Política

reta final

Azambuja garante que irá deixar o governo com contas em dia e dinheiro para finalizar obras

Na manhã deste sábado (29) o governador ainda destacou que o Estado está entre os melhores do país

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Em um passeio de bicicleta no Parque dos Poderes, na manhã deste sábado (29), o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, afirmou que irá deixar as contas em dia e dinheiro suficiente para o término das obras já iniciadas. 

Ao lado da esposa, Fátima Azambuja e apoiadores, o governador enfatizou que o Estado está entre os melhores do país e o vai deixar sem nenhuma pendência para o próximo que assumir o cargo. 

“Mato Grosso do Sul, hoje é nota A, é o estado que tem o melhor equilíbrio fiscal dentre todos os estados brasileiros, só tem 5 estados no Brasil. Nós vamos entregar o governo dia 31 de dezembro, com todas as contas em dia, salário pago. Fornecedores em dia com o dinheiro de obras na conta, que é muito importante você deixar alguma obra, mas deixar o dinheiro para essa obra poder ter continuidade”. 

Sobre as relações com o novo presidente da República, Azambuja destacou que não se deve politizar o governo para não afetar o desenvolvimento do Estado. 

“Eu acho que com esse modelo de municipalismo, o Estado é atuante em 79 cidades, independente de quem a população brasileira escolher. E a democracia, é isso, é liberdade de escolha, a gente tem que respeitar o resultado das urnas e praticar a boa democracia. E dialogar, buscar os avanços para o nosso Estado, construir boas parcerias. Não pode politizar o governo. Você acaba atrapalhando o desenvolvimento do estado das pessoas”, enfatizou.

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes e Mônica Riedel, esposa do candidato ao governo, Eduardo Riedel, também participaram do momento. 

Balanço 

Na ocasião, Azambuja destacou as conquistas que Mato Grosso do Sul alcançou ao longo dos anos. Entre elas, a relação com os munícipios.

"Uma verdadeira parceria com as 79 cidades, não teve nenhum governo que soube construir uma parceria tão forte com os municípios, ajudando, levando investimentos, trabalhando pelo desenvolvimento".

Sobre a economia, a educação e a segurança, também houveram destaques para o governador.

"É o estado que hoje mais emprega do Brasil, maior crescimento de PIB da história e o maior crescimento de PIB da pandemia. Mato Grosso do Sul, maior gerador hoje de investimentos privados de todo o Brasil. Na área de segurança pública, o terceiro estado mais seguro do Brasil, grandes investimentos na área de segurança e fortalecimento da estrutura. Educação hoje é integral em metade da rede estadual, universalização do saneamento em todas as 68 cidades que são concessionadas. E também com os 2 maiores programas sociais", comenta. 

Em relação ao futuro do Estado, Azambuja prevê um bom desenvolvimento para os próximos 10 anos.

"Uma grande projeção de crescimento forte para os próximos anos, com a rota bioceânica, rota com a revitalização da Malha Oeste, com a nova Ferroeste, com os portos, com uma nova logística que dá competitividade, acho que esse é o panorama baseado com o que nós entregamos", finaliza. 

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CASO MASTER

Quem supervisiona banco e tem dever de olhar o que está acontecendo é o BC, diz Haddad

O ex-ministro também disse que já tinha conhecimento desde o segundo semestre de 2024 sobre as irregularidades no Banco Master e que levou os fatos à PGR

06/06/2026 17h00

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT)

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) Divulgação

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O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse que já tinha conhecimento desde o segundo semestre de 2024 sobre as irregularidades no Banco Master e que levou os fatos à Procuradoria-Geral da República (PGR), mas reforçou que é papel do Banco Central (BC) supervisionar o sistema financeiro.

"Àquela altura, eu já tinha, pelo Tesouro Nacional, pela Febraban (Federação Brasileira das Associações de Bancos), a radiografia da fraude bancária que estava em curso no País. Lembrando que o Ministério da Fazenda não supervisiona banco. Quem supervisiona banco é o Banco Central. Quem tem o dever de olhar o que está acontecendo com o banco é o Banco Central. E a gestão do presidente indicado pelo Bolsonaro (Roberto Campos Neto) foi alertada inúmeras vezes", afirmou Haddad, em entrevista ao podcast 3 Irmãos, publicada neste sábado, 6.

Haddad disse que o presidente do BC, Gabriel Galípolo, também já sabia da fraude bancária quando assumiu o cargo, em janeiro de 2025. "Já tinha sido aberto, no último mês da gestão do Roberto Campos, uma espécie de processo administrativo contra o Banco Master", afirmou.

"No segundo semestre, ou mais particularmente no último trimestre de 2024, é que a coisa eclodiu com muita força. E aí, tudo o que foi feito foi levar o que estava acontecendo ao conhecimento do Procurador-Geral da República e da Polícia Federal, até que o cara (Daniel Vorcaro, dono do Master) terminou preso".

O ex-ministro da Fazenda afirmou ainda que foi procurado diversas vezes por terceiros para receber Daniel Vorcaro, mas garantiu que nunca se reuniu com o banqueiro. "Nunca recebi o Vorcaro, nunca recebi ninguém do Banco Master", disse.

Haddad também disse que a classificação, pelos EUA, do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas "é muitas vezes usada como cortina de fumaça para espantar o negócio do Banco Master".

Resolução

Fachin cria grupo de trabalho para rever 'penduricalhos' de juízes

Na última sessão do CNJ, em maio, o plenário aprovou proposta de Fachin que implementa um contracheque único para magistrados

06/06/2026 13h30

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF Foto: Gerson Oliveira

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O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, publicou uma portaria, nesta sexta-feira (5)  que cria um grupo de trabalho para discutir a remuneração dos magistrados brasileiros

A medida vem na esteira de iniciativas de Fachin para tentar enfrentar o tema dos "penduricalhos" dos salários de juízes. Esses extras permitem remuneração muito acima do teto constitucional e são fontes de críticas ao Poder Judiciário. Um levantamento do CNJ identificou a existência de mais de 500 registros de "penduricalhos", pagos com nomes distintos.

O objetivo do grupo de trabalho será "realizar estudos sobre propostas legislativas acerca da remuneração da magistratura e seus reflexos no aperfeiçoamento do sistema remuneratório do serviço público nacional".

Com isso, Fachin pretende "superar os obstáculos para a construção de um sistema remuneratório que atenda aos princípios republicanos de relevo para a questão" e apresentar uma "solução de longo prazo que gere uma disciplina remuneratória consentânea com os princípios constitucionais".

Pelos próximos seis meses, a comissão deverá analisar propostas voltadas à uniformização, padronização, transparência e previsibilidade das parcelas remuneratórias do Judiciário.

Na justificativa apresentada para a criação do grupo, Fachin destacou que o atual sistema de pagamentos, criado em 1998, tem problemas que vão da ausência de revisão anual até a falta de uniformidade nos diferentes tribunais.

Segundo ele, isso gerou um "cenário de desigualdades, insegurança jurídica, falta de publicidade e, o mais grave, utilização de subterfúgios conceituais dissociados da realidade"

O alvo são mecanismos utilizados por tribunais para ampliar remunerações acima do teto constitucional, prática que ganhou destaque em Mato Grosso do Sul após magistrados receberem salários superiores a R$ 200 mil em abril.

"Em outras palavras: utilização de verbas indenizatórias com efeitos de verbas remuneratórias objetivando superar a defasagem do teto remuneratório. Na esteira da má solução, o reconhecimento de passivos funcionais nem sempre devidamente amparados na adequada interpretação das normas previstas no ordenamento jurídico", escreveu o ministro.

Na última sessão do CNJ, em maio, o plenário aprovou proposta de Fachin que implementa um contracheque único para magistrados e magistradas de todos os tribunais do País.

O texto obriga os tribunais a adotarem uma nomenclatura padronizada para todas as rubricas remuneratórias e cria a Tabela Remuneratória Unificada (TRU).

O grupo de trabalho terá um comitê executivo composto pelos seguintes membros, definidos por Fachin:

- Francisco José Rodrigues de Oliveira Neto, Desembargador Auxiliar da Presidência do CNJ, coordenador

- Paula Fernanda de Souza Vasconcelos Navarro, Juíza Auxiliar da Presidência do CNJ, secretária;

- Clara da Mota Santos Pimenta Alves, secretária-geral do CNJ;

- Paulo Marcos de Farias, Secretário de Estratégia e Projetos do CNJ;

- Lizandro Garcia Gomes Filho, Juiz Auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça.

- Terá ainda representantes do Conselho Nacional do Ministério Público, da Defensoria Pública da União, do Conselho Superior da Defensoria Pública dos Estados, da Advocacia Pública da União, do Colégio Nacional de Procuradores-Gerais dos Estados e do Distrito Federal, da Câmara dos Deputados, do Senado, do Executivo e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Com informações de Estadão Conteúdo 

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