Política

UMA SEMANA DEPOIS

Segurança e Defesa Social continuam sem titular e Guarda Municipal espera por indicação técnica

Guarda Civil está relutante em aceitar vereador que já foi policial militar para comandar a pasta

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Uma semana depois de o então secretário especial de Segurança e Defesa Social, Valério Azambuja, pedir exoneração do cargo, a pasta continua sem titular e a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (Patriota), ainda não anunciou possíveis nomes.

Uma das possibilidades ventiladas na semana passada como indicação de quem ocuparia a função foi o vereador Alírio Villasanti (União Brasil). No entanto, a Guarda Civil Metropolitana (GCM), que está sob a jurisdição da pasta de Segurança, não recebeu muito bem esta possível indicação.

De acordo com o apurado pelo Correio do Estado, esse impasse entre a prefeitura e a GCM poderia ser uma das justificativas para essa demora, já que os agentes da Guarda não aceitam o nome de Villasanti, que já desempenhou trabalho na Polícia Militar (PM).

Contudo, a tropa reconhece que esse poder de escolha cabe apenas à prefeita, mas esperam que a Chefe do Executivo indique algum nome técnico para a função. De acordo com fontes, uma possível nomeação do vereador seria feita apenas pensando em estratégias políticas.

No mesmo dia em que Valério pediu exoneração do cargo, a Guarda já se adiantou, enviando um ofício à prefeita alertando para que "não realize a indicação de militares ou de militares de forças auxiliares (Forças Armadas, Polícia Militar ou Bombeiro Militar) para a gestão da Guarda Municipal."

O pedido tem a intenção de manter o caráter civil da instituição. inclusive tendo o apoio do Sindicato dos Guardas Municipais de Campo Grande (SindGM/CG).

A fonte que não quis se identificar ainda disse que não adiantaria colocar alguém que não conhecesse o trabalho técnico que é realizado na Guarda Civil.

Em entrevista durante a solenidade de conclusão da 6ª Etapa do Curso de Formação do concurso da Guarda Civil, Adriane confirmou ao Correio do Estado que de fato ainda não tinha indicação para o cargo.

Azambuja pediu afastamento do cargo na quinta-feira (8) e alegou razões pessoais para a decisão. Ele ocupava a função desde 2014. 

OUTRAS NOMEAÇÕES PARA A PASTA

Apesar de ainda não ter alguém para ser titular da pasta, Adriane nomeou dois servidores para funções na secretaria. A edição desta quinta-feira (15), traz a nomeação de Alessandra Silva Nascimento para o cargo em comissão de Gestor de Projeto; ela entra no lugar de Manoel Batista dos Santos. 

Ainda de acordo com Diogrande, houve um remanejamento de servidores. Dessa forma, Everson da Silva Menezes foi designado para desempenhar função como Encarregado Governamental.

Devolução

STF: Gilmar e Zanin também assinam decisão que determina devolução de penduricalhos

Decisão atinge os tribunais de Justiça de Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e do Distrito Federal

12/08/2026 15h30

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal Luiz Silveira/STF

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Os ministros Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), também assinaram decisões que determinaram a suspensão imediata e devolução de penduricalhos pagos indevidamente em sete tribunais estaduais. Mais cedo, os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino publicaram decisões idênticas. Os quatro são relatores de ações sobre o tema e têm proferido despachos conjuntos.

A decisão, proferida nesta quarta-feira, 12, atinge os tribunais de Justiça de Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e do Distrito Federal.

Os ministros ainda determinaram que os presidentes dos tribunais entreguem, em até cinco dias, documentos que comprovem a suspensão dos pagamentos e as devoluções determinadas.

Outra exigência é que o advogado-geral da União envie ao Supremo, em até 72 horas, as folhas de pagamentos completas de seus membros após a decisão do Supremo que impôs limite para os "penduricalhos", e também identifique membros da AGU beneficiados de pagamentos que não se enquadrem na decisão.

Para os ministros, os tribunais e a Advocacia-Geral da União (AGU) estão descumprindo a decisão do Supremo que estabeleceu que as verbas indenizatórias e outros adicionais conhecidos como "penduricalhos" não pode ultrapassar o limite de 70% do teto do funcionalismo (R$ 46,3 mil).

ELEIÇÕES 2026

Patrimônio de candidatos ao Senado em MS vai de zero a quase R$ 56 milhões

Reinaldo Azambuja lidera lista de bens declarados à Justiça Eleitoral; juntos, seis concorrentes informaram patrimônio de R$ 63,3 milhões

12/08/2026 11h03

Os seis candidatos ao Senado que já divulgaram o patrimônio à Justiça Eleitoral são Vander Loubet (PT), Soraya Thronicke (PSB), Reinaldo Azambuja (PL), Daniel Junior (Agir), Capitão Contar (PL) e Beto do Movimento (PSOL)

Os seis candidatos ao Senado que já divulgaram o patrimônio à Justiça Eleitoral são Vander Loubet (PT), Soraya Thronicke (PSB), Reinaldo Azambuja (PL), Daniel Junior (Agir), Capitão Contar (PL) e Beto do Movimento (PSOL) Montagem

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Os seis candidatos que disputam as duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado Federal nas eleições deste ano apresentam realidades patrimoniais bastante distintas. 

Enquanto o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) declarou quase R$ 56 milhões em bens, Daniel Junior (Agir) informou à Justiça Eleitoral não possuir patrimônio. Somadas, as declarações dos seis concorrentes chegam a R$ 63.317.810,90. 

Desse total, R$ 55.976.398,48 pertencem a Azambuja, candidato pela coligação “Fazendo o Futuro Acontecer”. O valor representa aproximadamente 88,4% de todo o patrimônio informado pelos postulantes ao Senado no Estado.

A análise foi feita pelo Correio do Estado com base no patrimônio já divulgado pelos seis candidatos no DivulgaCandContas, portal administrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que reúne informações sobre todos os candidatos registrados nas eleições brasileiras, além das prestações de contas de campanha.

A diferença fica ainda mais evidente quando o patrimônio do ex-governador é comparado ao dos demais candidatos. Juntos, o deputado federal Vander Loubet (PT), o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), Beto do Movimento (PSOL), a senadora Soraya Thronicke (PSB) e Daniel Junior declararam R$ 7.341.412,42.

Dessa forma, Azambuja possui patrimônio cerca de 7,6 vezes superior ao total informado pelos cinco adversários somados. O segundo maior patrimônio declarado é do deputado federal Vander Loubet, candidato pela coligação “Por um MS do Povo”. 

Ele informou possuir R$ 4.122.759,55 em bens, montante equivalente a cerca de 6,5% do patrimônio total dos seis concorrentes. Na terceira posição aparece Capitão Contar, que também concorre pela coligação “Fazendo o Futuro Acontecer”, que declarou patrimônio de R$ 1.660.693,63.

Beto do Movimento, candidato da “Federação PSOL-Rede”, aparece em seguida, com R$ 945 mil em bens declarados. A atual senadora Soraya Thronicke, que disputa a reeleição pela coligação “Por um MS do Povo”, informou patrimônio de R$ 612.959,24, o segundo menor entre os seis candidatos. Daniel Junior, do Agir, é o único concorrente ao Senado por Mato Grosso do Sul que declarou não ter bens à Justiça Eleitoral.

Considerando os dois extremos da lista, a diferença patrimonial entre Reinaldo Azambuja e Daniel Junior é de R$ 55.976.398,48. A corrida pelas duas cadeiras de Mato Grosso do Sul no Senado reúne seis candidatos.

Além de Azambuja e Contar, concorrem Soraya Thronicke, Vander Loubet, Beto do Movimento e Daniel Junior. Como duas vagas estão em disputa neste ano, cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado. Os dois mais votados no Estado serão eleitos para mandatos de oito anos.

Confira o patrimônio declarado pelos seis candidatos ao Senado em MS:

Reinaldo Azambuja — R$ 55.976.398,48
Vander Loubet — R$ 4.122.759,55
Capitão Contar — R$ 1.660.693,63
Beto do Movimento — R$ 945.000,00
Soraya Thronicke — R$ 612.959,24
Daniel Junior — R$ 0,00
Total declarado: R$ 63.317.810,90

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