Política

Vandalismo

Políticos de MS condenam atos terroristas em Brasília

Governador Eduardo Riedel, senadores e deputados federais, de direita e de esquerda, lamentaram e repudiaram atos de vandalismo praticados por manifestantes que não aceitam resultado das eleições

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A insurreição de ontem à tarde, que culminou na invasão dos edifícios do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Palácio do Planalto, em Brasília (DF), foi condenada pela maioria dos políticos de Mato Grosso do Sul, tanto os defensores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quanto os ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

As manifestações incluem o governador Eduardo Riedel (PSDB), os três senadores sul-mato-grossenses, a maioria dos deputados federais, entre eleitos, reeleitos e não eleitos, e alguns deputados estaduais.

No caso de Eduardo Riedel, ele usou suas mídias sociais para condenar a invasão de manifestantes aos Três Poderes, em Brasília, classificando os atos de vandalismo como inaceitáveis.

“É inaceitável na nossa democracia o uso da violência, o vandalismo e a depredação de patrimônio público e privado em quaisquer tipos de manifestações”, disse, completando que “não podemos aceitar a afronta à democracia e ao Estado Democrático de Direito”. 

Pedido de CPI

Já a senadora Soraya Thronicke (União Brasil-MS) informou ao Correio do Estado que acionou sua assessoria para escrever um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra os atos antidemocráticos, no Senado.

“Minha assessoria já entrou em campo para escrever o pedido de abertura da CPI dos atos antidemocráticos”, afirmou, acrescentando que protocolaria o pedido para investigar a insurreição ainda no domingo.

“Já estou em contato com vários senadores e preciso de 27 assinaturas. É inaceitável fazer isso contra a nossa democracia, pois venho dos movimentos democráticos de rua e sempre critiquei muitos movimentos sociais que faziam esse tipo de coisa que estamos presenciando em Brasília. É inadmissível, a nossa democracia está acima disso tudo. Infelizmente, está acontecendo isso no nosso País”, reforçou a senadora.

Por meio de suas mídias sociais, a ministra do Planejamento, senadora licenciada Simone Tebet (MDB-MS), classificou a invasão como “atitude criminosa e radical de golpistas”.

“Eles afrontaram os Poderes, invadindo o Congresso Nacional e vandalizando o STF e o Planalto, precisam de punição exemplar”, cobrou.

Simone Tebet acrescentou que os “líderes políticos coniventes, bem como os financiadores dessa ação, devem ser responsabilizados com rigor”.

“Nossa Constituição Federal dá respaldo aos nossos ministros da Justiça e da Defesa no uso de todos os meios rigorosos e legítimos para a defesa da ordem, da sociedade e da democracia. Democracia para sempre!”, ressaltou.

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) também usou suas redes sociais para condenar a invasão em Brasília praticada por bolsonaristas contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial do ano passado.

“Repudio os ataques feitos hoje [ontem] aos Três Poderes. Isso não é democracia. Independentemente de posicionamento político, são inadmissíveis as cenas a que assistimos em Brasília.

Atos que extrapolam a razoabilidade”, escreveu o parlamentar sul-mato-grossense em sua conta no Twitter.

Segundo a senadora eleita e deputada federal Tereza Cristina (PP-MS), o momento é gravíssimo e exige equilíbrio e sensatez.

“Precisamos de muita responsabilidade para enfrentarmos os lamentáveis acontecimentos de hoje. Na democracia, não há espaço para atos de vandalismo e desrespeito às instituições”, postou em sua conta no Twitter.

Bancada federal

Já o deputado federal Fábio Trad (PSD-MS) disse ao Correio do Estado que o que ocorreu em Brasília (DF) foi um movimento orquestrado e planejado por extremistas de direita que não se conformam com o resultado das eleições.

“É uma tentativa de golpe da extrema-direita terrorista, incentivada e financiada por setores políticos e econômicos”, afirmou.

Fábio Trad acrescentou que esses extremistas devem ser investigados e severamente punidos.

“Não há liberdade de expressão como meio para depredação dos bens públicos e anarquia social. Lembro que, coincidentemente, esse movimento ganhou corpo com a iminente quebra dos sigilos de 100 anos decretados pelo governo anterior e a exoneração de milhares de militares que ocupavam cargos na administração pública federal”, lembrou.

O parlamentar sul-mato-grossense ainda acrescentou que o governo do Distrito Federal tem muito a explicar ao Brasil.

“O governador Ibaneis Rocha Barros Júnior [MDB] acaba de jogar sua biografia na vala podre do golpismo. Inadmissível a sua inépcia. Intervenção federal no DF é medida sensata diante da cumplicidade dos órgãos de segurança”, pontuou.

Em entrevista ao Correio do Estado, o deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP-MS) disse que a insurreição em Brasília (DF) é imprópria e inoportuna.

“Imprópria, mas reflete a indignação da população com o cinismo com que o novo governo tem conduzido os rumos da nação”, afirmou, dizendo que esse ato poderia ser resolvido com a apresentação dos códigos-fonte das urnas eletrônicas usadas nas eleições do ano passado.

“Isso tudo será aplacado com a exposição do código-fonte das urnas, simples assim”, assegurou.

O deputado federal Dagoberto Nogueira (PSDB-MS) foi outro que criticou os atos de vandalismo praticados em Brasília pelos bolsonaristas.

“É inaceitável os atos de vandalismo e terrorismo nos Três Poderes da República. Muito longe de uma manifestação democrática, atos nunca vistos no Brasil. Ação orquestrada e premeditada por extremistas, destruição que diminui o País perante o resto do mundo e enfraquece a nossa democracia”, afirmou.

Para o deputado federal Beto Pereira (PSDB-MS), nada justifica o vandalismo e a baderna.

“A ação de terroristas, além de desrespeitar as instituições brasileiras, causa prejuízos incontáveis aos cofres públicos e à democracia. Uma luta se torna inglória quando há radicalismos, violência e destruição sem motivos. Lamentável”, ressaltou.

O deputado federal Vander Loubet (PT-MS) classificou a ação como o ato terrorista de bolsonaristas radicais contra a democracia brasileira.

“Esses atos requerem ações enérgicas e imediatas das instituições brasileiras. Nesse sentido, defendo a imediata intervenção federal no governo do Distrito Federal, para que as forças de segurança respeitem a hierarquia e suas responsabilidades básicas. Nosso ministro da Justiça, Flávio Dino, tem de agir. Mais do que com palavras, é necessário o uso de todas as forças disponíveis, para não deixar que nossa democracia e nossas instituições fiquem expostas ao terrorismo bolsonarista”, escreveu no Twitter.

De acordo com a deputada federal Rose Modesto (sem partido), o que aconteceu em Brasília foi criminoso.

“Manifestações fazem parte da democracia, porém, a violência de hoje [ontem] representa o comportamento de uma minoria radical. Sem dúvida, um episódio lamentável na história do Brasil! Que os responsáveis sejam rigorosamente punidos”, cobrou.

Na avaliação da deputada federal eleita e vereadora licenciada Camila Jara (PT-MS), o ato é típico de extremistas.

“Tentar invadir o Congresso enquanto o ‘inominável’ curte férias no exterior. A Força Nacional já está cuidando dos arruaceiros. Lamentável que ainda tenha iludidos com o bolsonarismo, até o Bozo já desistiu e fugiu do País. Um absurdo as imagens da invasão do Congresso. Os terroristas agem livremente para depredar a Casa que é do povo! Não podemos tolerar toda essa violência!”, postou.

Deputados estaduais

Conforme o deputado estadual Gerson Claro (PP), é lamentável a ação promovida por vândalos em Brasília.

“Além de afrontar diretamente nossa Constituição, os radicais promovem uma mancha na história do País, ao barbarizar o STF, o Congresso Nacional e o Planalto. Nossa democracia não merece ser atingida desta forma!”, afirmou.

O deputado estadual Paulo Duarte (PSB) considerou inaceitável e inacreditável o absurdo dos ataques e a depredação ocorrida em Brasília.

“Independentemente de posições ideológicas e políticas, é preciso agir para acabar com esse terrorismo imediatamente. A falta de ação para conter essa bagunça acaba incentivando os atos criminosos de vandalismo”, declarou.

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) também criticou os atos.

“Pessoas insanas financiadas por golpistas e criminosos. Manifestações antidemocráticas não podem ser toleradas. Esses golpistas têm de aprender a respeitar as regras da democracia. Que a constituição seja respeitada. Fascistas e criminosos pedindo ditadura militar são o fim da democracia. A eles, o rigor da lei. Ditadura nunca mais. Democracia sempre”, defendeu.

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CLAUSULA DE BARREIRA

Nove partidos podem ser extintos caso tenham baixo desempenho nas eleições

Há ainda quatro legendas que "respiram por aparelhos" porque não atingiram a cláusula de barreira nos pleitos de 2018 e 2022

06/03/2026 08h10

Os partidos precisarão eleger ao menos 13 deputados federais ou ter 2,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados

Os partidos precisarão eleger ao menos 13 deputados federais ou ter 2,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados Bruno Spada / Câmara dos Deputados

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Os partidos Novo, Solidariedade, PRD, PSDB, Cidadania, Avante, Podemos, PDT e Missão correm um grande risco de serem extintos nas eleições gerais deste ano, caso registrem baixo desempenho nas votações nacionais.

Conforme levantamento feito pelo Correio do Estado, essas nove legendas têm de obedecer à chamada cláusula de barreira, que é um mecanismo criado pela minirreforma eleitoral de 2017 que estipula um desempenho mínimo nas urnas para que tenham acesso a recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o Fundão, e do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, o Fundo Partidário, bem como ao tempo de propaganda gratuito em rádio e TV.

Sem isso, a sobrevivência política das siglas fica quase inviável. Desde 2018, a regra levou à extinção, seja por fusão, seja por incorporação, de sete partidos: PPL, PRP, PHS, Pros, PSC, Patriota e PTB.

Neste ano, os nove partidos citados estão em situação delicada e precisarão de um salto significativo de desempenho em relação às eleições de 2022 para atingir a cláusula de barreira.

O desafio não é simples: as metas de desempenho aumentam progressivamente até 2030, quando os partidos precisarão eleger ao menos 13 deputados federais ou ter 2,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados.

Para se proteger contra a inanição por falta recursos públicos e tempo de rádio e TV, a lei permite que partidos formem federações, que são uma aliança entre dois ou mais partidos que passam a atuar como se fossem uma única legenda por um período mínimo de quatro anos.

Outra opção é a fusão entre partidos, para somar o número de deputados federais e alcançar a meta de desempenho. Além disso, PCdoB e PV (integrantes da Federação Brasil da Esperança com o PT) e Rede Sustentabilidade, federada ao Psol, devem se manter nos próximos anos graças a essas alternativas.

Os partidos precisarão eleger ao menos 13 deputados federais ou ter 2,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados

Há ainda quatro legendas que estão “respirando por aparelhos”, isto é, não atingiram a cláusula em 2018 e 2022 e já não têm os recursos que os demais ainda lutam para manter.

Em comum, existe entre esses partidos uma expectativa irrisória de alcançar a meta de desempenho. Alguns exemplos de legendas nessa situação são o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), o Democracia Cristã (DC), o Partido da Causa Operária (PCO) e o Agir. Nenhum deles tem deputados federais.

Para o cientista político Daniel Miranda, professor da UFMS, essa ameaça à continuidade dos partidos “nanicos” no Brasil é efeito da reforma eleitoral.

“Como uma das principais críticas feitas ao sistema político brasileira é o alto número de siglas partidárias, então, houve um enrijecimento das regras de acesso aos recursos públicos”, recordou.

Ele completou que, com poucos recursos, a tendência é de que os “nanicos” permaneçam ativos, garantindo seu direito à existência e à pluralidade de ideias e organizações, mas sem acesso ao fundo público.

“Logo, a tendência é de que permaneçam eleitoralmente inexpressivos ou que sejam extintos ou incorporados a partidos maiores. Então, essa tendência é o resultado almejado pela reforma. Não é um problema nem um efeito colateral, é o objetivo da reforma fazendo efeito”, assegurou.

Daniel Miranda afirmou que a fusão partidária é a opção mais drástica, enquanto a federação tende a ser uma medida mais sutil, já que os partidos mantêm suas estruturas e autonomia, com alinhamento em questões específicas.

Para escapar da extinção, o Novo passou por mudanças estruturais nos últimos anos, enquanto o Solidariedade se articulou para a criação de uma federação partidária com o PRD, que sobreviveu a partir da fusão com PTB e Patriota.

Já o PSDB, antiga superpotência, enfrenta uma crise sem precedentes e está na zona de risco da cláusula de barreira, enquanto o Cidadania está no fim do período de federação com o PSDB e busca agora se federar ao PSB.

O Avante ficou no limite da cláusula de barreira em 2022 e está com o alerta ligado para este ano, uma vez que não há expectativas de grandes “puxadores de votos”, enquanto o Podemos decidiu ir sozinho às eleições deste ano.

O PDT, outro partido historicamente forte, passa por um momento delicado e perdeu bastante protagonismo nos últimos anos, enquanto o Missão estreará nas eleições de outubro, sendo uma das legendas com maior risco de não bater a cláusula de desempenho.

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segue na papudinha

Por unanimidade, STF nega prisão domiciliar a Bolsonaro

Ex-presidente seguirá cumprindo pena na Papudinha, em Brasília

05/03/2026 18h16

Bolsonaro seguirá preso na Papudinha

Bolsonaro seguirá preso na Papudinha Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (5) negar novo pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O colegiado validou a decisão individual do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, que, na segunda-feira (2), manteve Bolsonaro preso na Papudinha, em Brasília.

Além do relator, os votos foram proferidos pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. O julgamento foi realizado em sessão virtual.

Novo pedido

A prisão domiciliar foi solicitada ao STF pelos advogados do ex-presidente. A defesa alegou que as instalações da prisão não estão aptas para dar tratamento médico adequado a Bolsonaro, que passou recentemente por uma cirurgia de hérnia inguinal e tem diversas comorbidades em decorrência da facada desferida contra ele na campanha eleitoral de 2018.

Na decisão, Moares disse que as instalações da Papudinha oferecem atendimento médico adequado. Além disso, o ministro afirmou que a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, ocorrida no ano passado, também é um óbice ao deferimento do pedido.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal da trama golpista. Ele cumpre pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

O local é conhecido como Papudinha e é destinado a presos especiais, como policiais, advogados e juízes.

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