Política

ELEIÇÕES 2022

Neste domingo, 1,9 milhão de eleitores podem votar em MS no 2º turno

8 mil homens e mulheres atuarão na segurança pública em todo o Estado ao longo do dia de hoje

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Neste domingo (30), 1,9 milhão de eleitores podem votar em Mato Grosso do Sul no 2º turno das eleições. Hoje, serão definidos os candidatos que irão ocupar cargos do executivo – presidência da república e governo do estado. Os eleitos irão atuar em mandatos que vão de janeiro de 2024 a dezembro de 2028. 

Em Campo Grande, 639.873 mil eleitores estão aptos a votar nas eleições de 2022, aponta levantamento do Tribunal Superior Eleitoral.

Os dados ainda mostram que, dentre o total de 1,996,510 milhão de eleitoras e eleitores, 78% possuem biometria registrado, o equivalente a 1,557,333 milhão de eleitores.

Por outro lado, 22% das população de Mato Grosso do Sul ainda não possui biometria, porcentagem equivalente a 439,177 mil eleitores.
 
Em todo o Brasil, mais de 156 milhões de eleitores poderão comparecer às urnas para escolher os novos representantes políticos.

De acordo com o presidente do TSE, ministro Edson Fachin, os números são “efetivamente impressionantes” e demonstram “a pujança cívica da cidadania”, uma vez que os dados revelam “o maior eleitorado cadastrado da história brasileira”.

O ministro frisa, ainda que outros dados como os de perfil do eleitorado, permite uma organização para tornar o processo de eleições mais democrático.

"Este é mais um serviço que a Justiça Eleitoral presta, como tem feito em 90 anos de existência, e em mais de 25 anos do sistema eletrônico de votação em prol da democracia, em prol de um sistema seguro, transparente e auditável”, ressaltou Fachin.

Entre os candidatos a serem votados hoje estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual presidente Jair Bolsonaro (PL), concorrendo à presidência da república. 

Para o cargo de governador do Estado, concorrem Eduardo Riedel (PSDB) e Capitão Contar (PRTB). 

Segurança  

Conforme levantamento da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), no segundo turno das eleições de 2022, cerca 8 mil homens e mulheres atuarão na segurança pública em Mato Grosso do Sul. 

Assim como no primeiro turno, a Operação Eleições 2022, conta com a participação de todas as forças estaduais de segurança (Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Departamento de Operações de Fronteiras (DOF), órgãos estaduais de inteligência, etc.).

Segundo a divulgação, o Centro Integrado de Comando e Controle Estadual (CICCE) está em pleno funcionamento para o segundo turno das eleições. 

As atividades são monitoradas e coordenadas em nível nacional pela Secretaria de Operações Integradas, através do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN) e, em Mato Grosso do Sul, pela Sejusp, através do CICCE, que foi oficialmente ativado na última quarta-feira, dia 26 de outubro.

A ação busca, principalmente, prestar apoio irrestrito à Justiça Eleitoral, visando prevenir, coibir e reprimir, se necessário for, toda e qualquer ação ou delito que de alguma forma venha a prejudicar o bom andamento das eleições e da ordem pública. 

Entre os delitos que estarão sendo coibidos durante a Operação Eleições 2022 estão possíveis crimes eleitorais como boca de urna, transporte ilegal de eleitores, compras de votos, entre outros. 

Também busca-se evitar manifestações pacíficas e/ou violentas, bloqueio de vias, rixas, ameaças e atentados, entre outros delitos e infrações que comprometem a segurança do pleito eleitoral. 

Serão monitorados, ainda, outros fatores que podem ter impactos nas eleições, como temporais e/ou alagamentos e quedas de energias em locais de votação e de apuração dos votos.

Passe livre   

Conforme noticiado anteriormente pelo Correio do Estado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, na última terça-feira (25), uma medida que inclui a obrigatoriedade de transporte público gratuito aos locais que ofereceram a gratuidade no 1° turno das Eleições Majoritárias de 2022.

No total, 334 cidades serão atendidas por Passe Livre para o 2º Turno, garantindo a locomoção de 98,2 milhões de pessoas.  

Os dados são do levantamento realizado pela Campanha Passe Livre Pela Democracia, organizado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e Tarifa Zero BH.

Para o Idec, a adoção de Passe Livre nas Eleições é um movimento muito positivo, porque tem impacto importante nas eleições: facilitar que as pessoas possam ir votar, incentivar o direito ao voto e gerar uma experiência de acesso de milhões de pessoas ao transporte gratuito, importante para que elas vejam que essa é uma política possível.

Regras importantes   

A votação será das 7h às 16h, no horário de Campo Grande, e os eleitores devem ficar atentos ao que é permitido e o que é proibido neste dia, em especial, nos locais e no momento do voto. 

Quem está com o cadastro eleitoral regular, mesmo que não tenha coletado os dados biométricos, pode votar normalmente. Quem não tiver biometria cadastrada, ou se a biometria não for reconhecida, deverá assinar o caderno de votação; caso contrário, não há necessidade da coleta de assinatura.

O eleitor que não votou no primeiro turno pode votar no segundo, se estiver com o título regularizado. Ainda assim, quem não comparecer ao local de votação precisa justificar a ausência em cada um dos turnos em até 60 dias. É possível realizar o procedimento por meio do e-Título, o aplicativo gratuito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Para votar, é necessário apresentar apenas um documento de identificação oficial com foto, como carteira de identidade, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), identidade social, passaporte, certificado de reservista, carteira de trabalho ou outro documento de valor legal com foto. A CNH digital também é válida. 

A apresentação do título de eleitor não é obrigatória, mas é possível votar com a versão digital, obtida no e-Título, desde que apareça a foto.

 Se necessário, o eleitor pode levar, em papel, os números dos candidatos anotados. A cola eleitoral é permitida e recomendada pela Justiça Eleitoral. Lembrando que em 12 estados também haverá votação de segundo turno para o cargo de governador.

Além disso, eleitores de oito municípios brasileiros, onde o mandato ou registro dos prefeitos foi cassado, também vão eleger um novo chefe do executivo municipal, em eleições suplementares.

Com relação ao consumo de bebidas alcoólicas – a chamada Lei Seca –, a proibição fica a critério de cada Tribunal Regional Eleitoral nos estados. Em nota, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) afirma que a proibição do consumo de bebidas alcoólicas está firmada entre o horário de 3h às 16h do domingo, dia das eleições, em bares, restaurantes, conveniências, lanchonetes, trailers, hotéis, e demais estabelecimentos comerciais e similares, bem como em locais abertos ao público. 

Boca de urna  

A legislação eleitoral permite a manifestação individual e silenciosa do eleitor no dia da votação para partidos, coligação ou candidato. Isso quer dizer que é permitido o uso de bandeiras, broches, adesivos e camisetas.

Entretanto, mesários que atuam nas seções eleitorais e nas juntas apuradoras ficam impedidos de usar roupas e objetos que contenham qualquer propaganda partidária, de coligação e de candidatos. 
A regra também vale para servidores da Justiça Eleitoral. Aqueles que atuarem como fiscais partidários só poderão utilizar crachás com o nome e a sigla da legenda, coligação ou federação. O vestuário também não deve ser padronizado.

É proibida a propaganda eleitoral, como pedido de voto pelos candidatos, partidos ou coligações, a distribuição de panfletos ou santinhos e outros materiais ou mesmo a aglomeração de simpatizantes até o final da votação. 

A manifestação coletiva é proibida no dia do pleito com ou sem a utilização de veículos. A lista de proibições engloba ainda o uso de alto-falantes e amplificadores de som, bem como a promoção de comícios ou carreatas. 

Também é proibido abordar, aliciar ou tentar persuadir as pessoas que estiverem indo votar, ou ainda distribuir brindes e camisetas, assim como o transporte de eleitores aos locais de votação.

Essas práticas são consideradas crime de boca de urna; quem for pego praticando está sujeito à pena de detenção de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade e multa no valor de até R$ 15.961,50

Qualquer cidadão pode denunciar crimes relativos à propaganda eleitoral por meio do aplicativo Pardal, bem como em formulário web no Portal do Pardal.

Cabine de votação   
 
Vestimentas como chinelos, regatas e bermudas são permitidos. Já roupas de banho, como biquínis e sungas, são proibidos.

O TSE destaca que é expressamente proibido levar para a cabine de votação aparelho de celular, walkie-talkie, radiotransmissores ou outros equipamentos de telecomunicação, nem câmera fotográfica, filmadoras ou qualquer outro objeto que possa comprometer o sigilo do voto. 

Se o eleitor for flagrado usando algum desses equipamentos incorrerá em crime eleitoral, com pena prevista de até dois anos de detenção.

Após os procedimentos de identificação, o eleitor deverá deixar o aparelho de celular desligado, seguindo as orientações do mesário.

Eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida poderão contar com a ajuda de uma pessoa de sua escolha durante a votação, ainda que não tenha sido feito requerimento antecipadamente à juíza ou ao juiz eleitoral. 

O eleitor cego pode ainda receber orientações das mesárias e dos mesários sobre o uso do sistema de áudio disponível na urna eletrônica, com fone de ouvido descartável oferecido pela Justiça Eleitoral. A urna eletrônica em 2022 também terá legenda em Libras para o eleitorado com deficiência auditiva.

O TSE também proíbe que pessoas portando armas de fogo se aproximem a menos de 100 metros das seções eleitorais, sejam elas civis (ainda que tenham porte de arma) ou integrantes das forças de segurança que não estejam em serviço junto à Justiça Eleitoral. 

A exceção é apenas para quando agentes de segurança forem votar, desde que estejam em atividade geral de policiamento no dia das eleições. Também estão proibidos o transporte e a posse de armas pelos Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) na véspera, no dia e no pós-eleição.

 

Redes sociais

Ex-deputado de MS defende expulsão de estrangeiros caso Flávio Bolsonaro vença eleição

Em uma rede social, Evander Vendramini disse que Flávio deveria "identificar e expulsar todos"

20/10/2026 18h45

Foto: Adriana Viana / Alems

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Por meio de suas redes sociais, o ex-deputado estadual Evander Vendramini (Avante) defendeu a expulsão de estrangeiros do Brasil em caso de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela presidência , pleito que ocorre no próximo domingo (25). 

Em uma postagem realizada em seu perfil do Facebook, destacou que os estrangeiros adeptos à esquerda deveriam ser identificados e expulsos do país já a partir de janeiro do próximo ano. 

"Estrangeiros que estão no Brasil e são adeptos da esquerda, a partir de janeiro Flávio tem que identificar e expulsar todos, sem contaminação desses vag@bundos!", destacou o ex-deputado. 

Conforme o artigo 20 da Lei 9459/1997 - "Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.", crime que prevê penas de três anos de reclusão e multa. 

Declaração de ex-deputado provocou reações e risadas de seus seguidores / Reprodução - Facebook

Neste ano, o ex-deputado estadual desistiu da eleição deste ano por ter calculado que o Avante, partido ao qual se filiou recentemente teria condições de eleger apenas um candidato, o que se confirmou nas urnas, uma vez que a sigla elegeu apenas Lídio Lopes.

Vereador em Corumbá por três mandatos consucutivos entre 2004 e 2012, foi candidato ao Governo do Estado em 2014 pelo PP, pleito vencido por Reinaldo Azambuja.

Em 2016, foi eleito novamente vereador corumbaense e dois anos mais tarde conquistou seu primeiro e único mandato na Assembleia Legislativa, onde permaneceu entre 2018 e 2022. Há quatro anos, tentou a reeleição, contudo conquistou apenas suplência no Legislativo. 

De acordo com o Observatório das Migrações Internacionais (Obmigra), projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Universidade de Brasília em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o país abriga 2 milhões de estrangeiros. 

Racha Político

Ex-aliados, prefeito e deputado brigam por cavalgada na 3ª maior cidade de MS

Cassiano Maia e Ângelo Guerreiro protagonizam troca pública de acusações por organização de festa tradicional; divergências políticas começaram ainda na sucessão municipal de 2024

20/10/2026 18h44

Antigos aliados políticos, Cassiano Maia (à esquerda) e Ângelo Guerreiro (à direita) protagonizam troca pública de críticas após divergências sobre a Cavalgada de Arapuá, em Três Lagoas.

Antigos aliados políticos, Cassiano Maia (à esquerda) e Ângelo Guerreiro (à direita) protagonizam troca pública de críticas após divergências sobre a Cavalgada de Arapuá, em Três Lagoas. Foto: Reprodução Instagram/Montagem Correio do Estado.

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Uma festa tradicional que deveria reunir cavaleiros, comitivas e moradores de Três Lagoas, terceira cidade mais populosa de Mato Grosso do Sul, acabou se transformando no centro de uma disputa entre dois antigos aliados políticos. O prefeito Cassiano Maia (PP) e o ex-prefeito e deputado estadual eleito Ângelo Guerreiro (PSDB) protagonizaram uma troca pública de acusações envolvendo a organização da 19ª Cavalgada de Arapuá, realizada no último fim de semana, nos dias 17 e 18 de outubro.

O episódio marcou uma nova etapa no rompimento entre os dois, que já acumulavam desentendimentos desde as eleições municipais de 2024.

Desta vez, porém, Cassiano decidiu responder diretamente ao antigo aliado e publicou um vídeo nas redes sociais, no sábado (17), no qual contestou as críticas de Guerreiro e expôs divergências que, até então, evitava abordar publicamente com a mesma intensidade.

O estopim foi a contratação do Sindicato Rural de Três Lagoas para organizar a cavalgada, tradicional celebração realizada no distrito de Arapuá.

Guerreiro questionou a mudança na condução do evento, anteriormente organizado por uma associação ligada à história da festividade, além dos recursos públicos destinados à realização da festa.

A resposta de Cassiano ultrapassou o assunto da cavalgada. Em uma gravação de mais de dez minutos, o prefeito defendeu o procedimento adotado pela administração municipal, contestou a postura do antecessor e apresentou sua versão sobre o desgaste político que afastou os dois antigos aliados.

Cavalgada vira motivo de disputa pública

A polêmica começou após Ângelo Guerreiro divulgar um vídeo em que criticou a decisão da Prefeitura de transferir a organização da festa para o Sindicato Rural.

O ex-prefeito lembrou que idealizou a cavalgada em 2005 e que, posteriormente, a Associação Ferradura passou a participar da realização do evento. Segundo ele, a entidade foi afastada da organização com a mudança de administração.

Guerreiro afirmou que o Sindicato Rural é uma instituição respeitada, mas questionou a experiência da entidade na realização da festividade.

"Ela não é dona, como a prefeitura também não é dona", declarou o deputado eleito ao tratar da cavalgada.

Apesar das críticas, Guerreiro incentivou a população a comparecer à celebração, mesmo sem sua participação à frente da organização.

Horas depois, Cassiano publicou um vídeo em resposta. O prefeito afirmou que o Sindicato Rural venceu um procedimento público e que outras entidades interessadas, incluindo a Associação Ferradura, poderiam ter participado da seleção.

Cassiano também acusou Guerreiro de tentar conservar influência sobre a festividade e de utilizar o evento como instrumento de promoção política pessoal. As afirmações representam a versão do atual prefeito e não comprovam, por si, qualquer irregularidade praticada pelo antecessor.

Durante a gravação, o prefeito ainda questionou as condições de higiene na preparação de alimentos durante edições anteriores da festa, mas não apresentou documentos que demonstrassem as supostas falhas.

Rompimento começou após eleição de 2024

Apesar da discussão recente sobre a cavalgada, a relação entre Cassiano Maia e Ângelo Guerreiro já estava desgastada havia aproximadamente dois anos.

Guerreiro governou Três Lagoas por dois mandatos consecutivos, entre 2017 e 2024, e teve Cassiano como integrante de sua equipe administrativa. O atual prefeito passou por secretarias importantes, como Saúde e Finanças, antes de ser escolhido como sucessor político.

Com o apoio de Guerreiro, Cassiano venceu a eleição municipal de 2024 com 68,61% dos votos válidos. A parceria, entretanto, começou a apresentar sinais de desgaste ainda durante a campanha.

No vídeo divulgado no sábado, Cassiano afirmou que uma das primeiras divergências ocorreu após assumir o compromisso de estudar a redução da jornada diária dos servidores municipais de oito para seis horas.

Segundo ele, Guerreiro não concordou com a possibilidade e passou a se afastar da candidatura. O atual prefeito também relembrou que seu antecessor não compareceu às cerimônias de diplomação e posse.

O afastamento chegou a ser interrompido em outubro de 2025, quando os dois participaram de uma reunião de reconciliação na Câmara Municipal, articulada com a participação de lideranças políticas estaduais. A reaproximação, porém, não se sustentou.

Acusações de traição agravaram crise nas eleições de 2026

As divergências voltaram a ganhar força durante a campanha eleitoral deste ano. Em setembro, durante um comício, Ângelo Guerreiro acusou publicamente Cassiano de traição política.

O ex-prefeito afirmou que havia ajudado a construir a trajetória do sucessor e reclamou da falta de apoio em sua candidatura à Assembleia Legislativa.

 "Mas, após três dias da eleição, o primeiro a ser apunhalado e traído fui eu", afirmou Guerreiro durante o discurso.

A declaração ocorreu depois de Cassiano se aproximar politicamente do ex-deputado estadual Eduardo Rocha (PSDB), adversário de Guerreiro na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Os dois concorreram pelo mesmo partido, mas o apoio do prefeito ficou com Rocha. Apesar disso, Guerreiro saiu vitorioso das urnas em 4 de outubro, conquistando 37.704 votos, dos quais 27.004 foram registrados em Três Lagoas.

Naquele momento, a acusação de traição feita pelo ex-prefeito já havia tornado pública a ruptura. A novidade no episódio da cavalgada foi a reação direta de Cassiano, que passou a contestar abertamente o antigo aliado nas redes sociais.

Prefeito também questiona problemas da gestão anterior

Além da divergência sobre a festa, Cassiano utilizou a gravação para criticar situações administrativas que, segundo ele, foram herdadas do governo de Guerreiro.

O prefeito mencionou problemas de iluminação pública, manutenção de áreas verdes e instalação de aparelhos de ar-condicionado em escolas municipais sem a adequação necessária da rede elétrica.

Cassiano afirmou que sua administração vem trabalhando para solucionar essas questões, por meio de intervenções nas unidades escolares e modernização da iluminação pública.

Ao rebater o antecessor, também contestou a ideia de que sua eleição representaria a continuidade de um comando político exercido por Guerreiro.

"Você não aceita e não ajuda as pessoas que te sucedem", afirmou Cassiano durante o vídeo.

As críticas sobre a gestão anterior não foram acompanhadas, na manifestação, de documentação suficiente para verificar individualmente todas as situações apontadas.

Festa reuniu mais de 8 mil pessoas

Enquanto a disputa política ganhava repercussão, a 19ª Cavalgada de Arapuá aconteceu normalmente.

Segundo balanço divulgado pela Prefeitura de Três Lagoas na segunda-feira (19), o evento reuniu mais de 8 mil pessoas durante os dois dias de programação e contou com a participação de mais de 300 cavalos.

A festa teve apresentações musicais, cavalgada, churrasco e atividades tradicionais. Cassiano também participou do percurso acompanhado de familiares.

Prefeitura Três Lagoas

O encerramento da celebração, entretanto, não colocou fim à divergência política. O episódio reforçou o afastamento entre dois nomes que estiveram no mesmo grupo durante anos e hoje ocupam posições distintas na política de Três Lagoas.

Com Guerreiro eleito para retornar à Assembleia Legislativa em 2027 e Cassiano à frente da Prefeitura, a disputa também passa a envolver a relação institucional entre o município e seu futuro representante no Legislativo estadual.

O que dizem Cassiano Maia e Ângelo Guerreiro

O Correio do Estado procurou o prefeito de Três Lagoas, Cassiano Maia, e o ex-prefeito e deputado estadual eleito Ângelo Guerreiro para obter esclarecimentos sobre a troca pública de críticas, as divergências envolvendo a Cavalgada de Arapuá e o rompimento político entre os antigos aliados.

Até a publicação desta reportagem, não houve retorno de nenhum dos dois. O espaço permanece aberto para manifestações.

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