Política

STF

Julgamento sobre união gay tem 5 votos a favor

Julgamento sobre união gay tem 5 votos a favor

uol

05/05/2011 - 15h33
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O STF (Supremo Tribunal Federal) retomou na tarde desta quinta-feira (5) o julgamento das ações que pedem o reconhecimento legal da união estável de homossexuais. O julgamento começou ontem com o voto do relator, ministro Carlos Ayres Britto, que foi a favor do reconhecimento. Na sessão de hoje, a votação já está cinco a zero a favor da causa.

Os ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia iniciaram votando nesta quinta-feira (5) e também foram a favor da união civil de homossexuais, acompanhando o relator no controverso julgamento no STF. O ministro Dias Tóffoli, que seria o segundo a se pronunciar, não está presente na Corte, mas pode chegar até o final do julgamento.

Também votou a favor do reconhecimento o ministro Ricardo Lewandowski, que ressaltou, no entanto, que o Congresso deve legislar sobre especificidades previstas apenas para casais heterossexuais. Joaquim Barbosa também foi a favor. Os demais ministros devem dar seu parecer ainda na sessão de hoje.

São dois pedidos analisados pelos ministros do Supremo neste julgamento: um deles é do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), para que funcionários públicos homossexuais estendam benefícios a seus parceiros, e o outro é uma ação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para admitir casais gays como “entidade familiar”.

A decisão do Supremo terá o chamado efeito vinculante, ou seja, será aplicada em outros tribunais para casos semelhantes. Se os funcionários do governo do Rio de Janeiro conseguirem estender benefícios a seus parceiros, o mesmo acontecerá em outros Estados. Ao todo, mais de cem direitos passariam a ser dados a casais homossexuais.

Entre as novas garantias que podem ser dadas pelo Supremo estão pedidos de aposentadoria, pensão no caso de separação e uso de plano de saúde. Algumas decisões para estender direitos aos parceiros do mesmo sexo já foram tomadas por tribunais, mas a mais alta corte do país nunca se pronunciou sobre o assunto. Em seu voto, Ayres Britto também cogitou, sem se aprofundar, a possibilidade de adoção de crianças por casais homossexuais.

Aplicação

Antes de relatar os casos, Ayres Britto pediu um levantamento nos Estados para saber se a união civil de homossexuais já era reconhecida. O ministro detectou que isso aconteceu em tribunais de dez unidades federativas: Acre, Alagoas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Essas decisões, de primeira ou segunda instâncias, podem pesar a favor do movimento gay no julgamento no STF. As decisões judiciais autorizaram não apenas as uniões civis homossexuais, mas também pleitos de pensão e herança.

Mais de 20 países de todo o mundo reconheceram a união civil de homossexuais antes do Brasil, incluindo o Uruguai. Outros, como a Argentina e várias partes dos Estados Unidos, permitem casamentos gays –uma decisão ainda mais condenada pela Igreja Católica.

Eleições 2026

Eleitorado de Mato Grosso do Sul ultrapassa 2 milhões, mostra TSE

Estado ganhou 28,5 mil eleitores desde 2022 e chega a 2.025.001 votantes; Campo Grande concentra quase um terço do eleitorado sul-mato-grossense

20/07/2026 16h12

Eleitorado de Mato Grosso do Sul passou de 2 milhões nestas eleições

Eleitorado de Mato Grosso do Sul passou de 2 milhões nestas eleições Marcelo Victor

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O eleitorado sul-mato-grossense cresceu 1,43% de 2022 para cá, indicam as estatísticas divulgadas nesta segunda-feira (20) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Há quatro anos, o Estado tinha 1.996.510 eleitores aptos a votar, e agora tem 2.025.001 eleitores. A proporção do eleitorado entre homens e mulheres se manteve para este pleito, sendo que o eleitorado feminino é de 52,8% (1.069.440) e o masculino 47,1% (955.561). 

Os dados mostram que Campo Grande e os polos no interior concentram o eleitorado. A força eleitoral do estado está fortemente concentrada em Campo Grande, que sozinha detém 640.453 eleitores (31,627% do total estadual). 

Na sequência, os maiores colégios eleitorais são Dourados, com 166.157 votantes (8,205%), e Três Lagoas, com 88.672 (4,379%). Juntas, as cinco maiores cidades (incluindo Ponta Porã e Corumbá) representam mais da metade do eleitorado sul-mato-grossense.

Quando se trata de faixa etária, o maior volume de eleitores está na faixa de 35 a 44 anos de idade. São 402.423 pessoas (19,873% do total) neste grupo. 

Os grupos de 45 a 55 anos e de 25 a 34 anos aparecem logo em seguida, com representações quase idênticas de 19,433% e 19,417%, respectivamente.

Em termos de instrução, a maior parcela do eleitorado possui o Ensino Médio Completo, totalizando 487.796 cidadãos (24,08%). 

Contudo, um grupo expressivo de 478.738 eleitores (23,64%) ainda possui o Ensino Fundamental Incompleto, enquanto aqueles com Superior Completo somam 285.060 (14,07%).

Os jovens e idosos, parcela do eleitorado com voto facultativo também possuem relevância: os jovens de 16 e 17 anos somam 28.577 pessoas (1,41%), enquanto os idosos com 70 anos ou mais totalizam 197.950 (9,77%).

Eleitorado

Aqui está a lista do eleitorado por município de Mato Grosso do Sul em ordem decrescente, formatada em texto simples para facilitar a cópia:

  1. Campo Grande: 640.453
  2. Dourados: 166.157
  3. Três Lagoas: 88.672
  4. Ponta Porã: 70.104
  5. Corumbá: 67.794
  6. Naviraí: 37.601
  7. Aquidauana: 36.437
  8. Nova Andradina: 35.690
  9. Sidrolândia: 35.197
  10. Paranaíba: 31.568
  11. Maracaju: 29.854
  12. Amambai: 27.249
  13. Coxim: 26.489
  14. Rio Brilhante: 26.225
  15. São Gabriel do Oeste: 23.123
  16. Chapadão do Sul: 23.042
  17. Costa Rica: 22.390
  18. Caarapó: 22.149
  19. Ivinhema: 21.222
  20. Miranda: 20.090
  21. Bataguassu: 19.793
  22. Aparecida do Taboado: 19.580
  23. Bonito: 19.351
  24. Jardim: 18.671
  25. Anastácio: 18.227
  26. Fátima do Sul: 16.925
  27. Bela Vista: 16.459
  28. Ribas do Rio Pardo: 16.371
  29. Nova Alvorada do Sul: 16.259
  30. Cassilândia: 15.327
  31. Mundo Novo: 15.014
  32. Itaquiraí: 14.641
  33. Itaporã: 14.213
  34. Rio Verde de Mato Grosso: 13.953
  35. Terenos: 13.858
  36. Ladário: 13.677
  37. Água Clara: 13.472
  38. Coronel Sapucaia: 12.106
  39. Sonora: 11.278
  40. Camapuã: 10.963
  41. Iguatemi: 10.732
  42. Deodápolis: 10.700
  43. Nioaque: 10.387
  44. Brasilândia: 9.584
  45. Paranhos: 9.449
  46. Eldorado: 9.000
  47. Angélica: 8.697
  48. Porto Murtinho: 8.686
  49. Dois Irmãos do Buriti: 8.600
  50. Batayporã: 8.419
  51. Aral Moreira: 8.276
  52. Glória de Dourados: 8.133
  53. Guia Lopes da Laguna: 7.968
  54. Antônio João: 7.926
  55. Sete Quedas: 7.777
  56. Inocência: 7.259
  57. Selvíria: 7.251
  58. Tacuru: 7.005
  59. Bandeirantes: 6.817
  60. Japorã: 6.587
  61. Bodoquena: 6.498
  62. Anaurilândia: 6.303
  63. Pedro Gomes: 6.063
  64. Jaraguari: 6.053
  65. Vicentina: 6.003
  66. Juti: 5.990
  67. Santa Rita do Pardo: 5.541
  68. Laguna Carapã: 5.473
  69. Rochedo: 4.990
  70. Douradina: 4.924
  71. Caracol: 4.736
  72. Corguinho: 4.482
  73. Jateí: 4.351
  74. Paraíso das Águas: 4.332
  75. Rio Negro: 4.182
  76. Taquarussu: 3.948
  77. Alcinópolis: 3.812
  78. Novo Horizonte do Sul: 3.613
  79. Figueirão: 2.810

XADREZ POLÍTICO

Disputa pela presidência da Assembleia já movimenta bastidores, com 3 interessados

Os deputados Coronel David, Paulo Corrêa e Pedro Caravina articulam apoios para comandar a Casa de Leis na 13ª legislatura

20/07/2026 08h00

Os deputados estaduais Coronel David (PL), Pedro Caravina (PSDB) e Paulo Corrêa (PL) são postulantes à presidência da Casa de Leis

Os deputados estaduais Coronel David (PL), Pedro Caravina (PSDB) e Paulo Corrêa (PL) são postulantes à presidência da Casa de Leis Montagem

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A 76 dias das eleições que definirão a composição das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), os bastidores da política estadual já começaram a ser movimentados pela disputa pela presidência da Casa de Leis na 13ª legislatura, que terá início em 1º de fevereiro de 2027 e se estenderá até 31 de janeiro de 2031.

Conforme apuração do Correio do Estado, pelo menos três deputados estaduais aparecem como postulantes ao comando do Legislativo estadual: Coronel David (PL), Paulo Corrêa (PL), atual primeiro-secretário da Alems, e Pedro Caravina (PSDB). Os três são pré-candidatos à reeleição.

Nos bastidores, Coronel David e Paulo Corrêa travam uma disputa interna pelo apoio do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), pré-candidato ao Senado e presidente estadual da legenda.

A avaliação é de que o respaldo de Azambuja poderá ser decisivo na formação do bloco político que disputará o comando da Assembleia após a posse dos deputados estaduais eleitos.

Do outro lado, Pedro Caravina é apontado como o nome de preferência do governador Eduardo Riedel (PP), pré-candidato à reeleição, para presidir o parlamento estadual na próxima legislatura.

Enquanto ex-prefeito de Bataguassu e aliado do governador, o deputado estadual vem ampliando sua articulação entre os parlamentares da base governista. Já Coronel David e Paulo Corrêa são veteranos na Casa de Leis, diferentemente de Caravina, que buscará a primeira reeleição.

PONTO DE CONVERGÊNCIA

Apesar da disputa pela presidência, há um ponto de convergência entre os três pré-candidatos.

Coronel David, Paulo Corrêa e Pedro Caravina defendem que o atual presidente da Alems, deputado estadual Gerson Claro (PP), também pré-candidato à reeleição, permaneça em posição de destaque na Mesa Diretora da próxima legislatura.

Nos bastidores, a proposta discutida é que, ao concluir seu mandato na presidência da Casa, Gerson Claro assuma a primeira-secretaria, considerada o cargo de maior peso administrativo e financeiro da Assembleia Legislativa.

A composição permitiria uma transição no comando do Legislativo, mantendo Gerson em uma função estratégica na Mesa Diretora.

No entanto, além da disputa interna pelo comando da Casa de Leis, o cenário coloca frente a frente dois dos principais líderes políticos de Mato Grosso do Sul e aliados de longa data.

De um lado, o ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL e pré-candidato ao Senado, que tende a influenciar a escolha entre os correligionários Coronel David e Paulo Corrêa.

Do outro, o governador Eduardo Riedel, que tem no deputado Pedro Caravina seu principal nome para presidir a Casa. Embora sejam aliados políticos e tenham governado juntos nos últimos anos, Azambuja e Riedel poderão medir forças nos bastidores da formação da futura Mesa Diretora da 13ª legislatura.

OPERAÇÃO DO GAECO

Apesar da experiência acumulada em oito mandatos e de já ter presidido a Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa enfrenta resistência de parte dos atuais parlamentares.

Nos bastidores, deputados defendem uma renovação no comando da Casa de Leis e avaliam que o Legislativo deve abrir espaço para novas lideranças na próxima legislatura, fator que pode dificultar a construção de consenso em torno do nome do atual primeiro-secretário.

Outro fator que pode pesar contra Paulo Corrêa é o fato de seu nome ter sido citado diversas vezes nas investigações da Operação Gutenberg, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), que apura um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos públicos para a aquisição de livros paradidáticos em Mato Grosso do Sul.

O deputado nega qualquer irregularidade e não foi denunciado até o momento. No entanto, a recorrência das citações no material investigativo é vista por interlocutores políticos como um elemento que pode enfraquecer sua candidatura à presidência da Alems e até mesmo influenciar sua campanha pela reeleição.

O certo é que, embora as articulações ainda estejam em fase inicial e dependam do resultado das eleições de outubro, a movimentação demonstra que a disputa pelo comando da Casa de Leis já começou.

Além disso, essa corrida política deverá ganhar intensidade à medida que se aproxima o período das convenções partidárias e da definição da nova composição do parlamento estadual.

Com a eleição dos 24 deputados estaduais, a escolha da futura Mesa Diretora será um dos primeiros testes de força política entre os grupos que disputarão espaço na próxima legislatura.

*SAIBA

Entre os três nomes que articulam a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), o tempo de experiência parlamentar é bastante diferente. Paulo Corrêa está no oitavo mandato como deputado estadual. É o parlamentar mais experiente do grupo.

Foi presidente da Casa de Leis entre 2019 e 2022 e atualmente ocupa o cargo de primeiro-secretário. Coronel David exerce o terceiro mandato. Tornou-se deputado estadual em 2016, ao assumir como suplente, foi eleito pela primeira vez em 2018 e reeleito em 2022.

Na prática, está em seu terceiro mandato consecutivo na Assembleia Legislativa. Pedro Caravina está no primeiro mandato como deputado estadual, iniciado em 2023. Licenciou-se para assumir a Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov) e retornou ao parlamento sul-mato-grossense em 2024.

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