Política

Política

STJ rejeita recurso e mantém condenação de Rafael Tavares por crime de ódio e racismo

O processo é sobre publicação feita em 2018 com ataques e incitação à violência contra diversos grupos sociais, classificado pela defesa como "ironia"

Continue lendo...

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou mais um pedido do vereador Rafael Tavares (PL) e manteve sua condenação por crimes de ódio e racismo, o que o mantém inelegível. 

O ministro Rogério Schietti rejeitou a ação porque a defesa do parlamentar apresentou dois recursos ao mesmo tempo contra a mesma decisão, o que é proibido pela lei pelo princípio da unirrecorribilidade.

Conforme o documento, o parlamentar havia entrado com embargos de declaração alegando que a decisão anterior do STJ não tinha sido clara. No entendimento do relator, no entanto, não foi apontada falha real por parte da defesa, apenas discordância com o resultado desfavorável.

Relembre o caso

No dia 30 de setembro de 2018, Rafael respondeu a uma publicação no Facebook de um rapaz que publicou um vídeo contando que, quando era criança, ouviu um homem dizer com ‘satisfação’ que agrediu uma mulher com um pedaço de madeira.

O rapaz narrou a situação para mostrar o quanto seria perigoso eleger uma pessoa que, na opinião dele, incitava o ódio. Naquele ano, o ex-presidente Jair Bolsonaro liderava as pesquisas para a presidência e venceu as eleições.

Foi nessa publicação que Rafael Tavares fez o seguinte comentário: "Não vejo a hora do Bolsonaro vencer as eleições e eu comprar meu pedaço de caibro para começar meus ataques. Ontem nas ruas de todo o país vi muitas famílias, mulheres e crianças destilando seus ódios pela rua, todos sedentos por um apenas um pedacinho de caibro pra começar a limpeza étnica que tanto sonhamos! Já montamos um grupo no whatsapp e vamos perseguir os gays, os negros, os japoneses, os índios e não vai sobrar ninguém. Estou até pensando em deixar meu bigode igual do Hitler".

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), então, ofereceu denúncia em junho de 2019. O caso foi julgado pela 2ª Vara Criminal de Campo Grande, que o condenou. Em sua defesa, o parlamentar afirmou à Justiça que estava sendo irônico e não teve a intenção de disseminar ódio.

Nesta sexta-feira, com a rejeição do recurso, o vereador fez menção de que a fala foi ironia. "Se eu tivesse roubado dinheiro público estaria inocentado e elegível no Brasil do PT, mas como fiz uma piada, temos que continuar tentando explicar o significado de ironia".

Baixa

Prefeitura de Sidrolândia exonera secretário após operação do Gaeco

Welbet José Biaggi de Amorim é o terceiro servidor afastado pela administração desde o início do mês

29/10/2026 17h30

Welbet José Biaggi de Amorim é o terceiro servidor afastado pela administração desde o início do mês

Welbet José Biaggi de Amorim é o terceiro servidor afastado pela administração desde o início do mês Foto: Reprodução / Redes Sociais

Continue Lendo...

O secretário especial de administração de Sidrolândia Welbet José Biaggi de Amorim foi exonerado nesta quinta-feira (29)  após ser alvo de uma ação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) que investiga fraude em licitações em contratos que somam R$ 3 milhões. A demissão do secretário foi assinada pelo prefeito  Rodrigo Basso (PL). 

Welbert é o terceiro integrante do alto escalão da prefeitura a ser desligado da gestão só neste mês. Em nota, a prefeitura alegou dificuldades financeiras para desligar servidores e descartou motivações politico-partidárias, uma vez que o desligamento ocorreu após a eleição do último domingo (25). 

Conforme operação do Gaeco, um grupo de empresários atuava em uma espécie de cartel, ajustando previamente os preços das propostas apresentadas nos pregões para simular a competição e elevar artificialmente os valores das contratações públicas. 

Alvo da Operação Trama Oculta, Welbet de Amorim foi desligado de conselhos, comissões, comitês e demais órgãos colegiados municipais. Conforme a polícia, há casos em que servidores eram cooptados para facilitar fraudes e superfaturamentos em troca de propina.  ue a gestão atual não possui relação direta com as fraudes apontadas na nova operação.

"É importante esclarecer que as medidas de desligamento não possuem motivação político-partidária, tampouco representam perseguição, retaliação ou desvalorização dos profissionais que prestaram serviços ao Município“, diz a nota divulgada pela adminsitração municipal. 

Além de Welbert,  o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, Enelvo Felini Júnior, e o ex-secretário de Agricultura e Abastecimento, Cleyton Martins Teixeira, foram afastados por 180 dias por determinação judicial no âmbito da Operação Dirty.

Foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de medidas cautelares diversas da prisão. Os alvos foram localizados nos municípios de Anastácio, Caarapó, Campo Grande, Dourados, Mundo Novo, Jardim e Sidrolândia.

Um grupo de empresários do ramo de confeccções atuava em uma espécie de cartel, ajustando previamente os preços das propostas apresentadas nos pregões para simular a competição e elevar artificialmente os valores das contratações públicas. Em alguns casos, valiam-se também da cooptação de servidores públicos para viabilizar as fraudes e favorecer o superfaturamento. Até o momento, foram identificadas 15 licitações fraudadas. 

 

 

Após debandada

Beto Pereira projeta Tarcísio como sucessor natural de Flávio

Presidente estadual do Republicanos disse que governador de São Paulo é virtual nome da oposição para 2030

29/10/2026 15h45

Deputado federal Beto Pereira, presidente do Republicanos-MS

Deputado federal Beto Pereira, presidente do Republicanos-MS Foto: Divulgação / Câmara dos Deputados

Continue Lendo...

Presidente estadual do Republicanos, o deputado Beto Pereira destacou que a debandada de Flávio Bolsonaro (PL) rumo aos Estados Unidos após a derrota nas urnas no último final de semana, naturalmente fará com que o espaço deixado pelo senador seja ocupado pelo colega de partido Tarcísio de Freitas, governador reeleito em São Paulo.

Segundo Beto Pereira, Tarcisio além de ser o principal nome de oposição ao Governo Lula 4, é o virtual candidato à Presidência da República para 2030. 

"Naturalmente o Tarcisio exerce essa liderança na direita de todo o Brasil. A fuga [de Flávio] impulssionou isso, e ele tende assumir um espaço de protagonismo deixado pela familia Bolsonaro, a partir de agora ele é o virtual candidato à presidencia em 2030", destacou ao Correio do Estado. 

Desde o último domingo eleitoral, diversos partidos reconheceram a vitória do petista Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições deste ano.

Entre as siglas que reconheceram a vitória estão o PL [partido de Flávio Bolsonaro], o próprio Republicanos, além de: União Brasil, MDB, PSD, PSDB, PDT, PSB, PSOL, Podemos, Avante, Democrata, Democracia Cristã (DC), UP, PSTU, Solidariedade, o PP, e o PRD. 

Os posicionamentos individuais e coletivos apenas isolam a narrativa imposta pelo próprio senador, que alega perseguição por parte do Judiciário. 

 

Integrantes do Centrão avaliam como "delirante" a carta publicada nesta quarta-feira (28), em que o então candidato se autoproclamou "o verdadeiro presidente eleito do Brasil".

A avaliação é que a empreitada do senador não terá endosso institucional nem de próprio partido, o PL. Nesta manhã, Valdemar da Costa Neto, presidente nacional da sigla, se reservou apenas a dizer que "não gostou" das alegações e ações de Flávio. 

No documento, o senador repete, sem provas, que teria havido fraude eleitoral no segundo turno. Pouco depois, no entanto recuou e alterou o documento para se apresentar como "o líder do Brasil".

Parlamentares do Centrão ouvidos pelo Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) consideram que Flávio "ficará falando para as paredes" e que mesmo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, fugirá de defender a tese do senador. Questionado pela reportagem do Estadão, o PL preferiu não se manifestar sobre o documento.

Há uma preocupação, no entanto, sobre se Flávio conseguirá mobilizar apoiadores a irem para as ruas, em protestos que poderiam inflamar o debate político.

Na Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), não quis comentar sobre a carta golpista.

Após a proclamação do resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no domingo, ele e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), foram os primeiros a reconhecer a vitória do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com informações de Estadão Conteúdo

*Colaborou Daniel Pedra 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).