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Disputa pelas vagas adia para depois do feriado abertura da CPI do Tapa-Buraco

O presidente Papy afirma que os interessados não abrem mão de integrar a comissão, que só tem espaço para cinco vereadores

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A disputa entre 12 vereadores pelas cinco vagas na CPI do Tapa-Buraco adiou a abertura da investigação na Câmara Municipal de Campo Grande para depois do feriadão de Finados.

A informação foi repassada ontem ao Correio do Estado pelo presidente da Casa de Leis, vereador Epaminondas Neto (PSDB), o Papy.

“Os interessados não querem abrir mão de participar da comissão, o que tem dificultado o fechamento da composição”, declarou.

A abertura estava prevista para ontem, mas a negociação dos nomes empurrou a instalação para depois do feriado de 2 de novembro.

A composição deverá respeitar a proporcionalidade partidária da Câmara, sendo que entre os cinco integrantes estarão o presidente e o relator da investigação.

Em manifestação anterior, Papy já havia reconhecido a dificuldade de acomodar os interessados. “Sei que existe uma expectativa da população sobre quem serão os membros”, afirmou, acrescentando que “agora todo mundo quer”.

No PL, os três vereadores da bancada manifestaram interesse: Ana Portela, André Salineiro e Rafael Tavares. No PP, que reúne quatro parlamentares, três querem participar da comissão: Maicon Nogueira, Beto Avelar e Riverton de Souza.

Também estão na disputa Dr. Lívio Leite (União Brasil), Luiza Ribeiro (PT), Wilson Lands (Avante), Leinha (Avante), Coringa (MDB) e Flávio Cabo Almi (PSDB). A relação reúne representantes de sete partidos para preencher as cinco cadeiras.

Além das vagas, a presidência da CPI movimenta as articulações. O PT pretende indicar Luiza Ribeiro, autora do requerimento, para comandar os trabalhos. A vereadora conta com o apoio dos colegas de bancada Landmark Rios e Jean Ferreira.

O pedido de abertura reuniu 24 assinaturas presenciais e a autorização de outros cinco vereadores para a inclusão de seus nomes, totalizando o apoio dos 29 integrantes da Câmara. 

Para solicitar a investigação, são necessárias 10 assinaturas.

O requerimento também foi encaminhado à Procuradoria Jurídica da Casa, responsável pela emissão de parecer técnico.

A proposta prevê prazo inicial de 120 dias para apurar problemas na execução dos serviços, possíveis irregularidades nos contratos, redução dos recursos destinados à manutenção das vias e atrasos nas respostas a pedidos de informação aprovados pelo plenário.

Papy relacionou o interesse dos parlamentares ao agravamento das condições das ruas e à insatisfação dos moradores, especialmente após as chuvas.

“Ninguém consegue andar pela cidade. Nos últimos dias, com o aumento das chuvas, ficou impossível transitar em alguns locais. A população chegou a um nível de indignação muito grande”, declarou.

O presidente defendeu que a investigação esclareça os problemas e identifique responsabilidades.

“A CPI não é uma caça às bruxas, mas uma forma de responsabilizar quem deve ser responsabilizado e, principalmente, esclarecer a população”, afirmou.

Além da apuração parlamentar, Papy cobrou uma revisão do modelo de contratação das empreiteiras responsáveis pela operação tapa-buraco.

Para ele, os gastos elevados e a necessidade de refazer os reparos após as chuvas exigem uma discussão sobre a durabilidade dos serviços.

“Atualmente, esse é um serviço caro, deficiente e que não dá o resultado que as pessoas esperam. A cada chuva que cai surge um novo transtorno na cidade. Então meu questionamento é o seguinte: será que esse tipo de contrato é o mais adequado?”, ponderou.

O parlamentar também defendeu investimentos em recapeamento completo das vias e na modernização dos serviços de recuperação da malha viária.

Na avaliação dele, a fiscalização deve contribuir para interromper o ciclo de despesas com intervenções que precisam ser repetidas a cada temporada de chuva.

Após debandada

Beto Pereira projeta Tarcísio como sucessor natural de Flávio

Presidente estadual do Republicanos disse que governador de São Paulo é virtual nome da oposição para 2030

29/10/2026 15h45

Deputado federal Beto Pereira, presidente do Republicanos-MS

Deputado federal Beto Pereira, presidente do Republicanos-MS Foto: Divulgação / Câmara dos Deputados

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Presidente estadual do Republicanos, o deputado Beto Pereira destacou que a debandada de Flávio Bolsonaro (PL) rumo aos Estados Unidos após a derrota nas urnas no último final de semana, naturalmente fará com que o espaço deixado pelo senador seja ocupado pelo colega de partido Tarcísio de Freitas, governador reeleito em São Paulo.

Segundo Beto Pereira, Tarcisio além de ser o principal nome de oposição ao Governo Lula 4, é o virtual candidato à Presidência da República para 2030. 

"Naturalmente o Tarcisio exerce essa liderança na direita de todo o Brasil. A fuga [de Flávio] impulssionou isso, e ele tende assumir um espaço de protagonismo deixado pela familia Bolsonaro, a partir de agora ele é o virtual candidato à presidencia em 2030", destacou ao Correio do Estado. 

Desde o último domingo eleitoral, diversos partidos reconheceram a vitória do petista Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições deste ano.

Entre as siglas que reconheceram a vitória estão o PL [partido de Flávio Bolsonaro], o próprio Republicanos, além de: União Brasil, MDB, PSD, PSDB, PDT, PSB, PSOL, Podemos, Avante, Democrata, Democracia Cristã (DC), UP, PSTU, Solidariedade, o PP, e o PRD. 

Os posicionamentos individuais e coletivos apenas isolam a narrativa imposta pelo próprio senador, que alega perseguição por parte do Judiciário. 

 

Integrantes do Centrão avaliam como "delirante" a carta publicada nesta quarta-feira (28), em que o então candidato se autoproclamou "o verdadeiro presidente eleito do Brasil".

A avaliação é que a empreitada do senador não terá endosso institucional nem de próprio partido, o PL. Nesta manhã, Valdemar da Costa Neto, presidente nacional da sigla, se reservou apenas a dizer que "não gostou" das alegações e ações de Flávio. 

No documento, o senador repete, sem provas, que teria havido fraude eleitoral no segundo turno. Pouco depois, no entanto recuou e alterou o documento para se apresentar como "o líder do Brasil".

Parlamentares do Centrão ouvidos pelo Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) consideram que Flávio "ficará falando para as paredes" e que mesmo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, fugirá de defender a tese do senador. Questionado pela reportagem do Estadão, o PL preferiu não se manifestar sobre o documento.

Há uma preocupação, no entanto, sobre se Flávio conseguirá mobilizar apoiadores a irem para as ruas, em protestos que poderiam inflamar o debate político.

Na Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), não quis comentar sobre a carta golpista.

Após a proclamação do resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no domingo, ele e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), foram os primeiros a reconhecer a vitória do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com informações de Estadão Conteúdo

*Colaborou Daniel Pedra 

Eleições

MPF investiga denúncias de ataques a indígenas em MS e notifica Prefeitura de Tacuru

Relatos de intimidações começaram depois do resultado da eleição presidencial, no domingo

29/10/2026 11h45

Procuradoria da República em Mato Grosso do Sul

Procuradoria da República em Mato Grosso do Sul Divulgação MPF/MS, Arquivo

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O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) informou que vai investigar denúncias de ataques, hostilidades e intimidações contra comunidades indígenas no Estado. A decisão atende a um pedido da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), que relatou o aumento de casos de violência, atropelamentos, ameaças e relatos de tentativa de envenenamento de água, após o resultado das eleições de domingo (25).

Nesse sentido, o órgão também notificou a Prefeitura de Tacuru para prestar esclarecimentos, em até 48 horas, sobre a conversa entre servidores públicos do município, na qual um deles sugere jogar veneno na água em reação ao resultado do segundo turno das eleições.

Para apurar casos como esse e adotar as providências cabíveis, o MPF estruturou frentes regionais de investigação em municípios do sul do Estado.

Conversa sobre veneno na água

Segundo o prefeito de Tacuru, Rogério Torquetti, um dos envolvidos na conversa atua na coleta seletiva da Secretaria de Meio Ambiente, enquanto o outro trabalha no transporte de carga da Secretaria de Infraestrutura.

Inicialmente, o gestor tratou o episódio como um mal-entendido, informando apenas ter repreendido os funcionários e restringido o acesso deles às comunidades. Na sequência, contudo, anunciou o afastamento do servidor que fez a menção ao envenenamento e a abertura de um procedimento disciplinar para apurar a conduta.

De acordo com Clederson Lopes, que responde pelo jurídico do município, o retorno ao MPF será protocolado no começo da tarde desta quinta-feira (29), com a afirmação de que a prefeitura está adotando as providências com a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e o afastamento dos servidores envolvidos. 

O prefeito havia declarado inicialmente que apenas um servidor tinha sido afastado, mas a assessoria jurídica disse agora que ambos foram suspensos de suas funções.

Ainda para o MPF, o município responderá que os funcionários não possuem qualquer ligação com os serviços de abastecimento de água. "Nós ressaltamos que vamos seguir à disposição do Ministério Público Federal para prestar todos os esclarecimentos necessários, fornecendo novas informações conforme o avanço das investigações", completa.

 

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