Política

Novo mandato

Posse de Lula será em 5 de janeiro

Mudança está prevista em emenda constitucional de 2021

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A posse para o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice Geraldo Alckmin ocorrerá no dia 5 de janeiro de 2027, e não mais no primeiro dia do ano. Os governadores e vices vão assumir o mandato no dia seguinte.

Essa mudança de datas foi estabelecida pela Emenda Constitucional nº 111, de 28 de setembro de 2021. Trata-se de uma novidade na rotina da democracia brasileira. Desde a promulgação da Constituição de 1988, a data de posse ocorria sempre no dia 1º de janeiro. Antes de 1988, os chefes do Executivo tinham o evento de início de mandato no dia 15 de março.

Agenda

Com a mudança, os governadores eleitos conseguem participar da posse do presidente em Brasília. Antes, as cerimônias aconteciam no mesmo dia. O evento de posse do presidente tem a tradição de anteceder o desfile em carro aberto e a recepção na rampa do Congresso pelos chefes do Senado e da Câmara.

Legislativo

Na Câmara e no Senado, a data de posse dos novos senadores e deputados permanece inalterada: 1º de fevereiro. Na ocasião, os parlamentares eleitos prestam o compromisso regimental, sem discurso dos presentes. Neste mesmo dia, acontece a eleição das Mesas de cada Casa para mandato de dois anos.

Eleições 2026

"Eu gosto do Lula, mas a prorrogação concedida foi muito estranha", diz Trump

Presidente dos EUA descartou fazer algo sobre o resultados das eleições no Brasil, afirmando que não governa o País

26/10/2026 16h51

Lula e Trump

Lula e Trump Ricardo Stuckert/Presidência da República

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 26, que a eleição no Brasil “parece ter sido fraudada”, sem apresentar provas. Ele disse que se dá bem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito neste domingo, mas que a prorrogação do prazo das eleições foi “muito estranha”.

“Achei que foi uma situação muito ruim. Não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada. As eleições precisam ser incontestáveis, e (essa) me pareceu muito ruim”, disse Trump a repórteres. “Eu acompanhei a eleição. Pareceu tão corrupta, tão terrível.”

Neste domingo, às 17h01, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin prorrogou o prazo de votação por duas horas a pedido da campanha de Lula, alegando problemas no transporte público. O PL, do candidato Flávio Bolsonaro, também havia pedido a prorrogação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 19h devido a chuvas. O resultado do segundo turno foi confirmado ainda na noite deste domingo pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.

Ao ser perguntado se deseja fazer algo sobre o Brasil, Trump respondeu: “Eu não governo o Brasil, eu governo os EUA.” “Eu gosto do Lula. Me dou muito bem com ele, mas a prorrogação (de prazo) concedida foi muito estranha”, afirmou.

Trump deixou de cumprimentar Lula pela reeleição contra Flávio Bolsonaro, como fizeram líderes globais e regionais, de inclinação política à direita e à esquerda. Flávio Bolsonaro não admitiu o triunfo do petista e disse que irá pedir a anulação das eleições.

Os três primeiros líderes a parabenizar Lula pela vitória foram os presidentes de direita do Paraguai, Bolívia e Panamá. Também reconheceram o resultado das urnas representantes de países como Chile, China, Peru, Equador, Cuba, Colômbia, França, Ucrânia, Uruguai, Canadá, Coreia do Sul e também a União Europeia. O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Albert Ramdin, também manifestou reconhecimento público à vitória de Lula.

Eleições 2026

Flávio diz que vai pedir cassação de chapa do PT e que Moraes ordenou entrega de passaportes

Apesar de não reconhecer expressamente a derrota em vídeo publicado nas redes sociais, senador se coloca como líder da oposição ao próximo mandato de Lula e não volta a dizer que vai pedir a anulação dos resultados

26/10/2026 16h23

Flávio Bolsonaro perdeu as eleições no segundo turno para o presidente Lula

Flávio Bolsonaro perdeu as eleições no segundo turno para o presidente Lula Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República derrotado neste domingo, 25, afirmou nesta tarde que vai pedir a cassação da chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que a Polícia Federal (PF) o intimou a entregar os passaportes.

Flávio publicou um vídeo nas redes sociais em que agradece aos quase 60 milhões de votos, algo que não tinha feito até então, e repetiu que a eleição ocorrida no domingo “não foi normal”, colocando suspeição sem fundamento sobre o processo eleitoral. Ele reclamou da prorrogação feita pelo Supremo Tribunal Federal (STF), medida que sua própria campanha havia pedido à Justiça Eleitoral.

“Eu vou pedir, sim, a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo. A competição tem que ser justa e igual, o que não aconteceu. Não fui eu que perdi, foi sistema que ganhou”, declarou o senador.

Com isso, o senador faz uma mudança no discurso. No pronunciamento à imprensa na noite do domingo, após o resultado das urnas, ele havia dito que pediria a “anulação” da eleição, sem reconhecer a derrota. Agora, ele pede a cassação da chapa, sem mencionar a promessa do dia anterior.

Ele acusa Lula de ter feito a “maior compra de votos da história”, num “vale-tudo para se manter no poder”. Ele argumenta que o governo federal gastou “quase meio trilhão de reais” neste ano, o que teria gerado um “total desequilíbrio da disputa eleitoral”.

Em seguida, Flávio afirmou ter sido abordado nesta manhã pela Polícia Federal, após ele fazer uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar humanitária num condomínio no Lago Sul de Brasília. Ele cumpre a pena de 27 anos e três meses de prisão após ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e outros crimes pelo STF.

“Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele (Bolsonaro) e, no meio da rua, eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o País. A decisão, do Alexandre de Moraes, se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro, ‘que eu deveria deixar o País se eu perdesse a eleição’. Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça?”, afirmou.

O senador disse que a decisão de Moraes foi tomada no domingo à noite, logo depois do anúncio do resultado da eleição, e questionou se isso teria acontecido caso ele tivesse sido eleito presidente. Declarou que a “democracia faliu” no Brasil, que vai entregar o passaporte à PF e que “vai se defender dessa aberração”.

Apesar de não ter reconhecido expressamente a derrota, Flávio se colocou como um líder da oposição ao próximo mandato de Lula. Disse ser “o último obstáculo para o PT implementar seu projeto de destruição do País” e que vai reunir os deputados federais e senadores do PL para organizar a oposição contra o presidente.

A partir do ano que vem, Flávio, eleito senador em 2018, não terá mais mandato nem foro privilegiado. Seu irmão, Carlos Bolsonaro, e sua madrasta, Michelle Bolsonaro, foram eleitos ao Senado. O pai está inelegível até 2030, e o irmão Eduardo Bolsonaro, autoexilado nos Estados Unidos após ter o mandato cassado na Câmara dos Deputados por falta.

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