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Novo marqueteiro de Flávio Bolsonaro já trabalhou para Contar e Nelsinho Trad

Alexandre Oltramari conduziu três campanhas em Mato Grosso do Sul, ganhou uma e perdeu duas; jornalista e estrategista político assume o comando da campanha do senador fluminense em meio ao escândalo do Banco Master

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Alexandre Oltramari, anunciado como o novo marqueteiro do pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), carrega um currículo feito em campanhas em Mato Grosso do Sul: duas derrotas eleitorais e uma vitória nas que comandou no Estado. 

O primeiro trabalho de Oltramari em Mato Grosso do Sul terminou no vermelho. Em 2014, ele conduziu a campanha de Nelson Trad Filho ao governo do Estado, quando o candidato era filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e contava com o apoio do então governador André Puccinelli (MDB). 

Nelsinho não chegou ao segundo turno. Registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que a empresa Mais Cinco Cinco Comunicação e Marketing Ltda. (CNPJ: 12.369.956/0001-44) recebeu R$ 939.200 da campanha, classificados como despesa de produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, em 31 de julho de 2014. 

No mesmo pleito, Oltramari saiu vencedor pela outra chapa. Também a convite do MDB, ele conduziu a campanha de Simone Tebet ao Senado.

Favorita desde o início, Tebet confirmou o prognóstico com 52,61% dos votos válidos, bem à frente de Ricardo Ayache (PT), segundo colocado com 23,09%, e de Alcides Bernal (PP), terceiro com 204.262 votos.

Na prestação de contas de Simone não consta o pagamento à empresa de Oltramari. A campanha de Simone consta no portfólio digital no site de Oltramari. 

A eleição, aliás, foi marcada por uma disputa interna no MDB. Puccinelli queria concorrer ao Senado, mas Nelsinho insistiu na candidatura ao governo.

Como era padrinho político de Simone Tebet, Puccinelli abriu mão da cadeira e a chapa do partido ficou definida: Nelsinho ao Executivo estadual, Simone à vaga federal.

O ex-governador classificou a decisão como um dos maiores erros de sua vida política. Nos anos seguintes, Puccinelli ficou sem mandato, foi preso e perdeu a eleição ao governo do Estado em 2022.
 

Oltramari retornou ao Estado em 2022 para trabalhar no segundo turno da campanha de Capitão Contar (PL) ao governo. Contar surpreendeu o cenário político ao chegar à fase decisiva com o apoio do então presidente Jair Bolsonaro e chegou a aparecer na frente em algumas pesquisas.

A campanha, contudo, não resistiu ao confronto direto com Eduardo Riedel (PSDB) no debate pré-eleição, que muitos analistas e correligionários indicam como o ponto de inflexão da disputa. Riedel venceu.
 

Oltramari já estava no meio da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, informalmente, apenas assumiu o comando após a demissão de Marcello Lopes, o Marcelão, durante a revelação do escândalo do banco Master pelo site The Intercept Brasil.

A resposta à crise, de que Flávio pediu R$ 136 milhões ao banqueiro preso para supostamente financiar o filme Dark Horse, não teria sido satisfatória. 

O novo marqueteiro já prestou serviço a governadores do PL na eleição de 2022. 

O contrato que não virou campanha

Enquanto o Diretório Nacional do Partido Liberal contratava Oltramari para cuidar da imagem de Flávio Bolsonaro na pré-campanha presidencial, a legenda mantinha um acordo financeiro de valor considerável com uma empresa sediada em Campo Grande e gerida pela esposa do pré-candidato do próprio PL ao Senado.

Documentos obtidos pela reportagem mostram que a Diniz Ação em Marketing Ltda. assinou, em 18 de dezembro de 2025, um contrato de prestação de serviços com o Diretório Nacional do Partido Liberal. A contratada é Iara Diniz, esposa do Capitão Contar.

O objeto do contrato é amplo: “consultoria estratégica para orientação de publicidade, marketing e produção de conteúdo” do partido “e dos mandatários do contratante por ele indicados” no estado de Mato Grosso do Sul, uma redação que, em tese, abarcaria os próprios candidatos apoiados pelo PL no Estado. O prazo de vigência vai até 31 de julho, período que cobre o calendário pré-eleitoral. 

O valor mensal estabelecido em contrato é de R$ 150 mil, pagos por Pix até o quinto dia útil do mês subsequente. No período total de vigência, de meados de dezembro de 2025 até julho deste ano, a remuneração projetada supera R$ 1 milhão.

* Saiba

Simone Tebet se elegeu em 2014 com Oltramari 

Simone Tebet foi eleita senadora por Mato Grosso do Sul, cargo que ocupou por oito anos até 2022, após uma campanha em que o estrategista foi Alexandre Oltramari, que vai liderar time de Flávio Bolsonaro.

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Postura

Valdemar diz que fala sobre Flávio buscar dinheiro com Vorcaro em visita foi tirada de contexto

Fala contraria versão do senador, que afirmou a jornalistas que esteve na casa do banqueiro para "pôr ponto final nessa história"

26/05/2026 21h00

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reforçou que sigla estará com Riedel em 2026

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reforçou que sigla estará com Riedel em 2026 Foto/ Arquivo

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O presidente nacional do PL Valdemar Costa Neto afirmou nesta terça-feira, 26, que sua fala sobre a visita do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi "descontextualizada".

Na segunda-feira, Valdemar disse à GloboNews que Flávio foi ver Vorcaro, após a primeira prisão do empresário pela Polícia Federal, para "ver se conseguia o restante do dinheiro" para financiar o filme "Dark Horse", cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A fala contraria versão do senador, que afirmou a jornalistas que esteve na casa do banqueiro para "pôr ponto final nessa história", em referência à negociação para o pagamento da produção.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Valdemar afirmou que "tentaram recortar uma fala, mas a entrevista completa mostra o contexto", ao citar trechos cortados e compartilhados do conteúdo.

"Eu dei uma entrevista ontem na GloboNews e só me perguntaram do Flávio e do Vorcaro. Acontece que algumas pessoas tiveram o trabalho de cortar e publicar um trecho de um raciocínio que dá a entender que eu estava falando da conversa deles. Daí, eu fui assistir o que eu tinha dito e ficou um pouco confuso mesmo. Só que na mesma entrevista, isso foi esclarecido e eu afirmei que nunca falei com o Flávio sobre esse assunto", afirmou.

Durante a entrevista na segunda-feira, o dirigente do PL disse que considerava "normal" a visita do senador ao banqueiro porque Vorcaro havia ajudado a financiar o longa. "Ele queria terminar a relação com o Vorcaro: ‘Olha, vai me pagar? Você vai pagar o restante? Dá pra pagar o restante?’", afirmou.

Questionado pela emissora se Flávio havia ido cobrar os pagamentos restantes do acordo, Valdemar respondeu: "Eu penso que sim. Não conversei esse assunto com o Flávio."

A declaração repercutiu nas redes sociais. O PT publicou que o presidente do PL teria cometido um "ato falho" ao confirmar que o senador visitou Vorcaro "para pedir mais dinheiro".

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que Valdemar cometeu "sincericídio" e admitiu que Flávio foi ao encontro do banqueiro para cobrar recursos do filme.

Fabio Wajngarten, ex-advogado do ex-presidente Bolsonaro, criticou a fala de Valdemar de forma indireta e sem mencioná-lo. "Pela enésima vez uma entrevista resulta em mais ruídos e perda de foco no que realmente faz a diferença", disse em rede social

Segundo reportagem publicada pelo portal Intercept Brasil, cerca de R$ 61 milhões dos R$ 134 milhões acertados entre Flávio e Vorcaro para a produção de Dark Horse teriam sido repassados entre fevereiro e maio de 2025.

"Fico sem graça de ficar te cobrando, mas é que está em um momento muito decisivo do filme e como tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso, preocupado", diz Flávio em áudio divulgado pela reportagem. "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs", completa ele.

Segundo Valdemar, não "passa pela cabeça" do partido retirar o senador da disputa presidencial. 

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Ex-governador

Cláudio Castro é alvo da PF em operação sobre aportes do Rioprevidência no Master

Ao todo, são cumpridos 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal

26/05/2026 19h00

Foto: Reprodução

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A Polícia Federal (PF) deflagra nesta terça-feira, 26, uma operação contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) para apurar investimentos de recursos públicos estaduais em fundos vinculados ao Banco Master. A defesa do ex-governador foi procurada, mas ainda não havia se manifestado até a publicação desta matéria.

É a segunda vez em 11 dias que Cláudio Castro é alvo de buscas da Polícia Federal. No dia 15, no âmbito da Operação Sem Refino, investigação sobre as ligações da gestão do ex-governador com o Grupo Refit, apontado pela Receita Federal como o maior sonegador de impostos do País, os agentes apreenderam o celular e o tablet de Castro.

Ao todo, são cumpridos 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Agentes cumprem o mandado de busca nesta terça na residência do político, na cobertura de um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro.

O Rioprevidência, fundo dos servidores fluminenses, aplicou R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central e suspeita de operar "créditos podres".

Na oitava fase da Operação Compliance Zero, a Polícia Federal busca mais detalhes sobre as aplicações de R$ 2,01 bilhões em fundos do Master, a partir de julho de 2024, totalizando cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência.

A autarquia também é alvo da Operação Barco de Papel, que apura a atuação de ex-presidentes, diretores e gerentes de investimentos do Rioprevidência, além de possíveis conexões com executivos do Master. De acordo com o fundo, os papéis foram emitidos entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034.

São apurados crimes contra o sistema financeiro nacional, gestão fraudulenta, desvio de recursos, induzir em erro repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, associação criminosa e corrupção passiva.

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