O Partido Liberal (PL) formaliza, nesta segunda-feira (30), a filiação de cinco deputados com mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Ingressam na sigla Mara Caseiro, Zé Teixeira e Paulo Corrêa, egressos do PSDB, além de Márcio Fernandes, que deixa o MDB, e Lucas de Lima, que estava sem partido.
A filiação em bloco altera a correlação de forças no Legislativo estadual e desidrata a bancada do PSDB, que vem penando para manter seu ninho desde o desembarque de sua principal liderança, o ex-governador Reinaldo Azambuja.
A janela partidária para troca de partidos para deputados que vão disputar eleições vai até o dia 03 de abril.
Documentos internos com o desenho das chapas do PL definem o destino eleitoral dos novos filiados. Mara Caseiro, que registrou 49.512 votos em sua última disputa, deixa o PSDB para compor a chapa de candidatos à Câmara dos Deputados.
Os demais parlamentares reforçam a nominata estadual da legenda, que planeja lançar 25 nomes (17 homens e 8 mulheres). Zé Teixeira (39.329 votos em 2022) e Paulo Corrêa (49.184 votos) saem do PSDB para buscar a reeleição pelo PL.
O movimento é acompanhado por Marcio Fernandes, que contabiliza 16.111 votos em seu histórico pelo MDB. Lucas de Lima (26.575 votos) também está confirmado na linha de frente da legenda para a Assembleia.
ENTENDA: Impacto da janela partidária nas bancadas da Assembleia
A filiação em bloco de cinco parlamentares ao PL reconfigura de forma imediata o mapa de forças na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Com o movimento, a legenda passa a concentrar uma das maiores fatias do legislativo estadual, enquanto o PSDB, principal pilar da base do governo, sofre sua maior desidratação na atual legislatura.
- PL (Partido Liberal)
Antes: O partido contava com as presenças de Coronel Davi, eleito com 31.480 votos, João Henrique Catan (25.914 votos) e Neno Razuk (17.023 votos). Catan se desfiliou e ingressou no Novo para concorrer ao governo do Estado.
Depois: Salta para sete parlamentares com a adesão de Zé Teixeira , Paulo Corrêa, Mara Caseiro , Lucas de Lima e Marcio Fernandes. O PL aglutina o maior volume de votos nominais da Casa, fortalecendo seu poder de indicação para as presidências de comissões.
- PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira)
Antes: Mantinha a hegemonia governista amparada por seus principais "puxadores" de votos, com seis deputados. Apenas o trio de dissidentes somava uma fatia expressiva do eleitorado: Mara Caseiro (49.512 votos) , Paulo Corrêa (49.184 votos) e Zé Teixeira (39.329 votos). A bancada contava ainda com nomes como Pedro Caravina (31.952), Jamilson Name (43.435) e Lia Nogueira (15.155).
Depois: Perde três de seus quadros mais influentes. A redução obriga a base do Executivo a intensificar a dependência e a articulação com siglas menores ou federações aliadas.
- MDB (Movimento Democrático Brasileiro)
Antes: Operava com três cadeiras ativas, ocupadas por Marcio Fernandes , Renato Câmara e Júnior Mochi.
Depois: Encolhe para dois deputados estaduais com a saída de Marcio Fernandes. A baixa diminui o peso proporcional do partido nas negociações da Mesa Diretora.






