Política

.ELEIÇÕES 2022

Rose Modesto afirma que saiu do PSDB por ter sido preterida pelo partido nas eleições de 2020

Candidata relatou que seus ideais se distanciaram dos da legenda quando ainda era vice de Reinaldo

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Em entrevista ao Correio do Estado, na tarde desta terça-feira (20), a candidata ao governo de Mato Grosso do Sul pelo União Brasil, Rose Modesto, afirmou que a sua saída do PSDB se deu por não encontrar apoio dentro da sigla. 

Rose foi a quinta participante da rodada de entrevistas promovida pelo Correio do Estado neste mês. Durante os 25 minutos que teve disponível para falar, a candidata afirmou que começou a se distanciar dos ideais tucanos ainda quando era vice de Reinaldo Azambuja, em seu primeiro mandato. 

““Fomos candidatos com uma pauta de valorização do servidor público, para abaixar os impostos no Estado e, infelizmente, isso não aconteceu durante o mandato. Ali eu vi que era difícil defender as mesmas bandeiras que o partido porque eu não acreditava que era o melhor para o Estado”, afirmou. 

A candidata ainda lembrou que em 2020 percebeu que também não tinha mais apoio interno na legenda e, segundo ela, sua candidatura para concorrer à prefeitura de Campo Grande em 2020 teria sido preterida quando o partido apoiou Marquinhos Trad (PSD). 

“Em 2020, quando tinha chances de ser prefeita, fui preterida pelo partido. E no mesmo ano, percebi que o PSDB já tinha uma escolha para 2022, então, vi que não tinha mais espaço para mim e fui para o União Brasil, que é um espaço em que posso defender o que eu acredito”, concluiu. 

PROPOSTAS

Ainda durante a entrevista, a candidata teve oportunidade de expor um pouco das suas propostas para educação, economia e escoamento da produção rural, bem como para saúde e geração de renda. 

Rose afirmou que em seu primeiro ano de mandato pretende investir, especialmente, na estrutura física para escoamento da produção rural. De acordo com ela, dar meios para que os produtores tenham como mandar seus produtos para outros lugares é uma forma de valorizar a agroindústria. 

“Temos que trabalhar com a produção modal. Investir em ferrovias para aumentar o escoamento por essa via e recuperação da malha ferroviária. Também precisamos destravar recursos em Brasília e fazer o porto seco de Campo Grande funcionar”, detalhou. 

A candidata ainda lembrou que como professora de formação e atuação, ela também irá investir nas escolas estaduais e na educação na sua totalidade. A candidata do União Brasil, ainda afirmou que irá equiparar o salário dos professores convocados e concursados da Rede Estadual de Ensino (REE).

“Precisamos tornar a escola mais atrativa para os alunos e investir na qualificação dos profissionais para melhorar a educação. Não é só gastar, mas é como gastar o dinheiro que faz a diferença”, apontou. 

Outro ponto de destaque da sabatina foi o momento em que Rose afirmou que como governadora pretende investir cerca de R$ 1 bilhão em assistência social para fazer com que as famílias beneficiadas por programas governamentais possam receber até R$600,00. 

A candidata ainda pretende criar linha de crédito social para gerar emprego e renda a partir do setor de serviços.

“O MS é um  dos estados que mais geram empregos, mas a maior parte da mão-de-obra vem de fora. Então, precisamos qualificar os profissionais locais e trazer cursos técnicos conforme a região e a vocação da pessoa”, apontou. 

ENTREVISTAS

Conduzida pela jornalista Laureane Schimidt, a sabatina dura cerca de 40 minutos, com transmissão para aproximadamente 670 mil internautas, pelas mídias sociais Facebook (Correio do Estado), Instagram (@correioestado) e YouTube (www.youtube.com/CorreioEstado).

 Após Rose Modesto, a próxima entrevista - no dia 21 de setembro - é a vez de Marquinhos Trad, concorrente do PSD. No dia 22, o Correio do Estado  encerra a série de entrevistas com Eduardo Riedel, o candidato do PSDB.

Vale ressaltar qe as entrevistas de Adonis Marcos (08/09), Capitão Contar (13), Giselle Marques (15), e André Puccinelli (16) já foram veiculadas.

Real Time Big Data

Flávio tem 52% dos votos válidos e Lula, 48%, em empate técnico

Este foi o primeiro levantamento divulgado pelo instituto depois da realização do primeiro turno

20/10/2026 08h33

No levantamento divulgado em 1º de outubro, antes do primeiro turno, Flávio tinha 51% dos votos válidos e Lula, 49%

No levantamento divulgado em 1º de outubro, antes do primeiro turno, Flávio tinha 51% dos votos válidos e Lula, 49%

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 52% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48%, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira, 20. Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.

No levantamento divulgado em 1º de outubro, antes do primeiro turno, Flávio tinha 51% dos votos válidos e Lula, 49%. O cálculo exclui votos brancos, nulos e entrevistados que não sabem ou não responderam.

Considerando os votos totais, Flávio oscilou de 46% para 48%, enquanto Lula permaneceu com 45%. A diferença numérica entre os candidatos passou de um para três pontos porcentuais. Os que pretendem votar em branco ou anular permaneceram em 5%, e os que não sabem ou não responderam passaram de 4% para 2%.

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Flávio registra 47% e Lula, 44%. Brancos e nulos somam 5%, enquanto 4% não sabem ou não responderam.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro recebeu 56.104.503 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos. Lula obteve 53.879.538 votos, correspondentes a 45,16%, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Regiões

Lula aparece numericamente à frente no Nordeste, com 62% dos votos totais, contra 31% de Flávio. O senador registra 53% no Sudeste, ante 40% do presidente; 62% no Sul, contra 28%; 50% no Norte, ante 45%; e 60% no Centro-Oeste, contra 30%.

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores por telefone, com entrevistadores humanos, entre 15 e 19 de outubro. A margem de erro geral é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02952/2026.

FINANCIAMENTO ELEITORAL

Verba pública financia 93% das campanhas de deputados eleitos

Os oito vencedores de MS declararam R$ 14,83 milhões em despesas, com o gasto por voto variando de R$ 8,53 a R$ 49,24

20/10/2026 08h05

O deputado federal sul-mato-grossense Marcos Pollon

O deputado federal sul-mato-grossense Marcos Pollon Foto: Runo Spada/Câmara dos Deputados

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Os partidos políticos sustentaram a maior parte da arrecadação das campanhas dos oito deputados federais eleitos por Mato Grosso do Sul. 

Dos R$ 18,9 milhões em receitas declaradas, aproximadamente R$ 17,58 milhões vieram das legendas, o equivalente a 93% do total, conforme levantamento feito pelo Correio do Estado com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

As candidaturas declararam aproximadamente R$ 14,83 milhões em despesas. A arrecadação corresponde aos recursos recebidos pelas campanhas, enquanto as despesas representam os gastos informados à Justiça Eleitoral.

Entre as fontes utilizadas pelas legendas estão o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, e o Fundo Partidário, ambos abastecidos com dinheiro público.

Os partidos também podem transferir recursos privados arrecadados, o que exige identificar a origem dos repasses para determinar quanto veio efetivamente dos cofres públicos.

Para o cientista político Tércio Albuquerque, o peso do financiamento público aumenta a dependência dos candidatos em relação às direções partidárias.

Na avaliação dele, a distribuição dos recursos considera o potencial de eleição dos concorrentes, uma vez que o desempenho nas urnas beneficia também a legenda.

“Como o financiamento primordialmente é público, cria-se uma dependência”, afirmou, avaliando que o controle sobre a distribuição do dinheiro permite às direções partidárias direcionar os recursos conforme seus

interesses eleitorais.
O professor de Ciências Sociais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) Daniel Miranda concorda que essa dependência aumenta, mas destaca que seus efeitos aparecem principalmente durante os mandatos.

De acordo com o docente, a disciplina partidária no Congresso Nacional, caracterizada pelo acompanhamento das orientações dos líderes pelas bancadas, está parcialmente relacionada ao controle dos recursos de campanha.

“Essa disciplina é, parcialmente, fruto de negociações, mas também da capacidade dos diretórios nacionais e regionais de decidirem quanto recurso vai para cada campanha”, explicou.

O deputado federal sul-mato-grossense Marcos Pollon

DISTRIBUIÇÃO

Sobre a divisão interna do dinheiro, Tércio destaca as exigências legais de destinação de recursos para cotas. Fora dessas obrigações, afirma que pesam a força política dos candidatos e suas chances de conquistar uma cadeira, favorecendo aqueles que disputam sucessivas reeleições.

“Sempre são destinados em maiores volumes aos candidatos que estão em reeleições reiteradas com maior chance de eleger-se”, avaliou.

Daniel Miranda observa que os partidos têm autonomia para distribuir os recursos e que, mesmo dentro das cotas, há espaço para decidir quanto cada candidatura receberá. Como exemplo, cita a possibilidade de distribuir valores diferentes entre candidatas contempladas pelos recursos destinados às mulheres.

Na avaliação do professor, quem já exerce mandato costuma ter vantagem também pela influência sobre as estruturas responsáveis pelas decisões.

“Mandatários geralmente têm prioridade, não só por terem mandato, mas porque geralmente ocupam ou controlam diretórios, que decidem como o dinheiro vai ser distribuído”, afirmou.

Os dados ainda são parciais e podem ser atualizados. O prazo para apresentação das contas finais dos candidatos que disputaram somente o primeiro turno termina no dia 3 de novembro.

 

Deputados federais

Deputado                       Arrecadado    FEFC    F. Partidário    Privado    % público
Marcos Pollon (PL)           2,50 mi    1,50 mi    1,00 mi             2 mil            100%
Camila Jara (PT)                2,83 mi    2,81 mi       –                   10 mil           100%
Isa Marcondes (Rep.)         1,82 mi    1,72 mi    85 mil              17 mil           99%
Rose Modesto (União)       3,05 mi    1,50 mi    1,49 mi            60 mil           98%
Beto Pereira (Rep.)            1,99 mi    1,71 mi    80 mil             203 mil           90%
Dagoberto Nogueira (PP)  2,98 mi    2,60 mi        –                  378 mil           87%
Mara Caseiro (PL)             1,78 mi    1,50 mi        –                  276 mil           84%
Rodolfo Nogueira (PL)      1,87 mi    1,50 mi        –                  375 mil           80%

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