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Valdemar diz que fala sobre Flávio buscar dinheiro com Vorcaro em visita foi tirada de contexto

Fala contraria versão do senador, que afirmou a jornalistas que esteve na casa do banqueiro para "pôr ponto final nessa história"

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O presidente nacional do PL Valdemar Costa Neto afirmou nesta terça-feira, 26, que sua fala sobre a visita do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi "descontextualizada".

Na segunda-feira, Valdemar disse à GloboNews que Flávio foi ver Vorcaro, após a primeira prisão do empresário pela Polícia Federal, para "ver se conseguia o restante do dinheiro" para financiar o filme "Dark Horse", cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A fala contraria versão do senador, que afirmou a jornalistas que esteve na casa do banqueiro para "pôr ponto final nessa história", em referência à negociação para o pagamento da produção.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Valdemar afirmou que "tentaram recortar uma fala, mas a entrevista completa mostra o contexto", ao citar trechos cortados e compartilhados do conteúdo.

"Eu dei uma entrevista ontem na GloboNews e só me perguntaram do Flávio e do Vorcaro. Acontece que algumas pessoas tiveram o trabalho de cortar e publicar um trecho de um raciocínio que dá a entender que eu estava falando da conversa deles. Daí, eu fui assistir o que eu tinha dito e ficou um pouco confuso mesmo. Só que na mesma entrevista, isso foi esclarecido e eu afirmei que nunca falei com o Flávio sobre esse assunto", afirmou.

Durante a entrevista na segunda-feira, o dirigente do PL disse que considerava "normal" a visita do senador ao banqueiro porque Vorcaro havia ajudado a financiar o longa. "Ele queria terminar a relação com o Vorcaro: ‘Olha, vai me pagar? Você vai pagar o restante? Dá pra pagar o restante?’", afirmou.

Questionado pela emissora se Flávio havia ido cobrar os pagamentos restantes do acordo, Valdemar respondeu: "Eu penso que sim. Não conversei esse assunto com o Flávio."

A declaração repercutiu nas redes sociais. O PT publicou que o presidente do PL teria cometido um "ato falho" ao confirmar que o senador visitou Vorcaro "para pedir mais dinheiro".

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que Valdemar cometeu "sincericídio" e admitiu que Flávio foi ao encontro do banqueiro para cobrar recursos do filme.

Fabio Wajngarten, ex-advogado do ex-presidente Bolsonaro, criticou a fala de Valdemar de forma indireta e sem mencioná-lo. "Pela enésima vez uma entrevista resulta em mais ruídos e perda de foco no que realmente faz a diferença", disse em rede social

Segundo reportagem publicada pelo portal Intercept Brasil, cerca de R$ 61 milhões dos R$ 134 milhões acertados entre Flávio e Vorcaro para a produção de Dark Horse teriam sido repassados entre fevereiro e maio de 2025.

"Fico sem graça de ficar te cobrando, mas é que está em um momento muito decisivo do filme e como tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso, preocupado", diz Flávio em áudio divulgado pela reportagem. "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs", completa ele.

Segundo Valdemar, não "passa pela cabeça" do partido retirar o senador da disputa presidencial. 

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Escola pública

Escola cívico-militar é "método fascista", diz Simone Tebet

Campo Grande (MS) tem duas escolas cívico-militares, sendo que uma pertence ao Governo de MS

26/05/2026 18h00

Simone Tebet em discurso no Bioparque Pantanal

Simone Tebet em discurso no Bioparque Pantanal Marcelo Victor

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Pré-candidata ao Senado por São Paulo, a sul-mato-grossense Simone Tebet (PSB), afirmou que escolas cívico-militares são “método fascista”, durante uma roda de conversa do movimento “Direitos Já!”, nesta segunda-feira (25), em São Paulo.

A escola cívico-militar é um modelo de escola pública em que a gestão é compartilhada entre educadores civis e militares - geralmente da reserva ou policiais militares. Os professores continuam responsáveis pelo ensino e pelo currículo escolar, enquanto os militares atuam na organização, disciplina e apoio administrativo.

“Esse é o método fascista de se fazer política. […] Não há nenhum problema de se ter escola militar específica. Sempre teve. Isso é uma democracia, a gente não quer impedir isso. Mas a gente não pode implantar esta educação militar nas escolas públicas brasileiras”, disse Tebet.

Em Campo Grande (MS), existem algumas escolas dessa modalidade espalhadas pela Capital. Confira:

  • Escola Estadual Prof. Alberto Elpídio Ferreira Dias (Prof. Tito) — escola estadual da capital
  • Colégio Militar de Campo Grande — modelo militar tradicional ligado ao Exército
  • Escola Cívico Militar Major Alberto Rodrigues da Costa (MARC) — unidade em MS

Também existem unidades estaduais com modelo cívico-militar em Dourados, Corumbá, Três Lagoas, Ponta Porã, Naviraí e Aquidauana.

ESCOLA CÍVICO-MILITAR

A escola cívico-militar é um modelo de escola pública em que a gestão é compartilhada entre educadores civis e militares (geralmente da reserva ou policiais militares).

Os professores continuam responsáveis pelo ensino e pelo currículo escolar, enquanto os militares atuam na organização, disciplina e apoio administrativo.

Nas escolas cívico-militares, professores e coordenadores pedagógicos continuam civis, mas costuma haver regras mais rígidas sobre uniforme, comportamento e horários.

O uniforme é parecido com uma farda escolar padronizada, sendo que a vestimenta geralmente inclui:

  • camiseta ou camisa padronizada;
  • calça comprida ou saia;
  • tênis ou sapato preto;
  • agasalho da escola;
  • identificação com nome ou série;
  • em algumas escolas, boina ou boné.

Também há regras na aparência física:

  • cabelo masculino curto e discreto;
  • cabelo feminino preso quando longo;
  • restrições a maquiagem exagerada;
  • proibição de acessórios chamativos;
  • regras sobre unhas, brincos e piercings.

A diferença entre a escola militar e a escola cívico militar é que a escola militar é administrada pelas Forças Armadas e a escola cívico-militar continua sendo uma escola pública comum, apenas com gestão compartilhada.

CADEIRA OCUPADA

Em seu primeiro dia como deputado, Matogrosso critica Justiça Eleitoral

O deputado estadual disse que "não é razoável em um mandato de quatro anos a Justiça levar três anos e meio para tomar uma decisão".

26/05/2026 11h30

João César Mattogrosso volta a atuar como deputado estadual após PL perder uma cadeira

João César Mattogrosso volta a atuar como deputado estadual após PL perder uma cadeira Arquivo

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João César Mattogrosso (PSDB) assumiu a cadeira de deputado estadual na manhã desta terça-feira (26), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems). Em seu primeiro dia, o parlamentar teceu críticas a demora da Justiça Eleitoral em julgar o caso de Loester Trutis, o "Tio Trutis", e sua ex-esposa, Raquelle Lisboa Alves Souza.

“Não é razoável em um mandato de quatro anos a Justiça levar três anos e meio para tomar uma decisão. Afetou tanto quem saiu como quem entrou no mandato. Acho que o processo poderia ter sido mais célere”, argumentou.  

A convocação de João César ocorreu após a recontagem dos votos das eleições 2022, que alterou a composição da Mesa Diretora da Casa de Leis.

A Justiça Eleitoral julgou procedente ação movida pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE/MS) contra Loester Trutis e Raquelle Trutis (ambos do PL), por captação e gasto ilícito de recursos financeiros de campanha.

A recontagem dos votos, realizada em sessão plenária do Tribunal Regional Eeleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), em 21 de maio de 2026, resultou na perda de uma cadeira pelo PL e na redistribuição da vaga ao PSDB.

O parlamentar disse que foi pego de surpresa, mas ao mesmo tempo se sente feliz de retornar à Casa de Leis.

“Quem acompanhou nossos mandatos sabe que temos uma característica que vai ao encontro municipalista. Minha prioridade é caminhar por todo o Estado. Fora isso vamos dar continuidade aos projetos de inclusão, já iniciados pelo deputado Neno Razuk”, ressaltou.

João César informou ainda que vai conversar com deputado Gerson Claro (PP), presidente da Alems, para saber em quais comissões ele deve participar. Mattogrosso reafirmou que o foco do seu trabalho é atuar junto com as pessoas, por isso uma das metas é atender as demandas do servidor público estadual.

Histórico

João César Mattogrosso tem 42 anos, é empresário do segmento de sementes de pastagem e é filiado ao PSDB. Conquistou sua primeira vitória eleitoral em 2016, com 3.729 votos, exercendo de 2017 a 2020, o primeiro mandato como vereador de Campo Grande.

Já em 2020 foi reeleito com 4.209 votos, o mais votado do PSDB, e foi reconduzido para o mandato de 2021 a 2024.

Esteve à frente da Secretaria de Estado de Cidadania e Cultura (Secic), se licenciando do mandato parlamentar na Câmara Municipal de Campo Grande em maio de 2021 e assumiu por 11 meses a pasta, além de gerenciar a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.

Em 2022 disputou pela primeira vez as Eleições Gerais para o cargo de Deputado Estadual pelo ninho tucano e ficou como primeiro suplente com 11.650 votos.

Com a licença do deputado Pedro Caravina (PSDB) para comandar a Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica, João César Mattogrosso renunciou ao mandato de vereador da Capital em 31 de janeiro de 2023 para integrar o parlamento estadual e passou a ser um dos seis tucanos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul desde 1º de fevereiro até janeiro de 2024 quando Caravina retornou à ALEMS.

Seu último cargo foi de diretor executivo no Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS).

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