companhia da deputada estadual Lia Nogueira (PSDB). Mara Caseiro trabalhou como cirurgiã-dentista nas cidades de Itaquiraí e Eldorado, onde foi chefe da equipe do Centro de Saúde.

Neste ano, a parlamentar chegou a lançar seu nome para concorrer à presidência da Casa de Leis, mas, por consenso, o vencedor foi o deputado estadual Gerson Claro (PP), que, por ironia do destino, é o ex-presidente da CCJR. 

Agora, mais uma vez Mara Caseiro tenta um cargo de importância na Assembleia Legislativa, porém, desta vez as chances de vitória são muito maiores. 

FUNÇÃO DA CCJR

Pela CCJR passam todos os projetos que são apreciados pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, tanto os que são de autoria dos deputados estaduais como os dos Poderes Executivo e Judiciário, além do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS).

Na CCJR é analisado o aspecto legal das propostas, se atendem às determinações constitucionais e se a redação é condizente com o assunto. O parecer desta comissão vai ao plenário para votação. 

Se aprovado, o projeto é encaminhado à comissão específica que vai analisá-lo no mérito. É também a Comissão de Constituição, Justiça e Redação que dá o parecer sobre intervenção federal, estadual e municipal e a perda de mandato do governador e seu vice e dos deputados. 

Observa também proposições de concessão de títulos honoríficos, declaração de utilidade pública e transferência temporária da sede do poder. A CCJR é composta por cinco deputados estaduais titulares e cinco suplentes.

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Aspas

Lula convenceu o Flávio 'a fazer o L', diz José Guimarães sobre PEC 6x1

"Todo mundo sabe que os senadores do PL nunca votaram a favor dessa matéria, que a proposta deles era outra, não queriam aprovar essa PEC", falou

14/10/2026 22h00

Foto: Ministro José Guimarães

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O ministro das Relações Institucionais (SRI), José Guimarães (PT-CE), disse nesta quarta-feira, 14, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convenceu o adversário na disputa eleitoral, senador Flávio Bolsonaro (PL), a "fazer o L", em referência ao apoio dado por Flávio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala de trabalho 6x1.

"Todo mundo sabe que os senadores do PL nunca votaram a favor dessa matéria, que a proposta deles era outra, não queriam aprovar essa PEC", declarou Guimarães a jornalistas no Senado enquanto o plenário da Casa discute a proposta. Em agenda de campanha em Porto Alegre, Flávio deverá votar remotamente.

"As ruas, as redes e o Lula obrigaram ele Flávio Bolsonaro fazer o L, mas eu estou aqui no plenário para ver se ele vai fazer o 'L' na hora do voto, porque tem que ver na hora do voto, quem vem votar, quem vai votar, o País todo está assistindo", completou o ministro.

Questionado sobre a intenção da oposição de voltar uma outra PEC em 2027, relativa à remuneração por horas trabalhadas, Guimarães reforçou a posição contrária. "Vamos ser contra evidentemente, porque veja bem, ao mesmo tempo que ele Flávio disse que vai votar a favorável, ele encaminha uma posição de que no próximo ano vai desfazer tudo aquilo que o Senado está fazendo, que é votar e constitucionalizar o fim da jornada 6x1", argumentou. "Não é para valer, é uma conversa fiada, porque viram que essa questão hoje unifica o País, nas redes e nas ruas, é isso que está obrigando eles a votar", acrescentou.

Quanto às questões à parte da PEC, que precisam de leis ordinárias e complementares, Guimarães disse que elas serão elaboradas na sequência.

O ministro ainda voltou a dizer que não haverá compensação aos empresários. "Nunca um governo deu tanto incentivo aos empresários quanto o governo do PT. Portanto, não tem compensação. A compensação é dar constitucionalização à PEC." Na sequência, ele disse que "várias empresas" já mudaram a carga horária.

Fim da escala 6x1

O Senado discute nesta quarta, a 11 dias do segundo turno da eleição presidencial, a PEC 221/2019, que acaba com a escala 6x1 e estabelece uma carga horária semanal máxima de 40 horas. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), disse mais cedo que a conclusão da votação deve ocorrer ainda nesta quarta-feira, 14. Para ser aprovada, uma PEC precisa do apoio de 3/5 dos parlamentares de cada Casa (49 votos favoráveis de um total de 81 senadores e 308 votos favoráveis de 513 deputados), em dois turnos de votação cada. A Câmara aprovou a proposta em maio e agora o Senado busca aprovar o mesmo texto, sem alterações.

A PEC reduz a jornada máxima das atuais 44 horas previstas na Constituição para 40 horas semanais, sem redução salarial e com dois dias de folga, não necessariamente consecutivos, além de uma transição gradual de 14 meses após a promulgação.

Cobrança

STF cobra cumprimento de acesso gratuito a sites da Justiça Eleitoral

Zanin pediu que Anatel explique falhas das operadoras no 1º turno

14/10/2026 19h00

Ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal

Ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal Lula Marques/ Agência Brasil

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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (14) que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) envie à Corte informações sobre falhas das operadoras no acesso gratuito aos sites da Justiça Eleitoral durante o primeiro turno das eleições.

No mês passado, Zanin autorizou que pessoas com franquia de dados esgotada tivessem acesso gratuito aos domínios oficiais da Justiça Eleitoral, incluindo os sites do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos tribunais regionais eleitorais, para que os eleitores pudessem acessar informações sobre local de votação, justificativa eleitoral, checagem de desinformação, entre outras. 

O acesso gratuito também deverá ser liberado pelas operadoras 72 horas antes do segundo turno e 24 horas após a votação.

Contudo, após o primeiro turno, o Partido Verde (PV), legenda que entrou com o pedido de liberação da franquia, citou que houve falhas no acesso aos aplicativos e-Título e Pardal, usado para registro de denúncias de propaganda eleitoral.

Na decisão desta quarta, Zanin deu prazo de 48 horas para a Anatel esclarecer as falhas apontadas. 

“Determino à Anatel que, em 48 horas, esclareça a causa das falhas verificadas nos endereços sso.acesso.gov.br e form.omni.serpro.gov.br e nos aplicativos e-Título, Pardal e Boletim na Mão, identificando, por meio dos próprios testes, os endereços e domínios de terceiros de que esses serviços dependem e que não constam da lista”, decidiu o ministro.

Procurada pela Agência Brasil, a Anatel declarou que não vai comentar a decisão. 

O caso chegou ao Supremo após a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e o PV protocolarem uma ação para garantir acesso à internet móvel para todos os brasileiros, independentemente do limite da franquia de dados, nas 72 horas que antecedem as eleições. 

As entidades alegaram que a limitação de franquia de dados impede acesso à informação durante o pleito.

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