Política

LAVA-JATO

Secretário-executivo do Trabalho é alvo de mandado de prisão

Secretário-executivo do Trabalho é alvo de mandado de prisão

Agência Brasil

30/05/2018 - 22h00
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O atual secretário-executivo do Ministério do Trabalho, Leonardo José Arantes, segundo na hierarquia da pasta, está na lista dos que tiveram mandados de prisão expedidos no âmbito da Operação Registro Espúrio. Ele só não foi preso hoje pela Polícia Federal (PF) porque está na Inglaterra, em viagem de trabalho, como informou em sua página nas redes sociais. "Como secretário-executivo do MTb, acompanhado do chefe da Assessoria Especial de Controle Interno, em momento de network do evento Fintech World Forum 2018", postou. No final da tarde, o secretário retirou a postagem. Deixou só a localização: "Em Londres".

Além de ter sido promovido à Secretaria-Executiva, Leonardo - que é sobrinho do deputado federal Jovair Arantes (PTB-GO), também alvo da operação da PF -, foi nomeado em 22 de março pelo ministro do Trabalho, Helton Yomura, para representá-lo no Conselho Curador do FGTS. Como o ministro do Trabalho é quem preside as reuniões do conselho, o jovem Leonardo assumiu esta função em reunião realizada pelo Conselho Curador em 27 de março. Ele aparece na ata como "ministro do Trabalho-substituto."

O conselho curador reúne-se a cada dois meses para determinar os critérios e examinar a aplicação dos recursos do FGTS. Em 15 de maio, Leonardo Arantes postou nas redes sua foto presidindo outra reunião do conselho. Antes de ser o substituto do ministro do Trabalho, Leonardo Arantes ocupou a Secretaria de Políticas Públicas de Emprego. Ele está à frente dos projetos do ministério que oferecem serviços para o trabalhador via web e celular. Arantes também é conselheiro do Sesc, como relata em seu perfil.

 A Polícia Federal informou que a Operação Registro Espúrio foi deflagrada há um ano, a partir de denúncia sobre concessão de falsos registros sindicais. Segundo a PF, foi descoberto um “amplo esquema de corrupção dentro da Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério do Trabalho, com suspeita de envolvimento de servidores públicos, lobistas, advogados, dirigentes de centrais sindicais e parlamentares”. São apurados os supostos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro.

Com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF cumpriu nesta quarta-feira (30) mandados de busca e apreensão nos gabinetes na Câmara de Jovair Arantes, Wilson Filho (PTB-PB) e Paulo Pereira da Silva (SD-SP). As sedes dos partidos PTB, presidido pelo ex-deputado Roberto Jefferson, e Solidariedade, bem como da Força Sindical, também foram alvos de busca. Todos os deputados e a central sindical negaram ter envolvimento com as irregularidades.

Foram expedidos oito mandados de prisão preventiva e 15 mandados de prisão temporária, além de outras medidas cautelares. Os nomes foram mantidos sob sigilo. Os mandados são cumpridos no Distrito Federal e nos seguintes estados: São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais.

Ministério do Trabalho

O Ministério do Trabalho informou em nota que acompanha e colabora com as ações da PF. “Atuamos com o máximo de transparência no sentido de esclarecer definitivamente fatos ora imputados a agentes públicos e em sintonia absoluta com as autoridades". A pasta disse ainda que, apuradas as responsabilidades, “dentro do tempo próprio da nossa Justiça” e com garantia de amplo direito de defesa, aplicará aos servidores as penalidades previstas em lei.

"Companheiro"

Brasil ampliará parcerias com EUA sem abrir mão da soberania, diz Lula

Presidente se manifestou pelo X e Instagram neste sábado (9)

09/05/2026 17h30

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Em novas postagens nas redes sociais neste sábado (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ampliação de parcerias com os Estados Unidos e também ações de combate ao crime organizado.  

No microblog X, Lula enfatizou a importância da reunião para os dois países, da última quinta-feira (7), com o presidente Donald Trump.

Representantes das equipes dos dois governos estiveram presentes na ocasião.

"Vamos seguir em tratativas para ampliar nossas parcerias, fortalecendo sempre o caminho do diálogo sem abrir mão de nossa soberania", destacou Lula.

Ainda na postagem do X, Lula enfatizou as discussões sobre o comércio bilateral, negociações tarifárias, a cooperação no combate ao crime organizado e minerais críticos. "Eu saio muito satisfeito da reunião", disse em coletiva na ocasião. 

"Acho que o Presidente Trump também ficou otimista e eu espero que as coisas comecem a avançar".

"Estão convidados"

Já no Instagram, também neste sábado, Lula destacou que um tema debatido com Trump foi o combate ao crime organizado. "Temos uma extraordinária Polícia Federal e muita experiência no combate ao tráfico de drogas e de armas. Nossas aduanas já estão cooperando neste sentido", afirmou Lula.

Nessa mesma postagem, o presidente informou que levou aos norte-americanos que o país criou uma base na cidade de Manaus com a participação de representantes das polícias de países da América do Sul para combater o crime organizado, o tráfico de armas e drogas na fronteira brasileira. 

"Se os Estados Unidos quiserem participar conosco, estarão convidados", afirmou na rede social.

Lula reiterou a necessidade de destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções.

"Esta é outra frente de trabalho importante que estamos atuando, e que estamos dispostos a colaborar. E que integra o plano Brasil Contra o Crime Organizado, que vamos lançar na semana que vem".

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Suspensão

Moraes suspende aplicação da Lei da Dosimetria até decisão do STF

Ministro é relator de ações contra a legislação que tramitam na Corte

09/05/2026 15h00

Ministro do STF, Alexandre de Moraes

Ministro do STF, Alexandre de Moraes Divulgação

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspendeu neste sábado (9) a aplicação da Lei da Dosimetria em pedidos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O ministro, que foi sorteado para ser relator de ações que questionam a validade da Lei da Dosimetria, decidiu que a suspensão terá validade até que a Corte julgue as ações contrárias à legislação.

Moraes firmou o entendimento ao analisar o caso de Nara Faustino de Menezes, condenada por participação nos atos de 8 de janeiro e que queria a aplicação da Lei 15.402/2026 promulgada ontem (8), após o Congresso derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A legislação tornada válida pelos congressistas estabelece a redução das penas de condenados pelo 8 de janeiro.

Moraes argumentou que não poderia começar a julgar os pedidos de redução das penas com base na nova lei, uma vez que existem ações tramitando no STF que questionam a validade do texto.

A pena menor para os condenados é questionada por duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs): a 7966 e 7967, que foram ajuizadas na sexta-feira (8) pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação partidária PSOL-Rede.

“A superveniência de interposição de ação direta de inconstitucionalidade e, consequentemente a pendência de julgamento em controle concentrado de constitucionalidade, configura fato processual novo e relevante, que poderá influenciar no julgamento dos pedidos realizados pela Defesa, recomendando a suspensão da aplicação da lei, por segurança jurídica, até definição da controvérsia pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL”, escreveu.

O ministro determinou ainda que a execução penal deverá prosseguir integralmente, mantidas todas as medidas anteriormente determinadas.

Na sexta-feira, Moraes concedeu o prazo de cinco dias para que a Presidência da República e o Congresso Nacional se manifestem sobre a Lei da Dosimetria.

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