Política

ELEIÇÕES 2026

PT aposta em 'racha' na direita para eleger governador em MS

Para representantes, divisão de votos entre os representantes da direita pode ser o propulsor que deve levar a candidatura petista para o segundo turno

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Durante agenda na sede do Partido dos Trabalhadores em Campo Grande nesta segunda-feira (18), o corpo político de representantes do PT afirmou que aposta em um "racha" na direita local para conseguir eleger um governador em Mato Grosso do Sul. 

Na rua das Garças número 2320, do Bairro Santa Fé na Capital, estiveram presentes: 

  • Fábio Trad, 
  • Henrique Fontana, 
  • Vander Loubet, 
  • "Dona" Gilda Maria,
  • Camila jara, 
  • Luiza Ribeiro, 
  • Soraya Thronicke e 
  • Marcelo Bluma

Secretário geral do Partido dos Trabalhadores, o ex-deputado federal Henrique Fontana marcou presença na agenda hoje, ao lado dos pré-candidatos que miram desde uma vaga como parlamentar, seja como senadores ou deputados federais e estaduais, até a cadeira máxima do Governo de Mato Grosso do Sul.

Pré-candidato ao Senado, é Vander Loubet quem aponta para um "racha" na direita como sendo a esperança da chapa da esquerda para conquistar a cadeira máxima do Executivo estadual, no que ele considera como "um novo ciclo".

Convencido de que nestas eleições o Partido dos Trabalhadores deve "entrar no páreo", já que na última eleição, na qual Eduardo Riedel foi eleito à época pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), a então candidata do PT, Giselle Marques, figurou na quinta colocação com apenas 9,42% dos votos válidos, ele cita a força da aliança local diante de um "racha" na direita em Mato Grosso do Sul. 

"O cenário que se desenha também está muito propício para isso, porque não basta só nós do lado de cá. A direita se dividiu, o Catan (João Henrique) foi para o Novo e é candidato lá. Com esse episódio do Flávio Bolsonaro, aqui o Catan naturalmente vai crescer, porque tem um eleitorado mais raiz do PL, que não tenho dúvida que vai chegar nos 15, 20%, e nós vamos chegar nos 30 e vai ter dois turnos", diz. 

Cenário local

Para o secretário geral do PT, a solução do problema local passa pelo enfrentamento de "preconceitos metodicamente colocados através das redes", tarefa essa para qual Henrique pede paciência dos candidatos locais. 

Henrique Fontana afirma que existe um recorte no público evangélico que ainda aponta vantagem para o clã Bolsonaro, o que na opinião do secretário "não tem um motivo real para acontecer". 

"As políticas que o presidente Lula defende de absoluta liberdade religiosa. Eu já vi, caíram na minha mão centenas de vezes, postagens que, em períodos pré-eleitorais especialmente, dizem que Lula, se ganhar a presidência, vai fechar igrejas. O presidente é um democrata, respeita a liberdade de todos os brasileiro e jamais fechou nenhuma igreja", disse. 

Fontana ainda cita outros "preconceitos" que precisam ser enfrentados, como a questão do ruralismo. Para ele, os números mostram que os governos nos quais o agronegócio mais foi apoiado e cresceu tratavam-se das gestões de Lula e Dilma. 

Em complemento, Vander diz não ter dúvidas de que a divisão de votos entre os representantes da direita pode ser o propulsor que deve levar a candidatura petista para o segundo turno. 

"Acho que ainda mais nesse episódio, na defesa do Flávio Bolsonaro, ele [Catan] foi muito mais incisivo na defesa do que o próprio Riedel ou o Reinaldo", afirmou. 

Além disso, Soraya Thronicke também foi categórica ao indicar que, entre escândalos, como o do próprio Banco Master envolvendo o clã Bolsonaro, o povo sul-mato-grossense terá inteligência para não "cair no papo" desse grupo político que ela chama de "quadrilha". 

"Existe uma quadrilha ali, e eu acredito que o povo sul-mato-grossense pretende crescer. Acreditar nesse monte de falácia é algo que me preocupa, porque se você me engana uma vez, a vergonha é tua. Se você me engana duas vezes, a vergonha é minha... e eu não quero mais passar vergonha. Então quem vai votar pela segunda vez neste pessoal? Estamos vivendo numa dissonância cognitiva coletiva e é só uma intervenção psiquiátrica", diz. 

Soraya é categórica ao afirmar que ouviu do próprio Flávio Bolsonaro que o pré-candidato não vai apoiar "quem não se comprometer, no parlamento, a votar o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 

"Estive com o Bolsonaro e ele não falou isso só pra mim, mas já falou pra mim em outras ocasiões. Em 2019 ele me disse: 'vamos fazer uma reforma, uma emenda constitucional e vamos mudar o número de ministros para 17, e aí nós vamos governar esse país para sempre'. Um pouquinho de inteligência consegue fazer o sul-mato-grossense entender que ele quer sair, enxergar pelo menos a sua vida, nem que seja só por egoísmo, mas pensar em si e não cair numa falácia dessas", conclui. 
 

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ELEIÇÕES 2026

Prefeito de Chapadão do Sul doa R$ 300 mil à campanha de Flávio Bolsonaro

Produtor rural, Walter Schlatter, do PP, declarou patrimônio de R$ 125 milhões nas eleições de 2024

04/09/2026 14h10

O prefeito de Chapadão do Sul, Walter Schlatter (PP), é milionário

O prefeito de Chapadão do Sul, Walter Schlatter (PP), é milionário Divulgação

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O prefeito de Chapadão do Sul, Walter Schlatter (PP), entrou na lista de financiadores da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República nas eleições de 2026. O chefe do Executivo municipal fez uma doação de R$ 300 mil para a candidatura do senador ao Palácio do Planalto.

A contribuição aparece na prestação de contas encaminhada à Justiça Eleitoral e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira, 1º de setembro.

Schlatter está no primeiro mandato como prefeito de Chapadão do Sul, município localizado na região nordeste de Mato Grosso do Sul. Ele venceu a eleição municipal de 2024 e, durante o registro de sua candidatura naquele pleito, declarou possuir patrimônio de aproximadamente R$ 125 milhões.

Considerando o patrimônio informado pelo próprio prefeito à Justiça Eleitoral em 2024, os R$ 300 mil destinados à campanha presidencial equivalem a cerca de 0,24% do total de bens declarados por Schlatter.

A contribuição feita pelo prefeito sul-mato-grossense se destaca entre as doações de pessoas físicas recebidas até agora pela candidatura de Flávio Bolsonaro.

Além dos R$ 300 mil transferidos por Walter Schlatter, a campanha presidencial havia contabilizado R$ 477,58 mil provenientes de outras 20 pessoas físicas. Com a participação do prefeito de Chapadão do Sul, o montante dessas contribuições individuais ultrapassa R$ 777 mil.

Apesar das doações feitas diretamente por apoiadores, a maior fonte de financiamento da candidatura de Flávio Bolsonaro continua sendo o próprio Partido Liberal. Até o momento, o PL já destinou R$ 42,9 milhões para a campanha presidencial.

Com isso, o valor repassado pelo prefeito de Chapadão do Sul representa uma pequena parcela do total disponível para a candidatura, mas coloca Schlatter entre os apoiadores que decidiram financiar a campanha com recursos próprios.

Milionário

Walter Schlatter chegou à disputa pela Prefeitura de Chapadão do Sul em 2024 apresentando uma das maiores declarações patrimoniais entre candidatos a prefeito em Mato Grosso do Sul naquele pleito.

Na ocasião, informou à Justiça Eleitoral possuir aproximadamente R$ 125 milhões em bens. Dois anos depois, já ocupando o comando da prefeitura, o empresário e político decidiu destinar R$ 300 mil à disputa presidencial.

A doação também chama atenção pelo fato de Schlatter ser filiado ao PP, enquanto Flávio Bolsonaro disputa a Presidência pelo PL. O repasse, portanto, foi realizado como contribuição de pessoa física à campanha do candidato.

O financiamento partidário tem peso muito maior nas contas da candidatura presidencial. Conforme os números registrados na prestação de contas eleitoral, Flávio Bolsonaro já recebeu R$ 42,9 milhões repassados pelo PL.

Em comparação, as doações de pessoas físicas, mesmo após a contribuição de R$ 300 mil feita por Schlatter, permanecem abaixo de R$ 1 milhão.

O registro das receitas permite acompanhar a origem dos recursos utilizados pelos candidatos durante a campanha eleitoral, incluindo transferências partidárias e contribuições feitas por pessoas físicas.

A participação do prefeito de Chapadão do Sul no financiamento da candidatura também evidencia a aproximação de lideranças políticas de Mato Grosso do Sul com a campanha nacional de Flávio Bolsonaro. A eleição presidencial será realizada em 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições gerais de 2026.
 

Cota de Gênero

Treze candidatas do Estado recebem bolada de R$ 14 milhões dos partidos

As concorrentes à Câmara dos Deputados e à Alems já arrecadaram mais de R$ 500 mil, individualmente, das siglas

04/09/2026 07h45

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul Foto: Wagner Guimarães / Alems

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A cota de gênero impulsionou os repasses dos partidos às campanhas femininas em Mato Grosso do Sul. Treze candidatas a deputada federal e deputada estadual já receberam individualmente mais de R$ 500 mil para disputar as eleições deste ano.

Ao todo, elas acumulam R$ 14,15 milhões em receitas e, desse montante, R$ 14 milhões vieram do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário, ou seja, aproximadamente 99% do dinheiro recebido pelas candidatas é de origem pública.

Os números fazem parte de levantamento realizado pelo Correio do Estado ontem, com base nas informações atualizadas do DivulgaCandContas, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A maior arrecadação entre as mulheres de Mato Grosso do Sul é da deputada federal Camila Jara (PT), candidata à reeleição. Ela declarou R$ 2,35 milhões. Destes, R$ 2,34 milhões são provenientes do fundo eleitoral e R$ 10 mil de outras fontes.

Na sequência aparece a deputada estadual Mara Caseiro (PL), que concorre à Câmara dos Deputados e já recebeu R$ 1,52 milhão. 

O PL destinou R$ 1,5 milhão do Fundo Eleitoral à campanha, enquanto outros R$ 20 mil vieram de recursos privados.

Rose Modesto (União Brasil), também candidata a deputada federal, aparece em terceiro lugar, com R$ 1,5 milhão. Todo o valor saiu do Fundo Eleitoral.

A candidata dra. Clediane (PP) recebeu R$ 1,2 milhão, também integralmente do FEFC. Luana Ruiz (PL) soma R$ 1,08 milhão, dos quais R$ 1 milhão foi repassado pelo partido por meio do Fundo Eleitoral.

Keliana Fernandes (PP) recebeu R$ 1 milhão. Giselle Marques (PT) aparece com R$ 945,5 mil, enquanto Isa Marcondes (Republicanos) acumula R$ 882,5 mil. 
No caso de Isa, foram R$ 832,5 mil do FEFC e outros R$ 50 mil do Fundo Partidário.

Completando a relação das candidatas à Câmara está Cassy Monteiro (PL), com R$ 500,2 mil. Desse total,R$ 500 mil vieram do Fundo Eleitoral. 
As nove candidatas a deputada federal incluídas no levantamento somam R$ 10,98 milhões em receitas de campanha.

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul

ALEMS

Entre as candidatas a deputada estadual, Dione Hashioka (União Brasil) lidera a arrecadação, com 
R$ 986,6 mil. 

O partido repassou R$ 966,6 mil do Fundo Eleitoral, e outros R$ 20 mil vieram de recursos privados.

Bárbara Resende (União Brasil) recebeu R$ 966,6 mil, integralmente provenientes do FEFC. 
Ana Portela e Gianni Nogueira, ambas do PL, aparecem com R$ 605 mil cada.

Nas duas campanhas, R$ 600 mil foram destinados pelo partido por meio do Fundo Eleitoral. 
As quatro candidatas à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) acumulam R$ 3,16 milhões.

AS REGRAS

Os repasses ajudam os partidos a cumprir a cota de gênero prevista na legislação eleitoral. 
Para as campanhas femininas, a parcela do FEFC e do Fundo Partidário deve acompanhar a proporção de mulheres entre as candidaturas apresentadas nacionalmente por cada legenda, nunca ficando abaixo de 30%.

Os critérios para dividir o dinheiro entre as candidatas, entretanto, são definidos pelos partidos. 
Isso significa que a regra não obriga uma distribuição igualitária e permite que as siglas concentrem valores maiores nas candidaturas consideradas mais competitivas.

A Portaria nº 541 do TSE determina ainda que os recursos reservados às mulheres sejam efetivamente utilizados no financiamento de campanhas femininas. 
Os valores declarados continuam sujeitos a atualizações durante a campanha.
 

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