Política

DEPUTADOS NA MIRA

Índios invadem cúpula do Congresso para protestar

Índios invadem cúpula do Congresso para protestar

FOLHAPRESS

27/05/2014 - 16h18
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                                                                                     Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilCerca de 300 índios subiram nesta terça-feira (27) nas cúpulas do Congresso Nacional para protestar contra projetos em tramitação no Legislativo que teriam poderes para reduzir as terras indígenas no país.

Com cocares, arcos e flechas, os índios fizeram pajelança, cantaram e dançaram na marquise que abriga as cúpulas. A invasão ocorreu por uma pequena passagem que liga o Eixo Monumental (rua principal da Esplanada dos Ministérios) à cúpula do Congresso.

A Polícia Militar, que mobilizou 120 homens para monitorar a manifestação, acompanhou o ato sem impedir a subida às cúpulas. Os índios protocolaram de manhã uma queixa-crime no STF (Supremo Tribunal Federal) contra os deputados Luiz Carlos Heinze (PP-RS) e Alceu Moreira (PDT-RS), que durante audiência no Congresso criticaram os indígenas e defenderam a sua retirada de propriedades rurais.

O grupo também defende a demarcação de terras indígenas e o fim da violência sofrida pelos índios em diversos Estados brasileiros, assim como a aprovação de projetos como o que institui o estatuto dos povos indígenas.

Coordenadora do protesto, a indígena Sônia Guajajara disse que o Congresso quer "rasgar" a Constituição ao retirar diretos dos índios. "Temos direito à terra, isso está previsto em lei.

Mas o Congresso quer legalizar a tomada de terras. Vamos resistir, o modelo de desenvolvimento econômico está acabando com os povos indígenas", afirmou.

O grupo também fez protestos na manhã de hoje em frente ao Palácio do Planalto, onde tentou subir a rampa principal e entrou em confronto com a polícia. Segundo os indígenas, um deles acabou ferido durante a confusão. Os índios ainda fizeram pajelança e um ato político na Praça dos Três Poderes, próximo ao STF.

Os indígenas vão ficar mobilizados em Brasília durante esta semana, em acampamento, para fazer uma série de atos políticos em defesa dos seus direitos.

ELEIÇÕES 2026

Apoiadores de Lula marcam forte presença durante ato em Campo Grande

A uma semana do 2º turno da eleição, manifestação em apoio à reeleição do petista reuniu centenas de campo-grandenses no centro da cidade, na manhã deste domingo (18)

18/10/2026 12h39

Centenas de apoaidores de Luiz Inácio Lula da Silva se reuniram em manifestação na manhã deste domingo (18)

Centenas de apoaidores de Luiz Inácio Lula da Silva se reuniram em manifestação na manhã deste domingo (18) Foto: Felipe Machado

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Centenas de apoiadores do presidente da República e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participaram de um ato na manhã desta domingo (18), em Campo Grande, a uma semana do segundo turno da eleição, e marcaram forte presença ao longo da Avenida Afonso Pena e em um trecho da Rua 14 de Julho, no Centro da cidade.

Organizado pelas principais lideranças de esquerda de Mato Grosso do Sul, o ato “Todos com Lula” na Capital começou às 09h, com a concentração de apoiadores na Praça Rádio Clube. Assim que o relógio virou para às 11h, uma grande fila se formou para seguir o trio elétrico, que carregava os vereadores Jean Ferreira (PT) e Luiza Ribeiro (PT).

Ambos puxavam os gritos que ficaram famosos nas manifestações petistas depois da derrota parcial no primeiro turno, como “trabalhador, olha para cá, estou na rua para o seu filho estudar”. Ao longo da Avenida Afonso Pena, na faixa exclusiva para ônibus, os manifestantes preencheram quase três quadras da via.

 

 

Dirigente da Central de Movimentos Populares do Brasil, Cleiton Soares, de 68 anos, estava no ato e disse que o que está em jogo nessa eleição é muito maior do que um simples embate entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula, envolvendo principalmente a soberania brasileira diante da suspeita de invasão norte-americana.

“Eu estava em Brasília e cheguei ontem em Campo Grande para votar no segundo turno e ajudar os companheiros aqui no meu Estado. Não é uma eleição entre Lula ou Flávio Bolsonaro. É a soberania nacional que está em jogo, as terras raras, a Petrobras, a CLT, a Constituição Brasileira. É a liberdade do povo brasileiro de ser dono do seu país”, disse à reportagem.

Ele ainda afirmou que já conseguiu conquistar o voto de 16 idosos que não foram votar no primeiro turno, estratégia adotada pelos lulistas visto o alto número de abstenções registrado no dia 4 de outubro. Por isso, Cleiton reforça estar confiante na virada de seu candidato, um feito que nenhum outro conseguiu nas eleições presidenciais na história da política brasileira.

“Eu estou 100% com confiança porque Lula é esse fenômeno das coisas impossíveis. Eu consegui reverter muito voto de bolsonarista, sentando pacientemente. Vai ser apertado, vai ter questionamento. Para o bem do Brasil, da democracia e da nossa soberania nacional”, concluiu o apoiador.

Manifestações, tanto da esquerda quanto da direita, estão ocorrendo em todo o País ao passo que o segundo turno se aproxima. Neste domingo, mais atos devem acontecer ao longo do dia nos quatro cantos do Brasil. A decisão do próximo presidente está marcada para o dia 25 de outubro.

Outras

No dia 8 de outubro, estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande, fizeram uma manifestação em apoio à candidatura do presidente Lula. O protesto começou no fim da tarde e se estendeu até a noite, aos gritos de "Olê, Olê, Olá! Lula, Lula".

A concentração dos acadêmicos começou por volta 16h, com distribuição de cartazes e terminou em torno das 19h15. Os manifestantes pró-Lula se reuniram inicialmente nas quadras da universidade. Logo após, percorreram a área interna da UFMS e foram à Avenida Costa e Silva, onde cantavam "Trabalhador, olha pra cá, eu estou na rua para o seu filho estudar!"

Tiago Botelho (PT), eleito deputado estadual, e Pedro Kemp (PT), que cumpre seu mandato na Assembleia Legislativa, estiveram presentes na manifestação da Cidade Universitária. Além de Campo Grande, o campus de Três Lagoas também teve o apoio ao candidato Lula.

Cinco dias depois, em 13 de outubro, um novo ato organizado pelos estudantes e profissionais da educação da UFMS aconteceu em Campo Grande. Mesmo sob a chuva, centenas participaram de uma manifestação em defesa da educação pública e pelo fim da escala 6x1, em Campo Grande. O ato também foi em apoio ao presidente Lula.

A concentração começou às 16h no momunento paliteiro e a caminhada percorreu ruas do entorno da UFMS às 18h. Entoando cantos que remetiam aos temas da manifestação, o grupo saiu pelo portão 2 até a rotatória, seguindo pelo autocine e pontilhão da Rua Rui Barbosa, retornando para a universidade. A passeata foi acompanhada pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) e pela Polícia Militar (PM). 

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Pesquisa Ipespe

Flávio tem 51,2% e Lula 48,8%; vantagem de senador cai 3 pontos

A diferença foi de 5,4 pontos para 2,4. Em votos totais, Flávio oscilou de 49% para 48%, enquanto Lula foi de 44% para 46%

17/10/2026 17h07

Assim como em outras pesquisas, Lula está com tendência de alta e Flávio, segue sentido contrário

Assim como em outras pesquisas, Lula está com tendência de alta e Flávio, segue sentido contrário

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A vantagem do senador Flávio Bolsonaro contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva diminuiu três pontos porcentuais em uma semana, aponta pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada neste sábado, 17. Em votos válidos, as intenções de voto do candidato do PL passaram de 52,7% para 51,2%, enquanto as do postulante do PT foram de 47,3% para 48,8%. A diferença foi de 5,4 pontos porcentuais para 2,4 pp. Os dois seguem tecnicamente empatados.

Em votos totais, Flávio oscilou de 49% para 48%, enquanto Lula foi de 44% para 46%. Na pesquisa espontânea, quando não são apresentadas as opções ao entrevistado, o senador passou de 48% para 47% e o presidente, de 43% para 44%.

Flávio tem vantagem entre homens (53% dos votos totais), pessoas de 35 a 59 anos (51%), eleitores com ensino médio (53%) e superior (52%), além dos que recebem de dois a cinco salários mínimos (54%) e acima de cinco salários mínimos (também 54%).

Lula sai na frente entre as mulheres (51%), pessoas acima dos 60 anos (50%), eleitores com ensino fundamental (51%), aqueles que recebem até dois salários mínimos (54%) e os independentes (50%)

Flávio tem 46% das intenções de voto entre os católicos, 62% entre evangélicos e 37% entre os que professam outra religião ou não têm. Nestes mesmos recortes, Lula marca, respectivamente, 49%, 30% e 56%.

Os que disseram não votar de jeito nenhum em Flávio foram de 46% para 47%. No caso de Lula, a rejeição oscilou de 49% para 47%.

Entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), 50% escolhem Flávio no segundo turno e 31%, Lula. Entre os de Ronaldo Caiado (PSD), 59% migram para o senador e 18%, Lula. Já entre os de Renan Santos (Missão), 40% optam pelo filho de Jair Bolsonaro e 20%, o candidato à reeleição.

Os eleitores de Renan também são os que mais estão dispostos a votar em branco ou nulo, um total de 32%. Fazem esta opção 3% dos eleitores de Lula no primeiro turno, 3% dos apoiadores de Cury e 6% dos de Caiado.

Entre os eleitores de Flávio no primeiro turno, 2% escolhem Lula agora. Já entre os que votaram no petista, 1% admitem apoiar Flávio no dia 25.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00223/2026. A coleta ocorreu entre 13 e 15 de outubro. Foram ouvidas 1.500 pessoas. A margem de erro do levantamento é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,45%.

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