Política

ELEIÇÕES 2026

Pesquisa aponta vitória de Eduardo Riedel no primeiro turno em MS

Correio do Estado/IPR entrevistou 1.700 pessoas nos 12 maiores municípios do Estado no período de 1º a 6 de dezembro

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A última pesquisa de intenções de votos para governador de Mato Grosso do Sul realizada este ano pelo Correio do Estado e o Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) aponta que, se as eleições fossem hoje, Eduardo Riedel (PP) seria reeleito no primeiro turno do pleito.

De acordo com o levantamento estimulado, quando são apresentadas aos entrevistados as opções com os nomes dos candidatos, Riedel obteve 47,06% das intenções de votos, enquanto o segundo colocado, o ex-deputado federal Fábio Trad (PT), somou 9,47%.

Depois, aparecem o deputado federal Marcos Pollon (PL), com 6,06%, o deputado estadual João Henrique Catan (PL), com 1,82%, e o superintendente estadual do Patrimônio da União, Tiago Botelho (PT), com 1,47%. Outros 14,41% não votariam em nenhum deles e 19,71% não sabem ou não quiseram responder.

quadro eleicoes

Com a análise somente dos votos válidos, ou seja, quando são excluídos os indecisos, os que não quiseram responder e os que vão votar em branco ou vão anular os votos, o atual governador chega aos 71,4% das intenções de votos, isto é, muito acima dos 50% necessários para ser reeleito no primeiro turno.

ESPONTÂNEA

Já na pesquisa espontânea, quando não são apresentadas aos entrevistados as opções com os nomes dos candidatos, Riedel também lidera, com 9,71% das intenções de votos, seguido, bem de longe, por Fábio Trad, com 1,24%.

Depois, aparecem o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), com 0,82%, Marcos Pollon, com 0,47%, o ex-governador André Puccinelli (MDB), com 0,29%, o deputado estadual Zeca do PT, com 0,29%, e o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), com 0,24%.

Mais atrás ainda temos a senadora Tereza Cristina (PP), com 0,24%, João Henrique Catan, com 0,18%, o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD), com 0,06%, a ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil), com 0,06%, o deputado federal Vander Loubet (PT), com 0,06%, e o presidente da Famasul, Marcelo Bertoni (PP), com 0,06%. E 86,24% não sabem ou não quiseram responder.

REJEIÇÃO

A pesquisa Correio do Estado/IPR também levantou a rejeição para governador de Mato Grosso do Sul e Fábio Trad está na frente, com 13,88%, seguido por Marcos Pollon, com 6,88%, Riedel, com 5,47%, João Henrique Catan, com 4,29%, e Tiago Botelho, com 2,59%. Outros 33,65% não rejeitam ninguém, 16,88% rejeitam todos e 16,35% não sabem ou não quiseram responder.

O levantamento ouviu, no período de 1º a 6 de dezembro deste ano, 1.700 pessoas com 16 anos ou mais, distribuídas pelos municípios de Campo Grande, Dourados, Sidrolândia, Ponta Porã, Nova Andradina, Amambai, Paranaíba, Aquidauana, Três Lagoas, Naviraí, Maracaju e Corumbá, tendo grau de confiança de 95% com margem de erro de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos.

Apesar de ter sido feita nos 12 maiores municípios sul-mato-grossenses, a pesquisa cobre onde está a maior parte da capacidade eleitoral do Estado, ou seja, oferece uma fotografia extremamente fiel do cenário real, já que os pequenos municípios têm baixo peso estatístico.

Como as 12 cidades pesquisadas concentram mais de dois terços de todos os eleitores, a ausência dos municípios pequenos não distorce a tendência geral. Dois terços do eleitorado representam cerca de 1,25 milhão de eleitores, enquanto o Estado tem cerca de 1,88 milhão de eleitores (dado utilizado nas análises de 2022-2024).

ANÁLISE

Segundo o diretor do IPR, Aruaque Fresato Barbosa, a intenção de votos para governador mostrou uma diferença muito grande entre o atual chefe do Executivo estadual, Eduardo Riedel, e os outros nomes citados na pesquisa.
“Por isso, se as eleições fossem hoje, o pleito estaria muito próximo de acabar no primeiro turno. Se colocar apenas os votos válidos, com certeza daria primeiro turno se as eleições fossem agora, mas é preciso lembrar que elas serão somente em outubro de 2026”, pontuou.

Ele explicou que se pegar a diferença de Riedel para o segundo colocado, que é Fábio Trad, dá praticamente cinco vezes mais. “E isso porque estou falando apenas do segundo colocado e não citando os demais candidatos. Portanto, hoje é muito favorável à reeleição de Riedel no primeiro turno”, assegurou.

Para Aruaque Barbosa, até agora não apareceram nomes capazes de incomodar ou causar alguma mudança no atual cenário. “Agora, vamos ver se em 2026 as pessoas ficarão mais atentas às eleições, com os veículos de comunicação divulgando mais os candidatos. Aí a gente vai ter uma noção maior”, comentou. 

O pesquisador argumentou que a população sul-mato-grossense quer a reeleição do Riedel, aprova a reeleição dele Riedel e os números só vêm a confirmar esse cenário. 

“Se essa tendência se mantiver até outubro de 2026, a eleição será definida no primeiro turno aqui em Mato Grosso do Sul. Tem que acontecer aí uma mudança muito forte, significativa, para poder dar segundo turno”, reforçou.

Ele ainda citou que na espontânea, em que 86% dos entrevistados ainda não têm definido o nome para governador, o percentual de indecisos é alto porque a eleição ainda está longe. 

“Porém, Riedel tem 9,71% pontos percentuais, o segundo colocado, o Fábio, tem 1,24%, ou seja, aqui a discrepância é maior ainda. É lógico que Riedel, como governador, tem mais mídia, mesmo assim, todos os nomes que foram citados têm intensidade eleitoral mínimas”, afirmou.

"Companheiro"

Brasil ampliará parcerias com EUA sem abrir mão da soberania, diz Lula

Presidente se manifestou pelo X e Instagram neste sábado (9)

09/05/2026 17h30

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Em novas postagens nas redes sociais neste sábado (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ampliação de parcerias com os Estados Unidos e também ações de combate ao crime organizado.  

No microblog X, Lula enfatizou a importância da reunião para os dois países, da última quinta-feira (7), com o presidente Donald Trump.

Representantes das equipes dos dois governos estiveram presentes na ocasião.

"Vamos seguir em tratativas para ampliar nossas parcerias, fortalecendo sempre o caminho do diálogo sem abrir mão de nossa soberania", destacou Lula.

Ainda na postagem do X, Lula enfatizou as discussões sobre o comércio bilateral, negociações tarifárias, a cooperação no combate ao crime organizado e minerais críticos. "Eu saio muito satisfeito da reunião", disse em coletiva na ocasião. 

"Acho que o Presidente Trump também ficou otimista e eu espero que as coisas comecem a avançar".

"Estão convidados"

Já no Instagram, também neste sábado, Lula destacou que um tema debatido com Trump foi o combate ao crime organizado. "Temos uma extraordinária Polícia Federal e muita experiência no combate ao tráfico de drogas e de armas. Nossas aduanas já estão cooperando neste sentido", afirmou Lula.

Nessa mesma postagem, o presidente informou que levou aos norte-americanos que o país criou uma base na cidade de Manaus com a participação de representantes das polícias de países da América do Sul para combater o crime organizado, o tráfico de armas e drogas na fronteira brasileira. 

"Se os Estados Unidos quiserem participar conosco, estarão convidados", afirmou na rede social.

Lula reiterou a necessidade de destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções.

"Esta é outra frente de trabalho importante que estamos atuando, e que estamos dispostos a colaborar. E que integra o plano Brasil Contra o Crime Organizado, que vamos lançar na semana que vem".

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Suspensão

Moraes suspende aplicação da Lei da Dosimetria até decisão do STF

Ministro é relator de ações contra a legislação que tramitam na Corte

09/05/2026 15h00

Ministro do STF, Alexandre de Moraes

Ministro do STF, Alexandre de Moraes Divulgação

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspendeu neste sábado (9) a aplicação da Lei da Dosimetria em pedidos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O ministro, que foi sorteado para ser relator de ações que questionam a validade da Lei da Dosimetria, decidiu que a suspensão terá validade até que a Corte julgue as ações contrárias à legislação.

Moraes firmou o entendimento ao analisar o caso de Nara Faustino de Menezes, condenada por participação nos atos de 8 de janeiro e que queria a aplicação da Lei 15.402/2026 promulgada ontem (8), após o Congresso derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A legislação tornada válida pelos congressistas estabelece a redução das penas de condenados pelo 8 de janeiro.

Moraes argumentou que não poderia começar a julgar os pedidos de redução das penas com base na nova lei, uma vez que existem ações tramitando no STF que questionam a validade do texto.

A pena menor para os condenados é questionada por duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs): a 7966 e 7967, que foram ajuizadas na sexta-feira (8) pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação partidária PSOL-Rede.

“A superveniência de interposição de ação direta de inconstitucionalidade e, consequentemente a pendência de julgamento em controle concentrado de constitucionalidade, configura fato processual novo e relevante, que poderá influenciar no julgamento dos pedidos realizados pela Defesa, recomendando a suspensão da aplicação da lei, por segurança jurídica, até definição da controvérsia pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL”, escreveu.

O ministro determinou ainda que a execução penal deverá prosseguir integralmente, mantidas todas as medidas anteriormente determinadas.

Na sexta-feira, Moraes concedeu o prazo de cinco dias para que a Presidência da República e o Congresso Nacional se manifestem sobre a Lei da Dosimetria.

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