Política

A 6 dias da eleição

Em MS, 92,6% não sabem para quem dar segundo voto ao Senado

Pesquisa espontânea do IPR/Correio do Estado ainda mostra que 76,79% não sabem dizer a quem pretendem dar o 1º voto

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A seis dias do primeiro turno das eleições, 92,60% dos eleitores de Mato Grosso do Sul ainda não sabem apontar espontaneamente a quem pretendem dar o segundo voto ao Senado. 
O índice chama a atenção porque, neste ano, cada eleitor terá direito a escolher dois candidatos diferentes para representar o Estado no Senado.

O levantamento Instituto de Pesquisa Resultado (IPR)/Correio do Estado mostra que a indefinição também é elevada em relação à primeira escolha, embora em proporção menor: 76,79% dos entrevistados não souberam dizer espontaneamente a quem pretendem dar o primeiro voto.

A diferença de quase 16 pontos porcentuais entre os dois índices evidencia que a segunda escolha está ainda menos consolidada. 

Enquanto pouco mais de 23% dos entrevistados citaram algum candidato, branco ou nulo para o primeiro voto, apenas cerca de 7% fizeram o mesmo quando questionados sobre a segunda opção.

No caso do segundo voto, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) foi citado por 2,81% dos entrevistados, enquanto o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) aparece com 1,53%, seguido pela senadora Soraya Thronicke (PSB), com 0,77%, e pelo advogado Roberto Oshiro (Novo) e pelo deputado federal Vander Loubet (PT) com 0,13% cada.

Já no caso do primeiro voto Capitão Contar aparece com 7,53%, seguido por Reinaldo Azambuja, com 6,76%, enquanto Soraya Thronicke e Vander Loubet registram 3,06% cada e Luiz Lemes (DC) e Roberto Oshiro foram mencionados por 0,26% cada. 

Além disso, a ex-ministra Simone Tebet (PSB), que vai concorrer por São Paulo, e Valter da Comagran (PRD) receberam 0,13% das citações cada.

ANÁLISES

Para o cientista político Daniel Miranda, o elevado porcentual de eleitores que ainda não aponta candidatos ao Senado é compatível com uma característica das eleições para cargos legislativos: boa parte das escolhas ocorre nos últimos dias da campanha.

"Nas eleições para os legislativos, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, a maioria dos eleitores define seus candidatos na reta final da campanha", afirmou.

Segundo Miranda, as disputas para cargos do Executivo costumam concentrar maior atenção do eleitorado por causa do peso político, da exposição durante a campanha e da maior presença cotidiana de governadores e do presidente da República no noticiário.

"Em geral, as disputas para o Executivo atraem mais atenção, devido ao peso político de tais cargos, ao maior tempo de horário eleitoral destinado a eles e à maior visibilidade, cotidiana e nos noticiários, que governadores e presidente da República têm", explicou.

Nesse contexto, conforme ele, não surpreende que uma parcela expressiva dos eleitores ainda não tenha fechado os dois votos para o Senado.

"É normal as pessoas não apenas não terem definido seu voto ainda, como sequer saberem todos os cargos em disputa nas eleições deste ano", disse.

Miranda avalia que essa definição deve se intensificar justamente nos últimos dias antes da votação. "Somente bem próximo do dia da eleição é que as pessoas vão definir suas preferências eleitorais e, aí sim, os indecisos vão se decidir", afirmou.

ESPAÇO PARA MUDAR

O cientista político Tércio Albuquerque também chama a atenção para o tamanho do grupo que ainda não definiu espontaneamente o segundo voto e, para ele, o porcentual recomenda cautela em interpretações de que a distribuição das duas cadeiras já estaria definida antes da votação.

"Essa indefinição dos eleitores de Mato Grosso do Sul quanto a quem seria o seu candidato a senador coloca um pouco de água fria nessa fervura que criava uma situação em que somente o PL teria essa possibilidade de eleger os dois senadores", analisou.

Na avaliação dele, os últimos dias de campanha ganham ainda mais importância diante da quantidade de eleitores que não aponta espontaneamente uma segunda opção. 

"Assim, a depender da campanha que for desenvolvida pelos candidatos, dos apoios dos candidatos à Presidência e ainda dos apoios que possam efetivamente receber nesta reta final, esse quadro pode sofrer alterações", pontuou.

Na pesquisa estimulada, Reinaldo Azambuja (PL) aparece com 23,98%, seguido por Capitão Contar (PL), com 20,34%. Vander Loubet (PT) registra 8,99% e Soraya Thronicke (PSB), 8,61%. 

Para Albuquerque, embora Reinaldo e Contar apareçam com porcentuais maiores no levantamento estimulado, a indefinição registrada na pesquisa espontânea mantém relevante a disputa pelo eleitor que ainda não formou as duas escolhas para o Senado. 

"Em que pese essa indefinição, temos uma reta final em que os candidatos ainda vão buscar esse eleitor que não definiu os dois votos", avaliou.

stf

Dino derruba decisão de Mendonça e libera post sobre Nossa Senhora

Para Dino, decisão preserva liberdade de expressão e religiosa

27/09/2026 21h00

Ministro Flávio Dino, do STF

Ministro Flávio Dino, do STF Divulgação/STF

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido do humorista Antonio Tabet para restaurar uma postagem no X sobre Nossa Senhora Aparecida, que havia sido removida por decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

O humorista veiculou uma foto de imagem religiosa com a legenda: “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”.

“A mensagem não trazia o nome de Flávio Bolsonaro ou de qualquer familiar”, ponderou Dino.

Flávio Bolsonaro acionou a Justiça Eleitoral com a alegação de que o fato era “inverídico” e trazia “discurso de ódio e imputação de crime”. O pedido obteve decisão liminar no TSE para a retirada da postagem e de conteúdos semelhantes sob pena de multa diária de R$ 30 mil. 

Durante a semana, surgiram informações de que grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro defendiam a destituição de Nossa Senhora Aparecida de “Padroeira do Brasil”. O candidato do PL nega.

“Não há ilicitude”
A defesa de Tabet alegou que a ordem de Mendonça promovia “censura”. Dino ponderou que a remoção do conteúdo dependeria de presumir como verdade que “família miliciana” estaria relacionada ao candidato Flávio Bolsonaro. Para o ministro, a ação de Mendonça foi “destituída de motivação e proporcionalidade”. 

A decisão, segundo Dino, abrange também outras postagens que foram excluídas sob o mesmo fundamento que excluiu a do humorista Antonio Tabet. O candidato à Presidência pediu a remoção de mais de 1,5 mil publicações sobre o tema nas redes sociais.

“Concluo que é impossível enxergar na postagem do peticionário (Tabet) o grau de certeza de ilicitude para - sem a adequada instrução processual - extrair duríssimas consequências contra a liberdade de expressão e, em última análise, contra a própria liberdade religiosa (...)”

Para Dino, a cassação da decisão no TSE preserva a liberdade de expressão e a liberdade religiosa dos que defendem a manutenção da lei que transformou Nossa Senhora Aparecida em “Padroeira do Brasil”. 

“Carga depreciativa”

Ao aceitar o pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e excluir a postagem de Tabet, o ministro André Mendonça, que é vice-presidente do TSE, afirmou que havia no conteúdo publicado "expressões de elevada carga crítica e depreciativa".

De acordo com as informações fornecidas pela defesa de Flávio Bolsonaro ao TSE, a publicação havia superado 195 mil visualizações, 2 mil compartilhamentos e 11 mil curtidas em poucas horas.

Segundo Mendonça, a mensagem ultrapassava o campo da opinião política e veiculava fato "objetivamente falso, informação fabricada ou grave descontextualização, aptos a interferir na livre formação da vontade do eleitor”. 

Mendonça considerou, na análise preliminar, que os elementos apresentados no processo indicam que essa informação “não encontra suporte na realidade fática”.

Liberdade de expressão

A defesa de Antonio Tabet repudiou a decisão liminar de André Mendonça. “A ordem judicial de exclusão atinge uma manifestação que em momento algum citou o nome do candidato Flávio Bolsonaro”, afirmou o humorista.

Os advogados do humorista apontaram que a liberdade de expressão e a crítica política, por mais ácidas ou incômodas que sejam, constituem elementos protegidos do debate democrático.

FESTA DA DEMOCRACIA

Eleitores com deficiência têm até sexta-feira (02) para pedir transporte gratuito

Campo Grande possui 9,5 mil pessoas com deficiência e TRE-MS separou 16 cadeiras para atender os que têm mobilidade reduzida, em 13 pontos de duas das seis zonas totais na Capital

27/09/2026 15h49

TRE-MS disponibilizará um total de 16 cadeiras de roda para auxiliar aqueles que possuem mobilidade reduzida

TRE-MS disponibilizará um total de 16 cadeiras de roda para auxiliar aqueles que possuem mobilidade reduzida Arquivo/Correio do Estado/Gerson Oliveira

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Com aproximadamente 22,6 mil eleitores sul-mato-grossenses indicando possuir algum tipo de deficiência, aqueles que precisam solicitar um transporte especial gratuito para os dias de votação têm até a próxima sexta-feira, 02 de outubro, para realizarem o pedido de forma virtual ou presencialmente. 

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o perfil do eleitoral, referente à quantidade de eleitores com deficiência, apontam que cerca de 44% desse montante de eleitores com deficiência está domiciliado em Campo Grande.

Parte do programa batizado de "Seu Voto Importa", esse é um dos serviços ofertados para facilitar que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida compareçam para os dias de votação. 

É importante reforçar que essa iniciativa depende da aprovação de um juiz eleitoral responsável, com o prazo para realização deste pedido aberto até às 18h da próxima sexta-feira (02 de outubro). 

Esse pedido pode ser feito através dos meios eletrônicos, com o preenchimento de um formulário eletrônico disponível no portal do Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul (TRE-MS) - acesse CLICANDO AQUI -, através do qual é preciso fornecer os documentos "verdadeiros e completos" para as devidas comprovações. 

Há também a opção de solicitar presencialmente esse transporte gratuito para a votação, através dos cartórios eleitorais de Campo Grande, no período entre o meio-dia até às 18h. 

Nesse caso será necessário apresentar os mesmos documentos exigidos em formulário eletrônico, com a Central de Atendimento ao Eleitoral da Capital disponibilizando os seguintes canais para sanar dúvidas e repasse de informações: whatsapp (67) 99987-4376 e (67) 99984-2922, ou pelo telefone (67) 2107-7276.

Eleitores com deficiência

Campo Grande possui um total de seis zonas eleitorais que abrigam os 237 locais de votação, onde os mais de 640 mil eleitores se encaminham no dia da eleição, sendo 2.242 seções ao todo na Capital. Com a parcela com deficiência respondendo por cerca de 9.590 eleitores, o TRE-MS disponibilizará um total de 16 cadeiras de roda para auxiliar aqueles que possuem mobilidade reduzida. 

Essas cadeiras de rodas contemplam 13 locais de votação, sendo sete e seis pontos da 35ª e 36ª zona eleitoral respectivamente. Elas ficam disponíveis nas seguintes localidades: 

35ª Zona Eleitoral

  • UEMS;
  • Escola Municipal Nerone Maiolino;
  • Escola Estadual Arlindo de Andrade Gomes;
  • Escola Municipal Des. Carlos Garcia de Queiroz;
  • Colégio Rui Barbosa – Unidade Multiplicando;
  • Escola Estadual Ada Teixeira;
  • Escola Municipal Licurgo.

36ª Zona Eleitoral

  • Colégio Nossa Senhora Auxiliadora — seções transferidas para a Unigran;
  • Escola Estadual Joaquim Murtinho;
  • Escola Estadual São José;
  • Escola Municipal Prof. Vanderlei Rosa de Oliveira;
  • Salão Paroquial da Igreja Dom Bosco — Vila Célia;
  • Unigran Capital.

 

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