Política

Política

Moraes dá cinco dias para PMDF apresentar relatório sobre rotina de Bolsonaro na Papudinha

O ex-mandatário cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualific

Continue lendo...

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) apresente, em até cinco dias, um relatório detalhado sobre a rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) desde sua transferência para o 19º Batalhão da PMDF, conhecido como Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A decisão foi assinada na última sexta-feira, 23, e publicada nesta segunda-feira, 26.

O ex-mandatário cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.

O ministro determinou que o batalhão envie à Corte um relatório completo contendo informações sobre todas as atividades do custodiado, incluindo visitas de advogados, parentes e amigos, atendimentos médicos, exames, sessões de fisioterapia, atividades físicas, eventuais atividades laborais, leituras e quaisquer outras ocorrências, com as respectivas datas e horários.

Moraes determinou em 15 de janeiro a transferência do ex-presidente da Sala de Estado Maior da Superintendência da Polícia Federal (PF) no Distrito Federal para a Sala de Estado Maior instalada na Papudinha, onde permanece custodiado desde então.

Na decisão, Moraes afirmou que o ex-presidente teria, na Papudinha, condições ainda mais favoráveis, igualmente exclusiva e com total isolamento em relação aos demais presos do complexo. Segundo o ministro, a transferência permitiria o aumento do tempo de visitas aos familiares, a realização livre de 'banho de sol' e de exercícios a qualquer horário do dia, inclusive com a instalação de aparelhos para fisioterapia, tais como esteira e bicicleta, atendendo recomendação médica.

 

eleições 2026

Riedel terá desafio de transformar em votos o apoio de todos os prefeitos de MS

O arco de aliança partidária para reeleger o governador no pleito deste ano administra os 79 municípios de Mato Grosso do Sul

26/01/2026 08h00

O governador Eduardo Riedel (PP) durante entrega de obras de pavimentação, restauração, drenagem e ponte

O governador Eduardo Riedel (PP) durante entrega de obras de pavimentação, restauração, drenagem e ponte Reprodução/Secom/Foto-Saul-Schramm

Continue Lendo...

Líder de todas as pesquisas de intenções de voto já divulgadas até o momento em Mato Grosso do Sul, dono de uma aprovação acima dos 60% pela população sul-mato-grossense e tendo no arco de aliança partidária as siglas que administram as prefeituras dos 79 municípios do Estado, o governador Eduardo Riedel está praticamente reeleito.

No entanto, o grande desafio dele neste ano eleitoral é transformar todo esse apoio em votos, garantindo a reeleição para mais quatro anos como governador do Estado.

Porém, a maior dificuldade é repetir neste ano o que aconteceu em 2022, quando o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) conseguiu colocar para trabalhar, pela então eleição de Riedel, 72 prefeitos da base aliada.

Mesmo tendo o apoio de todos os prefeitos de Mato Grosso do Sul, não é possível cravar uma vitória esmagadora já no primeiro turno das eleições gerais deste ano, pois, com a crescente possibilidade de termos muitos candidatos a governador, pelo menos a princípio, as chances de segundo turno também aumentaram na mesma proporção.

Entretanto, o certo é que os partidos PSDB, PL, PP, MDB, PSD e PSB controlem as 79 prefeituras de Mato Grosso do Sul, sendo que, sem exceção, todos os gestores municipais do Estado já declaram apoio à reeleição do governador, o que pode se dizer que isso é fruto do programa MS Ativo Municipalismo, que foi rascunhado por Azambuja e implantado por Riedel.

MS Ativo

Essa iniciativa é um programa de cooperação do governo de Mato Grosso do Sul com os 79 municípios, focado na descentralização da gestão e eficiência na execução de políticas públicas, tendo investimentos de R$ 3 bilhões, que visam garantir resultados práticos nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e assistência social, baseando-se em contratos de gestão e dados com os respectivos gestores municipais.

Na prática, o MS Ativo Municipalismo atua em três frentes estratégicas para alcançar resultados que atendam às necessidades dos moradores dos 79 municípios.

Dessa forma, auxilia as prefeituras no desenvolvimento das competências institucionais em políticas públicas, visando alcançar aqueles que mais precisam.

Assim, o municipalismo do programa está estruturado da seguinte forma: municipalismo baseado em demandas – repasse de recursos para os municípios a partir das demandas individuais (com ou sem contrapartida financeira); municipalismo baseado em programas – repasse de recursos para os municípios via acesso a programas estaduais (com ou sem contrapartida financeira); e municipalismo baseado na cooperação – pactuação de resultados, desenvolvimento de capacidades e compartilhamento de ações (repasse de recursos orientado por resultados).

 Avaliação

Porém, nem tudo são flores para o governador Eduardo Riedel, conforme análise do diretor do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), Aruaque Fressato Barbosa, dizer que tem o apoio de todos os prefeitos de Mato Grosso do Sul é uma afirmação sensível, porque nem todos os gestores municipais estão bem avaliados.

“Então, vai ter prefeito que vai ajudar em muito ao Riedel obter votos, enquanto outros que podem atrapalhar. Por esse prisma, a equipe de campanha do governador terá de fazer um estudo para ver quais são os prefeitos que será um bom negócio ‘colar’ o nome de Riedel ao dele e quais estratégias podem ser um tiro no pé”, pontuou. 

Sobre a transferência de votos dos prefeitos bem avaliados para o governador, ele explicou que essa já é uma questão mais delicada. 

“Como diretor do IPR, acredito que cabe a realização de uma pesquisa para avaliar quais prefeitos podem ajudar ou atrapalhar a campanha de reeleição de Riedel, pois isso vai depender da aprovação desses gestores em seus municípios”, declarou.

Positivo

Por outro lado, o cientista político Tercio Albuquerque acredita que contar com o apoio dos 79 prefeitos de Mato Grosso do Sul para a reeleição é extremamente positivo para o governador Riedel.

“Na verdade, neste ano existe uma diferença de anos anteriores, não há no páreo de candidaturas a pretensão de governo, não há nenhum candidato que tenha maior relevância que possa representar risco para o Riedel”, assegurou.

Porém, ele reconhece que, obviamente, esse apoio dos prefeitos não vai representar uma conversão de 100% em votos. 

“O apoio do prefeito não quer dizer que toda a população do município vá acompanhar o gestor e votar no governador e é justamente essa dúvida que se for bem explorada pelos pré-candidatos da oposição, como por exemplo o ex-deputado federal Fábio Trad (PT), podem alavancar votos dos eleitores que não comungam com a reeleição do atual governador”, argumentou.

Tercio Albuquerque ressaltou que uma vitória nas eleições não é também simples assim, não é uma coisa matemática. 

“Portanto, diferentemente da matemática, em um pleito é impossível dizer que, mesmo tendo o apoio de todos os prefeitos de um estado, o candidato está eleito ou reeleito. Pois, tudo vai depender muito de como a máquina governamental vai ser usada nesse período, mas, sem dúvida nenhuma que Riedel leva uma vantagem considerável sobre os demais adversários”, comentou.

"É uma situação que precisa ser avaliada no decorrer da campanha, mas, obviamente, ainda que Riedel tenha aí uma margem de perda de votos, não acredito que vá ameaçar a reeleição dele, porque o governador está isolado, até então, na frente, como demonstram todas as pesquisas" - Tercio Albuquerque, analisando a situação atual 
do governador

O cientista político reforçou que participar de uma eleição com a máquina nas mãos e no ano em que começará a investir os recursos bilionários oriundos de empréstimos vai ajudar em muito na campanha eleitoral de Riedel. 

“Ao longo deste ano, o governador deve transformar os 79 municípios do Estado em um verdadeiro canteiro de obras, com investimentos em infraestrutura, saúde e educação, enquanto os demais candidatos não terão essa mesma arma para lutar pelos votos dos sul-mato-grossenses”, pontuou.

Para concluir, ele repetiu que política não é matemática para dizer que o apoio de todos os prefeitos do Estado vai garantir a reeleição do governador. 

“Vai depender muito de como ele vai se apresentar aos eleitores dos municípios e qual é a posição que esses prefeitos têm de respeitabilidade no seu próprio município. É uma situação que precisa ser avaliada no decorrer da campanha, mas, obviamente, ainda que Riedel tenha aí uma margem de perda de votos, não acredito que vá ameaçar a reeleição dele, porque o governador está isolado, até então, na frente, como demonstram todas as pesquisas”, finalizou o especialista.

 

Assine o Correio do Estado

Política

Ambulante fatura R$ 800 com venda de bandeiras em caminhada pelo ex-presidente Bolsonaro

As bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos foram as mais vendidas neste domingo (25), durante a concentração na Praça do Rádio Clube, em Campo Grande

25/01/2026 10h44

Crédito: P.G. / Correio do Estado

Continue Lendo...

Ainda que a Caminhada por Justiça e Liberdade, que subiu a Avenida Afonso Pena neste domingo (25), tenha tido baixa adesão, o vendedor ambulante que comercializava bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos faturou cerca de R$ 800.

Em frente à Praça do Rádio Clube desde as 7h da manhã, Juca Batista, de 38 anos, contou à reportagem que as bandeiras mais procuradas pelos apoiadores do ex-presidente foram as do Brasil e dos Estados Unidos, vendidas por R$ 50 cada.

Já a bandeira com a frase “Fora Alexandre de Moraes” era comercializada por R$ 30. Na expectativa de que a concentração marcada em frente à sede do Ministério Público Federal (MPF) aumentasse, ele se preparou levando a carroceria da caminhonete cheia de bandeiras, incluindo as de Israel.

Na via, era possível avistar apoiadores enrolados em bandeiras, muitos deles parando para comprar uma antes de iniciar a caminhada.

Crédito: P.G. / Correio do Estado

Ato esvaziado


Diferentemente de anos anteriores, quando a Avenida Afonso Pena costumava ser tomada por manifestantes de direita, o movimento começou de forma tímida, registrando poucos carros acompanhando a caminhada com bandeiras, enquanto outros, que não participavam do ato, utilizavam desvios no fluxo.

Na Cidade Morena, a Caminhada por Justiça e Liberdade seguiu pela Avenida Afonso Pena até a sede do Ministério Público Federal (MPF). Instantes antes de o carro de som se posicionar, o movimento de apoiadores, que costumava encher a via, seguiu de forma tímida.

Parte dos participantes permaneceu na praça, enquanto outros acompanharam o carro de som. Um terceiro grupo seguiu em veículos, o que gerou incômodo entre alguns presentes, que chegaram a argumentar que o ato deveria ser percorrido a pé.

Enrolados em bandeiras de Israel e dos Estados Unidos, os apoiadores foram escoltados pela Polícia Militar e por uma equipe da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).

Como ocorre em outras localidades do país, a reivindicação girou em torno da anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro e contra providências adotadas pelo Poder Judiciário.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).