Política

Ultima Ratio

Magistrados investigados por corrupção seguem afastados

Dos cinco que continuam fora dos cargos, quatro tiveram os processos prorrogados e um pode voltar após o recesso judicial

Continue lendo...

Magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) indiciados pela Polícia Federal (PF) e alvo da Operação Ultima Ratio que apurou um esquema de corrupção por meio de vendas de sentença continuarão afastados de seus cargos, decidiu o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

A decisão de manutenção de afastamento é válida para os desembargadores Sideni Soncini Pimentel, Vladimir Abreu da Silva, Marcos José de Brito Rodrigues e Alexandre Aguiar Bastos e o juiz Paulo Afonso de Oliveira. Apenas Sideni Pimentel não será alcançado pela decisão, já que se aposentou por tempo de contribuição no decorrer da investigação. 

Desde o início das investigações, esses magistrados acumulam mais de 600 dias fora das funções e, entre março e junho deste ano, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) prorrogou, uma a uma e por unanimidade, a instrução de quatro dos processos disciplinares abertos contra eles, mantendo em cada caso o afastamento cautelar por mais 140 dias.

A decisão mais recente de afastamento foi proferida no dia 30 de junho contra o desembargador Marcos José de Brito, enquanto o caso do desembargador Alexandre Bastos tomou rumo diferente: seu relator já votou pela revogação do afastamento e pelo retorno imediato dele ao TJMS.

A proposta, porém, precisa ser confirmada pelo plenário do CNJ e o julgamento aguarda o fim do recesso para ser retomado após pedido de vista.

A Operação Ultima Ratio teve 44 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Brasília (DF), Cuiabá (MT) e São Paulo (SP), autorizados pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Na manhã de 24 de outubro de 2024, foram afastados cinco desembargadores: Sérgio Fernandes Martins, então presidente do TJMS; Sideni Pimentel; Marcos José de Brito; Vladimir Abreu da Silva; e Alexandre Bastos.

Dos cinco desembargadores, apenas Sérgio Fernandes Martins retornou à função, em dezembro de 2024. Os demais permaneceram afastados e, em agosto de 2025, sem nova manifestação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o prazo anterior, o corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, prorrogou de ofício, na esfera administrativa do CNJ, o afastamento de todos eles. Sideni Pimentel aposentou-se dois meses depois, em outubro, por tempo de contribuição.

O caso mais recente de prorrogação é o de Marcos José de Brito, julgado no dia 30 de junho deste ano pelos conselheiros do CNJ, sob relatoria de Ulisses Rabaneda dos Santos.

Presidido pelo ministro Edson Fachin, o colegiado prorrogou por mais 140 dias a instrução do Processo Administrativo Disciplinar (PAD), mantendo o desembargador afastado, enquanto a conselheira Jaceguara Dantas da Silva, desembargadora do TJMS, declarou-se impedida.

Já Vladimir Abreu da Silva teve seu processo prorrogado no dia 4 de maio, também por unanimidade, enquanto Sideni Pimentel, já aposentado, teve seu PAD igualmente prorrogado, no dia 8 de abril, com o afastamento cautelar formalmente mantido.

O quarto processo prorrogado, no dia 20 de março, é o único que não envolve um desembargador, mas sim o juiz Paulo Afonso de Oliveira, afastado desde o primeiro dia da operação.

Seu PAD foi aberto em julho de 2025 e ele é defendido por uma equipe de 12 advogados de São Paulo e Brasília.

Nos quatro casos, o roteiro é idêntico: sessão do Plenário Virtual presidida pelo ministro Edson Fachin, aprovação unânime de uma questão de ordem prorrogando por 140 dias o prazo de instrução e manutenção do afastamento cautelar, medida que, segundo resolução do CNJ, deve ser reavaliada periodicamente.

O quinto nome é o único que aparenta chances de voltar a usar a toga no TJMS. Com PAD aberto em dezembro de 2025, Alexandre Bastos apresentou pedido de revogação do afastamento cautelar. 

Em voto assinado no dia 12 de junho, o relator João Paulo Santos Schoucair votou pela prorrogação da instrução por mais 140 dias, mas também propôs a revogação do afastamento cautelar e o imediato retorno de Bastos ao TJMS. A proposta ainda depende de confirmação do plenário do CNJ.

disputa pelo Senado

"É uma decisão do PL", diz Tereza Cristina sobre Capitão Contar e Pollon

Em evento realizado na Maternidade Cândido Mariano, a senadora disse que a decisão que escolheu o candidato a senador pela sigla não cabe a ela

03/07/2026 13h01

"Pode atrapalhar, pode não atrapalhar, eu espero só que eles se entendam", diz Correio do Estado/ João Pedro Zequini

Continue Lendo...

Na manhã desta sexta-feira (3), a senadora Tereza Cristina (PP) afirmou que a decisão do PL, que confirmou o Capitão Contar como segundo candidato ao senado cabe apenas ao partido. A fala foi durante evento de lançamento do “Vira CG Saúde”, na maternidade Cândido Mariano.

“Tinham dois ótimos nomes, mas a pesquisa mostrou que o Capitão Contar hoje é mais viável.“ destacou Tereza, que ainda afirmou que no início havia um combinado, que era posto pela pesquisa, logo quem levasse vantagem, iria representar o PL.  

Ainda completando a fala, ela afirma que “é uma decisão do PL”, se referindo à decisão entre Pollon e Contar. 

Tereza também destacou que independente do candidato, o ideal é alguém que lute e trabalhe pelo País e que é isso que a população deseja.

A senadora também foi questionada se o racha no partido prejudicaria futuramente a candidatura do senador e pré-candidato a presidente da república, Flávio Bolsonaro. 

“Pode atrapalhar, pode não atrapalhar, eu espero só que eles se entendam para que a gente possa ter aí, enfim, tratar dos assuntos que são de interesse do País” disse Tereza. 

DECISÃO DO PL 

Conforme reportado pelo Correio do Estado mais cedo, o PL decidiu na última quarta-feira (1), que o Capitão Contar seria o segundo do partido para entrar na disputa do senado, juntamente com o ex-governador de MS, Reinaldo Azambuja. 

Por sua vez, o deputado federal Marcos Pollon, não concorda com a decisão nacional e aposta em uma articulação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com o ex-presidente Jair Bolsonaro para tentar reverter a escolha.

ELEIÇÕES 2026

Disputa entre Pollon e Contar para o Senado racha o PL em MS

Parlamentar acredita que articulação da ex-primeira-dama Michelle com o ex-presidente Bolsonaro possa reverter decisão

03/07/2026 08h00

Michelle Bolsonaro, Marcos Pollon, Valdemar Costa Neto e Capitão Contar são pivôs de nova crise

Michelle Bolsonaro, Marcos Pollon, Valdemar Costa Neto e Capitão Contar são pivôs de nova crise montagem

Continue Lendo...

A definição do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) como o segundo pré-candidato do PL ao Senado por Mato Grosso do Sul está longe de encerrar a disputa interna na legenda.

O Correio do Estado apurou que o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) não reconheceu a decisão da executiva nacional e aposta em uma articulação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com o ex-presidente Jair Bolsonaro para tentar reverter a escolha.

A reportagem obteve a informação de que Pollon disse a interlocutores próximos acreditar que Michelle poderá convencer Bolsonaro a intervir para anular a decisão anunciada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, na noite de quarta-feira, em Brasília (DF).

Segundo relatos, o parlamentar também avalia que o ex-presidente não pretende repetir o que considera um equívoco cometido nas eleições municipais de 2024, quando apoiou a candidatura do deputado federal Beto Pereira à Prefeitura de Campo Grande e acabou sendo derrotado.

Ainda conforme apurado, Pollon pretende solicitar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para se reunir pessoalmente com Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília, na tentativa de reforçar sua permanência na disputa pela segunda vaga ao Senado.

Na prática, a resistência do deputado federal reproduz em Mato Grosso do Sul o racha que hoje divide a direção nacional do PL.

O impasse ganhou força após Michelle Bolsonaro demonstrar insatisfação com decisões tomadas pela cúpula da legenda, incluindo a indicação de apoio do partido ao ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará, anunciada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.

Procurado pela reportagem, Marcos Pollon afirmou que vai se manifestar “no momento oportuno”. Na quarta-feira, Valdemar Costa Neto confirmou oficialmente Capitão Contar como o segundo pré-candidato do PL ao Senado em Mato Grosso do Sul.

O anúncio foi feito em Brasília durante reunião que contou com a presença de lideranças nacionais da legenda, entre elas os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Luciano Zucco (PL-RS).

Em vídeo divulgado após o encontro, Valdemar afirmou que Capitão Contar terá o respaldo integral da direção nacional. “Vai ter o nosso apoio, tem o apoio de todo o partido”, declarou.

Por sua vez, Capitão Contar comemorou a definição e afirmou que o foco passa a ser a organização da pré-campanha. “Os próximos passos incluem o lançamento oficial da pré-candidatura e, posteriormente, a convenção partidária que homologará a chapa”, disse.

Presidente estadual do PL, o ex-governador Reinaldo Azambuja disse que a escolha respeitou o acordo firmado anteriormente pela executiva nacional, conforme o qual o segundo nome da chapa seria definido com base em pesquisas de intenção de voto.

Para subsidiar a decisão, o diretório estadual contratou o instituto Quaest, enquanto a direção nacional encomendou levantamento ao Paraná Pesquisas.

Conforme apurado pela reportagem, os dois levantamentos apontaram desempenho superior de Capitão Contar em relação a Pollon, repetindo o cenário já identificado pela pesquisa Instituto de Pesquisa Resultado (IPR)/Correio do Estado.

Com isso, a executiva nacional manteve o critério previamente estabelecido e oficializou o Capitão como companheiro de chapa de Azambuja na disputa pelas duas vagas ao Senado.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).