Política

CAMPO GRANDE

Juiz acolhe pedido de impugnação e indefere candidatura de Sérgio Harfouche

Procurador deveria ter deixado o Ministério Público, ou se aposentado, para poder concorrer, entendeu juiz

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O juiz da 53ª Zona Eleitoral de Campo Grande, Roberto Ferreira Filho, indeferiu o registro da candidatura do procurador de Justiça Sérgio Harfouche (Avante) à prefeitura de Campo Grande. 

A decisão ocorreu na tarde desta segunda-feira (26) e cabe recurso dela. Enquanto o processo não transitar em julgado, Harfouche poderá continuar praticando atos de campanha.  

O magistrado acolheu os pedidos de impugnação formulados pelas candidaturas de Marcos Trad (PSD) e Esacheu Nascimento (PP) contra o procurador, e atendeu a tese de que Harfouche deveria ter deixado o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, o se aposentado para concorrer.  

Ferreira filho lembrou de outros casos em que integrantes do Ministério Público e da magistratura tiveram de deixar suas carreiras para ocupar cargos eletivos do Poder Executivo, ou mesmo cargos de primeiro escalão.  

“EC (Emenda Constitucional) 45/2004 trouxe nova redação ao artigo 128, § 5º, II, “e”, da CF (Constituição Federal), não mais prevendo exceções à vedação de atividade político-partidária aos membros do Ministério Público que ingressaram na carreira após 1988 (uma outra exceção, admitida, por maioria de votos, pelo STF, é o caso de membro do MP que, à época da vigência da EC 45, já exercia mandato eletivo)”, explicou Ferreira Filho em um dos fundamentos de sua sentença.  

Harfouche defendeu-se utilizando que teria direito adquirido, pois ingressou no Ministério Público na década de 1990, antes da Emenda Constitucional número 45, de 2004. “Não há se falar em direito adquirido de membro do MP ao exercício de atividade político-partidária que tenha ingressado na carreira após a CF de 1988”, asseverou Ferreira Filho.  

Ainda cabe recurso da decisão de Ferreira Filho. O Correio do Estado procurou a candidatura de Harfouche, e não houve resposta até a publicação da reportagem.

 

Outro lado

A assessoria de imprensa do candidato Sérgio Harfouche enviou a seguinte declaração: "É importante que as pessoas saibam que a campanha do Promotor Harfouche continua! A decisão do juiz que acolheu pedido de impugnação contra Harfouche já era esperada, tanto que o candidato pediu sua suspeição, ou seja, que outro juiz ficasse responsável pelo caso. Porém, essa decisão (que ousou contrariar decisão do TRE-MS , que já decidiu sobre exatamente a mesma matéria) em nada altera a atual rotina da campanha, que seguirá normalmente, posto que, Harfouche já estava preparando recurso para o TRE, inclusive invocando acórdão já decidindo essa questão. Em 2018, o TRE decidiu que Harfouche poderia sim ser candidato inclusive a decisão julgou o mérito por unanimidade e ele foi, inclusive , o mais votado na cidade de Campo Grande em eleição para o Senado", informou.

A decisão que Harfouche se refere é sobre o registro da candidatura dele ao Senado em 2018. Na ocasião também houve pedidos de impugnação com fundamentos parecidos ao dos utilizados neste ano, na época, porém, Harfouche obteve decisão favorável na corte local. 

A decisão que favoreceu Harfouche em 2018 tem entre suas assinaturas, a da desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges, que na época presidia o TRE. Tânia está afastada pelo Conselho Nacional de Justiça desde o fim daquele ano. Contra ela pesam várias acusações, como beneficiar o filho, que responde por tráfico de drogas, e também corrupção passiva e advocacia administrativa, que tem como origem uma investigação de "venda de sentença". 

 

Julgamento conturbado

Harfouche não queria ser julgado pelo juiz da 53ª zona eleitoral. Ele chegou alegar em petição que ambos eram “inimigos públicos”, tese que não foi aceita nem pelo juiz, nem pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS). 

O motivo seria o juiz ter uma visão política diferente da dele, e na década passada, ter alertado sobre a iniciativa de Harfouche, que mandava os menores oferecem serviços em escolas como punição às infrações recebidas, ser contrária ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).  

“A par de todas as razões e fundamentos exaustivamente expostos, há de se reiterar e ressaltar que a apreciação do pedido de registro de candidato e respectivas impugnações se dá por critérios exclusivamente objetivos, aqui não relevando em qualquer medida as propostas ou ideologias do candidato, de seu partido ou dos impugnantes, mas, tão-somente, o regime jurídico do relevante cargo do qual é titular e as restrições lhe impostas constitucionalmente, que lhe impedem, com a devida vênia, de exercer atividade político-partidária, o que se dá em prol da preservação do próprio cargo e, fundamentalmente, do Estado Democrático de Direito”, explicou Ferreira Filho.

 

  • Atualizada às 20h50min para inclusão da resposta de Sérgio Harfouche

1° DE AGOSTO

PSD formaliza candidatura à reeleição de Nelsinho Trad no sábado

Candidatura de senador foi antecipada por Ronaldo Caiado no último final de semana

28/07/2026 14h00

Nome de senador já havia sido confirmado por Kassab no último final de semana

Nome de senador já havia sido confirmado por Kassab no último final de semana Roque de Sá: Agência Senado

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O diretório estadual do PSD oficializa neste sábado (1°), em Campo Grande, o nome de Nelsinho Trad como postulante à reeleição ao Senado Federal. 

No último domingo (26), em convenção nacional realizada em São Paulo, o partido confirmou a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República, evento que contou com a participação do senador sul-mato-grossense, presidente da sigla em Mato Grosso do Sul.

Durante o discurso do último final de semana, o candidato à vice, Gilberto Kassab também confirmou o alinhamento político do PSD no Estado.

Sem candidatura própria, a sigla estará ao lado da candidatura à reeleição de Eduardo Riedel, além de apoiar Nelsinho Trad na disputa por uma das duas vagas ao Senado. Na ocasião, Kassad também antecipou o apoio do partido a Nelsinho. 

"O PSD não terá problema de fazer parceria com aliados em nenhum estado. Nelsinho Trad, um dos melhores senadores do Brasil, candidato à reeleição. Lá (em MS) a gente apoia a candidatura do governador Riedel. A gente sabe que o Riedel tem múltiplos compromissos. Mas, para o nosso palanque: Trad senador, Caiado presidente e Riedel governador", afirmou Kassab.

A definição confirma o cenário já antecipado por Nelsinho Trad antes da convenção nacional. O senador havia informado que o PSD abriria mão de disputar o Governo de Mato Grosso do Sul para concentrar esforços na aliança com Riedel, fortalecendo a chapa para as eleições estaduais e nacionais.

Nelsinho afirmou que a convenção marcaria um momento de fortalecimento do partido e de consolidação de um projeto político para o país.

"A convenção nacional simboliza a união do nosso partido em torno de um projeto consistente para o Brasil. O PSD chega a este momento com maturidade, diálogo e responsabilidade, apresentando o nome de Ronaldo Caiado para liderar esse debate nacional. Estarei presente representando Mato Grosso do Sul, reafirmando nosso compromisso com o desenvolvimento do Estado e com a construção de soluções que promovam crescimento, equilíbrio e mais oportunidades para a população brasileira", declarou.

Ao lado do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, o ex-governador de Goiás afirmou que pretende apresentar um "novo modelo de governo" e destacou que sua candidatura representa uma alternativa à polarização política.

O partido chega à disputa presidencial após a filiação de Ronaldo Caiado, que deixou o União Brasil no início deste ano. Antes da definição, o PSD avaliava ainda os nomes dos ex-governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Júnior (Paraná) como possíveis candidatos ao Palácio do Planalto.

*Serviço 

A convenção estadual acontece no Rádio Clube Cidade, localizado na Rua Barão do Rio Branco, 1924. 

AINDA INDEFINIDOS

Nelsinho Trad, Azambuja e Contar deixam a definição dos suplentes para 1º de agosto

A escolha dos companheiros de chapa é uma das últimas pendências antes da homologação das candidaturas ao Senado

28/07/2026 08h00

Ex-deputado Capitão Contar, ex-governador Reinaldo Azambuja e o senador Nelsinho Trad

Ex-deputado Capitão Contar, ex-governador Reinaldo Azambuja e o senador Nelsinho Trad Montagem

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A definição dos primeiros e segundos-suplentes dos principais pré-candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul ficará para este sábado, data em que PSD, PL e outras legendas realizam suas convenções partidárias.

O senador Nelsinho Trad (PSD), o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) ainda mantêm sob sigilo os nomes que completarão suas chapas na disputa pelas duas vagas ao Senado nas eleições deste ano.

No caso de Nelsinho, único dos três que tentará a reeleição, o senador desmentiu a informação de que o empresário Saulo Batista teria sido escolhido para ocupar uma das vagas de suplente. 

A especulação surgiu após a divulgação de que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, teria indicado o empresário para a primeira-suplência.

Com a negativa do parlamentar, voltou a ganhar força nos bastidores o nome do ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República e ex-deputado federal Carlos Marun (MDB) como possível primeiro-suplente.

A possibilidade de uma composição entre PSD e MDB já vinha sendo discutida desde o início deste ano. A tendência dentro do MDB é de que o partido apoie Reinaldo Azambuja como primeiro voto ao Senado e Nelsinho Trad como segunda opção da legenda.

Em março deste ano, Marun afirmou que Nelsinho mantém boa relação com o MDB e destacou sua atuação parlamentar.

“Nelsinho é um antigo emedebista e sempre teve a simpatia do MDB. No seu mandato, realiza um trabalho importante de apoio aos municípios, fazendo política com posição forte, mas não radicalizada”, declarou.

Já na chapa de Reinaldo Azambuja o nome mais cotado para a primeira-suplência continua sendo o do ex-secretário de Estado de Fazenda Felipe Mattos. Integrante da equipe do ex-governador desde seu primeiro mandato, ele é apontado como um dos principais homens de confiança de Azambuja.

Felipe Mattos iniciou sua trajetória no governo como consultor jurídico e, em janeiro de 2019, assumiu o comando da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz).

No grupo de Capitão Contar, a definição dos suplentes também permanece em aberto. A expectativa é de que a escolha ocorra com participação da senadora Tereza Cristina (PP), que foi uma das primeiras lideranças a incentivar a candidatura do ex-deputado ao Senado.

Embora Contar tenha optado por se filiar ao PL durante as articulações eleitorais, ele manteve interlocução com a senadora, que segue participando das discussões sobre a composição da chapa.

Nos bastidores, dirigentes partidários consideram a escolha do primeiro-suplente uma etapa estratégica da montagem das candidaturas. Além de ampliar alianças políticas e fortalecer a presença regional da campanha, o cargo pode ganhar protagonismo durante o mandato.

Pela legislação, o primeiro-suplente assume o exercício do mandato sempre que o senador titular se afasta temporariamente, seja por licença, tratamento de saúde, viagens oficiais ou para ocupar cargos no Executivo, como ministérios ou secretarias de governo.

Por isso, além da afinidade política, as negociações levam em conta critérios como capacidade de articulação, densidade eleitoral e equilíbrio regional na composição das chapas.

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