Política

Prática proibida

MP apura suspeita de nepotismo no gabinete de vereadora do PL em Campo Grande

Três servidores comissionados da Câmara Municipal são apontados como parentes da parlamentar; Promotoria de Patrimônio Público determinou investigação

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A 29ª Promotoria de Justiça de Campo Grande instaurou uma Notícia de Fato para apurar se a vereadora Ana Portela, do Partido Liberal (PL), praticou nepotismo ao nomear pessoas com as quais, segundo os denunciantes, mantém laços de parentesco para cargos comissionados em seu gabinete na Câmara Municipal. 

A investigação preliminar foi desencadeada por representação protocolada em 27 de março de 2026 na Ouvidoria do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS). 

A representação foi formalizada pelo ex-superintendente do Patrimônio da União, o advogado e professor universitário Tiago Botelho (PT).

O documento aponta que a vereadora teria nomeado, para cargos de assessoria em seu gabinete, três pessoas com as quais supostamente possui graus distintos de parentesco: Tiago Angelino da Silva Souto, descrito como cunhado; Márcia Cruz da Silva, apontada como concunhada; e Pedro Fernandes Pereira Mendes, indicado como primo.

Os próprios signatários da representação fazem questão de ressalvar que o documento “se limita a reportar uma notícia de fato, sem qualquer intenção de afirmar a ocorrência de irregularidade ou de imputar responsabilidade”, pedindo apenas que as autoridades verifiquem a situação.

De acordo com o Portal da Transparência da Câmara Municipal de Campo Grande, os três nomes indicados na representação constam, de fato, como servidores comissionados do Legislativo municipal. 

Segundo os dados públicos, Márcia Cruz da Silva ocupa o cargo de Assessor Parlamentar I, com salário líquido de R$ 10.036,50, admitida em 1º de janeiro de 2025; Pedro Fernandes Pereira Mendes exerce a função de Assistente Parlamentar VI, com remuneração líquida de R$ 7.985,97, admitido em 1º de janeiro de 2025; e Tiago Angelino da Silva Souto atua como Chefe de Gabinete Parlamentar, com salário líquido de R$ 9.778,82, admitido em 1º de maio de 2025.

O Promotor de Justiça Jorge Ferreira Neto Júnior determinou ofício ao presidente da Câmara Municipal, Epaminondas Papy Vicente Silva Neto, solicitando fichas funcionais dos três servidores, cópias dos atos de nomeação, informações sobre a natureza jurídica dos cargos e eventuais mecanismos internos de controle contra nepotismo. 

Determinou também ofício à própria vereadora Ana Portela, pedindo que ela informe se existe ou não vínculo de parentesco, por consanguinidade ou afinidade, com os nomeados, e se foram solicitadas declarações formais de inexistência de parentesco no ato das nomeações. 

Solicitou ainda apoio do GECOC (Grupo de Combate ao Crime Organizado e Corrupção) para a verificação dos vínculos familiares. Os ofícios à Câmara e à vereadora foram encaminhados eletronicamente em 27 de abril de 2026. Até o momento desta consulta, não há registro de resposta nos autos.

Eleições 2026

Em MS, 50 candidatos mais ricos têm quase R$ 500 milhões em patrimônio

Lista dos 10 mais ricos das eleições é liderada pelo deputado estadual Zé Teixeira e pelo candidato ao Senado Reinaldo Azambuja

17/08/2026 07h45

Foto: Montagem

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Levantamento feito pelo Correio do Estado, com o patrimônio declarado dos 50 candidatos mais ricos destas eleições, indica que a soma de todos os seus bens quase alcançam a cifra de meio bilhão de reais. Mais precisamente, os 50 mais ricos têm R$ 494,4 milhões em patrimônio. Deste universo, o top 10 concentra R$ 294,6 milhões em bens e direitos.

O grupo é encabeçado pelo deputado estadual Zé Teixeira (PL), com R$ 64,2 milhões, e pelo candidato ao Senado Reinaldo Azambuja (PL), com R$ 55,9 milhões.

Na sequência aparecem Jamilson Name (PP), candidato a deputado estadual, com R$ 35,7 milhões; Carlos Bernardo (União Brasil), candidato a deputado federal, com R$ 28,7 milhões; e o deputado estadual Paulo Corrêa (PL), com R$ 21,2 milhões.

Também integram esse grupo Londres Machado (PP), com R$ 18,9 milhões; Gerson Claro (PP), com 
R$ 18,4 milhões; Claudio Mendonça (PP), candidato a primeiro suplente, com R$ 18,2 milhões; Barbosinha (Republicanos), candidato a vice-governador, com R$ 17,3 milhões; e o governador Eduardo Riedel (PP), com R$ 16,1 milhões.

Os valores fazem parte das declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral e disponibilizadas no sistema DivulgaCandContas, ferramenta oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que reúne as informações dos candidatos que pediram registro para disputar as eleições.

Levantamento realizado com os dados disponíveis no dia 12 mostra que, dos 279 candidatos registrados no Estado naquele momento, 210 haviam informado patrimônio. Somados, os bens declarados chegavam a aproximadamente R$ 595 milhões.

A concentração é significativa. Apenas os 50 candidatos com os maiores patrimônios reuniam R$ 494,4 milhões, equivalentes a 83,1% de todos os bens declarados. Já os 10 primeiros concentravam aproximadamente 59,6% do patrimônio do grupo dos 50.

Maior patrimônio entre os candidatos incluídos no levantamento, Zé Teixeira declarou 35 bens, avaliados em R$ 64,2 milhões. A maior parcela está concentrada em imóveis, que somam R$ 41,5 milhões. O candidato informou ainda R$ 18,4 milhões em outros bens e direitos, R$ 2,9 milhões em participações societárias, R$ 1,1 milhão em veículos e R$ 64,1 mil em aplicações financeiras.

Reinaldo Azambuja declarou 33 bens e soma R$ 55,9 milhões. Entre os principais itens estão R$ 25,8 milhões classificados como outros bens e direitos e R$ 23,6 milhões em imóveis. O ex-governador também declarou R$ 2,6 milhões em depósitos e dinheiro, R$ 2,4 milhões em veículos e R$ 780,1 mil em créditos a receber.

Entre os candidatos ao governo citados no levantamento, Eduardo Riedel declarou R$ 16,1 milhões em patrimônio. Fábio Trad (PT) informou possuir R$ 3,6 milhões. A diferença faz com que o patrimônio declarado por Riedel seja aproximadamente 4,4 vezes o valor apresentado por Fábio Trad.

A diferença também aparece entre os candidatos a vice-governador das duas chapas. Barbosinha declarou 
R$ 17,3 milhões, enquanto Dona Gilda (PT), candidata a vice de Fábio Trad, informou R$ 3,3 milhões.
Entre os 50 candidatos com os maiores patrimônios, os imóveis representam a principal parcela da riqueza declarada, com R$ 182,4 milhões.

Em seguida aparecem outros bens e direitos, com R$ 136,3 milhões. Nessa classificação estão diferentes tipos de ativos declarados pelos candidatos, incluindo bens vinculados à atividade rural.

Veículos e outros meios de transporte somam R$ 36 milhões; participações societárias, R$ 34 milhões; créditos a receber, R$ 32,2 milhões; e aplicações financeiras, R$ 25,9 milhões.

Política

TSE determina remoção de vídeo que associa Lula ao PCC e ao CV

Caso foi julgado no plenário virtual

16/08/2026 20h00

TSE

TSE Reprodução/TSE

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, por cinco votos a dois, que seja retirado do ar um vídeo publicado por Flávio Bolsonaro que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV).

A ação foi movida pela Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PC do B e PV. O pedido acusou Flávio de propaganda eleitoral antecipada contra Lula, além de associar falsamente o presidente a organizações criminosas.

O caso foi julgado no plenário virtual do tribunal, e os ministros divergiram da posição de Nunes Marques, presidente do TSE, que rejeitou, no dia 26 de julho, o pedido de liminar para a remoção do vídeo das redes sociais.

Votaram a favor da retirada do vídeo os ministros Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva, Dias Toffoli, Floriano de Azevedo Marques e Antonio Carlos Ferreira. Apenas André Mendonça e o próprio Marques votaram contra a retirada.

O TSE também determinou que a rede social X remova a publicação contra Lula.

O tribunal ainda deixou de apreciar uma ação do ministro André Mendonça que determinava que a Federação Brasil da Esperança entregasse à Corte gravações integrais de seu 8º Congresso Nacional e também do lançamento do projeto Porta-Vozes de Lula, assim como notas fiscais, comprovantes e contratos ligados a estes dois eventos.

O TSE reconheceu a inadequação da distribuição do processo e determinou redistribuição entre os membros competentes do Tribunal. Os ministros que divergiram de Mendonça e de Dias Toffoli foram Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e Nunes Marques.

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