Os parlamentares federais sul-mato-grossenses reforçaram ontem na Câmara dos Deputados a defesa ao Correio do Estado, censurado pelo pelo juiz Wagner Mansur Saad, a pedido do senador Delcídio do Amaral (PT). O parlamentar petista renega a proximidade com o ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, que é apontado como o responsável pelo parecer falho que motivou a compra superfaturada da refinaria de Pasadena, no Texas, por mais de US$ 1 bilhão, que causou prejuízos à estatal brasileira.
O deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM) criticou a censura prévia, enfatizando que repudia, junto com o deputado Fábio Trad – que fez grande discurso em defesa do Correio do Estado na sessão plenária de anteontem -, o senador Delcídio do Amaral, que tenta proibir “o jornal de maior circulação de Mato Grosso do Sul de citar o nome dele (Amaral) em relação à nomeação do Cerveró para a diretoria da Petrobras”.
Outro parlamentar que criticou a censura imposta ao Correio do Estado foi o deputado federal Akira Otsubo (PMDB/MS), afirmando: “Sou a favor da divulgação, a notícia é nacionalmente conhecida, foi veiculada pelos veículos de comunicação de circulação nacional”, completando que “Delcídio esta preocupado com a imagem dele por ser o pré-candidato ao cargo de governador do Estado”, citando que a noticia foi veiculada no dia 20 de março, no Blog do Camarotti, no site G1, que pertence ao Grupo Globo, na qual Amaral afirma ao blog que foi consultado antes da indicação de Cerveró para o cargo de diretor da área internacional da estatal. Isso significa que a indicação se confirmou com aval do senador sul-mato-grossense. No mesmo blog disse que deu recomendações profissionais de Cerveró. A reportagem de Clodoaldo Silva está publicada na edição de hoje do jornal Correio do Estado.


