Política

Eleições 2024

Puccinelli deve "amarelar" pela 3ª vez e desistir da pré-candidatura a prefeito

Se confirmada, ex-governador já pode pedir música, pois a 1ª vez foi em 2002, contra Zeca, e a 2ª foi em 2020, contra Marquinhos

Continue lendo...

Nas próximas horas, conforme fontes ouvidas pelo Correio do Estado, o ex-governador André Puccinelli (MDB) deverá anunciar a desistência da pré-candidatura a prefeito de Campo Grande nas eleições municipais do dia 6 de outubro.

Segundo apuração da reportagem, caso ele confirme mesmo a saída da disputa pela cadeira de chefe do Executivo municipal, será a terceira “amarelada”, já que a primeira foi em 2002, quando abriu mão de disputar o cargo de governador contra o desafeto Zeca do PT, que buscava a reeleição, e indicou a ex-senadora Marisa Serrano, que acabou derrotada.

Já a segunda “amarelada” foi em 2020, quando preferiu lançar o deputado estadual Marcio Fernandes para tentar impedir a reeleição do então prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad, que na época era do PSD e hoje está no PDT, mas o candidato de Puccinelli mais uma vez foi derrotado.

Agora, o ex-governador vai desistir pela terceira vez de uma disputa eleitoral porque, conforme o pré-candidato, as reuniões em Brasília (DF) na semana passada não deram resultado. Na capital federal, ele foi em busca de mais recursos do MDB nacional, da aliança com o PL e do apoio do Solidariedade.

Conforme apurou o Correio do Estado, o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, refutou mandar mais dinheiro para a campanha de André Puccinelli, enquanto o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, avisou que o ex-presidente da República Jair Bolsonaro decidiu fazer aliança com o PP da senadora Tereza Cristina, apoiando a reeleição da prefeita Adriane Lopes.

Quanto ao Solidariedade, as informações de bastidores são de que o presidente nacional da legenda, Paulinho da Força, estaria mais próximo do PSDB em Campo Grande do que do MDB, mesmo tendo como vice-presidente estadual o advogado André Puccinelli Júnior, filho do ex-governador.

NOVO RUMO

Como o Correio do Estado já tinha informando, André Puccinelli deverá sair pré-candidato a vereador pelo MDB e ajudar na conquista de mais duas cadeiras, além da própria, fortalecendo a base da legenda no município e ficando com o caminho livre para ser candidato a deputado federal em 2026.

A respeito de quem o ex-governador vai apoiar para o cargo de chefe do Executivo em 2025, a reportagem obteve a confirmação, junto a fontes ligadas ao PSDB, de que o escolhido foi o deputado federal Beto Pereira, pré-candidato a prefeito de Campo Grande.

André Puccinelli teria até ficado tentado com a proposta da senadora Tereza Cristina de apoiar o projeto de reeleição de Adriane Lopes pelo PP, mas a aliança com o PSDB vem de longa data, e isso teria falado mais alto na hora de bater o martelo, além disso, ambos os partidos já tinham firmado trabalhar juntos pela reeleição do atual governador Eduardo Riedel em 2026.

A confiança de que o ex-governador vai caminhar com Beto Pereira é tanta que ele já estaria sendo esperado para o ato político agendado para esta sexta-feira, às 18h30min, no espaço localizado na Avenida Calógeras, nº 950, no centro de Campo Grande, quando o deputado federal dará o pontapé inicial em seu projeto de candidatura à prefeitura da Capital.

Na ocasião, será feito o lançamento oficial da pré-candidatura do tucano a prefeito da Capital, e também estarão presentes o governador Eduardo Riedel, o ex-governador Reinaldo Azambuja e representantes dos partidos que já declararam apoio a Beto, como Cidadania, PSB, Podemos, Republicanos e PSD.

A expectativa de fonte ouvida pelo Correio do Estado é de que André Puccinelli também fará o anúncio oficial do apoio ao pré-candidato tucano, aumentando seu arco de aliança, que passará a contar também com o MDB, chegando a seis partidos – talvez sete, caso o Solidariedade declare apoio.

Além do ex-governador e e seu filho, outro membro da família Puccinelli que deverá abraçar a pré-candidatura de Beto Pereira é a advogada Denise Puccinelli, filha mais nova de André, que poderá ser a pré-candidata a vice-prefeita na chapa encabeçada pelo tucano. Entretanto, caso ela não queira, o MDB já teria o vereador Junior Coringa.

Assine o Correio do Estado.

Senado

Nelsinho Trad assume presidência de comissão que fiscaliza atividades de inteligência no país

Comissão acompanha os trabalhos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), das Forças Armadas e da Polícia Federal

05/02/2026 18h45

Senador Nelsinho Trad

Senador Nelsinho Trad Foto: Divulgação

Continue Lendo...

O senador sul-mato-grossense Nelsinho Trad assumiu, pela segunda vez, a presidência da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), órgão do Congresso Nacional responsável por exercer o controle externo e a fiscalização das ações de inteligência e contrainteligência realizadas no Brasil.

A comissão acompanha os trabalhos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), das Forças Armadas e da Polícia Federal.

A retomada das atividades legislativas marca o início de um novo período à frente da CCAI, que tem como atribuição convocar autoridades, requisitar documentos e acompanhar operações do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), sempre em conformidade com a Constituição Federal e o ordenamento jurídico nacional.

Segundo o parlamentar, os temas tratados pela comissão têm impacto direto em Mato Grosso do Sul, estado que faz fronteira com países vizinhos e enfrenta desafios complexos na área de segurança pública. “Não é só tráfico de drogas. É tráfico de armas, contrabando, crimes ambientais e organizações criminosas que operam além das fronteiras e que precisam da nossa atenção”, destacou.

A atuação de Nelsinho Trad na área de relações internacionais também pesou para sua recondução ao cargo. O senador teve papel relevante na distensão da crise diplomática entre Brasil e Paraguai, provocada por denúncias de uma suposta operação da Abin para obtenção de informações confidenciais de autoridades paraguaias. O episódio resultou, à época, na suspensão das negociações sobre o Anexo C do Tratado de Itaipu.

O Anexo C define as regras de comercialização e precificação do excedente de energia da usina binacional, tema sensível para os dois países, com reflexos diretos para consumidores e para o comércio de energia. Para o senador, o diálogo é essencial na relação bilateral. “Não dá para separar Brasil do Paraguai. Quando tem um desentendimento, o que tem que ser promovido? Sentar pra conversar”, afirmou.

A Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência tem como missão realizar o controle e a fiscalização externos das ações de inteligência e contrainteligência, incluindo operações conduzidas por órgãos do Sisbin, garantindo que todas ocorram dentro dos limites legais e constitucionais.

Assine o Correio do Estado

Estados e municípios

Dino determina suspensão de pagamentos de penduricalhos pelo Executivo, Legislativo e Judiciário

Liminar de ministro do STF também abrange Estados e municípios; relator fala em medida para por fim ao 'império dos penduricalhos'

05/02/2026 17h15

Ministro Flávio Dino

Ministro Flávio Dino Foto: Gustavo Moreno/STF

Continue Lendo...

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino concedeu liminar para suspender o pagamento dos chamados penduricalhos para servidores federais do Executivo, Legislativo e Judiciário. A decisão de Dino ainda atinge Estados e municípios.

Pela decisão, os pagamentos de adicionais que não estão previstos em lei devem ser suspensos após 60 dias. Até lá, os Três Poderes deverão rever todos os itens pagos como adicionais salariais e que acabam contribuindo para que vencimentos no funcionalismo ultrapassem o teto que é o salário de um ministro do STF, equivalente hoje a R$ 46,3 mil.

“Aquelas verbas que não foram expressamente previstas em lei – votada no Congresso Nacional ou nas Assembleias Legislativas ou nas Câmaras Municipais (de acordo com cada esfera de competência) – devem ser imediatamente suspensas após o prazo fixado”, destacou Dino.

O ministro determinou que os chefes de Poderes devem publicar ato discriminando cada verba remuneratória, indenizatória ou auxílio, o seu valor, o respectivo critério de cálculo e o fundamento legal específico.

Dino defendeu que o Congresso regule uma lei que defina quais são as verbas indenizatórias “realmente admissíveis como exceção ao teto e ao subteto”.

Ele intimou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que tomem as medidas políticas para suprir a omissão inconstitucional. “Por este caminho, certamente será mais eficaz e rápido o fim do Império dos Penduricalhos, com efetiva justiça remuneratória, tão necessária para a valorização dos servidores públicos e para a eficiência e dignidade do Serviço Público”, afirmou.

A decisão de Dino foi tomada numa ação apresentada por associação de promotores do litoral sul de São Paulo. O pedido original afetada apenas promotores da Praia Grande. Dino entendeu, no entanto, que o tema já foi tantas vezes discutido e há tantos exemplos de pagamentos irregulares que decidiu ampliar o alcance de sua decisão para demais Poderes, incluindo o governo federal.

Usou como argumento o fato de que o STF costuma reconhecer a possibilidade de ampliação da decisão judicial quando o tema afeta outros contextos similares. Dino pediu que sua decisão seja submetida a referendo do plenário do Supremo, assim que o caso seja pautado.

Segundo o ministro, há um “descumprimento generalizado” da jurisprudência do STF sobre o teto do funcionalismo público. Para Dino, essa desobediência tem causado uma busca por “isonomia” entre as carreiras do funcionalismo.

“Afinal, como a grama do vizinho é mais verde, é ‘natural’ que haja uma constante corrida para reparar essa “injustiça’, com criação de mais ‘indenizações’ acima do teto, que serão adiante estendidas a outras categorias, em “looping’ eterno”, disse.

O ministro afirmou na decisão que há uma “profusão” de verbas de caráter indenizatório (os chamados penduricalhos) no funcionalismo público que “ultrapassam em muito” o conceito de indenização. Dino mencionou uma lista com exemplos:

  • Licença compensatória de 1 dia por cada 3 dias normais de trabalho, licença essa que pode ser “vendida” e se acumula com o descanso em sábados, domingos e feriados;
  • Gratificações de acervo processual (por vezes a premiar quem acumula muitos processos);
  • Gratificações por acúmulo de funções (exercidas na mesma jornada de trabalho, em dias úteis e no período diurno);
  • Auxílio-locomoção (pago inclusive a quem não comprova que se locomove para trabalhar);
  • Auxílio-combustível (idem);
  • Auxílio-educação (por vezes sem que haja o custeio de qualquer serviço educacional);
  • Auxílio-saúde (independentemente da existência ou não de planos de saúde, e dos seus valores);
  • Licença-prêmio (também com conversão em pecúnia);
  • Acúmulos de férias, por vontade própria e unilateral do servidor, também a serem convertidos em parcelas indenizatórias.

As parcelas indenizatórias são valores pagos a servidores para compensar gastos efetuados no desempenho da atividade, ou para ressarcir direitos que não foram gozados, como conversão de férias em dinheiro.

“Anoto que tal conversão deve ser excepcional, não ordinária, de modo que constitui desvio de finalidade criar um ‘direito’ destinado a ser ‘vendido’, como se fosse mera transação privada ou óbvia estratégia de criar ‘indenizações’ acima do teto”, ressaltou Dino.

Reforma administrativa está parada na Câmara

Na Câmara, está parada uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que proíbe o pagamento de benefícios acima do teto constitucional do funcionalismo público. Placar do Estadão mostra que 217 deputados federais são favoráveis à proposta.

O texto estabelece que benefícios fora do teto deverão ser transitórios e pagos em situações excepcionais, e não mais a todos os servidores de uma categoria de forma indistinta e generalizada, como ocorre hoje. As verbas indenizatórias, aquelas podem ser pagas fora do limite, deverão ser aprovadas em lei pelo Congresso.

Nesta terça-feira, 3, o Congresso aprovou um projeto de lei que concede reajuste “fura-teto” no salário de servidores da Câmara e outra proposta que estabelece um novo plano de carreira para servidores do Senado, também com reajustes na remuneração. O texto seguiu para sanção de Lula.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).