Política

CPI DA PETROBRAS

Renan nega retardar instalação

Renan nega retardar instalação

FOLHAPRESS

07/05/2014 - 15h45
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Numa tentativa de negar que esteja adiando a instalação da CPI da Petrobras no Congresso, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) saiu hoje em defesa das investigações e da comissão de inquérito.

Renan disse que CPI "ajuda mesmo quando as coisas estão sendo investigadas por canais normais" e negou beneficiar o governo para retardar as investigações. "Ninguém está pensando em ganhar mais tempo ou perder tempo. O presidente tem que manter o equilíbrio", afirmou.  

  Renan Calheiros convocou sessão para a noite de hoje (Foto: Jane de Araújo)

O presidente do Senado convocou para a noite de hoje sessão do Congresso em que vai instalar a CPI mista (com deputados e senadores) da Petrobras, mas vai manter suspenso o início dos trabalhos até semana que vem. Desde que a oposição pediu abertura da CPI, no final de março, Renan é apontado como responsável por retardar as investigações -com sucessivas manobras que beneficiam o Palácio do Planalto.

O governo quer retardar o início das investigações até junho, quando o Congresso reduz o ritmo de trabalhos em razão da Copa do Mundo e só retorna à normalidade em novembro -após as eleições de outubro. O senador vai adotar com a CPI mista a mesma conduta seguida no Senado, onde há um pedido mais antigo de instalação de comissão de inquérito para investigar a estatal.

O presidente do Senado pretende rejeitar questionamentos do PT e da oposição para que a CPI investigue assuntos externos à Petrobras e irá pedir que a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) se manifeste sobre o tema -que tem reunião somente na semana que vem. O PT ainda promete apresentar outro questionamento contra a instalação da CPI mista, o que pode adiar ainda mais a sua instalação.

Renan sinalizou que deve negar o pedido dos petistas porque considera legítimo ao Congresso instalar CPIs. "Não cabe ao presidente dizer qual a CPI que vai funcionar", afirmou.

A oposição acusa Renan de agir para protelar as investigações, de acordo com os interesses do Planalto. O presidente do Senado diz que apenas cumpre as regras e prazos previstos no Legislativo. Os líderes dos partidos ainda terão até a semana que vem para indicar membros da comissão mista.

A oposição espera o apoio de partidos aliados do governo na Câmara dos Deputados para que a CPI mais ampla comece a funcionar na semana que vem. O PMDB, principal aliado do governo, é favorável à comissão mista. Se o "blocão" aderir, os oposicionistas terão o mínimo de 17 membros para dar início aos trabalhos da comissão de inquérito mista mesmo que o PT decida não indicar os seus membros.

CPI do Senado

O PT insiste na instalação de CPI exclusiva do Senado para investigar a Petrobras, o que abre caminho para que duas comissões de inquérito funcionem em ano eleitoral. O governo acredita que tem maior poder de controle dos trabalhos em uma comissão só do Senado.
DEM e PSDB retiraram as indicações dos senadores que vão participar da CPI do Senado numa tentativa de que apenas a mista seja instalada.

O prazo para as indicações dos membros para a comissão do Senado termina hoje. Aliados do Planalto reagiram à manobra e pediram que Renan indique os membros se a oposição não recuar.

Ontem, o governo indicou os integrantes da comissão de inquérito exclusiva do Senado. O PT defende que apenas a CPI do Senado investigue a estatal porque considera que tem maiores chances de controlar o andamento dos trabalhos da comissão.

Principal aliado do Planalto, o PMDB indicou o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) para presidir a CPI. Vital é presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e um dos fiéis aliados do governo. O PT escolheu o senador José Pimentel (PT-CE) para ser relator da comissão do Senado.

Eleições 2026

MS registra 87 denúncias de irregularidades eleitorais na véspera do 2º turno

Campo Grande lidera ranking estadual com 54 denúncias pela plataforma Pardal, do TSE; Segundo turno das eleições será neste domingo

24/10/2026 13h00

Denúncias foram feitas na plataforma Pardal, disponibilizada pelo TSE

Denúncias foram feitas na plataforma Pardal, disponibilizada pelo TSE Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

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Na véspera do segundo turno das Eleições 2026, que será realizada neste domingo (25), Mato Grosso do Sul contabiliza 87 denúncias de possíveis irregularidades eleitorais registradas por meio do aplicativo Pardal, sistema eletrônico criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para receber esse tipo de ocorrência.

Conforme levantamento realizado neste sábado (24), até o meio-dia, houve registro de ocorrências em 17 municípios do Estado.

Campo Grande lidera em número de denúncias, com 54 registros. Na sequência, aparecem os municípios Corumbá (8), Três Lagoas (4), Nova Andradina (3), Aquidauana (2), Glória de Dourados (2), Mundo Novo (2), Água Clara (1), Batayporã (1), Brasilândia (1), Chapadão do Sul (1), Dourados (1), Eldorado (1), Naviraí (1), Ponta Porã (1), São Gabriel do Oeste (1), Selvíria (1).

O principal tipo de ocorrência denunciada pelos eleitores é a propaganda eleitoral irregular na internet, com 20 denúncias, que corresponde a 22,47% dos casos. Em seguida, vêm propagandas irregulares em bens públicos, com 16 registros, e em rádio e televisão, com 10.

Há ainda registros de casos relacionados a adesivos em automóveis, distribuição de material gráfico, comícios e showmícios, outdoors e outdoors eletrônicos, envio de mensagens, distribuição de brindes, entre outros.

Denúncias foram feitas na plataforma Pardal, disponibilizada pelo TSE

As irregularidades na internet também foram as principais denúncias ocorridas no primeiro turno das eleições em Mato Grosso do Sul.

Conforme reportagem do Correio do Estado, a reta final da campanha também reduz as modalidades de propaganda ainda permitidas.

Segundo regras do TSE, o impulsionamento pago de propaganda eleitoral na internet e os comícios do segundo turno das eleiçoes terminaram na quinta-feira (22). Publicações orgânicas, sem impulsionamento pago, ainda podem ser feitas nas redes sociais, desde que respeitem as demais regras eleitorais.

Já a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão e a propaganda paga na imprensa escrita terminaram na sexta-feira (23). 

Neste sábado (24), entretanto, candidatos, partidos, federações e coligações ainda podem realizar algumas atividades. Até às 22 horas são permitidas a distribuição de material gráfico e a realização de caminhada, carreata ou passeata, acompanhadas ou não por carro de som ou minitrio.

Das denúncisa registradas, 73 já foram peticionadas no Processo Judicial Eletrônico (PJe). O balanço do TSE aponta ainda que 12 foram baixadas do sistema e três ainda estão em andamento.

Denúncia não significa irregularidade comprovada

O registro no Pardal, não significa que uma irregularidade tenha sido comprovada nem representa condenação de candidato, partido ou responsável citado na denúncia.

A plataforma é um canal para comunicar fatos que podem contrariar a legislação eleitoral e que ainda dependem da análise dos órgãos competentes.

O aplicativo foi regulamentado para as Eleições Gerais de 2026 pela Portaria nº 451 do TSE. 

A ferramenta permite o envio de informações sobre possíveis irregularidades na propaganda eleitoral aos Tribunais Regionais Eleitorais. O eleitor pode anexar fotografias, vídeos, áudios, links e outras informações capazes de auxiliar na apuração do fato denunciado. A identificação do denunciante é exigida para utilização da ferramenta, mas permanece sob sigilo.

O aplicativo continua disponível para o encaminhamento de denúncias nesta reta final. Dependendo da situação relatada, o próprio sistema também pode direcionar o cidadão para outros canais da Justiça Eleitoral e do Ministério Público Eleitoral.

A votação do segundo turno será realizada neste domingo, 24 de outubro, quando será escolhido o novo presidente, em disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Para o cargo de governador, em Mato Grosso do Sul a eleição foi decidida no primeiro turno, com a reeleição de Eduardo Riedel (PP), com 67,07% dos votos válidos.

Reta Final

Apoiadores de Lula tomam o Centro de Campo Grande e apostam em virada

Com bandeiraço, caminhada e palavras de ordem, jovens, famílias e lideranças políticas se reuniram na Praça Ary Coelho, na véspera do segundo turno, para defender a reeleição do presidente Lula.

24/10/2026 12h20

Apoiadores de Lula ocupam ruas do Centro de Campo Grande durante manifestação na véspera do segundo turno das eleições, neste sábado (24).

Apoiadores de Lula ocupam ruas do Centro de Campo Grande durante manifestação na véspera do segundo turno das eleições, neste sábado (24). Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado.

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Bandeiras vermelhas, buzinaço, palavras de ordem e manifestações de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marcaram a manhã deste sábado (24), no Centro de Campo Grande.

Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, apoiadores do petista se reuniram na Praça Ary Coelho e percorreram ruas da região central em uma mobilização que aposta na virada eleitoral contra Flávio Bolsonaro (PL), neste domingo (25).

O movimento reuniu principalmente jovens, famílias com crianças, trabalhadores e lideranças políticas de Mato Grosso do Sul.

Apoiadores de Lula ocupam ruas do Centro de Campo Grande durante manifestação na véspera do segundo turno das eleições, neste sábado (24).Com bandeiras e cartazes, manifestantes se reúnem no Centro de Campo Grande em apoio à reeleição do presidente Lula. Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado.

Em um ambiente pacífico e de convivência entre diferentes gerações, os participantes carregavam bandeiras, cartazes e faixas com reivindicações sociais, incluindo a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1.

A concentração começou por volta das 9h, nas proximidades do cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho.

Durante a manifestação, os apoiadores realizaram um bandeiraço e um buzinaço, enquanto motoristas que passavam pela região eram convidados a demonstrar apoio à candidatura petista.

Entre as palavras de ordem entoadas pelos manifestantes estavam "Sem anistia", "Olê, olê, olá, Lula, Lula" e "Ei, trabalhador, eu estou na rua pro seu filho estudar".

Também foram registrados gritos de "O estudante organizado é o terror da família Bolsonaro", em referência à participação de jovens na mobilização.

A caminhada passou pelas ruas 14 de Julho, Marechal Rondon e 13 de Maio, com retorno à Praça Ary Coelho. A manifestação integra as atividades de mobilização política realizadas no último dia de campanha antes da votação que definirá o próximo presidente da República.

Apoiadores de Lula ocupam ruas do Centro de Campo Grande durante manifestação na véspera do segundo turno das eleições, neste sábado (24).Manifestantes fazem bandeiraço e interagem com motoristas durante mobilização eleitoral no Centro de Campo Grande. Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado.

Lideranças apostam em virada e convocam eleitores

Presente na manifestação, o deputado estadual Pedro Kemp (PT), reeleito neste ano, destacou a participação da juventude e afirmou que o principal objetivo do movimento é incentivar o comparecimento às urnas, especialmente em Mato Grosso do Sul, que registrou a maior taxa de abstenção do país no primeiro turno.

"A nossa militância está muito motivada. A juventude, principalmente, veio com força para o nosso movimento, e a gente fez essa grande manifestação hoje para reunir trabalhadores, trabalhadoras, jovens e pessoas idosas, para incentivar todos a irem votar amanhã", afirmou.

Apoiadores de Lula ocupam ruas do Centro de Campo Grande durante manifestação na véspera do segundo turno das eleições, neste sábado (24).O deputado estadual Pedro Kemp (PT) participa de manifestação em apoio à reeleição de Lula, neste sábado (24), no Centro de Campo Grande, e destaca a importância da mobilização dos eleitores para o segundo turno. Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado.

O parlamentar também demonstrou preocupação com os eleitores que deixaram de votar no primeiro turno, realizado em 4 de outubro.

"Mato Grosso do Sul foi um estado onde a abstenção foi a maior no país. Nós queremos, então, fazer essa conclamação para todo mundo. Votar é importante, a participação de todos, principalmente das pessoas idosas e dos jovens de 16 e 17 anos, que não são obrigados a votar", acrescentou.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 483.210 eleitores sul-mato-grossenses não compareceram às urnas no primeiro turno, o equivalente a 23,87% do eleitorado.

O percentual colocou o Estado na primeira posição nacional em abstenção e reforça a preocupação das campanhas em mobilizar eleitores para a votação decisiva.

Sobre o resultado da eleição presidencial, Kemp afirmou acreditar em uma mudança no cenário eleitoral.

"A nossa expectativa é de vitória. Nós temos observado as últimas pesquisas dando uma tendência de virada. Então, a gente acredita que vai ser possível amanhã a gente chegar em primeiro lugar", declarou.

O deputado estadual eleito Tiago Botelho (PT) também participou da manifestação e avaliou que a mobilização representa uma demonstração de resistência política em Mato Grosso do Sul.

"A importância é mostrar que Campo Grande, Mato Grosso do Sul, tem resistência, tem luta e, acima de tudo, entende que o Brasil não pode ser governado por gente que tem relações com o PCC, com o crime organizado", afirmou o parlamentar eleito, ao fazer uma acusação contra o campo adversário.

Apoiadores de Lula ocupam ruas do Centro de Campo Grande durante manifestação na véspera do segundo turno das eleições, neste sábado (24).O deputado estadual eleito Thiago Botelho (PT) participa de manifestação em apoio à reeleição de Lula, neste sábado (24), no Centro de Campo Grande, e destaca a mobilização dos apoiadores na véspera do segundo turno. Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado.

Botelho ainda defendeu a continuidade de programas sociais federais e associou o resultado das eleições à manutenção de políticas públicas.

"A vitória do presidente Lula não é sobre a eleição apenas de um homem, é a defesa da democracia. É sobre a importância de políticas públicas como Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Pé-de-Meia continuarem existindo", declarou.

Para ele, a mobilização das últimas semanas poderá influenciar o resultado das urnas.

"A expectativa é de virada. Está no Brasil inteiro uma grande onda. As pesquisas vêm dando um empate técnico. Eu não tenho dúvida do poder de mobilização", acrescentou.

Fábio Trad critica governo estadual e defende oposição permanente

O ex-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul Fábio Trad (PT), que terminou a disputa estadual na segunda colocação, também participou da mobilização e demonstrou otimismo com a possibilidade de reeleição de Lula.

Trad afirmou que, em sua avaliação, os levantamentos eleitorais indicam uma mudança no comportamento do eleitorado brasileiro.

"No Brasil inteiro, e isso foi detectado pelo Datafolha, há um crescimento consistente da candidatura progressista, representada pelo presidente Lula, e uma estagnação da candidatura adversária. Ao mesmo tempo, aumentou a rejeição ao Flávio e diminuiu a rejeição ao presidente Lula, aumentando a aprovação do seu governo", declarou.

Apoiadores de Lula ocupam ruas do Centro de Campo Grande durante manifestação na véspera do segundo turno das eleições, neste sábado (24).Fábio Trad (PT), ex-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, participa de manifestação em apoio à reeleição de Lula, neste sábado (24), no Centro de Campo Grande. Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado.

"Então, numericamente, nós entendemos que já se formou uma onda, e a tendência é que, até amanhã, a gente vire o jogo e ganhe a Presidência do Brasil para mais um mandato do presidente Lula", acrescentou.

Ao comentar o cenário político estadual, Trad afirmou que pretende manter uma postura de oposição ao governo de Eduardo Riedel (PP) e defendeu uma fiscalização permanente por parte da bancada eleita para a Assembleia Legislativa.

"Espero que a bancada eleita na Assembleia, agora com quatro, faça uma oposição crítica, republicana, vigilante e permanente, porque Mato Grosso do Sul poderia estar em um patamar civilizatório comparável ao de Santa Catarina e ao de outros estados, com um IDH bem acima do nosso", afirmou.

Apoiadores de Lula ocupam ruas do Centro de Campo Grande durante manifestação na véspera do segundo turno das eleições, neste sábado (24).Manifestantes participam do ato em apoio a Lula, que reuniu lideranças políticas e apoiadores no Centro da Capital. Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado.

O petista também fez críticas à administração estadual, classificando o governo como "ruim" e "incompetente", e argumentou que a riqueza produzida em Mato Grosso do Sul deveria resultar em melhores indicadores sociais.

Jovens e famílias marcam presença na manifestação

A artista Sofe Minott, de 25 anos, também participou da mobilização e destacou o protagonismo da juventude e a união com os movimentos sindicais.

Para ela, a manifestação representa uma oportunidade de mobilizar trabalhadores e mostrar a diversidade política e social de Campo Grande.

“A gente vem para a rua para mostrar a força da juventude. Estamos no vira-voto para convencer a classe trabalhadora de que o bolsonarismo não é de direita, ele é de extrema direita”, afirmou.

Apoiadores de Lula ocupam ruas do Centro de Campo Grande durante manifestação na véspera do segundo turno das eleições, neste sábado (24).Jovens participam da manifestação com pinturas no rosto, bandeiras e palavras de ordem em apoio à candidatura de Lula. Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado.

“E a gente está aqui, não só a juventude, mas também os sindicatos, se unindo para mostrar a força da classe trabalhadora e mostrar que Campo Grande também não é só terra do agro, mas é terra de muita gente que trabalha, é a terra da juventude”, completou.

A participação expressiva de jovens foi um dos aspectos destacados pelos organizadores do ato. Entre os presentes estava o vereador Jean Ferreira (PT), que relacionou a mobilização à defesa da democracia e à continuidade das políticas públicas federais.

"Essa mobilização está acontecendo no Brasil inteiro, em defesa da eleição do nosso presidente Lula. E Campo Grande não podia ser diferente. Mato Grosso do Sul já elegeu duas vezes um governador do PT. Aqui também é terra de resistência pela democracia, pela liberdade de expressão e pela liberdade de imprensa", declarou.

Apoiadores de Lula ocupam ruas do Centro de Campo Grande durante manifestação na véspera do segundo turno das eleições, neste sábado (24).
O vereador Jean Ferreira (PT) participa de manifestação em apoio à reeleição de Lula, neste sábado (24), no Centro de Campo Grande, e destaca o protagonismo da juventude na mobilização eleitoral. Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado.
 

Jean também destacou o papel das novas gerações na disputa política e afirmou que os jovens têm se mobilizado em torno de temas como educação, saúde, meio ambiente e direitos sociais.

"A juventude entende que, para a gente conseguir continuar existindo e continuar tendo condições mínimas de existência, precisamos ter um meio ambiente saudável, precisamos ter políticas públicas de saúde, educação e garantir a emancipação do povo brasileiro", afirmou.

O parlamentar considera que a mobilização nas ruas e nas redes sociais poderá contribuir para uma mudança no resultado eleitoral.

"A expectativa é de virar. A gente está com a expectativa de virar, porque a esquerda não estava organizada e mobilizada como está agora neste segundo turno. Então, a gente está muito mais forte nas redes sociais agora e está conseguindo virar votos", disse.

O vereador Landmark Rios também reforçou a expectativa de vitória do presidente Lula e afirmou que o domingo representa o momento decisivo da disputa eleitoral.

Para ele, a manifestação deste sábado funciona como preparação para o que classificou como o "dia da virada".

Apoiadores de Lula ocupam ruas do Centro de Campo Grande durante manifestação na véspera do segundo turno das eleições, neste sábado (24).Manifestantes ocupam ruas do Centro de Campo Grande em ato de apoio a Lula, neste sábado (24), com participação do vereador Landmark Rios. Foto: Welyson Lucas/Correio do Estado.

Manifestantes defendem democracia e liberdade religiosa

Além das lideranças partidárias, o movimento reuniu eleitores que participaram do ato para defender pautas sociais e apresentar suas expectativas para o futuro do país.

O administrador de empresas e sacerdote de umbanda Anderson, de 47 anos, afirmou que sua presença estava relacionada à defesa da liberdade religiosa e do Estado laico.

"É de extrema importância. Pelo menos nós, aqui em Mato Grosso do Sul, temos visto que as religiões de matriz africana têm sido muito atacadas. E a gente sabe que, no governo do adversário, eles não admitem que a nossa fé seja professada", declarou, em crítica ao campo político adversário.

Apoiadores de Lula ocupam ruas do Centro de Campo Grande durante manifestação na véspera do segundo turno das eleições, neste sábado (24).O sacerdote de umbanda Anderson, de 47 anos, participou da manifestação em apoio a Lula, neste sábado (24), no Centro de Campo Grande, e destacou a defesa da liberdade religiosa e do Estado laico. Foto: Welyson Lucas/Correio do Estado.

Segundo Anderson, a participação de representantes de diferentes religiões demonstra a preocupação desses grupos com a preservação de direitos constitucionais.

"Na defesa do Estado Democrático de Direito, na defesa do Estado laico, nós estamos aqui, fazendo-nos presentes para defender as pautas em que acreditamos", acrescentou.

Já a técnica de enfermagem Tânia Rodrigues, de 61 anos, destacou a importância das políticas sociais e afirmou que participou da manifestação por acreditar na necessidade de ampliar as oportunidades para as famílias de baixa renda.

"Esse movimento, meu filho, traz para o povo a importância da democracia. A democracia é importante, e o presidente Lula traz isso para nós, sabe? Ele luta pela democracia, e eu estou aqui lutando pelos pobres, meu filho, por nós que somos pobres e precisamos de políticas que ajudem a população mais necessitada, como, por exemplo, o Bolsa Família", afirmou.

Natural de Bela Vista, município localizado na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, Tânia também falou sobre sua trajetória familiar e a importância da educação pública.

"Eu venho de uma família paraguaia. Sou de Bela Vista, na fronteira, sou fronteiriça. Minha família é paraguaia, mas eu nasci no Brasil, minha casa é no Brasil. Minha filha é da Universidade Federal daqui", relatou.

Para a técnica de enfermagem, a eleição representa a possibilidade de continuidade de políticas que considera fundamentais para a população mais vulnerável.

"Então, é por tudo isso que eu vejo que o Lula tem que ganhar dessa vez de novo. Sabe por que a gente precisa desse velhinho? Por tudo isso que ele é", concluiu.

Disputa presidencial chega ao último dia de campanha

A mobilização ocorre em meio a uma disputa presidencial acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro. Levantamento Datafolha divulgado na quinta-feira (22) apontou empate de 50% a 50% nos votos válidos, considerando os números arredondados.

O levantamento mostra um cenário de indefinição estatística, embora não permitam afirmar antecipadamente qual candidato vencerá a eleição.

Em Campo Grande, apoiadores de Flávio Bolsonaro também programaram uma mobilização para a tarde deste sábado, com concentração prevista na Cidade do Natal, na Avenida Afonso Pena.

Neste domingo (25), os eleitores de Mato Grosso do Sul voltarão às urnas para escolher o presidente da República. Como a disputa estadual foi encerrada no primeiro turno, com a reeleição de Eduardo Riedel, os sul-mato-grossenses votarão apenas para o cargo de presidente.

Para os manifestantes que estiveram na Praça Ary Coelho, a expectativa é de que a mobilização nas ruas se transforme em votos, em uma eleição marcada pela polarização política e pela disputa pelo apoio dos eleitores ainda indecisos.

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