Política

inédito

Em 42 anos de história, Assomasul 'perde' 1º município associado

Prefeito de Jateí desfiliou prefeitura da entidade que representa interesses das cidades

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Criada 42 anos atrás como motivação única, a de pleitear os interesses das cidades de Mato Grosso do Sul, a Associação dos Municípios de MS, a Assomasul vive um cenário impensável até então.

O prefeito de Jateí, Eraldo Jorge Leite, do PSDB, tirou a região da entidade, isto é, a cidade que administra não é mais filiada a Assomasul que, agora tem 78 municípios associados, não mais 79.

Para o presidente da entidade, o prefeito de Nioaque, Valdir Couto Júnior, também do PSDB, Eraldo tirou Jateí da Assomasul pelo que chamou de "rusga política", apenas.

Reeleito presidente neste mês de janeiro, Júnior disse que Eraldo tentou articular a candidatura a presidência da entidade, não conseguiu, daí o motivo da desfiliação.

"Dos 79 prefeitos de MS, 64 que votaram por minha reeleição, uma unanimidade. Nossa gestão tem ido bem mantendo bons diálogos com o legislativo municipal, judiciário, Tribunal de Contas", afirmou Júnior.

O Correio do Estado tentou conversar com o prefeito de Jateí, mas até a publicação deste material não tinha conseguido.

Ao site Lupa News, o prefeito Eraldo Leite, que ocupa a prefeitura de Jateí pela quinta vez, assim justificou a retirada do município da entidade:

“Deixo os quadros da Assomasul de forma triste e muito chateado pelos rumos que ela tomou nestes últimos anos, principalmente pelo fim da ação coletiva em favor das prefeituras. Infelizmente, a Assomasul passou a atender os interesses individuais de seu presidente e não a defesa dos municípios que representa”.

Na prática, Jateí não integrar mais ao grupo de associados da Assomasul, em nada influencia a economia do município. Couto Júnior afirmou que a Assomasul "segue brigando" pelos interesses dos municípios, "Jateí um deles".

De acordo com o site da Assomasul, por meio da entidade, o prefeito é orientado como agir em determinados assuntos, além de receber informações de tudo o que se passa dentro e fora do Estado. Com escritório de representação política em Brasília, a Assomasul tem acompanhado as questões de interesse dos municípios.

 

2ª vez

PGR rejeita nova proposta de delação de Vorcaro

É a segunda vez que o banqueiro tem acordo de colaboração negado

15/06/2026 18h34

Daniel Vorcaro

Daniel Vorcaro Foto: Divulgação

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou nesta segunda-feira (15) a segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal por fraudes no sistema financeiro do país.

A decisão já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações.

Com a rejeição da PGR, a segunda tentativa de Vorcaro de assinar um acordo de colaboração está totalmente encerrada. No mês passado, a proposta foi negada pela primeira vez. 

Na semana passada, a Polícia Federal (PF) também rejeitou a segunda proposta. Os investigadores concluíram que o banqueiro não apresentou novidades em relação ao material que já foi apreendido e não assumiu que cometeu crimes.

No dia 4 de março, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF). Desde então, ele tenta fechar um acordo de delação.

O banqueiro está preso em uma sala da Superintendência da PF em Brasília.

Eleições

Relacionamento com a imprensa foi um dos problemas do governo Bolsonaro, diz Flávio

Flávio disse que a imprensa tem um papel importante na sociedade e que o trato com os veículos de comunicação durante o mandato do seu pai foi equivocado

15/06/2026 13h45

Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro e pré-candidato à Presidência da República

Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro e pré-candidato à Presidência da República Andressa Anholete/Agência Senado

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O senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, reconheceu que a relação do seu pai e ex-presidente Jair Bolsonaro com a imprensa foi um dos problemas da gestão como um todo. Ele acrescentou que pretende mudar essa dinâmica em um eventual mandato na presidência.

"Foi um dos problemas que eu identifico no governo do presidente Bolsonaro. O relacionamento com a imprensa, o preconceito muitas vezes de quem estava gerindo o orçamento para publicidade. Eu pretendo mudar isso. É um aprendizado numa coisa que eu acho que foi feita errada, que podemos fazer muito melhor, e assim será num possível governo meu", frisou.

Flávio disse que a imprensa tem um papel importante na sociedade e que o trato com os veículos de comunicação durante o mandato do seu pai, Jair Bolsonaro, foi equivocado.

"Eu dou um papel importante na imprensa que eu vou sempre respeitar, e sempre aplaudir. E o que depender de mim, vai ter sempre liberdade de imprensa, liberdade de expressão, independente de matérias que estejam construídas contra mim, ainda que acho que sejam injustas", salientou, durante o fórum Rumos do Brasil, organizado pela Veja, em São Paulo.

Na relação com os demais Poderes da República, Flávio disse que, "sem sombra de dúvidas", a relação será institucional. "Vamos respeitar o que está na Constituição, que prevê harmonia e independência entre os Poderes", afirmou.

Flávio ainda reiterou que tem independência e autonomia para fazer "o melhor governo que o Brasil já viu", porque não é investigado em absolutamente nada. "Eu não devo absolutamente nada para ninguém", afirmou.

'Tesouraço geral e suspensão da reforma tributaria por um ano'

O senador e pré-candidato à presidência voltou a afirmar que, caso seja eleito, fará a revogação de normas regulamentadoras, entre elas a reforma tributária.

"Vamos suspender a reforma tributária por pelo menos um ano, porque nós vamos fazer uma reforma tributária que, de verdade, simplifique todo esse aparato que nós temos de tributos do Brasil, mas que seja uma redução de carga tributária", disse durante participação no Veja Fórum.

Ele disse também que vai mudar o artigo legal que obriga o Executivo indicar de onde virá o recurso compensatório sempre que um imposto for reduzido.

"Você, sempre que você reduz um imposto, tem que dizer de onde você vai tirar, porque tem formas de você provar que quando você reduz um imposto de determinado setor, com o passar do tempo, a tendência é que a arrecadação aumente e não reduza como está acontecendo agora. A carga tributária é tão alta e ultrapassou a curva de Laffer há muito tempo", disse, emendando que a consequência vai ser inadimplência, sonegação e redução de arrecadação.

"Então, tendo essa consciência de responsabilidade fiscal e de dar o exemplo para aprovar PEC do fim da reeleição é uma coisa que eu pretendo fazer logo no início do mandato."

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