Política

CCJ-Senado

Senadora Tereza Cristina justifica voto favorável a projeto que legaliza cassinos e rebate pastor

Membro titular da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, a senadora Tereza Cristina respondeu críticas feitas por pastor, a projeto que legaliza cassinos, bingo e corridas de cavalo

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A senadora Tereza Cristina (PP-MS), membro titular da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), respondeu à crítica recebida pelo pastor Silas Malafaia, por ter votado favorável ao Projeto de Lei (PL) 2.234/2022, que legaliza cassinos, bingos e outros jogos no país.

A aprovação na CCJ, ocorreu no dia 19 de julho, no Senado Federal. O PL (2.234/2022) foi aprovado passou pela Comissão com 14 votos favoráveis e 12 contra. 

O texto que veio da Câmara dos Deputados e passou pela Comissão no Senado Federal recebeu 44 emendas, por meio de nota, a senadora que é única titular sul-mato-grossense na CCJ, respondeu que a matéria ainda passará por outras Comissões e será aperfeiçoada. 

Em sua rede social, o X (antigo twitter), o pastor Silas Malafaia publicou um vídeo em que fala diretamente com os fiéis do Mato Grosso do Sul, pedindo para não votem na senadora Tereza Cristina caso ela coloque o nome em uma futura reeleição.

 

 

 

Como resposta, a senadora ressaltou que cabe ao Ministério da Fazenda, caso a pauta passe no Senado Federal e siga para sanção presidencial, regulamentar e fiscalizar atividades vinculadas ao projeto dos Cassinos no Brasil. 

"Votei na CCJ a favor de um texto, que ainda será aperfeiçoado em outras comissões do Senado, que autoriza a instalação dos jogos legalizados em complexos turísticos instalados em locais específicos, como ocorre no mundo todo. Esses centros de lazer terão de investir no mínimo R$ 100 milhões, gerarão milhares de empregos e pagarão impostos. Caberá ao Ministério da Fazenda regulamentar e fiscalizar a organização dessas atividades. Como está hoje, com os jogos clandestinos, é que se incentiva todo o tipo de crime", ressaltou Tereza e completou:

"Nunca compactuarei com a exploração da boa-fé dos brasileiros e sou contrária a misturar política com religião, ainda mais quando esse mix vem com alta carga de desinformação".

PL dos Cassinos

Conforme o relator, o senador Irajá (PSD-TO), a proposta está no Senado Federal desde 2022, sendo que o texto original é de 1991. A liberação ocorreria para Cassinos, corridas de cavalos e até jogo do bicho.

A justificativa do relator para aprovação é que os investimentos no projeto podem alcançar R$ 100 bilhões, assim como a geração de empregos diretos e indiretos, que movimentaria 1,5 milhão. Com estimativa de arrecadação para a União diante deste cálculo seria aproximadamente de R$ 22 bilhões, além da divisão entre estados e municípios. 

"Não podemos mais perder essa grande oportunidade que outros países concorrentes já entenderam e enxergaram de gerar emprego, renda e impostos, que serão evidentemente revertidos em benefícios ao povo brasileiro nas áreas mais essenciais, como a saúde, educação, social e infraestrutura", argumentou o  senador Irajá.

Ainda, conforme o senador Irajá, os jogos de azar somente em 2023, arrecadaram em torno de R$ 14,3 bilhões e R$ 31,5 bilhões. O cálculo foi feito tomando como base números do ano de 2014, atualizando a inflação. 

“Mesmo na contravenção, os jogos de azar já constituem uma atividade econômica relevante e, como tal, devem estar sujeitos à regulamentação pelo Estado”, argumenta o senador. Para ele, submeter os jogos ao controle do estado permitirá mitigar “eventuais vínculos entre os jogos de azar e o crime organizado”, apontou o relator.

 

Mas onde poderão funcionar os cassinos?

Após passas pelas Comissões no Senado Federal, caso seja pautado e siga para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo o PL, a instalação dos complexos dos jogos estão previstas para os seguintes locais:

  • Em polos turísticos ou em complexos integrados de lazer;
  • Resorts e hotéis de alto padrão com pelo menos 100 quartos;
  • Complexos integrados de lazer ou embarcações liberadas para este propósito;
  • A depender do estado será um cassino apenas;
  • Em São Paulo está liberado até três cassinos;
  • Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amazonas e Pará, terão apenas dois (determinado por tamanho da população ou territorial);

** Com Agência Senado

 

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Eleições 2026

Mesmo com o irmão Fábio Trad na disputa, Nelsinho declara apoio a Riedel em MS

Senador abre mão da candidatura ao Senado, assume a suplência de Reinaldo Azambuja e afirma que a prioridade é fortalecer a reeleição do governador Eduardo Riedel.

01/08/2026 12h58

O senador Nelsinho Trad declarou apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel durante convenção da base aliada, mesmo tendo o irmão, Fábio Trad, na disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul.

O senador Nelsinho Trad declarou apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel durante convenção da base aliada, mesmo tendo o irmão, Fábio Trad, na disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul. Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado.

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O senador Nelsinho Trad (PSD) declarou neste sábado (1º) apoio à candidatura à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), mesmo tendo o irmão, o ex-deputado federal Fábio Trad (PT), entre os adversários na disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul.

A manifestação ocorreu durante a convenção da coligação governista, realizada em Campo Grande, e marcou um dos momentos mais emblemáticos do evento político.

A declaração acontece um dia após Nelsinho oficializar a desistência de disputar a reeleição ao Senado. O parlamentar abriu mão da candidatura própria para assumir a primeira suplência na chapa do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), decisão que, segundo ele, foi tomada para fortalecer o projeto político da base aliada.

Ao discursar para prefeitos, vereadores, parlamentares e lideranças partidárias, Nelsinho afirmou que enfrentou um dilema pessoal antes de decidir permanecer no grupo político liderado por Eduardo Riedel.

 "Essa luta que travamos até aqui não foi para eleger o Senado de um ou de outro. Foi uma luta que travei contra mim mesmo para entender o que seria mais importante. Com esse gesto, todos nós podemos nos unir em torno de uma palavra que será essencial daqui para frente: a união em torno do projeto da reeleição do governador Eduardo Riedel."

A fala ganha ainda mais repercussão pelo fato de o irmão do senador, Fábio Trad, ter sido oficializado como candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pela Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV). Apesar do vínculo familiar, Nelsinho deixou claro que permanecerá ao lado da candidatura de Riedel durante toda a campanha eleitoral.

"Riedel vai precisar de todos nós"

Durante o pronunciamento, o senador afirmou que a reeleição do governador dependerá do empenho coletivo da coligação, especialmente porque Riedel precisará conciliar a administração do Estado com a campanha eleitoral.

 "O Riedel vai precisar muito mais de nós do que vocês imaginam. Ele não pode deixar a peteca cair na gestão do Estado. Precisa continuar trazendo investimentos, fazer as reformas na saúde, na educação e reduzir a máquina pública para que sobrem mais recursos para investir nas pessoas."

Segundo Nelsinho, Mato Grosso do Sul vive um momento de estabilidade administrativa que deve ser preservado.

 "Quando vejo o outro lado criar mais de 37 ministérios, tenho a convicção de que estou do lado certo para fazer com que Mato Grosso do Sul continue dando certo e seja exemplo para o restante do Brasil."

Decisão em favor do grupo

Ao comentar a decisão de desistir da candidatura ao Senado, o parlamentar afirmou que colocou os interesses da coligação acima dos objetivos pessoais.

Segundo ele, assumir a primeira suplência de Reinaldo Azambuja representa uma forma de continuar contribuindo com o projeto político defendido pela base governista.

 "Essa será minha quinta eleição majoritária consecutiva. Tomei essa decisão pensando no projeto que acreditamos, e não apenas em um projeto pessoal."

Amizade com Reinaldo Azambuja

Nelsinho também destacou a relação construída com o ex-governador Reinaldo Azambuja, candidato ao Senado, e afirmou que pretende atuar diretamente na campanha eleitoral ao lado do aliado.

 "Tenho com Reinaldo Azambuja uma amizade indestrutível. Vou estar ao lado dele, substituindo-o quando for necessário e mostrando que Mato Grosso do Sul não tem outro caminho. É o caminho de dar certo."

Ao encerrar o discurso, o senador fez um apelo aos militantes e lideranças presentes para que concentrem esforços na campanha de reeleição do atual governador.

"Viva o governador Eduardo Riedel."

A declaração evidencia que, apesar de ter um irmão concorrendo ao Governo do Estado por outro campo político, Nelsinho Trad optou por manter a aliança construída com Eduardo Riedel e Reinaldo Azambuja, reforçando o discurso de unidade da coligação governista para as eleições de 2026.

Eleições 2026

União Progressista oficializa chapas e consolida maior aliança eleitoral de MS

Convenção confirma Eduardo Riedel e Barbosinha na disputa pelo Governo, define candidaturas ao Senado e apresenta nomes que disputarão vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa.

01/08/2026 12h00

O governador Eduardo Riedel discursa durante a convenção da Federação União Progressista, em Campo Grande, que oficializou sua candidatura à reeleição e reuniu lideranças da coligação para as eleições de 2026.

O governador Eduardo Riedel discursa durante a convenção da Federação União Progressista, em Campo Grande, que oficializou sua candidatura à reeleição e reuniu lideranças da coligação para as eleições de 2026. Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado.

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A maior aliança política das eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul oficializou, neste sábado (1º), sua composição para a disputa eleitoral. Durante convenção realizada em Campo Grande, a coligação liderada pela Federação União Progressista, formada por Progressistas (PP) e União Brasil, confirmou as candidaturas ao Governo do Estado, ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa.

Além da federação, a coligação reúne PL, PSDB, MDB, Republicanos e Podemos, consolidando um bloco que reúne lideranças de centro e de direita em torno da candidatura à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).

A convenção homologou a candidatura de Riedel ao segundo mandato, mantendo José Carlos Barbosa, o Barbosinha (Republicanos), como candidato a vice-governador.

Ao discursar durante o evento, Riedel agradeceu a união das legendas e destacou que a ampla composição partidária demonstra o compromisso do grupo com a continuidade do projeto administrativo iniciado em 2023.

"Essa é uma convenção que mostra a parceria construída entre os partidos. É um projeto coletivo, pensado para garantir continuidade ao desenvolvimento de Mato Grosso do Sul."

O governador também voltou a defender as prioridades que pretende colocar em prática caso seja reeleito.

Segundo ele, o próximo mandato terá como eixos principais a manutenção do equilíbrio fiscal, novos investimentos em infraestrutura, atração de capital privado, geração de emprego e renda, fortalecimento da educação, ampliação dos programas sociais, enfrentamento às facções criminosas, regionalização da saúde e incentivo ao turismo e à cultura.

Senado tem chapa definida

A convenção também oficializou Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL) como candidatos ao Senado.

Durante o evento, Riedel fez um agradecimento público ao senador Nelsinho Trad (PSD), que desistiu da candidatura à reeleição para integrar o projeto político da coligação.

"Quero agradecer ao senador Nelsinho Trad pelo gesto que teve de abrir mão da candidatura para contribuir com esse projeto coletivo."

Reinaldo Azambuja classificou a decisão como um gesto de desprendimento político e afirmou que a composição fortalece o bloco governista.

"O Nelsinho fez um gesto de grandeza. Essa união representa a aproximação do centro e da direita em Mato Grosso do Sul."

Já Nelsinho Trad afirmou que a decisão foi tomada pensando no grupo político.

"Eu tive que agir com a razão. Fiz o que precisava ser feito, sem olhar para mim, mas para um projeto em que acredito."

Ao final da entrevista coletiva, Nelsinho abraçou Eduardo Riedel, gesto interpretado por aliados como demonstração de unidade da coligação.

Tereza comenta convite de Flávio Bolsonaro

Outro assunto que marcou a convenção foi a possibilidade de a senadora Tereza Cristina (PP) integrar a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) como candidata a vice-presidente.

A parlamentar confirmou que recebeu o convite e disse que aceitou participar da composição, mas ressaltou que a decisão cabia ao partido.

"Recebi o convite e aceitei. Mas essa não é uma decisão individual. É uma decisão do partido, que optou por manter a neutralidade. Vou participar da campanha do Flávio Bolsonaro de uma maneira ou de outra."

Eduardo Riedel também comentou o assunto e afirmou que discordou da decisão tomada pela direção nacional do PP de não indicar Tereza Cristina para compor a chapa presidencial.

Candidatos proporcionais

Além das candidaturas majoritárias, a convenção homologou os nomes que disputarão vagas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e na Câmara dos Deputados.

Assembleia Legislativa (Alems)

  • Progressistas (PP): Gerson Claro, Londres Machado, Jamilson Name, Hélio Peluffo, Marco Santullo, Fernando Souza, Maria Carolina Zamboni, Sirlei Ratier, Juliana Gaioso, Juliana Aranda e Lilian Vilella.
  • União Brasil: Fabrício Venturoli, Ana Paula Bacelar, Rinaldo Modesto, Jerson Domingos, Fábio Rocha, Dione Hashioka, Bárbara Rezende, Veterinário Francisco, Maria Azambuja Venturini, Rayana Furquim e Thalita Trindade.
  • Pelo PSDB, a legenda oficializou a candidatura Zé Teixeira, Mara Caseiro, Lucas de Lima, Pedrossian Neto, Delegado André Matsushita, Coronel David, Paulo Corrêa, Roberto Hashioka, Enfermeiro Daniel, Vivi Tobias, Júnior Mochi e Ângelo Guerreiro.
  • Pelo PL, também foram homologadas as candidaturas de Sindoley Morais, Ana Portela e Márcio Fernandes.
  • Pelo Republicanos, a convenção confirmou as candidatura Renato Cãmara .
  • Pelo MDB, foram homologadas as candidaturas de Mariano, Jenir Neves e Rhaiza Matos.

Câmara dos Deputados

  • Progressistas (PP): Luiz Ovando, Dagoberto Nogueira, Alan Guedes, Fernando Jurado e Keliana Fernandes.
  • União Brasil: Cleidiane Matzenbacher, Geraldo Rezende, Rose Modesto e Carlos Bernardo.
  • Pelo PL, também foram homologadas as candidaturas deLuana Ruiz.
  • O Republicanos confirmou a candidatura de Beto Pereira.
  • Pelo PSDB, a legenda oficializou a candidatura de Viviane Luiza .

Com a homologação das candidaturas, a coligação inicia oficialmente a preparação para a campanha eleitoral, que terá início em 16 de agosto, conforme o calendário da Justiça Eleitoral.

A expectativa do grupo é manter o Governo do Estado, ampliar sua representação no Congresso Nacional e preservar a maioria na Assembleia Legislativa.

Horário eleitoral

Com a formação da maior coligação das eleições em Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel também deverá iniciar a campanha com ampla vantagem no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão.

Pelas estimativas baseadas na representatividade dos partidos na Câmara dos Deputados, a chapa do governador terá aproximadamente 6 minutos e 22 segundos dos 9 minutos destinados aos candidatos ao Governo do Estado em cada bloco de propaganda, o equivalente a 70,8% do tempo total, consolidando a maior exposição entre todos os concorrentes durante o período oficial de campanha.

 

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