Política

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Exemplos da corrupção brasileira

Exemplos da corrupção brasileira

JACIR ALFONSO ZANATTA

31/01/2010 - 07h28
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Férias combina com leitura. É tempo de ler algumas obras que o corre-corre diário não permite. São livros que exigem mais reflexão e meditação e que possibilitam tecer algumas pontes entre o passado e o presente. Trazem ensinamentos que muitas vezes estão sendo esquecidos pela maioria da população. Mas as férias também são usadas para o descanso e para os passeios. Aqueles que optam por ficar na cidade, por falta de opção, acabam tendo que se render ao shopping center e ao cinema. Eu me deixei dobrar e aca bei aprendend o u m a dura lição sobre como a corrupção consegue atingir o dia a dia das pessoas. Depois de ter lido cinco livros e preparado as aulas que vou ministrar neste semestre, optei por encerrar a semana assistindo um filme. Queria apenas relaxar e me divertir um pouco. Mas, como as opções de lazer em Campo Grande são poucas, as pessoas acabam geralmente escolhendo o shopping center, templo do consumismo, como forma de lazer. A intenção era apenas ver pessoas, fazer parte do convívio social e humano sem precisar pensar muito. Não consegui. Fui surpreendido e chamado à realidade logo que cheguei ao shopping. Estacionamento lotado. Depois de rodar por aproximadamente uns dez minutos sem encontrar uma vaga, passa um senhor com esposa e filhos e faz um sinal indicando onde está seu carro. Não dá tempo. Outro motorista já estava parado perto do local onde aquela família cordial havia me indicado que sobraria uma vaga. Permaneço parado e vejo dois homens se aproximarem do meu carro enquanto a esposa de um deles com duas crianças vai se dirigindo lentamente para o veículo estacionado do outro lado de onde me encontrava. Eles chegam e, com a maior cara de pau, um deles diz que quer fazer uma troca: a vaga no estacionamento do shopping pelo cartão que eu havia acabado de pegar na entrada. Não entendi o que ele queria e pedi que se explicasse. Ele então me mostra como a corrupção já faz parte do DNA brasileiro. Fiquei pasmo. Não queria acred it a r no que estava escutando. Aquele senhor estava me propondo trocar o meu cartão do estacionamento, ainda nos minutos de tolerância, pelo dele. Como parte da troca eu ficaria com a vaga onde seu carrro estava estacionado. Agradeci e fui procurar outra vaga, mas percebi que o motorista do carro que estava logo atrás do meu acabou aceitando e ficou com o lugar. Confesso que naquela noite cheguei em casa atordoado. Me dei conta que a criatividade ou a corrupção do povo brasileiro não tem limites. Ao pensar sobre o assunto e até tentando digerir a supresa da proposta, acabei me deparando com o livro “Dos deveres”, do escritor romano Marco Túlio Cícero. Uma obra escrita antes da era cristã e que busca mostrar que os deveres decorem da honestidade e de todo tipo de virtude. Cícero (1999, p. 88) defende que “tudo vai pelo pior quando o que deve ser obtido pela virtude é tentado pelo dinheiro”. É importante observar que em toda a obra o autor defende que as pessoas de bem buscam as coisas honestas. Pensar sobre isso chega a ser assustador. As pessoas não estão se dando conta que as cidades só foram edificadas e habitadas pela união das pessoas. Mas estamos chegando a um momento crucial, no qual o individualismo está cada vez mais forte e com isso as pessoas estão perdendo a própria humanidade. Ninguém mais pensa na coletividade, nas regras de conduta e de bem viver. As pessoas querem tirar proveito de tudo. Ao negociar a vaga no estacionamento para não pagar R$ 3,50, aquele desconhecido mostra a todos que a corrupção está tomando conta das atitudes mais simples e colocando em risco as próprias regras de convivência social. A corrupção deve ser tratada como uma doença. Desta forma seria fácil perceber que somos uma nação doente. Isso quem sabe permitiria alguma estratégia de saúde coletiva. Se ela também não funcionasse, ainda teríamos a saída utilizada por aqueles que são dependentes do álcool e que se esforçam para deixar o vício. Eles se comprometem em viver um dia de cada vez sem fazer uso da bebida. E, quando chegam ao final de um dia comemoram a vitória da sobriedade. Poderíamos adotar esta tática e tentar só por hoje não ser corrupto. Quem sabe daqui algumas décadas, séculos ou milênios possamos comemorar um dia sem corrupção no Brasil... um sonho. Mas voltando ao livro é importante ressaltar que “Dos deveres” prima pela conduta honesta. Isso fez com que essa obra notável sobre ética prática, ganhasse um lugar de destaque na história do pensamento universal. Embora Cícero afirme que os preceitos sobre o dever aplicam-se à vida como um todo, o que lhe interessa é o comportamento dos homens em sociedade. Para Cícero (1999, p. 12) só “manteremos a honestidade e o decoro se atribuirmos ordem e medida àquilo que fizermos”. Quem sabe seja por isso que o autor defenda que o primeiro ditame da justiça é ninguém prejudicar a outro. Preceito simples, mas que as pessoas estão se esquecendo de colocar em prática. Como defensor da boa contuda e dos bons princípios ele defende que a fraude será sempre odiosa. É bom lembrar que esta obra foi escrita há mais de dois mil anos. Seu autor não conheceu o Brasil. No entanto, o que ele escreveu pode ajudar a nação brasileira a se levantar da lama de corrupção que se vê envolvida há algum tempo. Cícero (1999, p. 24) argumenta que “de todas as formas de injustiça, nenhuma há mais criminosa do que a praticada por aqueles que, enganando ao máximo, fazem-se passar por homens de bem”. É fácil perceber que o autor entende que são nas pequenas atitudes que se revela o caráter de uma pessoa. Estóico por opção filosófica, Cícero sustenta que a finalidade da vida é a virtude. A virtude seria o único bem, e viver bem significaria viver virtuosamente. Desta forma só é bom aquilo que é honesto. Por isso, somente o homem virtuoso e sábio é de fato feliz, quaisquer que sejam as circunstâncias.

presidente da Argentina

Bolsonaro pede autorização para receber Mileii na prisão domiciliar

Visita do presidente da Argentina ao Brasil seria em 25 de julho

17/07/2026 18h44

Javier Milei, presidente da Argentina, deve visitar o Brasil

Javier Milei, presidente da Argentina, deve visitar o Brasil Foto: Divulgação

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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta sexta-feira (17) ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para receber a visita do presidente da Argentina, Javier Milei, em sua casa, onde cumpre prisão domiciliar, no dia 25 de julho.

Os advogados informaram que Milei virá ao Brasil e pretende encontrar Bolsonaro. 

A defesa de Bolsonaro também solicitou autorização para que membros da delegação argentina também possam participar da visita.

A comitiva será composta pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirino, a secretária-geral da presidência, Karina Milei, e o intérprete Enrique Luis de Boero Baby.

Eleições

Prazo para requerer voto em trânsito começa nesta segunda-feira

Modalidade permite que eleitores votem longe de seus domicílios eleitorais

17/07/2026 18h00

Reprodução / TSE

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Eleitoras e eleitores que estiverem longe de seus domicílios eleitorais durante o pleito deste ano e desejam exercer seu direito ao voto devem se manifestar junto ao Tribnal Regional Eleitoral a partir da próxima segunda-feira (20). 

O serviço estará disponível nos municípios de Campo Grande e Dourados, disponível àqueles que se manifestarem até 20 de agosto. 

A solicitação pode ser feita pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível no portal da Justiça Eleitoral, ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral, mediante apresentação de documento oficial com foto.

Em Campo Grande, o local destinado à votação em trânsito será o Sebrae, localizado na Avenida Mato Grosso, nº 1.681, Centro. Já em Dourados, a votação ocorrerá na Paróquia São José Operário, situada na Avenida Marcelino Pires, s/n, Centro.

Voto em trânsito 

O voto em trânsito é destinado a eleitores que estarão fora do município onde votam no dia da eleição e possuem inscrição eleitoral regular. A habilitação pode ser solicitada para o primeiro turno, para o segundo turno ou para ambos.

Quem optar por votar em trânsito em município localizado no mesmo estado de seu domicílio eleitoral poderá votar para todos os cargos em disputa. Já quem escolher votar em unidade da Federação diferente daquela em que está inscrito poderá votar apenas para os cargos de presidente e vice-presidente da República.

A habilitação para o voto em trânsito não altera nem transfere a inscrição eleitoral. Após a realização das eleições, o vínculo da eleitora ou do eleitor com sua seção de origem é restabelecido automaticamente.

Caso a pessoa habilitada para votar em trânsito não compareça ao local escolhido no dia da eleição, deverá justificar a ausência, mesmo se estiver em seu município de origem.

As regras sobre a transferência temporária de eleitoras e eleitores e o voto em trânsito estão previstas nos artigos 30 a 46 da Resolução-TSE nº 23.751/2026.

Serviço 

Em caso de dúvidas, as eleitoras e os eleitores podem procurar qualquer cartório eleitoral ou acessar os canais oficiais da Justiça Eleitoral.

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