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'Mais Louco do Brasil' chama sessão extra para aumentar o próprio salário

Juliano Ferro, busca a chamada "revisão geral anual acumulada" sobre os subsídios tanto do prefeito, do vice, secretários municipais e até do chefe de gabinete

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Através de um ofício encaminhado para a Câmara Municipal de Ivinhema, o popular "Prefeito Mais Louco do Brasil", Juliano Ferro, busca nesta quinta-feira (22) um aumento no próprio salário e do valor pago a secretários municipais e chefe de gabinete.

Conforme o documento encaminhado à Câmara de Ivinhema, o intuito do prefeito é interromper o período de recesso parlamentar com uma sessão extraordinária, marcada para às 18h no Plenário Vereador Benedito Ferreira da Casa de Leis municipal. 

Com transmissão inclusive pela página no Facebook da Câmara de Ivinhema, os vereadores locais devem deixar o descanso em regime de urgência especial para analisar cinco projetos no total. 

O primeiro Projeto de Lei Ordinária (n ° .001 de 13 de janeiro de 2026) busca autorizar abertura de crédito adicional especial. Os demais datam todos do último dia 19 deste ano. 

Entre as demais propostas, o PL n.°002: "dispõe sobre autorização do Poder Executivo Municipal, para concessão de contribuição financeira a Sociedade Esportiva Recreativa Ivinhema". 

Já os outros projetos tratam da contratação de Operação de Crédito do Programa Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), e da autorização para concessão de auxílio financeiro para a Mitra Diocesana de Naviraí, da Paróquia São Paulo Apóstolo de Ivinhema, para que aconteça a 5ª edição da Corrida e Caminhada do Padroeiro. 

Por fim, com o projeto de Lei Complementar n°. 001, de 19 de janeiro de 2026, o chefe do Executivo local, Juliano Ferro, busca a chamada "revisão geral anual acumulada sobre os subsídios tanto do prefeito, do vice, secretários municipais e do chefe de gabinete". 

Aumento barrado

Vale lembrar que, ainda no ano passado, após decisão judicial determinar que o subsídio de Juliano Ferro deveria cair de 35 para quase 20 mil reais, o prefeito de Ivinhema chegou a anunciar um ajuste para R$25.025,00. 

Por meio de suas redes sociais, o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PSDB), conhecido como o "Mais louco do Brasil" chegou a tratar sobre o "facão" na prefeitura de Ivinhema, apontando essa redução de dez mil reais do próprio salário, mais a redução de 15% para os secretários, com vencimentos que saíram de R$12,8 mil para pouco mais de R$10 mil.

A primeira liminar teria sido concedida através do juiz da 1ª Vara de Ivinhema, Rodrigo Barbosa Sanches, mantida posteriormente pela 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, bem como pelo presidente do TJMS na ocasião, desembargador Dorival Renato Pavan. 

Ainda assim, mesmo com as determinações, o prefeito teria decidido pelo ajuste acima do limite estabelecido pela Justiça por conta própria. 

 

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ARTICULAÇÃO POLÍTICA

Deputado federal reeleito, Beto Pereira reforça apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno

O parlamentar sul-mato-grossense participou do anúncio nacional do Republicanos e destacou que a legenda já apoiava o candidato do PL no Estado

08/10/2026 11h02

No centro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, recebe o apoio de Marcos Pereira, presidente nacional do partido (à esquerda), e de Beto Pereira, presidente estadual da sigla (à direita)

No centro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, recebe o apoio de Marcos Pereira, presidente nacional do partido (à esquerda), e de Beto Pereira, presidente estadual da sigla (à direita) Divulgação

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O deputado federal reeleito Beto Pereira (Republicanos), presidente do partido em Mato Grosso do Sul, confirmou o apoio da legenda a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial.

O parlamentar participou, na noite de ontem (7), em Brasília (DF), do anúncio que oficializou a adesão nacional do Republicanos à candidatura.

Segundo Beto, a decisão confirma o posicionamento adotado pelo partido em Mato Grosso do Sul, onde a sigla já havia apoiado Flávio no primeiro turno.

“O Republicanos oficializou o apoio em todo o Brasil para Flávio Bolsonaro. Nós, em Mato Grosso do Sul, estivemos juntos no primeiro turno e agora é hora de priorizar aquilo que o Brasil quer: mudança. É Flávio 22”, afirmou o parlamentar.

Realizado na sede nacional do partido, o anúncio também contou com a presença do governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e dos senadores eleitos Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, ambos do PL.

A articulação para formalizar o apoio envolveu as principais lideranças do Republicanos, entre elas o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reeleito no primeiro turno, e o deputado federal Marcos Pereira, presidente nacional da sigla.

No centro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, recebe o apoio de Marcos Pereira, presidente nacional do partido (à esquerda), e de Beto Pereira, presidente estadual da sigla (à direita)

Representantes de Mato Grosso do Sul também participaram das conversas. A adesão amplia o apoio de partidos de direita à candidatura de Flávio Bolsonaro, que encerrou o primeiro turno à frente do presidente Lula (PT).

O candidato do PL já havia recebido o respaldo da federação União Progressista e do Novo. Em Mato Grosso do Sul, o Republicanos saiu das urnas com duas cadeiras na Câmara dos Deputados, conquistadas por Beto Pereira e Isa Marcondes, e duas na Assembleia Legislativa, com Renato Câmara e Pedro Pedrossian Neto.

A legenda somou 256 mil votos para deputado federal e 110 mil para deputado estadual. O partido também garantiu a vice-governadoria com Barbosinha, que integrou a chapa de Eduardo Riedel. O governador foi reeleito no primeiro turno com 914 mil votos.

No cenário nacional, o Republicanos elegeu 41 deputados federais e passou a ocupar a posição de quinta maior bancada da Câmara dos Deputados. A sigla terá representantes de 22 unidades da Federação, com presença nas cinco regiões do país.

SUB JUDICE

Jamilson usa resultado das urnas para tentar mudar voto de ministro do TSE

O deputado estadual recebeu 35.211 votos nas eleições de 2026 e foi o segundo mais votado na federação União Progressistas, a qual tem direito a quatro vagas na Assembleia Legislativa

08/10/2026 10h45

Deputado estadual Jamilson Name (PP) tenta sua reeleição na Justiça

Deputado estadual Jamilson Name (PP) tenta sua reeleição na Justiça Divulgação/Alems

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A defesa de Jamilson Name (PP) enviou um recurso ao ministro Sebastião Alves dos Reis Júnior, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para tentar sua reeleição como deputado estadual. No pedido enviado, o requerimento é pelo restabelecimento da situação decorrente do acórdão do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Groso do Sul (TRE-MS), com o registro "deferido sub judice", o cômputo dos 35.211 votos nas Eleições de 2026 e a preservação dos efeitos eleitorais correspondentes até o julgamento.

Além disso, também solicitam a submissão imediata do agravo interno ao Plenário e, ao final, o provimento do recurso para restabelecer o acórdão do TRE-MS, o qual julgou improcedente a impugnação e deferiu o registro de candidatura, com as providências necessárias à retotalização, diplomação e exercício do mandato.

A defesa, representada por Alexandre Ávalo Santana, José Rizkallah Júnior, Talita Fernandes de Oliveira e João Paulo Sales, utilizou como argumento o resultado das urnas no último domingo (4), onde Jamilson Name recebeu 35.211 votos, sendo a quantidade suficiente para ocupar uma das quatro cadeiras que a Federação União Progressistas tem direito na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS).

Dentro da própria Federação, o deputado teve a segunda maior votação nominal, ficando atrás apenas de Gerson Claro (PP) e à frente de Londres Machado (PP), Hélio Peluffo (PP) e Rinaldo Modesto (União Brasil), candidatos aos quais o sistema atribuiu as quatro vagas.

Segundo a defesa, o rótulo “anulado sub judice” decorre exclusivamente da decisão recorrida e não altera o dado eleitoral objetivo. Argumentam que, reconhecida a validade dos votos, o recorrente ocupa posição suficiente para uma das quatro cadeiras conquistadas pela Federação e não se trata de resultado hipotético, mas de mandato conferido pelas urnas cuja eficácia depende diretamente do julgamento do recurso.

Para os advogados, o resultado eleitoral não substitui o exame jurídico do registro, mas torna necessária a apreciação colegiada e urgente da matéria. Eles apontam que a manutenção provisória dos votos como anulados sub judice impede que a representação parlamentar corresponda à ordem manifestada nas urnas e produz repercussões imediatas sobre a totalização, a diplomação e o exercício do mandato.

Por fim, a defesa de Jamilson Name aponta que a sentença criminal afastou a majorante do emprego de arma de fogo e distinguiu expressamente a organização econômica atribuída ao agravante da estrutura armada examinada em outro processo. "A própria manifestação ministerial reconheceu que o recorrente não integrava diretamente o núcleo relacionado a crimes violentos".

"Não existe demonstração de utilização eleitoral da estrutura. Os autos não comprovam financiamento da candidatura por grupo armado, domínio territorial, intimidação de eleitores, restrição à propaganda adversária, compra de votos ou qualquer interferência concreta nas Eleições de 2026. Sem essa ponte probatória, não se configura a hipótese excepcional do art. 17, § 4º, da Constituição.

A situação criminal não configura inelegibilidade legal. A condenação mencionada é de primeiro grau e permanece submetida a apelação, enquanto a acusação de obstrução foi definitivamente afastada por absolvição transitada em julgado. Não incide, portanto, causa de inelegibilidade criminal prevista na LC nº 64/1990", diz a defesa no recurso eviado ao TSE.

Caso a Justiça Eleitoral valide os 35.211 votos obtidos pelo candidato Jamilson Name, a composição da ALEMS pode sofrer alteração antes mesmo da posse dos vitoriosos. Se isso ocorrer, quem deve perder a vaga é o deputado Márcio Fernandes (PL).

Na apuração deste domingo, o PL conseguiu nove das 24 vagas. Mas, se os votos de Jamilson forem computados, o partido perde uma vaga e a federação União Brasil/PP fica com ela.

Candidatura barrada

Na última sexta-feira (2), o ministro Sebastião Reis Júnior,  o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrou a candidatura de Jamilson, atendendo pedido da Procuradoria-Regional Eleitoral e reverteu decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) que havia autorizado o registro por 5 a 1. 

Ele acatou argumento de que Jamilson tem envolvimento com o grupo criminoso investigado na Operação Omertà, na qual o deputado foi condenado em primeiro grau a oito anos de reclusão pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, com o reconhecimento expresso de que exercia “função de comando ou liderança” na estrutura delitiva.

A representação do Ministério Público Eleitoral (MPE), que se baseou em decisões judiciais da Justiça Estadual, indica que, após a prisão das lideranças originárias do grupo, seu pai, Jamil Name (que morreu em 27 de junho de 2021 no presídio federal de Mossoró, RN), e seu irmão, Jamil Name Filho, o parlamentar assumiu “posição de maior proeminência no núcleo responsável pela exploração do jogo do bicho”. 

A partir desse momento, segundo a representação, o deputado passou a chefiar o segmento encarregado da geração de receitas ilícitas, gestão de caixa e dissimulação patrimonial, garantindo a estabilidade e a continuidade econômica do grupo.

Mandatos

Jamilson Name foi eleito pela primeira vez em 2018 e está concluindo seu segundo mandato consecutivo de deputado estadual. Inicialmente foi eleito pelo PDT e na sequência, pelo PSDB. Na primeira disputa, obteve 33.870 votos, ficando em terceiro lugar entre os mais bem colocados. Quatro anos depois, obteve 43.435 votos, o que lhe garantiu a quarta colocação.  Agora, com os 35,2 mil votos, ficou em 12º lugar.

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