Política

Eleções 2026

Soraya recua de acordo com Vander e mantém pré-candidatura ao Senado por MS

Após ser anunciada como primeira suplente pelo deputado federal, senadora divulga nota, reafirma projeto eleitoral e diz que decisão foi tomada em conjunto com a direção nacional do PSB e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

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A estratégia do campo político de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para unificar a disputa ao Senado em Mato Grosso do Sul sofreu uma reviravolta nesta quarta-feira (15).

Um dia após o deputado federal Vander Loubet (PT) anunciar, em entrevista ao Correio do Estado, que a senadora Soraya Thronicke (PSB) abriria mão da candidatura à reeleição para integrar sua chapa como primeira suplente, a parlamentar divulgou uma nota oficial informando que manterá sua pré-candidatura ao Senado nas eleições de outubro.

A decisão altera o cenário político apresentado na véspera e mantém, ao menos por enquanto, duas pré-candidaturas alinhadas ao governo federal na disputa pelas duas vagas ao Senado.

Na nota, Soraya afirmou que recebeu "com muita honra" o convite de Vander para compor uma chapa única, mas explicou que, após conversas com as lideranças nacionais do PSB e com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, decidiu permanecer na corrida eleitoral.

"Recebi com muita honra o convite do amigo e pré-candidato Vander Loubet para compor uma chapa única ao Senado Federal, na condição de sua suplente. No entanto, após um amplo diálogo com as lideranças do PSB e com o nosso vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, homem honrado e de reconhecida experiência política, ficou definida a manutenção da minha pré-candidatura ao Senado Federal", afirmou.

A senadora disse que seguirá na disputa com o apoio da legenda.

"Sigo nessa caminhada com o apoio do partido e a confiança de que estamos no caminho certo", declarou

Apesar de manter a candidatura própria, Soraya ressaltou que continuará atuando politicamente ao lado de Vander Loubet.

"Vander e eu continuaremos unidos, trabalhando pelo fortalecimento do campo democrático e pela eleição de parlamentares comprometidos com o desenvolvimento do nosso Mato Grosso do Sul e com a melhoria da vida da nossa população", afirmou.

O anúncio de Vander

Na terça-feira (14), em entrevista ao Correio do Estado, Vander Loubet afirmou que Soraya abriria mão da disputa pela reeleição para integrar sua chapa como primeira suplente. Segundo o deputado, a iniciativa havia partido da própria senadora.

"Ela decidiu ontem abrir mão da candidatura à reeleição para compor a chapa como minha primeira suplente. A ideia partiu da própria senadora", afirmou.

Na ocasião, Vander disse considerar a composição eleitoralmente estratégica e revelou que Soraya teria informado estar enfrentando questões de ordem particular, motivo pelo qual teria optado por não disputar um novo mandato no Senado.

"Foi uma ideia da própria Soraya. Eu considero uma composição muito boa, porque nos torna mais competitivos", declarou.

O parlamentar acrescentou que o entendimento entre ambos já estava consolidado e que faltava apenas uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a chapa fosse oficialmente anunciada.

Vander reage à nota

Após a divulgação da nota de Soraya, Vander Loubet encaminhou um novo posicionamento ao Correio do Estado, reafirmando que jamais trabalhou para que a senadora desistisse da candidatura e que a possibilidade de ela integrar sua chapa surgiu por iniciativa da própria parlamentar.

Segundo o deputado, os dois tiveram uma conversa "séria e franca", ocasião em que Soraya teria comunicado sua decisão de deixar a disputa pela reeleição.

"Sempre respeitei a candidatura da Soraya e toda a articulação que construímos junto com o PSB foi justamente para ela ser candidata. Até a estratégia de comunicação estávamos construindo juntos. Jamais cogitei qualquer movimento para que ela deixasse de ser candidata. Essa decisão partiu dela, que me comunicou a desistência da candidatura", declarou.

Estratégia da aliança

A articulação entre PT e PSB ganhou força após avaliações internas apontarem que a manutenção de duas candidaturas do campo governista poderia fragmentar os votos e reduzir as chances de conquistar uma das duas vagas ao Senado por Mato Grosso do Sul.

Soraya deixou recentemente o Podemos para se filiar ao PSB justamente para integrar o projeto político alinhado ao governo federal no Estado. Inicialmente, a estratégia previa o lançamento de duas candidaturas ao Senado, uma pelo PT e outra pelo PSB.

Levantamentos divulgados neste mês colocam Vander Loubet e Soraya Thronicke em posições próximas nas intenções de voto. A avaliação de dirigentes do grupo era de que uma candidatura única permitiria concentrar recursos, estrutura de campanha e o apoio político do presidente Lula durante a disputa eleitoral.

Novo cenário

Com a decisão anunciada por Soraya nesta quarta-feira, a composição apresentada por Vander Loubet fica, ao menos por enquanto, suspensa.

A nota da senadora indica que, após diálogo com a direção nacional do PSB e com o vice-presidente Geraldo Alckmin, prevaleceu o entendimento de que ela deve permanecer na disputa por um novo mandato.

Dessa forma, o campo político de apoio ao presidente Lula volta a ter dois pré-candidatos ao Senado em Mato Grosso do Sul.

Apesar da divergência sobre a estratégia eleitoral, Vander Loubet e Soraya Thronicke afirmam que permanecerão aliados e continuarão dialogando em torno do projeto político para as eleições de outubro.

Confira a íntegra da nota oficial da senadora Soraya Thronicke

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Recebi com muita honra o convite do amigo e pré-candidato Vander Loubert para compor uma chapa única ao Senado Federal, na condição de sua suplente.

No entanto, após um amplo diálogo com as lideranças do PSB e com o nosso vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, homem honrado e de reconhecida experiência política, ficou definida a manutenção da minha pré-candidatura ao Senado Federal. Sigo nessa caminhada com o apoio do partido e a confiança de que estamos no caminho certo.

Vander e eu continuaremos unidos, trabalhando pelo fortalecimento do campo democrático e pela eleição de parlamentares comprometidos com o desenvolvimento do nosso Mato Grosso do Sul e com a melhoria da vida da nossa população.

Senadora Soraya Thronicke

Chamamento

Tereza Cristina aciona 40 senadores para acompanhar julgamento de Moraes no STF

Tendência, entretanto, é que o julgamento seja adiado por pedidos de vista de ministros aliados de Moraes

14/09/2026 14h30

tereza

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A senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP) ligou para mais de 40 parlamentares ao longo do final de semana para pedir que venham a Brasília acompanhar a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para esta terça-feira (15), visto que o julgamento no Supremo pode definir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Os congressistas que já estão na capital vão fazer um pronunciamento nesta segunda-feira, no Senado, com a presença de Tereza e do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.

Conforme apurado pelo Estadão, a tendência, entretanto, é que o julgamento seja adiado por pedidos de vista de ministros aliados de Moraes.

Por sua vez, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) solicitou na semana passada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que abra uma sessão extraordinária nesta terça para que os parlamentares acompanhem o julgamento no Supremo mas, conforme apurou a Coluna, Alcolumbre não deve se pronunciar oficialmente sobre o pedido.

O presidente do Congresso tem se queixado a aliados da pressão que vem sofrendo de seus pares, especialmente os da oposição, para que dê andamento a pedidos de impeachment contra ministros do STF.

Em conversas reservadas, os congressistas reclamam da "passividade" da Casa diante da crise que passou a assombrar a Corte. Alcolumbre é próximo de Alexandre de Moraes e voltou a ter boa interlocução com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fatores que diminuem ainda mais as chances de o presidente do Senado agir em relação aos conflitos envolvendo o STF antes das eleições.

Com informações de Estadão Conteúdo 
 

BASTIDORES DO PODER

Veteranos se unem para levar Londres à presidência da Assembleia Legislativa

Puccinelli, Teixeira, Zeca e Jerson articulam eleição do decano, enquanto Riedel avalia Caravina e Corrêa busca apoio de Azambuja

14/09/2026 07h55

Os candidatos Jerson Domingos, Zé Teixeira, Zeca do PT, André Puccinelli e Londres Machado

Os candidatos Jerson Domingos, Zé Teixeira, Zeca do PT, André Puccinelli e Londres Machado Foto: Montagem

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Uma articulação envolvendo alguns dos políticos mais experientes de Mato Grosso do Sul começa a desenhar a disputa pelo comando da Assembleia Legislativa de Mato Grosos do Sul (Alems) na próxima legislatura. 
Conforme apuração do Correio do Estado, o deputado estadual Londres Machado (PP), o ex-governador André Puccinelli (MDB), o deputado estadual Zé Teixeira (PL), o deputado estadual Zeca do PT e o ex-conselheiro Jerson Domingos (União Brasil), do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), já teriam se alinhado em torno de um acordo para entregar a presidência da Casa ao decano do Parlamento estadual.

Nos bastidores, de acordo com a reportagem, o grupo é chamado de “Bancada da Bengala”, em referência à idade e à longa trajetória política de seus integrantes, afinal, juntos, os cinco têm idade média de quase 80 anos. 

Zé Teixeira é o mais velho, com 86 anos, seguido por Londres Machado, de 84 anos, André Puccinelli, com 78 anos, Zeca do PT, com 76 anos, e Jerson Domingos, com 75 anos – ele completará 76 anos em novembro.

No entanto, a movimentação depende do resultado das urnas no dia 4 de outubro, pois, enquanto Londres, Zé Teixeira e Zeca tentam renovar os respectivos mandatos, Puccinelli e Domingos buscam retornar à Alems. 

Caso todos os três sejam reeleitos e os dois eleitos, o grupo pretende trabalhar para que Londres assuma novamente o comando do Legislativo, independentemente das preferências das principais lideranças políticas do Estado.

Embora Zé Teixeira seja o mais velho, Londres é considerado o decano em razão do número de mandatos e do tempo de atuação parlamentar. 

Ele tenta chegar ao 14º mandato de deputado estadual e acumula diversas passagens pela presidência da Alems.

A articulação antecipada pode contrariar os planos do governador Eduardo Riedel (PP), que tenta a reeleição, e do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), que busca uma cadeira no Senado, duas das principais forças políticas envolvidas na formação da futura Mesa Diretora.

Riedel cogitaria apoiar Pedro Caravina (PSDB) para a presidência. O deputado, entretanto, precisaria conquistar um novo mandato e construir maioria entre os parlamentares eleitos. 

No PL, Paulo Corrêa também estaria pressionando Azambuja para receber o apoio do partido na disputa pelo principal cargo da Casa.

PONTO PACÍFICO

Apesar das divergências em torno da presidência, há espaço para uma composição. O ponto considerado pacífico nas conversas é que Riedel e Azambuja poderiam participar diretamente da escolha do primeiro-secretário, segundo posto mais importante da Mesa Diretora e responsável pela administração da Alems.

Para a função, a preferência seria por Gerson Claro (PP), atual presidente da Alems. O parlamentar mantém bom trânsito tanto com Riedel quanto com Azambuja e também possui uma relação política próxima com Londres Machado. 

Essa condição permitiria que ele funcionasse como elo entre a bancada governista, o grupo ligado ao ex-governador e os parlamentares veteranos. 

A eventual chapa com Londres na presidência e Gerson Claro na primeira-secretaria surgiria, assim, como uma solução para acomodar os diferentes grupos. 

O arranjo preservaria o comando político da Alems com o decano, ao mesmo tempo que garantiria às duas principais lideranças influência sobre a administração da Casa.

Qualquer acordo, entretanto, continuará condicionado ao desempenho dos envolvidos nas eleições. 
Além de conquistarem os respectivos mandato, os integrantes do experiente grupo precisarão reunir votos dos outros 19 deputados estaduais que formarão a próxima legislatura.

* Saiba 

Presidente da Alems precisa ter 13 votos

A eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul será realizada no dia 1º de fevereiro de 2027, depois da posse dos 24 deputados estaduais. 

A votação será nominal e aberta, com possibilidade de disputa por chapa ou candidatura individual.
Para vencer no primeiro escrutínio, o candidato precisará de pelo menos 13 votos. 

Se ninguém alcançar esse número, haverá uma segunda votação por maioria simples. Em caso de empate, será eleito o candidato mais idoso.

Além do presidente, serão escolhidos três vice-presidentes e três secretários para mandatos de dois anos, com possibilidade de reeleição. 

Os interessados deverão registrar as chapas ou candidaturas individuais até o início da sessão, indicando o cargo que pretendem disputar.

O presidente eleito ficará responsável por conduzir as sessões e os trabalhos legislativos, além de participar do comando administrativo da Casa. 

As regras estão previstas no Regimento Interno da Alems.

Caso algum dos cargos não seja preenchido após o segundo escrutínio, será aberto um novo prazo de até 48 horas para inscrições, e outra eleição deverá ocorrer em até 72 horas. Até a definição, os trabalhos serão conduzidos provisoriamente.

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