Política

vice-presidente da Câmara

PT quer que comissão de ética apure caso Vargas

PT quer que comissão de ética apure caso Vargas

g1

18/04/2014 - 10h45
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A assessoria da presidência nacional do PT informou nesta quinta-feira (17) que os três integrantes da Executiva Nacional responsáveis por analisar a situação do deputado André Vargas (PT-PR) recomendaram que o caso seja enviado à comissão de ética do partido.

Segundo a assessoria do PT, o vice-presidente nacional da sigla, Alberto Cantalice, o secretário nacional de Organização, Florisvaldo Souza, e o secretário nacional de Formação, Carlos Árabe, entregaram na última terça (15) ao presidente da legenda, Rui Falcão, um relatório recomendando que caso seja encaminhado ao colegiado. Os integrantes da comissão de ética têm poder para determinar a expulsão de André Vargas da sigla.

“O relatório foi entregue na terça ao presidente e, caso vá à comissão de ética, existe todo um processo [até a expulsão]. Não é uma coisa simples, mas agora vai depender da Executiva [Nacional]”, disse Cantalice ao G1.

O petista é suspeito de envolvimento com o doleiro paranaense Alberto Youssef, preso pela operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF). O doleiro foi preso sob a acusação de ser um dos líderes de um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que movimentou cerca de R$ 10 bilhões.

No último dia 2, André Vargas admitiu no plenário da Câmara que viajou em um jatinho fretado por Youssef, mas negou ilegalidade na relação com o doleiro. Na mesma semana, reportagem da revista "Veja" reproduziu mensagens que Vargas teria trocado com Yousseff para tratar de um contrato entre uma empresa de fachada e o Ministério da Saúde.

De acordo com as investigações da PF, Vargas ajudava Youssef a localizar projetos na administração pública nos quais poderia ser desviado dinheiro público.

Renúncia
Diante da série de denúncias, André Vargas passou a sofrer pressão de integrantes do PT para que renuncie ao mandato de deputado. Os petistas temem que a repercussão negativa do caso tenha impacto na imagem do partido e na campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Pressionado pelo partido, Vargas pediu afastamento do mandato por 60 dias e renunciou ao cargo de vice-presidente da Câmara. No ínicio da semana, ele chegou a anunciar que iria renunciar ao mandato, porém, recuou após ficar sabendo que seu processo no Conselho de Ética da Câmara não seria extinto com a expulsão.

Por meio de sua assessoria, Falcão afirmou que mantém a opinião de que André Vargas deve renunciar ao mandado para “preservar ele e sua família e para que possa se defender”.

No entanto, o líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho (PT-SP), ponderou ao G1 que a decisão de Vargas de manter o mandato “tem que ser respeitada”. “A gente precisa entender que foi uma decisão pessoal”, enfatizou.

Executiva Nacional
Antes de o caso do deputado paranaense ser submetido à Comissão de Ética, o relatório elaborado pelos três dirigentes será submetido ao voto dos 23 integrantes da Executiva Nacional. Na terça-feira que vem, Falcão deverá marcar a data em que o parecer que recomenda o envio do caso ao colegiado será votado.

Caso Vargas seja submetido à Comissão de Ética, ele pode vir a ser expulso do partido, suspenso, receber uma advertência pública ou ser absolvido.

Alberto Cantalice informou que, na possibilidade de Vargas renunciar ao mandato de deputado federal, ele perderá a prerrogativa de ser julgado pela Executiva Nacional. Neste cenário, seu caso será apreciado pelo diretório do PT em Londrina (PR), sua base eleitoral.

Designado

Bitto Pereira representará OAB Nacional no CNJ

Presidente da OAB-MS foi escolhido por Beto Simonetti, presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil

15/10/2026 17h45

Bitto Pereira, Advogado e presidente da OAB-MS

Bitto Pereira, Advogado e presidente da OAB-MS Divulgação

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Presidente da  Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), Bitto Pereira será o representante máximo da OAB no Conselho Nacional de Justiça em Brasília, evento que acontece na próxima terça-feira (20). 

A participação de Bitto foi designada pelo presidente do OAB nacional, Beto Simonetti, e confere a Bitto o posto de maior representante da advocacia nacional na 2ª Sessão Extraordinária de 2026. 

"Essa designação é uma das mais honrosas missões institucionais que recebo na minha trajetória na OAB. Portanto, eu compartilho com toda a advocacia sul-mato-grossense, certo de que, muito além de uma distinção pessoal, essa é uma deferência do presidente Simonetti", disse Bitto em uma de suas redes sociais. 

Para Bitto, a representação institucional da OAB no CNJ é muito importante para o aperfeiçoamento do poder judiciário, onde estará "com muita honra representando o presidente Beto Simonetti e a advocacia".

Encontros periódicos, as reuniões reúnem os 15 conselheiros sob a presidência do presidente do STF, Edson Fachin

 


 

 

Repercussão

Alckmin diz que PL apoiou fim da escala 6x1 por 'medo eleitoral' e pretende mudar medida depois

Apesar da mudança de posição, reportagens apontaram que Flávio já estaria sinalizando a aliados e empresários a intenção de rever a PEC caso fosse eleito presidente

15/10/2026 16h09

Geraldo Alckmin, vice-presidente da República

Geraldo Alckmin, vice-presidente da República Arquivo

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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, vice na chapa presidencial de Lula (PT), afirmou nesta quinta-feira, 15, que integrantes do PL apoiaram o fim da escala de trabalho 6x1 por “medo eleitoral” e pretendem modificar a medida posteriormente. A fala aconteceu durante entrevista coletiva em Salvador, antes de um encontro com empresários baianos.

“Na realidade, nós sempre defendemos. O presidente Lula sempre defendeu. Eles votaram por medo eleitoral e tem a ideia de mudar em seguida. Essa é a realidade. Então vamos ficar atentos, ficar atentos com a verdade”, afirmou Alckmin.

A crítica ocorre após o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciar, na terça-feira, 13, que votaria a favor do fim da escala 6x1, proposta aprovada pelo Senado na quarta-feira, 14, que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado. Até então, o senador havia classificado a medida como “oportunista”.

Apesar da mudança de posição, reportagens apontaram que Flávio já estaria sinalizando a aliados e empresários a intenção de rever a PEC caso fosse eleito presidente.

Durante a coletiva, Alckmin também defendeu um ajuste fiscal concentrado no combate a supersalários, privilégios e desperdícios, sem impor perdas aos aposentados. “Ajuste fiscal, nós defendemos. Agora, não é possível você faz um ajuste fiscal em cima, por exemplo, do aposentado”, disse. “Nós vamos fazer ajuste fiscal em cima dos supersalários, dos privilégios de 300 000 e 400.000 reais, de desperdício”, acrescentou.

O vice-presidente afirmou ainda que o controle das despesas deve ser acompanhado do crescimento da economia e do emprego, de forma a melhorar a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB).

Alckmin rejeitou medidas que levem o País à recessão e ao desemprego ou transfiram o custo do ajuste à classe média e à população de menor renda. “Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, a economia crescer e segurar despesa. Aí você melhora a relação dívida PIB”, afirmou.

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