Política

CONFIRMADO

Em eleição suplementar, Vanda Camilo é eleita prefeita de Sidrolândia

Além disso, Camilo entra para a história política do município como a primeira mulher a ocupar o cargo

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O que já vinha sendo anunciado nas pesquisas eleitorais, acabou se confirmando nas urnas das eleições suplementares de Sidrolândia. A prefeita interina do município, Vanda Camilo (PP), acabou vencendo o pleito após conquistar 10.768 (52,40%) dos votos válidos. 

O seu adversário, Enelvo Felini (PSDB), obteve 9.782 ( 47,60%) de preferência nas urnas. Já brancos/nulos somaram 746 (3,48%).  

Com a confirmação do nome de Vanda, ela entra para a história política do município como a primeira prefeita. 

A vereadora ainda recebeu apoios importantes, como dos deputados estaduais ,Coronel David (sem partido) e do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Paulo Corrêa (PSDB), mesmo ele sendo do mesmo partido do seu adversário. 

Segundo o TRE, participaram da votação pouco mais de 30 mil eleitores. 

Devido a pandemia da Covid-19, a realização do pleito complementar, que estava marcado para o último dia 11 de março, acabou sendo adiado. Vanda Camilo acabou assumindo a prefeitura em janeiro deste ano, após também ser eleita presidente da Câmara da cidade.

O vencedor do pleito realizado em novembro do ano passado foi Daltro Fiuza (MDB), porém o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) impugnou sua chapa baseado na lei da “Ficha Limpa”. 

O novo pleito foi convocado pelo TRE, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir manter a impugnação do registro de candidatura de Daltro Fiúza (MDB), eleito em novembro do ano passado.  

A determinação judicial foi reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que decidiu marcar a eleição suplementar. No entanto, Fiuza ainda tenta reverter o caso no TRE-MS.  

Morte do vice

Fellini ainda teve um revés na campanha, pois uma semana antes do pleito, ele acabou de perder seu vice de chapa, o empresário, Moacyr de Almeida. Ele morreu na manhã da última segunda-feira (7), vítima de Covid-19. 

Quem assumiu seu lugar foi o médico cardiologista Sérgio Ocampos (Patriota).  

Calendário:

18/06: último dia para entrega da prestação de contas;

1/07: último dia para o julgamento das contas;

02/07: último dia para a diplomação dos eleitos;

02/07: último dia para a posse dos eleitos.

Mais cidades

Outros três candidatos a prefeito em Mato Grosso do Sul vencedores nas urnas em 2020 estão em situação semelhante a de Daltro, mas ainda aguardam serem julgados em definitivo para saber se podem ou não assumir seus cargos. 

São eles João Donizeti Cassuci (PDT), vencedor do pleito pela prefeitura de Angélica, Heliomar Klabunde (MDB), em Paranhos, e Álvaro Urt (DEM), em Bandeirantes. Nessas cidades, caso eles sejam impedidos de assumir, também deverá ter nova eleição.

Acusação

Flávio acusa Dino de autorizar operação contra produtora de 'Dark Horse' por motivação política

Pela manhã, a PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão para investigar a destinação de emendas parlamentares

10/09/2026 22h00

Flávio Bolsonaro discursa sendo observado por Azambuja e Riedel

Flávio Bolsonaro discursa sendo observado por Azambuja e Riedel Marcelo Victor/Correio do Estado

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O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) acusou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de agir por motivação política ao autorizar a operação da Polícia Federal contra a produtora do filme "Dark Horse" nesta quinta-feira, 10.

Pela manhã, a PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão para investigar a destinação de emendas parlamentares para o financiamento do biografia cinematográfica sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Karina Ferreira da Gama, dona da Go UP Entertainment Ltda., produtora do filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), roteirista do longa, foram alvos de buscas. As defesas dos dois foram procuradas, sem resposta.

Os investigadores suspeitam que o dinheiro de emendas parlamentares tenha sido desviado para financiar o filme, que tem o envolvimento de Flávio. O senador pediu R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para custear o projeto - desse total, mais de R$ 60 milhões foram pagos.

Em entrevista na cidade de Boa Vista, o candidato teve de responder a perguntas incômodas sobre a investigação policial contra uma aliada. O candidato do PL criticou Dino e afirmou que a operação desta manhã só foi deflagrada porque, em sua visão, ele está bem posicionado nas pesquisas eleitorais, inclusive à frente do presidente Lula (PT) em algumas sondagens para o segundo turno.

"Olha, não tem absolutamente nada de errado com esse filme. Não tem um centavo de dinheiro público, já cansei de falar. O que tem claramente é uma tentativa de interferência política, agora do ministro Flávio Dino, sobre as eleições. Qual é o fundamento dessa operação? Político", declarou ele.

Em seguida, questionado sobre se a operação da PF impacta em sua campanha eleitoral, Flávio disse ter implicância "zero".

"Lula já abandonou a campanha política. Agora está contando com seus amigos no Supremo para levar (a eleição) no tapetão. Vai perder no voto, vai perder no tapetão", afirmou o bolsonarista.

É o primeiro ato de campanha de Flávio na região Norte do País. A agenda incluiu uma motocarreata seguida de um comício em um trio elétrico na Praça do Centro Cívico. Ele esteve acompanhado dos candidatos ao Senado pelo PL, Hélio Bolsonaro e Antônio Carlos Nicoletti.

Flávio abordou a crise que desgasta o STF, disse que a Corte precisaria ter feito uma autocontenção há muito tempo e afirmou que "deram superpoderes a um ministro específico do STF, que é o Alexandre de Moraes, porque era pra tirar o Bolsonaro, mas com o pretexto de salvar a democracia".

"Hoje o último obstáculo para que o Brasil não vire uma ditadura de vez chama-se Flávio Bolsonaro. É o Flávio Bolsonaro que vai resgatar a democracia. É o Flávio Bolsonaro que vai proteger o Supremo de pessoas como o Alexandre de Moraes", afirmou Flávio, cujo pai foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado para se manter no poder após a derrota para o PT em 2022.

O bolsonarismo vinha explorando o escândalo no STF. Um membro da campanha bolsonarista diz que o candidato se beneficia "enquanto Moraes estiver sangrando", e que uma eventual solução da crise, como o afastamento do ministro, por exemplo, seria ruim para a campanha.

Nesta sexta-feira, 11, Flávio estará em Manaus, onde visita a unidade fabril da Moto Honda pela manhã e, no fim da tarde, participa de um "grande encontro da Força da Direita do Amazonas".

Investigação

Emenda milionária de Pollon à Ong é citada em investigação sobre Dark Horse

Verba foi destinada a empresas ligadas à Karina Gama, dona da produtora responsável pelo filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro

10/09/2026 16h15

Deputado federal Marcos Pollon

Deputado federal Marcos Pollon Foto: Divulgação

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Em meio a decisão do ministro Flávio Dino que autorizou a operação deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal para investigar o desvio de emendas parlamentares, a movimentação  de uma emenda de R$ 1 milhão pelo deputado federal Marcos Pollon (PL) e outra de R$ 150 mil, pela deputada Bia Kicis (PL-DF) à Academia Nacional de Cultura (ANC) revelam os intrincados caminhos que levaram milhões de reais a diferentes empresas e organizações ligadas a Karina Gama, dona da produtora responsável pelo filme Dark Horse.

O repasse do deputado foi destinado ao desenvolvimento do projeto denominado "Heróis Nacionais", em São Paulo. Segundo a decisão de Flávio Dino, que autoriza a ação da PF, essa circunstância, por si só, "revela aparente desconformidade com a exigência de absoluta vinculação federativa estabelecida nas decisões supracitadas", uma vez que ambos os deputados são de estados distintos ao projeto.

A ação da Polícia Federal faz parte do inquérito que trata do desvio de emendas parlamentares, relatado por Dino, que revela os intrincados caminhos que levaram milhões de reais a diferentes empresas e organizações ligadas a Karina Gama, indicando a existência de uma organização articulada para desvio de recursos públicos que envolve ainda o deputado federal Mario Frias, que foi secretário Especial da Cultura na gestão de Jair Bolsonaro.

Nessa rede de empresas, muitas delas com vínculos suspeitos entre pessoas jurídicas e indicação de criação para atender a finalidades de contratos já firmados, destaca-se ainda o fato de a Editora e Distribuidora de Livros HD Cultural ser beneficiária de uma emenda parlamentar individual de autoria do deputado federal Mario Frias, tendo o Fundo Municipal de Saúde de Piracicaba como ente pagador de R$ 1.368.528,20 em 24 de março deste ano, e também receber R$ 1.298.694,38 em 30 de dezembro de 2025, por meio de recursos do FUNDEB, tendo como pagador o Fundo Municipal de Educação de Icó, no Ceará. O trajeto dos recursos, ao que indica o documento, tem uma geografia complicada: saem de Brasília, do Mato Grosso do Sul e do Ceará, com destino a projetos em São Paulo.

Outro ponto controverso destacado pela CGU é a "atipicidade" da solicitação de orçamento pelo ICB, sediado em São Paulo, à Cometa Livraria, empresa cuja sede fica em Fortaleza, no Ceará, "a despeito da ampla oferta de editoras e fornecedores do setor editorial existentes no estado de São Paulo". A livraria tem o mesmo endereço da HD Cultural Ltda, que recebeu a emenda de Frias, que está proibido de deixar o país.

Imbróglio 

A denúncia sobre as emendas foi apresentada por Tabata Amaral foi motivada por uma reportagem de dezembro de 2025, do site The Intercept Brasil. Segundo a publicação, a Academia Nacional de Cultura foi contemplada com R$ 2,6 milhões oriundos de emendas parlamentares destinadas por deputados federais filiados ao Partido Liberal. Além de Bia Kicis e Marcos Pollon. 

À época, Pollon entregou ao ministro seus esclarecimentos dentro do prazo estipulado. O deputado admitiu ter destinado R$ 1 milhão para a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo viabilizar, por intermédio da Go Up Entertainment, “a produção da série documental intitulada Heróis Nacionais – Filhos do Brasil que não se rendem”.

Contudo, segundo o deputado, devido à “incapacidade da entidade beneficiária de cumprir requisito técnico essencial”, o projeto não avançou e ele redirecionou os recursos para a área da saúde, “especificamente em favor do Hospital de Amor de Barretos”.

“A inexistência de execução afasta, por completo, qualquer hipótese de desvio de finalidade ou irregularidade material na aplicação de recursos públicos”, sustentou o deputado na ocasião.  
 

*Com informações de O Globo 

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