Política

ALIANÇA

Marcos Pollon procura Capitão Contar e propõe candidatura unificada da direita em MS

O deputado federal do PL defende uma ampla aliança entre a direita em Mato Grosso do Sul para as eleições municipais de 2024

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Após o deputado estadual Coronel David (PL) informar não ter mais pretensões de concorrer ao cargo de prefeito de Campo Grande nas eleições municipais do próximo ano, o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) tornou-se o único candidato do partido interessado em disputar a Prefeitura da Capital em 2024.
 
No entanto, depois de uma conversa particular com o colega de legenda na última terça-feira (9), após a sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), Marcos Pollon decidiu procurar, nesta quarta-feira (10), o ex-deputado estadual Capitão Contar (PRTB) para propor uma candidatura unificada da direita, tanto em Campo Grande, quanto no interior do estado.
 
“Conversei com o Coronel David e juntos reafirmamos a necessidade de fortalecer e unificar a direita de Mato Grosso do Sul. Ele me confirmou que não vai disputar a Prefeitura da Capital e decidimos que é chegado o momento de a direita ter uma candidatura única no maior número possível de municípios do estado, sem divisão”, declarou Pollon.
 
Na tarde desta quarta-feira, o deputado federal encontrou-se com o Capitão Contar em Campo Grande e fez a proposta de unificação da direita em Mato Grosso do Sul de olho nas eleições municipais na Capital e nos municípios do interior.
 
“Durante a reunião, eu convidei oficialmente o Capitão Contar para cerrar fileiras conosco no PL e, independentemente de qualquer coisa, dentro dos próximos dias ele dará a resposta”, declarou o deputado federal ao Correio do Estado.
 
Marcos Pollon acrescentou que “ambos estão imbuídos na construção de uma direita una, coesa e que possa dar uma base, não só para Mato Grosso do Sul, mas também para o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro”. “Esperamos que isso possa reverberar em todo o Brasil”, afirmou.
 
Presidente municipal do PL na Capital, Pollon visitou a Câmara e a Assembleia nesta terça-feira (9), com a justificativa de ter uma missão, delegada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, de unir a direita em Mato Grosso do Sul.

Coronel David

Nesta semana, o Correio do Estado trouxe com exclusividade a decisão do deputado estadual Coronel David (PL) não ter mais pretensões de concorrer ao cargo em 2024. 

Procurado pelo Correio do Estado, o parlamentar confirmou a intenção de não mais se colocar à disposição do PL para ser o candidato da sigla na disputa pela Prefeitura de Campo Grande.
 
“Tenho muitos compromissos com apoiadores que serão candidatos a vereador e prefeito em vários municípios de Mato Grosso do Sul nas eleições do próximo ano e, caso saísse candidato aqui em Campo Grande, esse pessoal iria se sentir abandonado. Por isso, vou cumprir meu compromisso eleitoral com eles e, neste momento, abdico de colocar meu nome na disputa”, declarou.
 
O Coronel David reforçou que não tem mais essa pretensão de concorrer à Prefeitura da Capital porque está focado no seu mandato como deputado estadual.
 
“Para que fosse reeleito no ano passado, eu tive ajuda de muitas pessoas em diversos municípios e elas pretendem ser candidatas a vereador e a prefeito em 2024. Na época, assegurei a elas o meu apoio incondicional e não posso fazer duas coisas ao mesmo tempo”, completou.
 
O deputado estadual lembrou que em 2016 saiu candidato a prefeito de Campo Grande com o apoio do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), que chegou a vir à Capital prestigiar o lançamento da sua pré-candidatura.
 
“Fui bem votado, tanto que, entre 14 candidatos a prefeito de Campo Grande, fiquei em 4º lugar. A população escolheu um outro caminho, que agora está demonstrando que foi o errado, como podemos verificar nas condições das ruas da cidade, da precariedade nos atendimentos na saúde, nos fracassos com a educação e nas péssimas condições da infraestrutura”, argumentou.
 
Coronel David garantiu que respeita muito os eleitores de Campo Grande, pois eles lhe deram três belas votações para deputado estadual, mas, no momento, para cumprir os compromissos eleitorais feitos no ano passado, não lançará mais o seu nome como candidato a prefeito da Capital em 2024.

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Postura

Ministro argentino defende livre comércio e critica barreiras ambientais no encerramento do G20

Diplomata afirmou que os países que cumprem regras de concorrência não podem ser prejudicados por competidores que utilizam "vantagens artificialmente criadas"

31/10/2026 19h00

Ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno

Ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno Foto: EFE/ Javier Torres

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O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, publicou na rede social X um balanço sobre o encerramento da reunião de chanceleres do G20 em Atlanta (EU), na qual defendeu o livre comércio e rechaçou medidas protecionistas. O diplomata afirmou que os países que cumprem regras de concorrência não podem ser prejudicados por competidores que utilizam "vantagens artificialmente criadas" ou distorções de mercado.

Quirno reforçou que, sob a gestão do presidente Javier Milei, a Argentina tem atuado para reduzir barreiras comerciais, avançar na desregulação e recolocar o sector privado como motor do crescimento.

O chanceler rejeitou o uso de regulamentações ambientais como "barreiras ao comércio" que encarecem o transporte de mercadorias e criticou o trabalho forçado, afirmando que nenhum país deve obter vantagens econômicas mediante a exploração de trabalhadores.

Cargo interino

Presidente do TJMS assume interinamente o Governo do Estado no dia 1º

Desembargador Dorival Renato Pavan, assumirá interinamente o Governo do Estado entre os dias 1º e 6 de novembro

31/10/2026 17h15

Desembargador Dorival Renato Pavan, assumirá interinamente o Governo do Estado entre os dias 1º e 6 de novembro

Desembargador Dorival Renato Pavan, assumirá interinamente o Governo do Estado entre os dias 1º e 6 de novembro Foto: Divulgação / TJMS

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O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, desembargador Dorival Renato Pavan, assumirá interinamente o Governo do Estado entre os dias 1º e 6 de novembro, substituição temporária ocorrerá em razão do afastamento do governador Eduardo Riedel (PP), do vice-governador Barbosinha (Republicanos) e do presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP).

Esta será a 4ª vez que um presidente do TJMS assume o comando do Poder Executivo estadual, e acontece uma vez que Riedel tirou licença para descansar com a família após o período eleitoral.

Por sua vez, Barbosinha se afastou no mesmo período para tratar de assuntos particulares e cuidar de negócios pessoais.

Segundo na linha sucessória direta, o presidente da Alems, deputado Gerson Claro também estará ausente devido a compromissos de agenda e uma viagem familiar.

Ao comentar a responsabilidade, o desembargador Dorival Renato Pavan destacou que exercerá a função em cumprimento às disposições constitucionais que disciplinam a sucessão no Executivo estadual.

“Recebo essa responsabilidade com elevado senso de dever institucional, serenidade e absoluto respeito à ordem constitucional, consciente da importância de assegurar a continuidade administrativa e a plena governabilidade do Estado”, afirmou.

O desembargador ressaltou ainda que, durante o período, sua atuação será pautada pela prudência e pela manutenção das diretrizes estabelecidas pelo atual governo, restringindo-se aos atos necessários ao funcionamento regular da administração pública estadual.

“Não haverá, portanto, qualquer propósito de promover inovações administrativas, alterações nas políticas públicas ou intervenções que possam afetar o plano de governo e a execução orçamentária em curso, cuja condução compete legitimamente ao Governador titular”, explicou.

Para o presidente do TJMS, a substituição temporária também representa a harmonia entre os Poderes constituídos.

“O compromisso será, acima de tudo, preservar a estabilidade institucional, a continuidade dos serviços públicos e o regular funcionamento da máquina administrativa, assegurando uma transição temporária tranquila e harmoniosa”, acrescentou.

“Encaro essa missão como expressão da harmonia e da colaboração que devem nortear as relações entre os Poderes constituídos, sempre em benefício da população sul-mato-grossense”, finalizou o presidente do TJMS.

Histórico

A primeira ocasião em que um presidente do TJMS ocupou o cargo de governador do Estado ocorreu em 30 de abril de 2002, quando o desembargador José Augusto de Souza assumiu o Governo do Estado por algumas horas, durante o licenciamento do então governador José Orcírio Miranda dos Santos, Zeca do PT.

Em 2006, o desembargador Claudionor Miguel Abss Duarte, presidente do Tribunal de Justiça à época, assumiu interinamente o Governo de Mato Grosso do Sul por 12 dias, entre 20 de setembro e 2 de outubro, governo de André Puccinelli (MDB).

Mais recentemente, em julho de 2019, o então presidente do TJMS, desembargador Paschoal Carmello Leandro, também ocupou interinamente o cargo, entre a tarde do dia 8 e o dia 9 de julho, gestão do senador eleito Reinaldo Azambuja (PL).

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