Política

CAMPO GRANDE

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Rose Modesto confirma pré-candidatura em busca da Prefeitura da Capital

Rose afirma também que, a pedido da equipo do Governo e de governadores do Centro-Oeste, permanecerá um período ainda na Superintendência, pelo menos "até o final de abril"

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Após reunião com União Brasil, ao Correio do Estado, Rose Modesto confirmou que o partido já decidiu seu nome como pré-candidata na disputa da corrida pelo Executivo de Campo Grande. 

Atualmente ela chefia a Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e, diante do acordo em videoconferência com a Executiva Nacional do partido ela deixará posteriormente o cargo para concorrer ao pleito. 

"A partir de agora eu vou buscar dialogar com os partidos, lógico, a gente respeita os partidos que têm pré-candidatura, o MDB, o PT, o PP, mas mesmo assim eu vou dialogar com todos, até porque o registro de candidatura é só em julho e até lá eu vou buscando as alianças", confirmou. 

Ainda, Rose confirma que, a pedido da equipo do Governo e de governadores do Centro-Oeste, ela permanecerá um período ainda na Superintendência, pelo menos "até o final de abril, começo de meio", cita. 

"A data para se compatibilizar, no meu caso, é 4 de junho, mas nós vamos ficar um período a mais... e vamos sair antes também, ficam uns dias mais, mas sai antes", complementa ela. 

Caminho das pedras

Considerada "terceira via" na disputa da prefeitura de Campo Grande, que ao lado de Dourados figuram como os maiores colégios eleitorais de Mato Grosso do Sul - como adiantado pelo Correio do Estado - a disputa que estava entre a atual prefeita Adriane Lopes (PP) e o deputado federal Beto Pereira (PSDB-MS), agora ganhou a incômoda presença da ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil).  

Além disso, Rose terá pela frente as popularidades do atual governador Eduardo Riedel e do ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PSDB, trabalhando pela pré-candidatura de Beto Pereira.

Do outro lado, a titular da Sudeco ainda terá de driblar a popularidade da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que foi a mais votada nas eleições gerais de 2022, com 829.149 votos, ou seja, 60% dos votos válidos, e a influência da parlamentar junto aos bolsonaristas da Capital.

Ao seu favor, Rose Modesto tem a baixa rejeição em Campo Grande e o fato de ter mais “chão” nos bairros da periferia da Capital, onde está a maioria dos eleitores campo-grandense, do que os dois adversários – Adriane Lopes e Beto Pereira.

 

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Política

Milei oferece colaboração a Musk no conflito com o STF no Brasil

Não foram dados detalhes de como seria essa colaboração ofertada pelo presidente ultraliberal

12/04/2024 21h00

Reprodução: Javier Milei via X

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Em meio ao debate crescente no Brasil entre Elon Musk, o STF (Supremo Tribunal Federal) e o governo Lula (PT), o presidente da Argentina, Javier Milei, encontrou-se com o bilionário no Texas nesta sexta-feira (12), na fábrica da montadora de carros elétricos Tesla.

O governo argentino afirma que, entre uma lista de outros temas abordados, o contexto brasileiro foi mencionado. Milei "ofereceu colaboração neste conflito entre a rede social X no Brasil e o marco do conflito judicial e político no país", disse a assessoria do argentino.

Não foram dados detalhes de como seria essa colaboração ofertada pelo presidente ultraliberal, que no decorrer da última semana fez um giro pelos Estados Unidos, onde se encontrou com empresários e com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e deu entrevistas.

Dias antes, a chanceler de Milei, Diana Mondino, escreveu no X que a Argentina sempre manteria suas embaixadas abertas para "dar refúgio a todos que são perseguidos por compartilhar valores de liberdade".

A economista não disse a que se referia, ainda que a publicação tenha sido feita no mesmo momento em que cresciam os debates no Brasil e quando Musk disse que os funcionários do X eram perseguidos. A Folha a questionou em entrevista feita na tarde desta quinta (11).

Mondino respondeu que sua publicação era genérica. No entanto, também opinou sobre o cenário brasileiro. Ela é uma das ministras mais importantes do governo Milei.

"O que penso sobre Elon Musk e o Brasil? Eu desconheço os antecedentes legais que possa haver. Apenas tive a versão que se vê no Twitter [antigo nome do X] e, na verdade, me pareceria terrível se fosse verdade que estão cerceando a capacidade de expressão das pessoas."

Buenos Aires também comunicou que no encontro o dono do X (antigo Twitter) e Milei acordaram que vão realizar "muito em breve" um grande evento na Argentina para "fomentar as ideias da liberdade".

Entre outros temas, Musk teria abordado suas ideias sobre como fomentar as taxas de natalidade ao redor do mundo, "enfatizando que o decrescimento das populações pode ser o fim da nossa civilização".

Ao compartilhar a foto, Musk escreveu na legenda: "Rumo a um futuro emocionante e inspirador!". Ele e Milei por inúmeras vezes já trocaram afagos. Também um vídeo do encontro com trilha sonora foi divulgado.

Milei esteve acompanhado de uma pequena comitiva. Entre os membros, sua irmã Karina, secretária-geral da Presidência, e o rabino Axel Wahnish, conhecido como uma espécie de "guru" de Milei e que o presidente quer colocar na embaixada do país em Israel.

Musk embarcou na onda de figuras bolsonaristas e atualmente trava uma disputa com o ministro do STF Alexandre de Moraes, a quem tem chamado de ditador. Moraes, por sua vez, determinou a investigação de Musk, que ameaçou liberar contas bloqueadas na Justiça por fake news.

Na quarta-feira (10), Lula disse que Musk nunca produziu "um pé de capim no Brasil" e defendeu o STF. No dia anterior, o presidente brasileiro havia dito que bilionários do mundo precisam aprender a preservar a floresta, fazendo uma referência indireta ao dono do X.

Moraes incluiu Musk no inquérito que apura a existência de milícias digitais antidemocráticas e seu financiamento.
Apesar de se definir como um "absolutista da liberdade de expressão" e ter protestado contra o que definiu como "tanta censura" de Moraes, Musk tem cumprido, sem reclamar, ordens de remoção de conteúdo vindas dos governos da Índia e da Turquia, como mostrou a Folha de S.Paulo.

Política

Lula elogia irmãos Batista na JBS e diz que, se pudesse, faria decreto para prender quem mentir

Presidente esteve em Campo Grande nesta manhã para acompanhar o primeiro embarque de carne para a China a partir de uma das fábricas da JBS na Capital

12/04/2024 20h00

Marcelo Victor/Correio do Estado

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O presidente Lula (PT) visitou uma indústria de processamento de carne da JBS nesta sexta-feira (12), fez afagos aos empresários e irmãos Joesley e Wesley Batista e afirmou em que o Brasil não pode viver subordinado a mentira, maldade e intriga.

A visita aconteceu em uma unidade da empresa em Campo Grande (MS), onde o presidente acompanhou o primeiro embarque de carne para a China a partir de uma das fábricas da JBS que foram habilitadas para exportar ao país asiático. Ele foi recebido por Wesley e Joesley e pelo patriarca da família, José Batista Sobrinho, o Zé Mineiro.

Em discurso para uma plateia de cerca de 3.000 pessoas, Lula fez acenos à China, ao agronegócio e disse que o país precisa de tranquilidade e verdade para avançar política e economicamente.

"Eu, se pudesse, ia fazer um decreto, 'é proibido mentir. Quem mentir, quem mentir vai ser preso'. Porque a gente não pode viver subordinado a mentira, a gente não pode viver subordinado a maldade, a gente não pode viver subordinado a intriga", afirmou.

Ao cumprimentar as autoridades presentes, Lula elogiou o empresário Zé Mineiro, fundador da JBS, e disse que fica "sempre muito orgulhoso quando alguém consegue vencer na vida". Na sequência, afirmou que o patriarca criou uma família predestinada a ter sucesso.

"Ele criou uma família, que é uma família que todas elas estão predestinadas a ter sucesso, e eu quero cumprimentar o Joesley, o Wesley aqui, que são os herdeiros primeiros deles, responsáveis por que essa empresa se transformasse na maior empresa produtora de proteína animal do mundo", disse.

Depois, ao citar projeções de crescimento para a indústria automobilística no país, o presidente brincou com o empresário: "Até você vai poder comprar carro novo, Joesley."

Lula destacou ainda que os chineses fizeram vistoria naquele frigorífico em 2018, no governo Michel Temer (MDB), mas na época as exportações não foram autorizadas. E lembrou que naquele ano estava na cadeia: "Eu estava preso na Polícia Federal, eu estava preso por conta da maior mentira já contada nesse país, que a história se encarregará de provar."

Também disse que ser preciso construir um Brasil sem fake news, da mentira e acusações. Sem citar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), destacou que "as pessoas precisam saber que quem é eleito presidente da República não tem o direito de falar bobagem."

O evento foi mais um ato da reaparição dos irmãos Batista no centro da vida empresarial e política do país. Ambos estavam afastados do conselho de administração da JBS desde maio de 2017, quando renunciaram aos cargos por pressão do mercado em meio a investigações da Operação Lava Jato.

Ambos firmaram um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República, validado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 2017. 

Na época, Joesley disse em depoimento ter depositado aproximadamente US$ 150 milhões em contas no exterior, a pedido do ex-ministro petista Guido Mantega. Essas contas teriam sido usadas em benefício de Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff, ambos do PT, e foi gasto, segundo ele, "tudo em campanha".

Ele não afirmou ter tratado desse assunto diretamente com Lula ou com Dilma, apenas com Mantega, e disse que inicialmente nem sabia que o dinheiro tinha alguma vinculação com os dois. As defesas de Lula e Dilma sempre afirmaram que eles jamais solicitaram pagamentos ilegais.

Em março deste ano, os nomes de Wesley e Joesley foram apresentados para retornar ao conselho da empresa. No ano passado, os dois integraram comitiva do presidente Lula em viagem à China.

Uma estrutura para 3.000 pessoas foi montada na fábrica para receber o presidente. Do lado de fora, trabalhadores da indústria estenderam faixas em duas carretas com a frase "primeiro embarque para a China. Novos mercados".

Ao todo, 38 fábricas brasileiras foram habilitadas para exportação, incluindo 24 de processamento de bovinos, 8 de frangos, uma de termoprocessamento e cinco entrepostos, segundo o Ministério da Agricultura.

O evento também teve a participação do governador Eduardo Riedel (PSDB), que em 2022 apoiou Jair Bolsonaro para a presidência desde o primeiro turno. Em discurso nesta sexta-feira, ele elogiou o presidente Lula.

"O presidente sempre foi um homem que respeita as diferenças, que em momento algum colocou oposição política acima da relação federativa da União com o Mato Grosso do Sul, e aqui no nosso estado não haverá nunca qualquer tipo de discussão que ponha a democracia em segundo plano", disse.

A visita a Mato Grosso do Sul marca uma ofensiva de Lula para retomar pontes com o agronegócio. O setor está mais ligado ideologicamente ao ex-presidente Bolsonaro e a maioria de seus representantes no Congresso faz oposição à gestão petista.

Desde que assumiu a Presidência para seu terceiro mandato, Lula tem dado sinais trocados em relação ao agronegócio. De um lado, evitou referendar pautas de interesse do setor, como a lei aprovada pelo Congresso que instituída um marco temporal para demarcação de terras indígenas.

A tese do marco, defendida pela FPA (Frente Parlamentar Agropecuária), determina que as terras indígenas devem se restringir à área ocupada pelos povos na data da promulgação da Constituição Federal de 1988

Por outro lado, Lula lançou no ano passado aquele que foi considerado Plano Safra da história, com liberação de até R$ 430 bilhões em crédito para o período entre 2023 e 2024.

Esta foi a primeira vez que o presidente faz uma visita oficial a um dos três estados do Centro-oeste no atual mandato. Com a economia ancorada no agronegócio, a região deu ampla maioria a Bolsonaro nas últimas duas eleições presidenciais.

Em junho do ano passado, o presidente participou de uma feira agropecuária em Luís Eduardo Magalhães (BA), ocasião em que defendeu uma conciliação entre pequenos e grandes agricultores e incentivou que os brasileiros joguem o "ódio na lata do lixo".
 

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