Política

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Lewandowski, do STF, manda trancar ação contra Alckmin derivada da Lava Jato

A ação penal em questão tinha sido aberta em 2020 e resultou também em ordem de bloqueio de bens de Alckmin até o valor de R$ 11,3 milhões

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O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta segunda-feira (19) o trancamento de ação penal eleitoral que tramitava em São Paulo contra o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB).

A ação penal em questão tinha sido aberta em 2020 e resultou também em ordem de bloqueio de bens de Alckmin até o valor de R$ 11,3 milhões, além do sequestro de imóveis.

Lewandowski considerou que a acusação usava provas do acordo de leniência da empreiteira Odebrecht que já tinham sido invalidadas em decisões contra outros réus, incluindo o presidente eleito Lula.

A Promotoria Eleitoral de São Paulo acusou o vice eleito, que governou São Paulo por quatro mandatos pelo PSDB, de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e caixa dois com recursos da Odebrecht nos pleitos de 2010 e 2014.

Afirmava que a construtora financiou a campanha com o interesse de ampliar e manter suas relações com o governo do estado e cita que a empresa reconheceu, em acordo de colaboração, a participação em cartel de obras em São Paulo, como no Rodoanel e no metrô.

O Ministério Público dizia ainda que constam nos sistemas eletrônicos da empresa registros de pagamentos ilícitos a favor das campanhas do ex-tucano.

Os promotores citam trocas de mensagens entre outros envolvidos para afirmar que houve 11 entregas de recursos em espécie em 2010 e outras 11 em 2014, totalizando R$ 11,3 milhões pagos a emissários do então candidato, em valores da época.

Os dados dos sistemas eletrônicos, afirmam os promotores, corroboram o que delatores da empreiteira disseram em depoimento.

Em julho de 2020, o juiz eleitoral Marco Antonio Martin Vargas, que posteriormente, deixou o caso, aceitou a denúncia e deu seguimento ao processo. A ação pouco andou desde então.

Ainda em 2020, a defesa questionou o uso na acusação de dados tirados dos sistemas eletrônicos da empreiteira, que eram guardados secretamente na Europa.

Disse, repetindo tática que já tinha sido usada pelos advogados de eleito Lula, que não teve acesso à íntegra dessas provas e que as planilhas não tinham confiabilidade.

Em março deste ano, outro juiz ratificou o recebimento da denúncia e disse que perícia já havia atestado a integridade dos arquivos dos bancos de dados da Odebrecht.

A defesa de Alckmin conseguiu, em setembro, decisão favorável assegurando o acesso aos dados dos sistemas Drousys e MyWebDay, que eram usados para registrar os pagamentos da Odebrecht.
Por fim, em outubro, os advogados de Alckmin pediram diretamente ao STF que a ação penal fosse suspensa porque a corte tomou essa medida a favor de Lula e outros réus em casos que envolviam os sistemas eletrônicos da Odebrecht.

Nesses outros processos, o entendimento foi o de que os arquivos eletrônicos da empreiteira não foram devidamente custodiados durante as negociações do acordo de colaboração.
A defesa de Geraldo Alckmin vinha afirmando que não há na ação penal eleitoral "absolutamente nenhuma prova" contra ele.

"O uso das supostas provas de origem ilícita deve determinar o término da ação em breve tempo", disse, em referência aos pedidos feitos em tramitação na Justiça.
Sobre o bloqueio de bens, acrescentou que a medida "não se justifica e injustamente insinua um patrimônio que Geraldo Alckmin jamais possuiu".

À Justiça os advogados de Alckmin afirmaram ainda que a denúncia não descreve minimamente como teria ocorrido a atuação dele nos crimes imputados.

Também disseram que a acusação é baseada "primordialmente em versões contraditórias de colaboradores premiados" e que o Ministério Público extrapolou ao atribuir três tipos de crime em relação a um único fato.

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Projeto de lei

Deputado de MS quer proibir que menores de 18 anos participem de paradas LGBT

Segundo o parlamentar do PL, os eventos podem causar confusão e angústia, além de expor os menores a conteúdos com teor sexual

24/07/2026 17h00

Atualmente, a parada LGBT é pública e livre para todos os públicos

Atualmente, a parada LGBT é pública e livre para todos os públicos FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O deputado estadual Marcos Pollon (PL/MS) apresentou na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei que proíbe a participação de crianças e adolescentes menores de 18 anos em eventos públicos da comunidade LGBTQIA+. 

O texto considera como "parada LGBTQIA+" qualquer evento público, marcha, desfile, manifestação, comemoração ou outra atividade que tenha como objetivo promover, celebrar ou dar visibilidade à comunidade. 

A norma se estende a eventos abertos ou fechados, públicos ou privados, que tenham o intuito de "expor, promover ou discutir temas relacionados ao movimento". 

A monitoração do público ficaria à cargo dos próprios organizadores das paradas, que deverão tomar as medidas necessárias para verificação de idade de todos os participantes, impedindo a entrada de menores de idade nos eventos. 

A violação da medida pode render multa de até o valor 100.000 (cem mil) Unidades de Padrão Fiscal (UPF). O valor varia em cada estado brasileiro. Em Mato Grosso do Sul, o valor corresponde a, aproximadamente R$ 5,5 milhões. 

Para Pollon, a proposta da lei tem como objetivo "proteger os direitos das crianças e adolescentes em relação à sua participação em eventos públicos que possam envolver conteúdos ou comportamentos impróprios para a sua faixa etária". 

Ele ressalta que as paradas de orgulho LGBTQIA+ são de "extrema importância" para a visiblidade da comunidade, mas pode conter elementos explícitos e temas com teor sexual e performances de natureza sexual ou manifestações que envolvem questões "complexas de gênero e sexualidade". 

"O contato precoce com conteúdos sexualmente explícitos ou com questões relacionadas à identidade de gênero de maneira não supervisionada pode prejudicar o desenvolvimento emocional, psicológico e social dos menores. O ECA estabelece que o Estado, a sociedade e a família devem assegurar que o menor seja protegido de situações que possam expô-lo a riscos ou violar seus direitos", afirmou o deputado. 

A justificativa continua, afirmando que as crianças e adolescentes precisam ser protegidos de todo tipo de conteúdo que possa gerar "confusão ou angústia" devido ao seu estágio de desenvolvimentos psicológico e emocional. 

"Muitos dos temas abordados nas paradas de orgulho LGBTQIA+ incluem questões que envolvem sexualidade, identidade de gênero e performances com conotação sexual, o que pode ser inadequado e até prejudicial para menores em fase de formação de sua identidade e personalidade", disse. 

Para o deputado, a proposta não pretende inibir a liberdade de expressão da comunidade LGBTQIA+ mas, sim, garantir que o evento seja adequado à faixa etária, não envolvendo a exposição dos menores a "temas ou comportamentos impróprios". 

"O presente projeto de lei é uma medida necessária para garantir que os direitos das crianças e adolescentes sejam adequadamente protegidos. Ele visa estabelecer uma distinção clara entre a participação de menores e a presença de adultos em paradas de orgulho, respeitando as necessidades de proteção integral dos menores. Ao mesmo tempo, busca assegurar que as paradas de orgulho LGBTQIA+ possam continuar ocorrendo, sem prejudicar os princípios de liberdade de expressão e de defesa dos direitos humanos da comunidade LGBTQIA+", finalizou.

ELEIÇÕES 2026

Vander escolhe vereadora e professora como suplentes na disputa pelo Senado

Composição será homologada durante a convenção da Federação Brasil da Esperança, neste domingo, em Campo Grande

24/07/2026 16h20

A vereadora Maria Diogo, de Três Lagoas, e a professora da UEMS Maria José de Jesus Alves Cordeiro, a Maju, escolhidas como primeira e segunda suplentes, respectivamente, na chapa de Vander Loubet (PT) ao Senado

A vereadora Maria Diogo, de Três Lagoas, e a professora da UEMS Maria José de Jesus Alves Cordeiro, a Maju, escolhidas como primeira e segunda suplentes, respectivamente, na chapa de Vander Loubet (PT) ao Senado Montagem

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Presidente do PT em Mato Grosso do Sul, o deputado federal Vander Loubet definiu as duas suplentes que irão compor sua chapa na disputa por uma das vagas ao Senado nas eleições do próximo dia 4 de outubro. 

Conforme ele confirmou ao Correio do Estado nesta sexta-feira (24), a primeira suplente será a vereadora por Três Lagoas, Maria Diogo (PT), enquanto a segunda suplência ficará com a professora universitária Maria José de Jesus Alves Cordeiro, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), mais conhecida como “Maju”.

Os nomes serão oficializados no domingo (26), durante a convenção da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que será realizada na sede da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), em Campo Grande (MS).

Natural de Três Lagoas (MS), Maria Diogo é uma das principais lideranças petistas na região da costa leste de Mato Grosso do Sul. Ela já presidiu a Fetems e foi eleita vereadora no município nas eleições de 2024.

No Legislativo, atua principalmente em pautas ligadas à educação pública, moradia popular, regularização fundiária, agricultura familiar, fortalecimento da saúde pública e inclusão social.

A segunda suplente, a Professora Maju, é servidora da UEMS desde 1994 e tem graduação em Pedagogia, doutorado e pós-doutorado. Pesquisadora na área da educação, desenvolve estudos voltados às relações sociais e raciais, educação especial, ações afirmativas, direitos humanos, diversidade, gênero, sexualidade e inclusão, com foco na permanência de estudantes negros e indígenas no ensino superior.

A definição encerra uma série de articulações conduzidas por Vander Loubet para a composição da chapa. O primeiro convite foi feito ao produtor rural Maurício Bunlai, que recusou participar da disputa após divergências políticas envolvendo o ex-governador Zeca do PT e a pré-candidata a deputada federal Viviane Luiza.

Posteriormente, o parlamentar também convidou o vereador Carlão (PSB), que optou por não disputar as eleições deste ano. Outra possibilidade chegou a envolver a senadora Soraya Thronicke (PSB), que analisou o convite, mas decidiu permanecer na disputa pela reeleição após conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Além da candidatura de Vander ao Senado, a convenção deste domingo marcará a oficialização da chapa majoritária da federação, com o ex-deputado federal Fábio Trad (PT) como candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, Dona Gilda como candidata a vice-governadora e Soraya Thronicke buscando um novo mandato no Senado.

O evento contará com a presença do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, representando o presidente Lula, além do secretário-geral nacional do PT, Henrique Fontana. Também serão homologadas as candidaturas proporcionais da federação, com nove candidatos à Câmara dos Deputados e 28 à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

A direção petista chega à convenção otimista com o desempenho de Fábio Trad nas pesquisas eleitorais, nas quais aparece em segundo lugar. Nos bastidores, lideranças do partido avaliam que a campanha pode recolocar o PT na disputa pelo Governo do Estado após duas décadas fora do comando do Executivo sul-mato-grossense.
 

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