Política

Campo Grande

Relator vota por manter mandato de Adriane; pedido de vista adia julgamento no TRE-MS

Decisão sobre possível cassação da prefeita de Campo Grande é adiada após pedido de vista; relator rejeitou acusações de abuso de poder e compra de votos

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O julgamento da ação proposta pelo PDT e pelo Democracia Cristã, que pode cassar o diploma da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), e de sua vice, Camilla Nascimento de Oliveira (Avante), foi adiado para a próxima terça-feira (27).

O pedido foi feito pelo juiz eleitoral Márcio de Ávila Martins Filho, que ingressou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) por indicação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS).

Antes dele, o relator da ação, juiz Alexandre Antunes da Silva, não acolheu os pedidos feitos pelo PDT e Democracia Cristã, que acusam a chapa de Adriane de abuso do poder religioso e também de compra de votos.

“Quanto à captação ilícita de sufrágio, o magistrado que colheu as provas reconheceu sua existência, mas, tal qual este relator, não reconheceu participação direta ou indireta das recorridas, conforme exige a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral”, afirmou Alexandre Antunes da Silva.

Julgamento realizado virtualmente no TRE-MS

O relator ainda complementou: “Além da inexistência de prova robusta da participação com anuência das recorridas, o conjunto probatório não permite concluir que a alegada captação, feita por terceiros, tenha atingido o potencial de alterar a normalidade e legitimidade do pleito”, argumentou.

O Ministério Público Federal (MPF) não endossa a acusação de abuso do poder religioso, apenas a de compra de votos pela chapa de Adriane Lopes.

No processo, há documentos como comprovantes de Pix recebidos por pessoas que teriam participado de reuniões políticas em troca de um suposto voto em Adriane. O Pix foi pago por servidores do gabinete da prefeita à época, conforme a acusação.

O julgamento

Com o adiamento da sessão em uma semana, ainda restam votar no julgamento o desembargador Sérgio Martins, o juiz Vitor Oliveira Nielsen, o juiz Fernando Nardon Nielsen (indicado pela OAB), o juiz Carlos Alberto de Almeida e, se necessário, o presidente do TRE-MS, desembargador Carlos Eduardo Contar.

Em primeira instância, a decisão da magistrada foi similar à de Alexandre Antunes da Silva, que não reconheceu as acusações de abuso do poder religioso e de compra de votos.

Em caso de uma possível cassação da chapa de Adriane Lopes, o presidente da Câmara, Papy (PSDB), assume temporariamente, até a realização de eleições suplementares.

ELEIÇÕES 2026

Hoje é o início da luta do bem contra o mal que Bolsonaro começou em 2018, diz Flávio

Segundo ele, o brasileiro "não aguenta mais" corrupção, impostos altos e ver o seu poder de compra sendo corroído pela inflação

25/07/2026 21h00

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é candidato à Presidência da República no pleito deste ano

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é candidato à Presidência da República no pleito deste ano Carlos Moura/Agência Senado

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O pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse neste sábado, 25, durante convenção nacional do partido, em São Paulo, que hoje se inicia uma nova parte da luta do "bem contra o mal", que começou em 2018, ano em que seu pai foi eleito presidente.

"Isso aqui é muito mais do que uma convenção, é o início da luta mais importante das nossas vidas.Uma luta do bem contra o mal, que começou com Jair Bolsonaro em 2018. E que agora está nas nossas mãos. Uma luta de quem defende a família, contra aqueles que só defendem os seus próprios interesses, uma luta de quem defende o país", discursou Flávio.

Segundo ele, o brasileiro "não aguenta mais" corrupção, impostos altos e ver o seu poder de compra sendo corroído pela inflação. "Essa turma que a cada eleição promete sempre uma vida melhor e nunca entrega o que prometeu. Quem teve três oportunidades para fazer e não fez, não merece uma quarta oportunidade, porque é óbvio que não vai fazer de novo", disse.

O pré-candidato também destacou que sua eleição é a que pode garantir liberdade de imprensa e de uso das redes sociais, citando que o próximo governo poderá fazer mais quatro indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF). "Imaginem mais quatro Alexandre de Moraes, onde esse País vai parar?", questionou.

IMBRÓGLIO

Brasil nega visto a oficiais dos Estados Unidos que pretendiam questionar urnas eleitorais

As medidas ocorrem em meio a atritos diplomáticos entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos, envolvendo especialmente as tarifas impostas por Trump aos produtos brasileiros

25/07/2026 19h00

O Itamaraty negou os vistos de dois secretários americanos

O Itamaraty negou os vistos de dois secretários americanos Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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O Brasil negou o visto de dois oficiais dos Estados Unidos que pretendiam vir ao País para questionar o sistema eleitoral brasileiro após identificar tentativas do governo do presidente norte-americano, Donald Trump, de lançar desinformação sobre as eleições de outubro.

O governo de Donald Trump pretendia enviar dois oficiais norte-americanos ao Brasil para lançar dúvidas sobre a lisura e a integridade do sistema eleitoral brasileiro, de acordo com informações divulgadas pelo jornal americano The Washington Post na sexta-feira, 24.

Conforme o Estadão apurou, o Brasil já havia identificado a tentativa norte-americana antes da publicação. No dia 20 de julho, o governo brasileiro teve conhecimento da intenção após o Departamento de Estado norte-americano solicitar os vistos ao Consulado do Brasil em Washington.

Um sinal de alerta foi a reunião do senador Flávio Bolsonaro (RJ), candidato do PL à Presidência, com embaixadores, no dia seguinte. No encontro, o senador citou suspeitas já negadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre as urnas eletrônicas.

A visita iria ocorrer após o encontro de Flávio com embaixadores. Formalmente, o pedido dos Estados Unidos era para debater "liberdade de expressão relacionada às eleições". As autoridades brasileiras identificaram tentativa de tumultuar o processo eleitoral por meio da missão diplomática.

O Itamaraty confirmou ao Estadão que os vistos de Riley Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, secretário-assistente adjunto do Departamento de Estado, foram negados na sexta-feira, 24.

As medidas ocorrem em meio a atritos diplomáticos entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos, diante do tarifaço do presidente Donald Trump imposto aos produtos brasileiros e às ameaças do Brasil de retaliar com tarifas aos norte-americanos. No campo político, as iniciativas ocorrem na largada da campanha eleitoral, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta Flávio Bolsonaro.

'Esse país é nosso e ninguém aqui mete o bedelho', diz Lula

O governo brasileiro reagiu neste sábado, 25. "Ninguém, muito menos Trump vai se meter no processo eleitoral brasileiro", disse o ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, José Guimarães, ao Estadão.

Durante a convenção do PT que oficializou a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, Lula falou sobre tentativas de inferências nas eleições do Brasil, sem citar diretamente os Estados Unidos.

"Quem quiser de fora vir se meter nas eleições brasileiras, já vou avisando logo: vão apanhar muito aqui nas eleições", disse o presidente.

Lula reforçou que o destino do Brasil será decidido por 157 milhões de eleitores e que o Brasil é soberano e quer manter relações com todos os países sem guerra, mas com paz. "Esse país é nosso e ninguém aqui mete o bedelho".

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