Política

NOVOS HORIZENTES

Sem mandato a partir de janeiro, Rose Modesto já 'treina' de professora pela internet

Deputada Federal, que concorreu ao governo de MS, é formada em História e deu aulas antes da política

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Sem mandato a partir do dia 31 de janeiro de 2022, daqui uns dois meses e meio,  a deputada federal Rose Modesto, agora sem partido, mas que disputou e perdeu o governo de Mato Grosso do Sul pelo União Brasil, testou, ontem, por sua rede social, o Facebook, as habilidades praticadas antes de ingressar na política, em 2008, 14 anos atrás, ano que elegeu-se vereadora em Campo Grande.

Rose, que virou vice-governadora e deputada federal depois da experiência no parlamento municipal, "brincou" pela internet de professora de História, disciplina a que se formou no início dos anos 2000.

A parlamentar recorreu ao conhecido quiz, conhecido jogo de questionários que tem como objetivo fazer uma avaliação dos conhecimentos sobre determinado assunto.

E as questões, oito ao todo, mediu o conhecimento dos seus 75 mil seguidores. A deputada federal fez perguntas acerca da data festiva, 15 de novembro, dia da Proclamação da República.

Na questão 1, Rose pergunta em que ano ocorreu a proclamação (1889, a resposta certa); depois, a parlamentar questiona: quem foi o primeiro presidente do Brasil (Deodoro da Fonseca); seguiu: antes de proclamada a República, qual era o sistema vigente no país (monarquia constitucional). 

Na quarta questão surgiu esta: quem era o imperador do Brasil no período da proclamação (Dom Pedro II); a quinta pergunta: quem foi o primeiro vice-presidente do Brasil (Floriano Peixoto); a sexta questão - o que aconteceu com D. Pedro II após a proclamação (foi exilado com a família em Portugal); a sétima: que presidente sucedeu Deodoro da Fonseca (Floriano Peixoto) e, a oitava: em que estado brasileiro nasceram Deodoro Peixoto e Floriano Peixoto (Alagoas).

Antes das questões, Rose escreveu: "papel e caneta na mão. Muitos de vocês já sabem que, além de política, eu também sou professora de História! Por isso, nesse 15 de novembro, dia da Proclamação da República, resolvi fazer um quiz para ver se vocês estão afiados sobre essa data tão importante para a nossa democracia.

Fala para mim qual foi o seu resultado aqui nos comentários. Viva a democracia! Viva o Brasil".

Rose Modesto, depois de ficar fora do segundo turno apoiou o candidato do PRTB, Capitão Contar, que perdeu para o adversário concorrente, Eduardo Riedel, do PSDB.

Hoje, segundo aliados da parlamentar, ela estaria agindo num projeto político que projeta uma nova candidatura, em 2024, ano que ocorre a disputa pela prefeitura de Campo Grande.

Ela deu aulas na rede pública de educação.

CRISE NA DIREITA

Vídeo de Michelle Bolsonaro não deve alterar estratégia eleitoral do PL em MS

Presidente estadual do PL, o ex-governador Reinaldo Azambuja defende a união da sigla para enfrentar Lula no pleito deste ano

27/06/2026 08h30

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, no vídeo em que fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, no vídeo em que fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro Reprodução

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A crise envolvendo a ex-primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, presidente nacional do PL Mulher, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, mobilizou a direção nacional do partido, mas, em Mato Grosso do Sul, a avaliação é de que o episódio não deve provocar mudanças na estratégia eleitoral para as eleições deste ano.

Em entrevista ao Correio do Estado, o ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL e pré-candidato a senador da República, informou que aqui não vai ter mudança nenhuma. 

“Não vamos nos meter nessa história e acredito que eles vão se resolver dentro de casa, pois o nosso adversário está lá fora e precisamos estar unidos para derrotá-lo”, afirmou, referindo-se ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Azambuja ainda revelou à reportagem que as primeiras informações que chegaram até ele diretamente da executiva nacional do PL é que Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro já estariam se entendendo.

O entendimento do presidente estadual do PL é que o desgaste ocorre em âmbito nacional e está relacionado à definição da campanha presidencial, sem reflexos diretos na organização das candidaturas e alianças já em construção no Estado.

No entanto, a repercussão levou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a antecipar seu retorno dos Estados Unidos para tentar conter o conflito, sendo que para isso pretende reunir Michelle e Flávio para encerrar o impasse.

“Eu tenho que conversar com a Michelle chegando e com o Flávio. Nós temos que acertar isso aí, porque, se não acertar isso aí, nós já vamos sair perdendo em casa. Vamos ter que acertar”, declarou em entrevista para a imprensa nacional.

Segundo o dirigente, a situação é considerada séria por envolver duas das principais lideranças do campo bolsonarista. Valdemar também ressaltou a importância política de Michelle para o partido e demonstrou preocupação com possíveis reflexos da crise na disputa presidencial.

O atrito ganhou dimensão pública, após Michelle divulgar vídeos nas redes sociais afirmando ter sido maltratada e humilhada por Flávio Bolsonaro durante uma conversa por telefone. 

O desentendimento teve origem nas divergências internas sobre a articulação do PL no Ceará, onde parte dos aliados defende uma aproximação com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), movimento criticado pela ex-primeira-dama.

Após a repercussão, Michelle voltou às redes sociais para minimizar o episódio. Ela afirmou que “não há briga nem competição” entre aliados e disse que seu objetivo foi apenas esclarecer uma situação que estaria sendo interpretada de forma equivocada.

Também pediu que suas declarações não fossem retiradas de contexto e defendeu a união da direita para as eleições.

Flávio Bolsonaro adotou o mesmo tom, afirmando que o campo conservador precisa permanecer unido e destacando que Michelle terá papel relevante na campanha presidencial.

* Saiba 

A executiva nacional do PL estaria agendando um encontro entre Michelle e Flávio em um evento da campanha voltado para mulheres, marcado para quarta-feira.

Na ocasião, ambos devem ser vistos com sorrisos largos e em um clima de que está tudo superado.

A partir daí, será “bola para frente”. As estratégias de comunicação, no entanto, não darão conta de tudo. Esse imbróglio depende também de uma série de acertos políticos com outros personagens relevantes.

E o mais importante deles é o ex-presidente Jair Bolsonaro, que ainda não se pronunciou sobre tudo isso. A palavra dele será fundamental para saber como essa briga termina.

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ex-presidente

Bolsonaro tem picos de pressão alta durante a semana, diz boletim médico

Os picos foram controlados com doses extras da medicação em uso

26/06/2026 22h00

Ex-presidente Jair Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro Walter Campanato/Agência Brasil

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 O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou picos de pressão alta moderados ao longo da semana, segundo boletim médico enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os picos foram controlados com doses extras da medicação em uso.

O relatório informa ainda que o tratamento para os episódios recorrentes e prolongados de soluço foi mantido no limite de segurança, sem alterações na prescrição. Os médicos observaram efeitos colaterais da medicação: sonolência diurna e instabilidade no equilíbrio corporal.

Os pulmões do ex-presidente ainda mostram sequela da pneumonia que o ex-presidente contraiu em março deste ano.

Bolsonaro, de 71 anos, está em acompanhamento médico domiciliar. O boletim é o mais recente de uma série de relatórios semanais divulgados desde que o ex-presidente passou a cumprir prisão domiciliar.

O boletim anterior, divulgado na sexta-feira, 19, apontava evolução no tratamento, com melhora no ombro operado e redução dos episódios de soluço.

Na ocasião, os médicos relataram também maior disposição física do ex-presidente. Os efeitos colaterais da medicação, sonolência diurna e instabilidade no equilíbrio corporal, já estavam presentes naquele relatório.

Bolsonaro foi condenado pelo STF a uma pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.

No fim de março, ele obteve autorização para permanecer me prisão domiciliar humanitária monitorada pelo prazo de 90 dias devido à situação grave de saúde.

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