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Em Brasília, Riedel oficializa troca do PSDB pelo PP e assume vice-presidência

Governador de MS assinou ficha de filiação na sexta-feira (15) e anunciou oficialmente ingresso no partido nesta terça-feira (19)

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Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, está oficialmente no Partido Progressistas (PP). Com isso, deixou o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Riedel anunciou oficialmente o ingresso no partido, na manhã desta terça-feira (19), durante Convenção Nacional do PP, realizada no auditório Petrônio Portela, no Senado Federal, em Brasília.

Conforme adiantado pelo Correio do Estado, o chefe do executivo estadual se filiou ao partido e já conseguiu uma cadeira na vice-presidência: ele foi eleito como vice-presidente nacional do PP, junto com a senadora Tereza Cristina (PP-MS).

Ele assinou a ficha de filiação na sexta-feira (15), conforme documento em anexo. Veja:

Riedel em assinatura simbólica durante convenção partidária na manhã desta terça-feira (19). Foto: Divulgação

Apesar de o governador esconder a informação sobre sua ida ao PP a sete chaves, seu processo de filiação já estava adiantado há meses.

A oficialização de Riedel no Progressistas teve origem a partir do trabalho incansável de sua aliada e amiga Tereza Cristina, senadora de MS, presidente estadual do PP e líder da sigla no Senado.

"Venho para o PP com tranqulidade e com a segurança de que nós estaremos unidos pelo propósito nesse país. Eu fico feliz de estar presente e vir aqui hoje na convenção nacional do PP pra participar desse momento. Lá, no Mato Grosso do Sul, o PP tem a liderança da senadora Tereza, a mais votada na história do estado para o Senado Federal e carrega dentro das suas propostas, seus valores, um propósito muito claro de desenvolvimento e uma agenda absolutamente transparente", destacou Riedel durante oficialização de entrada no partido.

A senadora de MS, Tereza Cristina, deu boas-vindas ao amigo e aliado.

Riedel durante convenção partidária na manhã desta terça-feira (19). Foto: Divulgação

"[Quero] dar as boas vindas ao meu amigo, sobretudo é um grande governador que Mato Grosso do Sul tem hoje. É um governador que eu estou aqui para apoiá-lo e para também dizer que no seu próximo mandato, que com certeza será reeleito governador progressista, fazendo a diferença também aí no nosso Brasil. Nós nos conhecemos, nos respeitamos, há muitos anos e eu sei que, fundamentado nesse longo convívio que temos, que a filiação do governador é uma contribuição fundamental para o nosso partido em Mato Grosso do sul e no Brasil, não apenas nos planos estaduais e regionais, mas na cena nacional é um reconhecimento positivo", disse a senadora.

Além de Riedel e Tereza, também participaram do evento o presidente do Partido, Ciro Nogueira; deputado federal, Dagoberto Nogueira (PSDB); deputado federal, Geraldo Resende (PSDB) e secretário de Governo, Rodrigo Perez.

No PP, Riedel deve integrar uma ampla aliança de centro-direita para sua reeleição, que dará palanque a um candidato à Presidência da República da centro-direita.

Além de Riedel, Tereza Cristina também conseguiu levar a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), para o partido Progressistas, em 1º de junho de 2023.

Eleições 2026

Pardal já soma 19 denúncias de irregularidades eleitorais em MS

Consulta feita pelo Correio do Estado mostra que Campo Grande concentra 12 registros

24/08/2026 16h30

Aplicativo Pardal

Aplicativo Pardal Gerson Oliveira

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Consulta feita pelo Correio do Estado ao painel público do Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral destinada ao recebimento de denúncias sobre propaganda irregular, mostra que Mato Grosso do Sul já contabiliza 19 ocorrências relacionadas às eleições de 2026.

O levantamento foi realizado nesta segunda-feira (24), e considera os registros apresentados desde 16 de agosto, data do pontapé oficial do período de campanhas eleitorais. O número representa três denúncias a mais em relação ao balanço do encerramento da primeira semana, que apontava 16 ocorrências.

Campo Grande concentra 12 registros, o equivalente a mais de 60% das denúncias feitas no Estado. Dourados aparece em seguida, com duas. Ivinhema, Jardim, Miranda, Nova Andradina e Três Lagoas possuem uma ocorrência cada.

Na Capital, as denúncias envolvem distribuição de material gráfico, comícios e showmícios, utilização de bens públicos, propaganda na internet e outdoors. Um dos registros aparece no sistema sem a informação sobre o tipo de irregularidade apontada.

Em Dourados, uma denúncia está relacionada ao uso de bens públicos e outra à propaganda na internet. Ivinhema tem um caso envolvendo omissão de informações obrigatórias, enquanto Jardim e Nova Andradina registraram ocorrências relacionadas a outdoors. Em Miranda e Três Lagoas, as denúncias tratam de propaganda eleitoral na internet.

Entre os cargos envolvidos, candidatos a deputado estadual e a deputado federal aparecem empatados, com oito denúncias cada. As duas ocorrências restantes têm como alvo candidaturas ao governo de Mato Grosso do Sul.

O painel público do Pardal não informa os nomes dos candidatos ou responsáveis denunciados. O relatório disponibilizado pela Justiça Eleitoral apresenta somente o município, o tipo de irregularidade, o cargo envolvido e a situação da ocorrência. Os nomes podem constar no ambiente interno da Justiça Eleitoral ou em processos do PJe que não estejam sob sigilo.

A propaganda na internet é o tipo mais frequente, com quatro registros. Bens públicos, comícios e showmícios, distribuição de material gráfico e outdoors aparecem com três denúncias cada. Também há uma ocorrência por omissão de informações obrigatórias e outra sem classificação.

Das 19 denúncias apresentadas em Mato Grosso do Sul, 15 já foram peticionadas no Processo Judicial Eletrônico. Outras duas permanecem em andamento e duas foram baixadas do sistema. A maior parte dos registros, 13, foi enviada por aparelhos com sistema iOS, enquanto seis partiram de dispositivos Android.

O registro no Pardal não significa que a irregularidade tenha sido comprovada. As informações encaminhadas pelos eleitores passam pela análise da Justiça Eleitoral, que verifica a existência de elementos mínimos e define as providências cabíveis para cada caso.
 

eleições 2026

Eduardo Bolsonaro endossa crítica a Michelle e reacende tensão na família durante campanha

Ex-deputado comentou e posteriormente compartilhou um vídeo do influenciador Allan dos Santos no qual a candidatura da ex-primeira-dama ao Senado pelo Distrito Federal é colocada em dúvida

24/08/2026 15h00

Eduardo Bolsonaro endossou crítica a Michelle

Eduardo Bolsonaro endossou crítica a Michelle Foto: Reprodução / Redes Sociais

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Um movimento de Eduardo Bolsonaro nas redes sociais voltou a expor divergências dentro da família do ex-presidente Jair Bolsonaro em meio à tentativa de Flávio Bolsonaro (PL) de fortalecer sua campanha presidencial e reconstruir a aproximação política com Michelle Bolsonaro. Neste domingo, o ex-deputado comentou e posteriormente compartilhou um vídeo do influenciador Allan dos Santos no qual a candidatura da ex-primeira-dama ao Senado pelo Distrito Federal é colocada em dúvida.

Ao publicar o conteúdo, Eduardo resumiu sua avaliação em uma frase: "Triste, mas verdadeiro…". No vídeo, Allan afirma preferir a eleição da deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e do ex-desembargador Sebastião Coelho (Novo) à de Michelle. O influenciador também questiona qual será a orientação política da ex-primeira-dama caso ela conquiste uma das duas cadeiras destinadas ao Distrito Federal no Senado.

"Eu prefiro mil vezes Bia Kicis e Sebastião Coelho do que a Michelle com oito anos de incógnita. É uma incógnita, porque nós não sabemos o que ela poderá trazer para a direita. O que não é incógnita: pauta feminista, pauta de esquerda, saindo da boca de alguém que se diz de direita", afirmou Allan.

Michelle, que aparece bem posicionada nas pesquisas para o Senado, disputa espaço justamente com nomes ligados ao mesmo campo da direita.

O episódio ocorre em um momento delicado para Flávio. Nas últimas semanas, o senador e Michelle protagonizaram movimentos de reaproximação após divergências que chegaram a colocar em dúvida o grau de participação da ex-primeira-dama na campanha presidencial. A tentativa agora é ampliar sua presença ao lado do candidato e explorar sua força especialmente entre o eleitorado feminino e os evangélicos.

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