Política

propaganda

Marina Silva critica aliança para garantir tempo

Marina Silva critica aliança para garantir tempo

FOLHAPRESS

17/05/2014 - 16h00
Continue lendo...

Pré-candidata à vice-presidência da República na chapa de Eduardo Campos (PSB-PE), a ex-senadora Marina Silva, afirmou neste sábado (17) que não é errado governar com apoio de outros partidos, mas criticou as alianças políticas feitas pelos partidos para garantir mais tempo para a propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

Para ela, os acordos são apenas pragmáticos e não levam em consideração os anseios da sociedade. "A aliança que temos com o PSB é programática, que já dá uma indicação desse nosso desejo de mudar a política. Geralmente as pessoas fazem esses movimentos para compartilhar um palanque, uma eleição", afirmou.

"Não é errado governar compondo com outros partidos. Ninguém governa sozinho. Mas não pode ser em nome de um pedaço do Estado para chamar de seu. Tem que ser com compromisso de implementar um programa", complementou.

No ano passado, a Justiça Eleitoral não permitiu a formalização da Rede Sustentabilidade como um partido político por falta de assinaturas de apoio suficientes. Por isso, a legenda não recebe recursos do fundo partidário e nem pode fazer propaganda no rádio e na televisão. Marina se filiou então ao PSB, que absorveu a Rede para as eleições deste ano.

De acordo com a ex-senadora, o fato de a Rede não contribuir com tempo de TV na aliança com o PSB, gera uma oportunidade para se debater o programa político. "Estamos em uma coligação que não acrescenta para o candidato um segundo de televisão, que é o que as coligações, me parece, mais prezam. Me parece que é muito mais uma métrica. E nesse caso o que nós temos são algumas propostas, algumas ideias em processo de construção. E isso já é uma diferença muito grande".

Apesar de não contribuir com tempo de televisão, a união da Rede com o PSB atrai votos para a chapa. Nas eleições de 2010, Marina teve 20 milhões de votos e acabou ficando em terceiro lugar na disputa pela Presidência da República.

Marina voltou a afirmar também que a polarização entre o PT e o PSDB acaba por "fulanizar" as conquistas recentes do país. Para ela, é preciso superar esta compreensão da política e entender que as ações devem ser feitas como uma "oferta" para o povo.

Como exemplos, Marina citou a conquista da estabilidade econômica e os avanços sociais, que devem deixar de ser dos partidos para serem entendidos como da população. "Nada de grandioso foi feito por uma pessoa ou por um partido. A nossa democracia foi uma conquista de vários partidos e de vários segmentos da sociedade", disse.

Declaração

Camilo Santana defende redução da maioridade: Se pode votar, pode assumir responsabilidades

Segundo Camilo, o governo não quis votar a redução da maioridade penal proposta pela oposição

16/10/2026 22h00

Camilo Santana, ex-ministro da Educação

Camilo Santana, ex-ministro da Educação Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

Continue Lendo...

O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, senador Camilo Santana (PT-CE), defendeu a redução da maioridade penal em conversa com jornalistas nesta sexta-feira, 16. Nunca antes defendida pelo PT, agora o governo é favorável à criminalização de crimes hediondos cometidos por quem possui 16 e 17 anos.

"Nós defendemos que pode diminuir para 16 anos apenas para crimes que são crimes extremamente graves, como quem tira a vida de um cidadão e de uma cidadã brasileira. Se uma pessoa que tem 16 anos tem o direito de votar e escolher os seus representantes, ela também precisa assumir determinadas responsabilidades", declarou Camilo no quartel-general da campanha de Lula, em Brasília.

Segundo Camilo, o governo não quis votar a redução da maioridade penal proposta pela oposição ao governo porque eles buscavam atrapalhar a tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto do PL era bem mais radical, propondo redução para 16 anos em todos os crimes e para 14 em caso de crimes hediondos.

A cartada do PL ocorreu um dia depois do governo Lula conseguir uma importante vitória com a aprovação da PEC que acabou com a escala de trabalho 6x1. O objetivo era desidratar o capital político do PT em um tema sensível para a esquerda.

Para se defender, o governo Lula decidiu abraçar a bandeira da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos, que nunca foi pauta do PT. O próprio Camilo, que é senador, apresentou uma outra emenda proposto a atual ideia do Executivo

Em sabatina para a TV Globo na noite desta quinta-feira, 15, Lula disse defender a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos.

"Meu pensamento, enquanto cidadão brasileiro, é que no caso de todo e qualquer crime hediondo, sou favorável a diminuir a penalidade. Para crimes hediondos", disse o presidente na sabatina para o Jornal Nacional.

Regulamento

TSE define regras para canais de WhatsApp durante a campanha

Atualização de resolução da Corte eleitoral foi por unanimidade

16/10/2026 19h00

Foto: Antônio Augusto / TSE

Continue Lendo...

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu nesta sexta-feira (16) regras para o funcionamento de canais de WhatsApp que apoiam campanhas eleitorais. 

A decisão foi tomada após a guerra de liminares sobre o funcionamento do canal Exército do Lula, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para apoiar a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Por unanimidade, os sete ministros da Corte aprovaram uma atualização na resolução do TSE que trata da propaganda eleitoral na internet e da fiscalização dos canais de comunicação utilizados pelas candidaturas.

Conforme a decisão, canais que receberem apoio técnico ou financeiro das campanhas deverão ser registrados na Justiça Eleitoral.

O vínculo deverá ser estabelecido a partir do recebimento de recursos, ajuda técnica, além do direcionamento para página oficial do candidato.

O apoio espontâneo ou compartilhamento de materiais de campanha não poderão ser caracterizados como vínculo direto com a campanha. 

Se as regras não forem cumpridas, os canais poderão ser desativados até que a regularização seja providenciada. 

Na terça-feira (13), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a reativação do canal Exército do Lula, após a campanha de Lula registrar o canal no tribunal, conforme determinação do ministro.

A reativação ocorreu após decisões conflitantes de Kassio e do ministro corregedor-geral do TSE, Villas Bôas Cueva, que havia liberado o canal.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).