Política

contingenciamento

Dilma reúne ministros
em Brasília para definir
corte no Orçamento

Dilma reúne ministros
em Brasília para definir
corte no Orçamento

G1

17/05/2015 - 09h58
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A cinco dias do prazo para anunciar o corte no Orçamento, a presidente Dilma Rousseff se reúne neste domingo (17) com ministros no Palácio da Alvorada, residência oficial em Brasília, para definir o valor do bloqueio.

Tecnicamente chamado contingenciamento, o corte deve ser anunciado 30 dias corridos após a sanção pela presidente do Orçamento aprovado no Congresso Nacional. Com isso, o anúncio tem de ocorrer até a próxima sexta (22). O corte consiste em retardar ou "inexecutar" parte da programação de despesas prevista na Lei Orçamentária em função da insuficiência de receitas.

A expectativa é que participem do encontro no Alvorada os ministros da chamada "junta orçamentária", equipe formada por Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento) e Aloizio Mercadante (Casa Civil). A reunião está prevista para começar às 18h.

Em meio às medidas de ajuste fiscal para reduzir gastos e reequilibrar as contas públicas, a presidente Dilma afirmou em março deste ano que o corte no Orçamento será "significativo".
Durante evento no Rio Grande do Sul, ela disse ser "fundamental" que o governo cumpra a meta de superávit primário (economia feita pelo governo para pagar juros da dívida pública) correspondente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB), anunciada pelo ministro Joaquim Levy ainda no ano passado.

Reuniões
Ao longo das últimas semanas, Dilma tem se reunido com o vice-presidente Michel Temer e ministros das mais diversas áreas para discutir os cortes. Após um desses encontros, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, chegou a afirmar que a presidente analisaria "pessoalmente" os cortes em cada pasta.

Em 25 de abril, por exemplo, durante reunião convocada no Palácio da Alvorada para definir o pacote de investimentos em infraestrutura, Dilma pediu aos ministros presentes – entre eles Nelson Barbosa (Planejamento), Eliseu Padilha (Aviação Civil) e Eduardo Braga (Minas e Energia) – que elaborassem documentos para apresentar os projetos prioritários de cada pasta a fim de não prejudicá-los com o contingenciamento.

ELEIÇÕES 2026

Quase 1 milhão de brasileiros no exterior poderão votar nas eleições

Número de eleitores fora do país cresceu 358% desde 2010

26/09/2026 22h00

O número de brasileiros aptos a votar fora do país vem crescendo ano a ano

O número de brasileiros aptos a votar fora do país vem crescendo ano a ano José Cruz/Agência Brasil

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Quase 1 milhão de brasileiros com domicílio eleitoral no exterior estão aptos a votar nas eleições de 2026. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 918.876 eleitores em 134 países, o equivalente a pouco mais de 0,5% dos cerca de 158,7 milhões totais do país.

Os brasileiros que vivem fora do país votam apenas para os cargos de presidente e vice-presidente da República. 

Seções eleitorais

O número de brasileiros aptos a votar fora do país vem crescendo ano a ano. De 2010 a 2026, o aumento registrado foi de 358%.

Em 2010, eram cerca de 210 mil eleitores habilitados, contingente que subiu para 354 mil em 2014. Em 2018 eram 500 mil eleitores registrados fora do país e, em 2022, quase 700 mil.

A jornalista Victoria Duarte, de 30 anos, está entre esses eleitores. Estudante de mestrado na University of Niagara Falls, ela mora em Ontário, no Canadá, desde agosto de 2025. Esta será a primeira vez que ela participará de uma eleição brasileira no exterior.

“Queria votar, mesmo morando fora, porque sei da importância dessas eleições para o futuro do meu país. Fiz todo o processo necessário para isso”, disse ela à Agência Brasil.

Para votar, Victoria e outros amigos brasileiros terão de se deslocar até Toronto, onde fica a seção eleitoral mais próxima.

Segundo o TSE, serão instaladas seções eleitorais em 186 cidades do exterior. Elas funcionarão principalmente em consulados e embaixadas brasileiras, mas também poderão ser instaladas em escolas, hotéis e outros espaços.

O número de brasileiros aptos a votar fora do país vem crescendo nos últimos anos. Em 2014, havia cerca de 354 mil eleitores habilitados. Em 2022, esse contingente chegou a quase 700 mil.

A experiência de morar fora reforçou o vínculo de Victoria com o Brasil. “Fiquei mais patriota e orgulhosa do próprio país”, afirmou. “Quem mora fora sabe disso porque compara.”

Os países com o maior número de eleitores brasileiros são os Estados Unidos (265,4 mil), Portugal (134,7 mil), Japão (88,3 mil), Canadá (46,4 mil) e Alemanha (41,5 mil).

Perfil

Segundo o TSE, as mulheres representam 57% dos eleitores registrados fora do Brasil, enquanto os homens correspondem a 43%. Quanto ao estado civil, os solteiros são maioria, com 52% do total. Os casados representam 42%; os divorciados, 6%; e os viúvos, 1%.

O cadastro eleitoral registra ainda 6.614 pessoas com deficiência, número equivalente a 0,72% desse eleitorado.

Com relação à escolaridade, 38% dos eleitores residentes no exterior têm ensino superior completo, o maior percentual entre os níveis de instrução registrados. Os que concluíram o ensino médio representam 29%, enquanto aqueles com ensino superior incompleto correspondem a 13%.

Os eleitores com ensino médio incompleto somam 10%, seguidos pelos que têm ensino fundamental completo (5%), ensino fundamental incompleto (3%) e pelos que apenas sabem ler e escrever (1%).

Quanto à faixa etária, o maior grupo é formado por eleitores de 40 a 44 anos. Em seguida aparecem as faixas de 45 a 49 anos e de 35 a 39 anos.

Os dados detalhados sobre o eleitorado residente no exterior estão disponíveis no portal do TSE.

Polarização

Victoria diz que a polarização política brasileira também é percebida entre os brasileiros que vivem no exterior.

“Em geral, as pessoas que vêm ao Canadá têm melhores condições financeiras e, por isso, tendem a ser mais conservadoras. Mas há também muitos jovens por aqui que, em geral, são mais progressistas e costumam votar na esquerda”, avaliou.

Justificativa

Eleitores que estiverem no exterior no dia da votação e não comparecerem às urnas poderão justificar a ausência em uma das mesas receptoras de votos instaladas fora do país ou por meio do aplicativo e-Título.

“Não haverá mesas exclusivas para justificativa. O procedimento presencial poderá ser realizado apenas nas mesas que funcionarem com urna eletrônica”, informou o TSE.

ELEIÇÕES 2026

Boato sobre Nossa Senhora Aparecida gera 181 mil comentários em 20 horas

As menções ao tema foram feitas por 139.677 perfis de usuários, com geração de 902 mil curtidas, conforme a Vox Radar

26/09/2026 20h00

Nossa Senhora Aparecida foi centro de polêmica política nos últimos dias

Nossa Senhora Aparecida foi centro de polêmica política nos últimos dias Foto: Divulgação

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O boato de que o candidato à Presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, apoiaria proposta de retirar Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira do Brasil gerou 180.857 comentários em 20 horas, revela levantamento da Vox Radar, empresa de monitoramento de redes sociais. As menções ao tema foram feitas por 139.677 perfis de usuários, com geração de 902 mil curtidas, conforme a Vox Radar. O estudo foi encomendado pela CNN. Flávio Bolsonaro negou ter apoiado a proposta.

O levantamento identificou que os primeiros comentários sobre o tema começaram ainda na noite desta quinta-feira, 24. "Nas primeiras cinco horas, 92% dos comentários que tomavam posição acreditavam no boato, e a reação era de defesa da santa: "ninguém mexe com Nossa Senhora", observou a Vox Radar. O volume explodiu na manhã desta sexta, 25, e teve pico às 14h, com 33 643 comentários na hora", observou a Vox Radar.

A informação teve origem no projeto legislativo 2.623/2007, do então deputado e pastor da Assembleia de Deus, Victorio Galli, que propunha substituir "Padroeira do Brasil" por "Padroeira dos brasileiros católicos". O projeto foi arquivado em 2008. Galli foi assessor especial da Presidência no governo Jair Bolsonaro em 2019. A informação foi divulgada pela GloboNews na quinta-feira (24), que posteriormente pediu desculpas pelo erro

Segundo a empresa de monitoramento de redes, dois assuntos dominaram a conversa nas redes: a tese de "fake news do PT" e o erro da Globo (46.827), a fé e o voto católico (47.104). "Os dois últimos quase não se misturam: quem fala de fake news desmente o boato, quem fala de fé acredita nele", apontou a Vox Radar. O projeto de lei relacionado ao assunto foi citado em apenas 4.401 comentários.

A maior parte dos comentários relacionados ao tema, 36%, desmentiam ou não acreditavam no boato, enquanto 26% mostravam acreditar no boato e repetiam as menções. "A posição sobre o boato segue quase à risca o lado político de quem comenta. Na direita, 72% desmentem e praticamente ninguém acredita (354 comentários); na esquerda, 65% acreditam e 136 desmentem. Ninguém mudou de lado por causa do caso: o boato serviu para confirmar o que cada torcida já pensava do Flávio", avaliou a Vox Radar. "A diferença está em quem não tem lado identificado: 44.712 comentários, dos quais 32% acreditam, 9% desmentem e 33% não se posicionam", apontou o levantamento. Entre os usuários declarados católicos, 47% manifestaram acreditar no boato e 14% desmentiram.

Na análise da Vox Radar, a direita venceu no volume e a esquerda, na ressonância. "Quem desmente escreve 1,4 vezes mais comentários, mas quem acredita soma 2,2 vezes mais curtidas", pontuou a empresa de monitoramento de redes sociais.

Conforme o levantamento, a correção da GloboNews e o desmentido de Flávio Bolsonaro "ficaram na bolha". O público católico foi aquele no qual o desmentido reverberou menos. "A correção funcionou para quem já defendia o Flávio, mas não chegou com a mesma força a quem não tem lado. Para esse público, o que ficou foi a associação entre a santa e o nome do Flávio, mais do que uma acusação precisa contra ele", observou a Vox.

Para a Vox Radar, o boato pressionou o senador Flávio Bolsonaro, mas tem dano eleitoral limitado. "O boato chegou a quem não é da esquerda: sem lado e católicos, dominou as curtidas, inclusive nos posts da imprensa. E tirou o Flávio da agenda dele: ele gravou vídeo, publicou no Instagram, falou a jornalistas no Rio e a campanha anunciou notícia-crime no Ministério Público Eleitoral, tudo a nove dias da eleição. O boato custa ao Flávio tempo e terreno, não votos que se possam ver aqui. O risco está no católico sem lado, que não comenta "mudei meu voto" mas curte 'será que os católicos vão continuar apoiando Flávio?'", analisou a Vox.

Flávio Bolsonaro desmentiu duas vezes o boato. "É mentira que apoiei projeto para retirar Aparecida como padroeira do Brasil. Respeito todas as religiões. Jamais vou falar para a Igreja Católica a forma que os padres têm ou não que induzir a sua Igreja Católica. Isso não é papel do Estado se meter na igreja, como o Lula faz", declarou a jornalistas, ontem, após participar da cerimônia do curso de formação de praças da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Ainda na noite de sexta-feira, o vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça, determinou que as plataformas Meta, X, TikTok e YouTube removam imediatamente as publicações relacionadas à narrativa. Na decisão, Mendonça reconhece "como notoriamente inverídico o núcleo factual segundo o qual Flávio Nantes Bolsonaro ou sua família propôs, articulou, apoiou, está comprometido com ou pretende promover a retirada de Nossa Senhora Aparecida da condição ou do título de Padroeira do Brasil".

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