Política

DE 2022 A 2024

Fora da prefeitura, patrimônio de Marquinhos diminui R$ 774 mil

Candidato a vereador pelo PDT, o ex-prefeito de Campo Grande possuía bens de R$ 2,9 milhões nas eleições de 2022, hoje ele detém R$ 2,1 milhões

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O candidato a vereador e ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PDT), diminuiu seu patrimônio em R$ 774 mil em comparação às eleições de 2022, segundo consta no Divulgacand, portal do Tribunal Superior Eleitoral que divulga candidaturas e contas eleitorais.

Há dois anos, Marquinhos foi candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo PSD (Partido Social Democrático), do qual ele acabou não sendo eleito e nem foi ao segundo turno. Nessa de 2022, em específico, ele declarou um total de R$ 2.851.236,09, dividido em casa, veículos e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).

Nesta atual, o ex-prefeito declarou R$ 2.076.518,10, do qual ele possui dois novos veículos: um Volvo XC 2021 (avaliado em R$ 291.950,00). Além desse, Marquinhos também declarou outros dois veículos, um T-Cross Highline VW 2021/2021 (avaliado em R$ 126.000,00) e um Fiat Weekend Adventure 2016/2017 (avaliado em R$ 73.000,00), mas estes já haviam sido declarados também em 2022.

Além desta mudança significativa de quase R$ 800 mil no patrimônio, Trad se autodeclarou pardo desta vez, do qual nas eleições passadas ele era considerado branco, mesma mudança realizada pelo candidato à prefeitura da capital Beto Pereira (PSDB) para este próximo pleito municipal.

Ao comparar com a última vez que Marquinhos se candidatou ao executivo de Campo Grande, em 2020 (se elegeu), ele declarou um total de R$ 2.519.739,49. Em 2016, primeira vez eleito para prefeito, Trad anunciou R$ 1.400.126,51 de bens. Ou seja, em quatro anos na prefeitura, seu patrimônio aumentou, aproximadamente, 80%. Acompanhe as mudanças de Marquinhos Trad de 2004, quando entrou na vida política como vereador da capital sul-mato -grossense, até este ano:

Confirmação

Marquinhos Trad, confirmou ao Correio do Estado sua pré-candidatura a vereador pelo PDT (Partido Democrático Trabalhista). A filiação do ex-prefeito ocorreu na manhã do dia 4 de abril.  Para a reportagem, ele relatou que sua experiência e conhecimento técnico podem acrescentar ainda mais na Casa de Leis. 

"Conheço muito bem a realidade da nossa cidade. Já estive no legislativo e no executivo e creio que com a experiência e conhecimento técnico das leis, posso ajudar na Câmara Municipal no crescimento da nossa cidade", destacou. 

A entrada de Marquinhos Trad ao PDT foi bastante turbulento. O primeiro a manifestar sua insatisfação foi o deputado Lucas de Lima, que enviou um pedido de renúncia à presidência do Diretório Municipal do partido em Campo Grande. Isso ocorreu após ele ter tomado conhecimento, pelas redes sociais, de que Marquinhos Trad estaria ingressando no partido.

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Diplomacia

Relações Rússia-Brasil se desenvolvem com sucesso, diz Putin em mensagem a Lula sobre 7/9

Na semana passada, Lula destacou que mantém boas relações com líderes globais

07/09/2026 22h00

O presidente russo, Vladimir Putin

O presidente russo, Vladimir Putin Foto: Reprodução / Perfil Brasil

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou em mensagem enviada nesta segunda-feira ao presidente do Brasil e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que as relações entre Rússia e Brasil "estão se desenvolvendo com sucesso no espírito da parceria estratégica". O texto, de felicitações pelo Dia da Independência no Brasil, foi publicado no perfil da embaixada da Rússia no País.

"Os nossos países cooperam ativamente nas mais diversas áreas, coordenam esforços no âmbito da ONU, do #BRICS, do G20 e de outras estruturas multilaterais", pontua o presidente russo.

Na mensagem, Putin chama Lula de "caro amigo" e observa que "nós, sem dúvida, continuaremos o trabalho junto construtivo para fortalecer ainda mais todo o conjunto de vínculos russo-brasileiros mutuamente benéficos. Isso atende plenamente aos interesses dos nossos povos amigos, está em consonância com a construção de uma nova ordem mundial - mais justa e multipolar".

Na semana passada, Lula destacou que mantém boas relações com líderes globais, incluindo Putin, o presidente da China, Xi Jinping, o presidente da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, e o presidente dos EUA, Donald Trump, com quem teve atritos recentemente devido à imposição de tarifas pelos EUA a produtos importados do Brasil "Eu não tenho adversários", ressaltou Lula em entrevista à Rádio Progresso.

Justiça

Fachin aguarda explicações de ministros para decidir sobre crise

Prazo de 5 dias para manifestação vence na sexta-feira

07/09/2026 13h30

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda as explicações dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, também do Supremo, para decidir se leva a crise dos dois para julgamento no plenário, em sessão aberta ou fechada.

A crise ganhou, na última semana, gravidade sem precedentes na história recente do STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigações.

No desdobramento mais recente, Mendonça liberou para julgamento em plenário o relatório da Polícia Federal (PF) que indica relação de proximidade entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master e suspeito de praticar fraudes financeiras bilionárias e corromper autoridades públicas.

Antes de decidir, porém, ele deve aguardar até a próxima sexta-feira (11), quando vence o prazo de cinco dias que deu para que Moraes e Mendonça se manifestem.

Como alternativa, é possível que o presidente do Supremo convoque uma reunião reservada em seu gabinete para que todos os ministros decidam como conduzir a crise interna.

Essa foi a solução dada quando veio à tona uma suposta ligação entre Vorcaro e o ministro Dias Toffoli, em fevereiro deste ano. Na ocasião, a relatoria do caso Master foi transferida de Toffoli para Mendonça.

A diferença da crise atual é que Fachin decidiu concentrar em um processo próprio, de sua relatoria, os documentos e pedidos referentes ao caso. Embora improvável, é possível que o presidente do Supremo decida monocraticamente (de forma individual) sobre o arquivamento ou a abertura de investigação contra os colegas.

No processo consta, por exemplo, um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para que o relatório da PF liberado por Mendonça seja anulado, sob o argumento de que somente o plenário do Supremo poderia ter autorizado o avanço das investigações contra um de seus ministros.

O próprio Gonet, entretanto, é citado no mesmo relatório da PF por possíveis ligações com Vorcaro.

Outro pedido feito a Fachin, desta vez por Alexandre de Moraes, é para que o próprio Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Para embasar seu pedido, Moraes apresentou um relatório de inteligência da PF segundo o qual Mendonça poderia direcionar as investigações do caso Master, de modo a atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado e traz na capa a advertência de se tratar de conjecturas “sem valor probatório”.

O Regimento Interno do Supremo prevê que somente o plenário tem a competência para processar e julgar membros da própria Corte, mas não traz detalhes sobre os procedimentos a serem adotados. 

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