Política

PEC do QUINQUÊNIO

Senado adia votação de PEC que turbina salário de juízes após pedido de equipe de Lula

A proposta prevê o adicional de 5% do salário a cada cinco anos, sendo que podem ser atingidos até sete aumentos ao longo da carreira

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O Senado adiou nesta quarta (30) a votação da proposta que prevê a concessão de penduricalhos nos vencimentos de juízes e integrantes do Ministério Público. Na prática, o adiamento pode enterrar a PEC (proposta de Emenda à Constituição) 63, apelidada de PEC do Quinquênio, caso o texto não seja votado até o fim do ano.

A equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma ofensiva junto ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), para adiar a votação do texto.

Ao anunciar que o texto não seria votado nesta quarta, Pacheco pediu para que o relator, senador Eduardo Gomes (PL-TO), líder do governo no Congresso, converse com o grupo de transição e os líderes da Casa para que a votação ocorra nos próximos dias. Ainda não há data para o tema ser retomado.

“A minha intenção é uma concertação do Senado, dos líderes, com o governo de transição, com o atual governo, para que nós tenhamos consenso em relação a essa matéria e possamos apreciá-la até o recesso parlamentar”, disse Pacheco.

“Essa é minha intenção e, obviamente, vamos aguardar a construção política. E eu peço a todos que tenham boa vontade de fazê-la”, acrescentou, afirmando que está em fase avançada de tramitação a proposta que acabou com os supersalários –o abatimento do extrateto das verbas indenizatórias.

A PEC estava praticamente esquecida na gaveta do Senado, quase uma década após ter sido apresentada. No entanto, neste ano, ela voltou a ser alvo de articulações nos bastidores, recebendo o apoio aberto de Pacheco, que vem sendo receptivo às demandas do STF.

A PEC foi arquivada em 2018 e ressuscitada no ano seguinte pela então senadora juíza Selma Arruda (Podemos-MT) –que teve o mandato cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por abuso de poder econômico ao omitir da prestação de contas quantias expressivas usadas para pagar despesas eleitorais na pré-campanha.

Se não for votada até o final do ano, a PEC deverá ser arquivada.

O regimento interno do Senado estabelece, no entanto, que o segundo arquivamento deve ser definitivo, o que impediria os senadores de retomarem a análise do texto no ano que vem.

Nada impede, entretanto, que o tema volte a ser discutido do zero, com a coleta das 27 assinaturas necessárias para apresentação do texto.

A proposta prevê o adicional de 5% do salário a cada cinco anos, sendo que podem ser atingidos até sete aumentos ao longo da carreira.

Além disso, também assegura aos membros do Judiciário e do Ministério Público que a sua atuação jurídica anterior –na advocacia, por exemplo– pode ser usada para efeitos de contagem de tempo de exercício.

Eduardo Gomes incluiu em seu relatório integrantes das Defensorias Públicas e Tribunais de Conta da União, dos estados, do DF e dos Municípios cerca de uma hora antes da sessão.

PT e Podemos apresentaram requerimentos para adiar a votação do texto por 20 dias ou devolvê-lo à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa.

A equipe de Lula manifestou preocupação com a eventual aprovação da medida, em um momento em que o gabinete de transição busca formas de arcar com o Bolsa Família de R$ 600 e garantir recursos para investimentos e recompor o orçamento de alguns ministérios. Algumas estimativas apontam impacto de R$ 100 bilhões da PEC.

Ao pedir para que a votação fosse adiada, o senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que Lula pretende conversar “mais amplamente sobre essa matéria”, mas disse que o momento não era adequado.

Wagner afirmou ainda que, se a PEC 63 for enterrada, ele será o primeiro a assinar uma nova proposta no ano que vem.

“Estando na antessala da transição, eu posso garantir que o presidente da República, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem todo o compromisso de estabelecer uma mesa que se converse mais amplamente sobre essa matéria”, disse.

Wagner também deixou claro que Pacheco havia se comprometido com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux para retomar o quinquênio, e disse que o adiamento não seria um descumprimento do acordo por parte do presidente do Senado.

“A vontade de cumprir a palavra é motivo de elogio da minha parte à Vossa Excelência”, disse o petista.
O líder do Podemos, senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), afirmou que a inclusão de novas carreiras exigia que o texto fosse discutido na CCJ.

“É outra proposição que ele está apresentando em plenário. Então tem dois defeitos graves. Primeiro, ele alterou o que estava na CCJ, não poderia alterar. Segundo, não tem estimativa [de impacto fiscal]. Todas essas categorias foram incluídas agora, tem que ter estimativa”, disse.

ENTENDA O QUE PREVÊ A PEC

Quando surgiu a proposta?


A PEC (proposta de emenda à Constituição) 63, apelidada de PEC do Quinquênio, foi apresentada em 2013 e passou os últimos anos praticamente esquecida no Senado. Recentemente, ela começou a receber uma série de emenda.

O que propõe?

O principal ponto é o acréscimo aos vencimentos mensais de subsídio de 5% a cada cinco anos, sendo que podem ser atingidos até sete aumentos ao longo da carreira.

Além disso, também assegura aos membros do Judiciário e do Ministério Público que a sua atuação jurídica anterior -na advocacia, por exemplo- pode ser usada para efeitos de contagem de tempo de exercício.

Como ela foi retomada?

A PEC do Quinquênio voltou a ser alvo de articulações nos bastidores neste ano, recebendo o apoio aberto do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que vem sendo receptivo às demandas do STF (Supremo Tribunal Federal).

Ele argumenta a interlocutores que ela não terá impacto fiscal imediato, uma vez que os benefícios são acrescentados apenas periodicamente para os profissionais.

Em particular, essa proposta vinha sendo defendida pelo ex-presidente do STF Luiz Fux, que pretendia deixar o benefício como um dos legados de sua gestão para a magistratura.

O que pensa a equipe do governo eleito?

A equipe de Lula vem manifestando preocupação com a eventual aprovação da medida, em um momento em que o gabinete de transição busca formas de arcar com o Bolsa Família de R$ 600 e garantir recursos para investimentos e recompor o Orçamento de alguns ministérios. Algumas estimativas apontam impacto de R$ 100 bilhões da PEC.

O sentimento foi externado por Fernando Haddad, um dos cotados para ser ministro da Fazenda, durante conversas com interlocutores.

Lula então escalou o senador Jaques Wagner (PT-BA) para iniciar negociação com Pacheco e outros líderes influentes da Casa para a retirada da proposta de pauta.

Um dos procurados foi o ex-presidente da Casa e presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Existem outros opositores da medida?

Além das bancadas aliadas do governo eleito, a PEC do Quinquênio enfrenta a resistência de alguns senadores que argumentam que a proposta impacta profundamente as contas públicas.

Contrário à medida, Alessandro Vieira (PSDB-SE) apresentou há alguns meses emenda solicitando que o benefício fosse concedido a todo o funcionalismo público e não apenas para magistrados e membros do Ministério Público. Além de considerar essa forma “mais justa”, o alargamento do escopo da PEC também é visto como uma forma de obstruir a votação.

Durante sessão do Senado nesta terça (29), o senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) pediu que a votação fosse adiada. “Há uma estimativa de que o impacto, apenas para o caso de juízes e procuradores, pode atingir R$ 7,5 bilhões por ano”, afirmou.

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ELEIÇÕES 2026

TRE-MS libera Jerson Domingos para disputar vaga na Assembleia Legislativa

Corte rejeitou pedido de impugnação apresentado pelo Ministério Público Eleitoral, sendo que o juiz federal Fernando Nardon Nielsen foi o único a votar contra o registro

08/09/2026 18h57

O ex-conselheiro Jerson Domingos, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), é candidato a deputado estadual pelo União Brasil

O ex-conselheiro Jerson Domingos, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), é candidato a deputado estadual pelo União Brasil Arquivo

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) autorizou, nesta terça-feira (8), o registro da candidatura do ex-conselheiro Jerson Domingos, do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), a deputado estadual pelo União Brasil nas eleições de 2026. A Corte rejeitou o pedido de impugnação apresentado pelo Ministério Público Eleitoral.

O julgamento do processo nº 0600456-48.2026.6.12.0000 havia começado na sessão da última quinta-feira (3), quando três integrantes do Tribunal votaram pelo deferimento da candidatura. A análise foi interrompida por um pedido de vista do juiz federal Fernando Nardon Nielsen e retomada nesta terça-feira.

Nardon foi o único integrante da Corte a votar contra a candidatura. Os demais magistrados acompanharam o entendimento favorável ao registro, permitindo que Jerson permaneça na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

Relator do processo, o desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva votou pela improcedência da ação de impugnação. Ele considerou que Jerson ainda não foi condenado e que os elementos apresentados no processo não seriam suficientes para enquadrá-lo nas hipóteses de inelegibilidade previstas na legislação.

O juiz Carlos Alberto Garcete também destacou que a análise de um pedido de registro deve observar as restrições estabelecidas pela Lei da Ficha Limpa. Segundo ele, as acusações mencionadas pelo Ministério Público não possuem, neste momento, ligação direta com as causas legais que impediriam a candidatura.

Garcete ponderou que uma eventual condenação criminal poderá provocar a suspensão dos direitos políticos de Jerson e comprometer futuras candidaturas. Sem uma decisão condenatória, entretanto, não haveria base jurídica para afastá-lo antecipadamente da eleição.

Operação Omertà

O Ministério Público Eleitoral tentou barrar a candidatura com base em duas ações penais relacionadas à Operação Omertà. Jerson é acusado, em uma delas, de embaraçar investigação envolvendo organização criminosa.

Na segunda ação, decorrente da terceira fase da investigação, denominada Operação Armagedon, o ex-deputado responde por supostamente integrar organização criminosa armada e por tráfico de armas de fogo.

A defesa, conduzida pelo advogado Alexandre Ávalo, sustentou que os fatos utilizados no pedido de impugnação são atribuídos principalmente a terceiros e não demonstram participação concreta de Jerson em uma organização criminosa com finalidade eleitoral.

Os advogados também argumentaram que Jerson não é apontado como líder do grupo investigado nem como responsável pela execução de crimes violentos. Para a defesa, a existência de acusações ainda não julgadas não poderia produzir automaticamente uma situação de inelegibilidade.

Em abril de 2024, a 1ª Vara Criminal de Campo Grande desmembrou os processos em relação a Jerson e encaminhou cópias ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A remessa ocorreu porque conselheiros de tribunais de contas possuem prerrogativa de foro equivalente à dos magistrados.

As ações tramitam na Corte Especial do STJ, sob relatoria do ministro Luis Felipe Salomão. Jerson presidiu a Assembleia Legislativa e também comandou o Tribunal de Contas do Estado antes de se aposentar. Agora, tenta retornar ao Legislativo estadual pelo União Brasil.

Queda de Braço

Câmara derruba 13 vetos de Adriane Lopes e mantém concursos e reajuste na LDO

Vereadores rejeitaram vetos da prefeita a trechos que preveem realização de concursos públicos e revisão salarial dos servidores municipais.

08/09/2026 16h14

Vereadores se reúnem no plenário da Câmara Municipal durante sessão que terminou com a derrubada de 13 vetos da prefeita Adriane Lopes à LDO.

Vereadores se reúnem no plenário da Câmara Municipal durante sessão que terminou com a derrubada de 13 vetos da prefeita Adriane Lopes à LDO. Foto: Divulgação Câmara Municipal de Campo Grande/Izaias Medeiros.

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A Câmara Municipal de Campo Grande contrariou a Prefeitura e derrubou, nesta terça-feira (8), o veto da prefeita Adriane Lopes (PP) a 13 emendas apresentadas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027. Com a decisão dos vereadores, medidas que incluem a realização de concursos públicos, valorização salarial de servidores e conclusão de obras inacabadas voltam a integrar as prioridades estabelecidas para o próximo ano.

As propostas também alcançam áreas como transporte coletivo, educação, tecnologia, infraestrutura, cultura e revitalização da região central. Com a derrubada do veto, as 13 emendas deverão ser incorporadas ao texto da LDO após a promulgação.

A decisão não significa, porém, que todas as medidas previstas serão obrigatoriamente executadas em 2027.

A LDO funciona como uma espécie de roteiro para a elaboração e execução do orçamento municipal, estabelecendo metas e prioridades que posteriormente precisam ser compatibilizadas com a Lei Orçamentária Anual (LOA) e com a disponibilidade financeira do município.

A discussão ocorre justamente quando a Câmara começa a analisar o orçamento de Campo Grande para o próximo ano. A proposta da LOA encaminhada pelo Executivo prevê R$ 7,7 bilhões para 2027.

Concursos e servidores

Entre os pontos que haviam sido barrados pelo Executivo está uma emenda que coloca como prioridade a realização de concursos públicos, principalmente para as áreas de saúde, educação, assistência social e segurança pública.

A mesma proposta estabelece como diretriz a valorização dos servidores municipais ativos e inativos e prevê a criação de um fundo próprio destinado ao desenvolvimento e à implantação de um Programa Permanente de Valorização e Adequação Previdenciária para aposentados e pensionistas.

Outra emenda recolocada na LDO prevê o cumprimento dos Planos de Cargos, Carreiras e Remunerações, da revisão geral anual e do teto remuneratório de cada categoria, além das decisões judiciais favoráveis aos servidores municipais.

Os vereadores também derrubaram o veto à proposta que estabelece como diretriz uma jornada normal de trabalho não superior a 30 horas semanais e seis horas diárias.

Na educação, uma das emendas determina a previsão orçamentária necessária ao cumprimento da legislação federal referente ao piso salarial profissional nacional do magistério municipal, respeitando os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Obras de EMEIs entram na lista

Outro ponto que havia recebido veto da prefeitura coloca entre as prioridades do município a conclusão das obras inacabadas das Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs).

A medida ganha peso diante da demanda por vagas na educação infantil e transforma a retomada desses empreendimentos em uma das diretrizes defendidas pelo Legislativo para a aplicação dos recursos municipais em 2027.

Também foi mantida pelos vereadores uma emenda destinada ao entorno do novo campus do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), na região do Anhanduizinho.

A proposta prevê planejamento, implantação e manutenção de equipamentos e serviços públicos na área, incluindo urbanização, iluminação, drenagem, calçadas, sinalização, pontos de ônibus, ciclovias e estruturas destinadas a esporte, lazer, cultura, assistência social e saúde.

Transporte para mães atípicas

A lista inclui ainda uma medida voltada ao transporte coletivo de mães atípicas, responsáveis legais e cuidadores de pessoas com deficiência, especialmente pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A emenda estabelece como prioridade a ampliação de políticas destinadas à gratuidade ou ao subsídio da tarifa de ônibus para esse público. A implantação dependeria de estudos técnicos e da formulação das respectivas políticas públicas.

A justificativa é facilitar o deslocamento para consultas, terapias, atividades educacionais e atendimentos de assistência social.

Incentivo para comércio noturno no Centro

A tentativa de revitalizar o Centro de Campo Grande também aparece entre as propostas recuperadas pelos vereadores.

Uma das emendas prevê a implementação de pacotes de estímulos fiscais para restaurantes, estabelecimentos culturais e outras atividades comerciais noturnas instaladas na região central.

Entre as possibilidades estão redução de tributos municipais e outros incentivos específicos destinados a estimular a atividade econômica e aumentar a circulação de pessoas no Centro durante a noite.

Outra frente incluída na LDO trata da implantação de agrovilas com infraestrutura básica para pequenos produtores rurais em situação de vulnerabilidade social. A previsão engloba moradias, escolas, unidades de saúde, acessos e serviços públicos essenciais.

Carnaval e saúde

Os vereadores também restabeleceram a previsão de repasses financeiros às escolas de samba que participam do Carnaval de Campo Grande.

Os recursos poderão ser transferidos por meio de convênios, termos de fomento ou instrumentos semelhantes, com a finalidade de proporcionar maior previsibilidade financeira para a organização dos desfiles.

Na saúde, uma das emendas determina a destinação de recursos para ampliar, reformar e modernizar o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), incluindo melhorias estruturais, tecnológicas e funcionais.

Há ainda duas medidas relacionadas à modernização da máquina pública: uma prevê ampliar o uso de assinaturas digitais e eletrônicas e outra propõe a implantação de uma Central de Tecnologia, Inovação e Monitoramento Integrados.

Câmara contrariou decisão do Executivo

As 13 emendas são de autoria dos vereadores Professor Juari (PSDB), Jean Ferreira (PT), Landmark (PT), Maicon Nogueira (PP) e Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), além da vereadora Luiza Ribeiro (PT).

A LDO chegou a ser aprovada no primeiro semestre com 485 emendas apresentadas pelos parlamentares. Segundo dados divulgados pela Câmara, 314 delas já haviam sido acolhidas pelo Executivo. Agora, outras 13 serão incorporadas após a derrubada dos vetos.

Presidente da Câmara, Papy (PSDB) afirmou que cabe ao Executivo vetar propostas consideradas inadequadas ao planejamento orçamentário ou inviáveis diante do impacto financeiro, mas destacou o volume de sugestões acolhidas neste ano.

Segundo ele, o percentual de aproveitamento demonstra que os vereadores têm utilizado as emendas à LDO de maneira mais direcionada às demandas da população e às possibilidades de execução pelo município.

Relator da LDO e vice-presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, Landmark afirmou que as propostas discutidas abrangem demandas coletivas relacionadas aos bairros, periferia, infraestrutura, habitação e funcionalismo público.

A derrubada dos vetos, porém, abre uma nova etapa. As medidas passam a constar entre as diretrizes municipais, enquanto a definição dos recursos efetivamente disponíveis para tirá-las do papel dependerá principalmente da discussão da LOA de 2027, que já tramita no Legislativo.

Veto a programa habitacional é mantido

Na mesma sessão, os vereadores adotaram posição diferente em relação ao Projeto de Lei nº 12.419/2026 e mantiveram parcialmente o veto do Executivo ao Programa Municipal de Assistência Técnica Gratuita para Elaboração de Projetos Residenciais Populares.

A proposta, apresentada pelos vereadores Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), e Otávio Trad (PSD), prevê o fornecimento gratuito de plantas arquitetônicas e orientação técnica básica para famílias de baixa renda construírem moradias em terrenos urbanos regularmente ocupados.

O trecho vetado permitiria incluir entre os possíveis beneficiários famílias que possuam terrenos regularizados, em processo de regularização fundiária ou passíveis de regularização, mediante análise técnica do Executivo.

A Prefeitura justificou o veto alegando risco de insegurança jurídica. Nesse caso, diferentemente das 13 emendas da LDO, os vereadores decidiram preservar a posição do Executivo.

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