Política

GESTÃO DE DILMA

OAB e CNI criticam governo por condução da crise política

Entidades avaliam que Dilma tem tido dificuldade de conduzir atual situação do país

FOLHAPRESS

19/08/2015 - 22h00
Continue lendo...

Em tom crítico à gestão da presidente Dilma Rousseff, mas rechaçando seu afastamento neste momento, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e confederações divulgaram documento nesta quarta-feira (19) no qual avaliam que o governo federal tem tido dificuldades de conduzir a atual crise política.

Além da OAB, assinam o documento CNI (Confederação Nacional da Indústria), CNT (Confederação Nacional do Transporte) e CNS (Confederação Nacional da Saúde).

Na chamada "Carta à Nação", as entidades civis cobram do Poder Executivo que corrija os rumos atuais do país e consideram que o Brasil passa atualmente por crises "ética, política e econômica" que demandam "ações imediatas".

O documento não se posiciona sobre as propostas de impeachment da presidente, mas defende que a Constituição seja respeitada.

Perguntado a que se refere quando defende mudanças com o respeito à Constituição Federal, o presidente nacional da OAB respondeu: "Qualquer saída política-institucional para o país não pode descumprir a Constituição Federal. Desde logo nos opomos a qualquer tipo de intervenção militar no Brasil".

"A nação não pode parar nem ter sua população e seu setor produtivo penalizados por disputas ou por dificuldades de condução de um processo político que recoloque o país no caminho do crescimento", observa. "Mudanças, respeitando-se a Constituição Federal, se fazem necessárias", acrescenta.

O texto defende ainda a realização de uma reforma ministerial efetiva, que reduza tanto o número de pastas como de cargos, e ampliação da segurança jurídica do país.

Coelho, ressaltou que a discussão sobre o impeachment da presidente não está na pauta do grupo. Ele lembrou, no entanto, que a entidade civil avalia que não há até o momento indícios ou provas de que a petista tenha cometido crimes, o que não sustenta um pedido de afastamento agora.

Coelho cobrou do governo federal ainda que promova um diálogo efetivo com a sociedade civil, e não uma conversa "do faz de conta".

"O diálogo não se faz apenas com reuniões esporádicas e que ocorrem em momentos de crise. Ele ocorre de forma verdadeira, quando a sociedade é chamada e ela expressa sua posição e é ouvida efetivamente", disse.

Na avaliação dele, a história "julgará todos aqueles que neste momento se opuserem a contribuir com a não ocorrência do caos completo".

AJUSTE FISCAL

Para o presidente da CNI, Robson Andrade, a situação atual do país tem deixado a sociedade "com pouca esperança".

Na avaliação dele, há um pessimismo generalizado causado pela ausência de uma dimensão real da crise e de "uma proposta de quando situação atual vai começar a se reverter".

Segundo Andrade, o ajuste fiscal proposto pelo Ministério da Fazenda não deverá atingir os objetivos pretendidos pelo governo federal.

"O ajuste fiscal é muito necessário ao Brasil para dar credibilidade aos investidores brasileiros e estrangeiros. Mas o ajuste fiscal proposto é apenas do lado do aumento dos impostos e isso nós já vimos que não dá resultado", afirmou.

Andrade elogiou a chamada Agenda Brasil, apresentada pela bancada do PMDB no Senado Federal, e afirmou que 80% das propostas presentes na relação de medidas converge com iniciativas defendidas pelo setor da indústria.

Resolução

Fachin cria grupo de trabalho para rever 'penduricalhos' de juízes

Na última sessão do CNJ, em maio, o plenário aprovou proposta de Fachin que implementa um contracheque único para magistrados

06/06/2026 13h30

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF Foto: Gerson Oliveira

Continue Lendo...

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, publicou uma portaria, nesta sexta-feira (5)  que cria um grupo de trabalho para discutir a remuneração dos magistrados brasileiros

A medida vem na esteira de iniciativas de Fachin para tentar enfrentar o tema dos "penduricalhos" dos salários de juízes. Esses extras permitem remuneração muito acima do teto constitucional e são fontes de críticas ao Poder Judiciário. Um levantamento do CNJ identificou a existência de mais de 500 registros de "penduricalhos", pagos com nomes distintos.

O objetivo do grupo de trabalho será "realizar estudos sobre propostas legislativas acerca da remuneração da magistratura e seus reflexos no aperfeiçoamento do sistema remuneratório do serviço público nacional".

Com isso, Fachin pretende "superar os obstáculos para a construção de um sistema remuneratório que atenda aos princípios republicanos de relevo para a questão" e apresentar uma "solução de longo prazo que gere uma disciplina remuneratória consentânea com os princípios constitucionais".

Pelos próximos seis meses, a comissão deverá analisar propostas voltadas à uniformização, padronização, transparência e previsibilidade das parcelas remuneratórias do Judiciário.

Na justificativa apresentada para a criação do grupo, Fachin destacou que o atual sistema de pagamentos, criado em 1998, tem problemas que vão da ausência de revisão anual até a falta de uniformidade nos diferentes tribunais.

Segundo ele, isso gerou um "cenário de desigualdades, insegurança jurídica, falta de publicidade e, o mais grave, utilização de subterfúgios conceituais dissociados da realidade"

O alvo são mecanismos utilizados por tribunais para ampliar remunerações acima do teto constitucional, prática que ganhou destaque em Mato Grosso do Sul após magistrados receberem salários superiores a R$ 200 mil em abril.

"Em outras palavras: utilização de verbas indenizatórias com efeitos de verbas remuneratórias objetivando superar a defasagem do teto remuneratório. Na esteira da má solução, o reconhecimento de passivos funcionais nem sempre devidamente amparados na adequada interpretação das normas previstas no ordenamento jurídico", escreveu o ministro.

Na última sessão do CNJ, em maio, o plenário aprovou proposta de Fachin que implementa um contracheque único para magistrados e magistradas de todos os tribunais do País.

O texto obriga os tribunais a adotarem uma nomenclatura padronizada para todas as rubricas remuneratórias e cria a Tabela Remuneratória Unificada (TRU).

O grupo de trabalho terá um comitê executivo composto pelos seguintes membros, definidos por Fachin:

- Francisco José Rodrigues de Oliveira Neto, Desembargador Auxiliar da Presidência do CNJ, coordenador

- Paula Fernanda de Souza Vasconcelos Navarro, Juíza Auxiliar da Presidência do CNJ, secretária;

- Clara da Mota Santos Pimenta Alves, secretária-geral do CNJ;

- Paulo Marcos de Farias, Secretário de Estratégia e Projetos do CNJ;

- Lizandro Garcia Gomes Filho, Juiz Auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça.

- Terá ainda representantes do Conselho Nacional do Ministério Público, da Defensoria Pública da União, do Conselho Superior da Defensoria Pública dos Estados, da Advocacia Pública da União, do Colégio Nacional de Procuradores-Gerais dos Estados e do Distrito Federal, da Câmara dos Deputados, do Senado, do Executivo e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Com informações de Estadão Conteúdo 

TRANSPARÊNCIA

Assembleia Legislativa afirma que contrato de alimentação segue critérios técnicos

Casa de Leis reforça que valor previsto é apenas uma estimativa baseada em estudos técnicos e destaca que contratação atende eventos, audiências públicas e sessões

06/06/2026 11h39

Fachada do prédio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), em Campo Grande

Fachada do prédio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), em Campo Grande Divulgação

Continue Lendo...

Após ser alvo de inúmeros questionamentos sobre valor estimado previsto em termo de referência da licitação, a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) veio a público esclarecer os detalhes do processo licitatório destinado à contratação de serviços de alimentação para atender eventos, reuniões e atividades institucionais promovidas pela Casa de Leis ao longo do ano. 

Segundo o Legislativo estadual, a iniciativa busca garantir suporte adequado para sessões solenes, audiências públicas, recepções oficiais e demais compromissos realizados no âmbito parlamentar. Em nota, a Casa de Leis informou que o montante divulgado corresponde a uma projeção máxima elaborada a partir de estudos técnicos, histórico de consumo e estimativas de demanda para todo o período de vigência do contrato.

De acordo com a Assembleia Legislativa, o valor apresentado não representa uma despesa efetivamente realizada nem o total que necessariamente será contratado. A expectativa é que a concorrência entre as empresas participantes contribua para a redução dos preços durante a fase competitiva do certame.

A Casa de Leis também ressaltou que os serviços não serão destinados ao atendimento individual dos parlamentares. O objetivo é oferecer suporte às diversas atividades institucionais que recebem regularmente prefeitos, vereadores, representantes de entidades, autoridades, estudantes, servidores públicos e cidadãos.

Entre as ações contempladas estão reuniões de trabalho, recepção de delegações, homenagens, audiências públicas, sessões solenes e encontros institucionais promovidos ao longo do ano.

Ainda conforme a Assembleia Legislativa, todo o processo segue as diretrizes da Lei Federal nº 14.133/2021, que regulamenta as licitações e contratos da administração pública. Antes da publicação do edital, foram realizados levantamentos técnicos, estudos de necessidade e pesquisas de mercado para definição dos valores de referência.

A Assembleia informou ainda que toda a documentação relacionada ao processo está disponível para consulta pública em seus canais oficiais, incluindo estudos técnicos, especificações e demais documentos que fundamentam a contratação.

Por fim, o Legislativo estadual destacou que a ampla divulgação das informações permite o acompanhamento da sociedade em todas as etapas do certame, reforçando os princípios de planejamento, legalidade e transparência na aplicação dos recursos públicos.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).