Política

disputa pelo Senado

"É uma decisão do PL", diz Tereza Cristina sobre Capitão Contar e Pollon

Em evento realizado na Maternidade Cândido Mariano, a senadora disse que a decisão que escolheu o candidato a senador pela sigla não cabe a ela

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Na manhã desta sexta-feira (3), a senadora Tereza Cristina (PP) afirmou que a decisão do PL, que confirmou o Capitão Contar como segundo candidato ao senado cabe apenas ao partido. A fala foi durante evento de lançamento do “Vira CG Saúde”, na maternidade Cândido Mariano.

“Tinham dois ótimos nomes, mas a pesquisa mostrou que o Capitão Contar hoje é mais viável.“ destacou Tereza, que ainda afirmou que no início havia um combinado, que era posto pela pesquisa, logo quem levasse vantagem, iria representar o PL.  

Ainda completando a fala, ela afirma que “é uma decisão do PL”, se referindo à decisão entre Pollon e Contar. 

Tereza também destacou que independente do candidato, o ideal é alguém que lute e trabalhe pelo País e que é isso que a população deseja.

A senadora também foi questionada se o racha no partido prejudicaria futuramente a candidatura do senador e pré-candidato a presidente da república, Flávio Bolsonaro. 

“Pode atrapalhar, pode não atrapalhar, eu espero só que eles se entendam para que a gente possa ter aí, enfim, tratar dos assuntos que são de interesse do País” disse Tereza. 

DECISÃO DO PL 

Conforme reportado pelo Correio do Estado mais cedo, o PL decidiu na última quarta-feira (1), que o Capitão Contar seria o segundo do partido para entrar na disputa do senado, juntamente com o ex-governador de MS, Reinaldo Azambuja. 

Por sua vez, o deputado federal Marcos Pollon, não concorda com a decisão nacional e aposta em uma articulação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com o ex-presidente Jair Bolsonaro para tentar reverter a escolha.

ELEIÇÕES 2026

Pesquisa mostra avanço de eleitores nem bolsonaristas nem lulistas no Estado

Levantamento realizado no mês passado mapeou o posicionamento político e o alinhamento do eleitorado sul-mato-grossense

02/07/2026 08h00

Arquivo/Correio do Estado

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Pesquisa de opinião contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) de 9 e 13 de junho revela que, embora Mato Grosso do Sul mantenha predominância do eleitorado de direita, cresce o contingente de pessoas que não se identificam diretamente nem com o bolsonarismo nem com o lulismo.

O levantamento mostra um cenário em que a polarização nacional convive com um grupo expressivo de eleitores que prefere se declarar independente.

Quando questionados sobre o posicionamento ideológico com o qual mais se identificam, 41,58% dos entrevistados disseram ser de direita e outros 6,38% afirmaram se considerar de centro-direita, juntos, os dois grupos representam 47,96% do eleitorado sul-mato-grossense.

No outro extremo, 15,05% declararam identificação com a esquerda, enquanto 3,06% se posicionaram como centro-esquerda e outros 8,67% afirmaram ser de centro.

A pesquisa também apontou um porcentual significativo de eleitores que não se enquadram em nenhuma dessas classificações.

Ao todo, 25,26% responderam que não sabem ou preferiam não responder à pergunta sobre posicionamento ideológico, indicando um eleitorado distante das definições políticas tradicionais.

O levantamento também procurou medir o grau de identificação dos eleitores com as duas principais correntes políticas que dominam o cenário nacional.

Entre os entrevistados, 19,77% afirmaram ser bolsonaristas, enquanto um porcentual ainda maior, de 27,17%, declarou não se considerar bolsonarista, mas simpatizar mais com as ideias da direita.

O resultado indica que o campo conservador no Estado reúne apoiadores que nem sempre vinculam sua identidade política diretamente ao ex-presidente.

No campo da esquerda, 14,16% disseram ser lulistas, enquanto outros 12,76% afirmaram não se considerar lulistas, mas demonstraram maior afinidade com as ideias defendidas pela esquerda.

O dado que mais chama atenção é o crescimento do grupo dos independentes, pois, conforme a pesquisa, 22,45% dos entrevistados afirmaram não se identificar nem com o bolsonarismo nem com o lulismo.

Somados aos 3,70% que não souberam ou preferiram não responder, eles representam mais de um quarto do eleitorado estadual.

Os números indicam que Mato Grosso do Sul continua apresentando predominância do campo conservador, mas também evidenciam um eleitorado menos disposto a aderir automaticamente às principais lideranças nacionais.

A presença de um contingente expressivo de eleitores independentes sugere que as próximas disputas eleitorais no Estado poderão ser decididas por um segmento que tende a avaliar candidaturas mais pelas propostas e o desempenho administrativo do que pelo alinhamento com os polos da atual polarização política.

DADOS DA PESQUISA

Com intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 3,5 pontos porcentuais para mais ou para menos, a pesquisa IPR/Correio do Estado, registrada sob os números BR-00547/2026 e MS-02355/2026, ouviu 784 pessoas com 16 anos ou mais de idade.

Os entrevistados estão distribuídos pelos municípios de Amambai, Aquidauana, Anastácio, Campo Grande, Sidrolândia, São Gabriel do Oeste, Corumbá, Coxim, Dourados, Maracaju, Rio Brilhante, Bonito, Jardim, Naviraí, Mundo Novo, Nova Andradina, Paranaíba, Chapadão do Sul, Cassilândia, Ponta Porã e Três Lagoas.

Essas 21 localidades representam 68% do total de 1,8 milhão de eleitores sul-mato-grossense, ou seja, 1,2 milhão de eleitores.

Ao ser realizado nesses municípios do Estado, o levantamento cobre a maior parte da capacidade eleitoral de Mato Grosso do Sul, isto é, oferece uma fotografia extremamente fiel do cenário real, já que pequenos municípios têm baixo peso estatístico.

ANÁLISE

Diretor vê protagonismo dos eleitores independentes

O diretor do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), Aruaque Fressato Barbosa, analisou que a pesquisa demonstrou que Mato Grosso do Sul mantém um perfil majoritariamente conservador, mas também aponta uma mudança importante no comportamento do eleitorado: cresce o número de pessoas que não vinculam sua identidade política ao ex-presidente Jair Bolsonaro ou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para ele, os números demonstram que o Estado continua oferecendo vantagem eleitoral para candidatos identificados com pautas conservadoras, embora o personalismo político esteja perdendo força com uma parcela crescente de eleitores que prefere manter independência em relação às principais lideranças nacionais.

“Mato Grosso do Sul é um estado conservador, mas isso não significa necessariamente que seja bolsonarista. A pesquisa mostra que existe um eleitorado muito maior identificado com as ideias da direita do que propriamente com a figura de Jair Bolsonaro”, analisou.

Para Barbosa, essa diferença indica que candidatos alinhados ao campo conservador tendem a disputar uma base eleitoral mais ampla, desde que consigam dialogar com eleitores que valorizam determinadas pautas sem necessariamente aderirem ao bolsonarismo.

“Os candidatos que apresentarem propostas alinhadas à direita têm hoje uma fatia maior do eleitorado para conquistar. Mas isso não significa que a identificação pessoal com Bolsonaro seja determinante para obter esse apoio”, afirmou.

Outro aspecto destacado pelo diretor do IPR é o crescimento do eleitorado independente. Na avaliação de Barbosa, esse movimento acompanha uma tendência observada em levantamentos nacionais, nos quais aumenta o número de eleitores que rejeitam a polarização entre os dois principais grupos políticos do País.

“Cada vez mais pessoas deixam de assumir uma identidade ideológica ligada à direita ou à esquerda. Muitos preferem se declarar independentes ou até se posicionar como de centro justamente para não serem rotulados como bolsonaristas ou lulistas”, explicou.

O diretor ressalta que esse grupo tende a ganhar importância nas próximas eleições por reunir eleitores menos fiéis a lideranças nacionais e mais propensos a avaliar candidatos pelas propostas e o desempenho administrativo.

Para ele, o levantamento mostra que, embora Mato Grosso do Sul continue sendo um estado de perfil conservador, o voto está cada vez menos concentrado na lógica da polarização.

Supremo Tribunal Federal

STF derruba norma que reduzia pela metade o prazo de prescrição de ações de improbidade

O plenário entendeu que a alteração esvaziaria os mecanismos de combate a irregularidades na administração pública e poderia levar ao encerramento prematuro de milhares de processos em andamento

01/07/2026 21h00

Supremo Tribunal Federal (STF)

Supremo Tribunal Federal (STF) Crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

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O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quarta-feira, 1º, o julgamento sobre a reforma da Lei de Improbidade Administrativa promovida pelo Congresso Nacional. A sessão também marcou o encerramento dos trabalhos da Corte no primeiro semestre de 2026: o tribunal entra em recesso de 2 a 31 de julho.

Os ministros invalidaram a redução pela metade do prazo de prescrição de ações por improbidade. O plenário entendeu que a alteração esvaziaria os mecanismos de combate a irregularidades na administração pública e poderia levar ao encerramento prematuro de milhares de processos em andamento.

"São 28.379 ações de improbidade nos últimos 6 anos de todos os tribunais. O maior intervalo existente é entre o ajuizamento da ação e a sentença de primeiro grau: 5 anos e 10 meses. Se a lei estivesse em vigor, todos estariam prescritos", argumentou o ministro Alexandre de Moraes.

Embora tenham afastado esse trecho da legislação, a Corte estabeleceu um prazo máximo para a duração das ações. A partir da decisão, os processos deverão ser concluídos em até 20 anos, em lógica semelhante à utilizada na prescrição penal.

A Lei de Improbidade Administrativa está em vigor desde 1992 e prevê punições para agentes públicos envolvidos em práticas ilegais que atentem contra os princípios da administração pública ou provoquem prejuízo ao erário. A reforma, aprovada em 2021, alterou pontos considerados centrais do modelo, o que levou à judicialização das mudanças no Supremo.

A análise pelo STF das mudanças promovidas na norma pelo Congresso se estendeu por várias sessões. Nesta quarta, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, justificou o alongamento: "Essas sessões se mostraram necessárias porque havia uma minudência (detalhes) em cada dispositivo e, portanto, adotamos essa metodologia.'

A Suprema Corte analisou pelo menos 16 grupos de dispositivos da lei reformada pelo Congresso. Confira as principais conclusões definidas pelos ministros:

Improbidade exige dolo: ficou definido que não existe ato de improbidade administrativa culposo e mantida a exigência de dolo (intenção de cometer a ilegalidade) para que o ato seja enquadrado como improbidade;

Proteção para divergências de interpretação: mantida cláusula segundo a qual um agente público não pode ser punido por agir com base em uma interpretação da lei que, naquele momento, era aceita pela Justiça, salvo em caso de dolo ou erro grosseiro;

Perda da função pública ampliada: a sanção pode atingir outros vínculos públicos do condenado, não apenas o cargo ocupado no momento do crime;

Bloqueio de bens: foram afastadas restrições impostas pela reforma, ampliando as possibilidades de indisponibilidade de patrimônio para garantir eventual ressarcimento ao erário;

Prazo para ações de improbidade: considerada inválida a redução automática do prazo prescricional prevista na reforma e fixado limite máximo de 20 anos para a duração das ações;

Juiz pode reclassificar a conduta: derrubada regra que impedia o juiz de dar enquadramento jurídico diferente aos fatos narrados na petição inicial;

Direitos políticos: foi considerada inconstitucional a regra que permitia descontar, do período de suspensão dos direitos políticos, o tempo transcorrido entre a condenação colegiada e o trânsito em julgado.

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