Política

Eleições 2024

Resende recua e assume pré-candidatura a prefeitura de Dourados

Para Geraldo, debate "rasteiro", "apequenado" e "miúdo" de xingamento é repudiado pela população

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O deputado federal Geraldo Resende (PSDB-MS) assumiu sua pré-candidatura para a prefeitura de Dourados. A fala veio em resposta ao ataque recebido na manhã desta terça-feira (3), na Assembleia Legislativa de Campo Grande.

Ao lamentar que o debate tenha degringolado, sem mencionar nomes e se referindo ao episódio como "ataque" contou ao Correio do Estado que enquanto era hostilizado por parlamentares estava cumprindo agenda com a prefeita Adriane Lopes.

“Infelizmente o debate que eu estava propondo em alto nível veio para um que acredito que não é salutar. Nem para Dourados, nem para o Estado. Ou seja, usando espaços importantes. Tribuna do poder, do Legislativo do Estado, da Câmara tem que discutir os problemas de Dourados”, disse Resende.

Apesar de ter colocado oficialmente o nome à disposição, frisou que espera um alinhamento dentro do Ninho dos Tucanos. Acerca da desavença gerada em torno de sua declaração sobre os gestores anteriores do município, preferiu não comentar e afirmou que prefere entrar em discussões sobre problemas reais como saúde, educação, acabou assumindo seu nome como pré-candidato a prefeito de Dourados.

“Eu sou pré-candidato e não aceito nenhuma ‘podação’. Enfrentei os momentos mais críticos na construção da democracia. Acredito que a democracia e os debates internos, no partido e nas outras coisas que são aliançadas, no apoio do governo, eles vão fazer em Dourados”, pontuou Geraldo.

Além disso, Resende propôs um desafio a todos os deputados estaduais que o atacaram durante a sessão na ALEMS para que cada um aponte a população o trabalho que entregou ao município.

Tribuna

Na tribuna da ALEMS o deputado estadual Neno Razuk (PL), chegou a afirmar que Geraldo deveria passar por um exame de sanidade mental. "Ele está senil. O Geraldo tá caduco”, indicou.   

"Dedo podre"

Segundo, Geraldo Resende de maneira alguma pretendia diminuir todo o eleitorado de Dourados e seu intento foi de apontar que "parte" dele possui "dedo podre" e não sabe escolher um bom candidato para a prefeitura. O que acontece há vinte anos.

"Isso está comprovado porque há vinte anos temos administrações horrorosas em todos os sentidos. Não atende a nossa gente que deixa a nossa população insatisfeita na área de saúde, de educação, da área social, de infraestrutura", pontuou Resende.

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Bancada federal

Dagoberto empobrece quase R$ 2 milhões e Gordinho do Bolsonaro enriquece quase R$ 6 mi

Além de Nogueira, apenas ala petista ficou mais pobre durante mandato; veja

11/08/2026 18h45

Bancada federal de Mato Grosso do Sul tem oito deputados

Bancada federal de Mato Grosso do Sul tem oito deputados Foto: Reprodução

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Entre os oito deputados que compõem a atual bancada federal, apenas Dagoberto (PP) e a ala petista composta por Camila Jara e Vander Loubet perderam patrimônio durante o mandato, ao passo que o patrimônio de Rodolfo Nogueira (PL), conhecido como Gordinho do Bolsonaro, cresceu R$ 5,6 milhões nos últimos quatro anos, maior evolução patrimonial do período entre os eleitos.

Beto Pereira (Republicanos), Geraldo Resende (União Brasil), Luiz Ovando (PP) e Marcos Pollon (PL) todos declararam patrimônio maior à Justiça eleitoral em 2026.

Em 2022, Dagoberto declarou R$ 5,8 milhões em bens, patrimônio que caiu para R$ 3,94 mi em 2026, redução de 33% ao longo do mandato, maior perda patrimonial entre os eleitos.

Da mesma maneira que o candidato do Progressistas, a ala petista composta por Vander Loubet e Camila Jara também declarou estar mais pobre em 2026, redução expressivamente mais modesta se comparada a perda do deputado Progressista.

Candidato ao Senado no pleito deste ano, Loubet declarou 4,172 milhões há quatro anos, patrimônio que caiu para R$ 4,122 mi, redução de aproximadamente R$ 50 mil.

Em busca da reeleição, Camila Jara declarou R$ 260 mil em 2024, ano em que disputou a prefeitura de Campo Grande. Dois anos mais tarde, seu patrimônio encolheu 13% (R$ 226 mil).

Na contramão dos colegas, Beto Pereira, também candidato a prefeitura há dois anos, declarou R$ 4 milhões em 2026, patrimônio que cresceu 49%. Em 2024, declarou à Justiça cerca de R$ 2,7 mi em bens, patrimônio R$ 1,3 milhão maior no período. 

Com patrimônio pouco superior a R$ 800 mil em 2022, Dr. Luiz Ovando declarou R$ 1 milhão neste ano, evolução patrimonial de 25% em quatro anos. 

Mais ricos 

Conforme o portal de candidaturas da Justiça eleitoral, Geraldo Resende enriqueceu R$ 2,1 milhões em quatro anos, patrimônio que saiu de R$ 4,2 milhões em 2022 para R$ 6,3 milhões neste ano.  
 
Rodolfo Nogueira havia declarado à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 7,7 milhões há quatro anos. Para este pleito deste ano, o deputado federal da região de Dourados declarou um patrimônio de R$ 13,44 milhões, crescimento de 73%.

Nogueira, que também foi um deputado bem ativo na liberação de emendas parlamentares no Estado, indica que quase um terço de seu patrimônio está no banco: ele tem R$ 5,27 milhões na conta bancária, além de R$ 5,8 milhões em soja.

Marcos Pollon também declarou que ficou mais rico à Justiça Eleitoral. Há quatro anos, seu patrimônio era de R$ 1,24 milhão, agora, seus bens totalizam R$ 3,31 milhões, um aumento de 166,19%, ou em uma outra exemplificação, 2,66 mais do que tinha nas eleições passada. 

Dentre os candidatos do PL para estas eleições, além de Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon, Luana Ruiz, que é suplente de ambos, também concorre novamente. O patrimônio dela saltou de R$ 203,6 mil nas eleições passadas, para R$ 885 mil neste pleito. 

O maior patrimônio dentre os candidatos a deputado federal pelo Partido Liberal é de Rodolfo Nogueira. Os R$ 13,44 milhões dele superam os R$ 1,93 milhão de Edson Giroto, ex-secretário de Obras de André Puccinelli (MDB) e preso durante a Operação Lama Asfáltica da Polícia Federal, e os R$ 6,1 milhões da deputada estadual Mara Caseiro.

Candidato Patrimônio atual  2024 2022 Valor Bruto Percentual
Dagoberto  R$ 3.940.079,22   R$ 5.880.631,39 -R$ 1.940.552,17 -33,00%
Vander Loubet R$ 4.122.759,55   R$ 4.172.729,51 -R$ 49.969,96 -1,19%
Camila Jara  R$ 226.008,50 R$ 260.231,73 R$ 226.008,50 -R$ 34.223,23 -13%
Luiz Ovando  R$ 1.078.462,21   R$ 861.269,42 R$ 217.192,79 25,22%
Beto Pereira  R$ 4.057.310,41 R$ 2.711.315,47 R$ 1.161.242,85 R$ 1.345.994,94 49,64%
Marcos Pollon  R$ 3.315.218,31   R$ 1.245.430,12 R$ 2.069.788,19 166,19%
Geraldo Resende R$ 6.397.036,41   R$ 4.280.095,51 R$ 2.116.940,90 49,46%.
Rodolfo Nogueira  R$ 13.446.798,08   R$ 7.760.556,59 R$ 5.686.241,49 73,27%.

*Saiba 

Diferente dos demais, Camila Jara e Beto Pereira foram os únicos que disputaram eleições em 2024, ano utilizada como base para o cálculo. 

Capital Federal

Azambuja e Contar participam de encontro do PL em Brasília ao lado de Flávio Bolsonaro

À imprensa, Flávio destacou que a meta do partido é fazer frente a pautas como a redução da maioridade penal em casos de estupro, além de mexer na Constituição Federal

11/08/2026 14h45

Capitão Contar e Reinaldo Azambuja (ao fundo) durante entrevista de Flávio Bolsonaro

Capitão Contar e Reinaldo Azambuja (ao fundo) durante entrevista de Flávio Bolsonaro Foto: Divulgação

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Candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja e Capitão Contar compareceram ao evento "Senado forte, Brasil forte" nesta terça-feira (11), em Brasília, ação encabeçada pelo candidato à presidência Flávio Bolsonaro com intutuito de fortalecer o Partido Liberal (PL) nas eleições deste ano. 

À imprensa, Flávio destacou que a meta do partido é fazer frente a pautas como a redução da maioridade penal em casos de estupro, além de mexer na Constituição Federal (CF). 

"Não tenho dúvida nenhuma de que o Senado, a partir de 2027, essa renovação de 2/3 que teremos nessas eleições, vai ser um Senado ainda mais centro-direita, eu vou precisar muito dos senadores que estão aqui para mexer na Constituição Federal,", disse Flávio. 

Na mesma linha, Bolsonaro disse que os criminosos irão "mofar na cadeia".  "Vão ter que trabalhar na cadeia para ter que restituir financeiramente suas vítimas, (...) os criminosos violentos, àqueles criminosos por corrupção, todos vão ter que ficar presos, maior parte da pena a que foram condenados vão ter que trabalhar dentro do presídio para pagar a sua estadia e indenizar as suas vítimas", destacou.

Por fim, o senador destacou que outra meta será classificar organizações crimnimosas (PCC e Comando Vermelho), além de mílicias como organizações terroristas. 

"Preciso muito dos senadores e deputados, vamos ter que mexer na legislação penal para classificar PCC e Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas, a partir de janeiro do ano que vem eu vou declarar guerra aos narcoterroristas, vou precisar muito do Congresso Nacional para podr libertar a população que hoje vive sob o poder paralelo deles.", finalizou o senador. 

De modo geral, a prioridade tanto do PL, quanto do campo direitista é eleger grande maioria no Senado, ação que possibilitaria maior poder de voto e barganha aos senadores.  O partido tem como meta eleger cerca de 30 senadores em 2026. 

Nesta semana, a família Bolsonaro e parlamentares da direita abertamente afirmam que a estratégia é ampliar o número de senadores, já que é o Senado que avalia os pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.


 

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