Política

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TJ-MS põe fim à greve dos professores da rede municipal de Campo Grande

Categoria parou porque prefeitura rejeitou ideia do reajuste de 10,39%, que já havia sido combinado

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O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Sérgio Fernandes Martins, concordou com o pedido da prefeitura de Campo Grande e determinou o fim da greve dos professores, que já dura três dias.

Os docentes cruzaram os braços na sexta-feira passada (2) porque a prefeitura negou reajuste 10,39% à categoria.

O magistrado, além de determinar o fim da paralisação, disse na sentença que se os professores insistirem com o manifesto o sindicato deles, deve pagar uma multa diária de R$ 50 mil.

"Ante o exposto, presentes os requisitos do art. 300, do Código de Processo Civil, acolho o pedido de urgência para determinar ao Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública – ACP, quesuspenda imediatamente a greve geral que teve início no dia 2.12.2022, sob pena demulta de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), a ser paga pelo sindicado requerido, por cada dia de descumprimento da presente medida.Intime-se o sindicato para que cumpra, imediatamente,a presente decisão", diz trecho da decisão do desembargador.

De acordo com a prefeitura de Campo Grande, o movimento grevista atinge ao menos 121 mil alunos.
Segundo os professores, a prefeitura tinha acertado com eles que era certo o reajuste reivindicado.

À época, o prefeito da cidade era Marquinhos Trad, do PSD. Como ele deixou o mandato para concorrer ao governo de MS, assumiu a vice, Adriane Lopes, do Patriota.

Agora, a prefeita disse não ter "dinheiro em caixa" e que não dá para conceder o aumento. A rede municipal tem cerca de 8 mil professores.

Tratativas

Apesar da recente greve, as tratativas entre os profissionais da Rede Municipal de Ensino (Reme) e a Prefeitura de Campo Grande acerca do acordo quanto ao piso salarial da categoria se arrastam desde março deste ano. 

Há nove meses, Cerca de 300 professores da Reme foram à sede do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) para debaterem a proposta de reajuste salarial apresentada pelo  então prefeito Marcos Trad (PSD). 

Na ocasião, o projeto da prefeitura visava aumentar em  67,13% de forma escalonada nos próximos três anos, contudo, o texto não considerava o reajuste do piso nacional de 33,24%, sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

Diante do desacordo entre as partes, Lucilio Nobre, presidente da ACP, alegou que o texto passaria por modificações para que “os professores tivessem mais segurança jurídica em caso de acordo''.

No dia 1º deste mês, um dia antes da greve ter início, a prefeitura de Campo Grande ingressou com uma ação no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) pedindo que o movimento seja considerado ilegal. 

De acordo com o processo distribuído ao desembargador Sérgio Fernandes do TJMS, o Poder Executivo salientou que a paralisação geral não tinha fundamento legal, “já que educação se encaixa como serviço fundamental e indispensável e a suspensão prejudicaria os alunos que dependem das escolas do município.” 

Sem qualquer acordo, no dia seguinte (2), o Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública indicou que iria recorrer da decisão de Adriane Lopes, caso seja julgado procedente pelo TJMS o pedido feito pela Prefeitura de Campo Grande de intervenção na greve geral.

Em meio a agenda desta terça-feira  (6), Adriane Lopes destacou que  a prefeitura “não teria caixa” para arcar com o piso. 

O presidente da ACP disse ao Correio do Estado que o sindicato aguardará a notificação oficial junto ao setor jurídico para tomar as providências necessárias acerca da decisão.

Segundo Nobre, a assembleia desta quarta-feira (7) não previa a decisão da prefeitura e trataria de outros temas. 

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Apuração

STF cobra Soraya Thronicke e Lindbergh Farias por acusações contra vice de Flávio

Na ocasião, Lindbergh Farias chamou Alfredo Gaspar de "estuprador" enquanto o deputado apresentava o relatório final de comissão

07/08/2026 14h30

Soraya Thronicke e Lindbergh Farias

Soraya Thronicke e Lindbergh Farias Fotos: Marcelo Victor e Câmara dos Deputados

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O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a senadora Soraya Thronicke (PSB) e o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentem esclarecimentos complementares sobre as acusações de estupro de vulnerável feitas contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Enquanto isso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou à Polícia Federal (PF) diligências para apurar os fatos narrados pelos parlamentares, que afirmam possuir provas do caso e dizem que irão colaborar com a investigação.

Em nota à imprensa, Soraya Thronicke afirmou que prestará todas as informações solicitadas pelo STF e classificou o procedimento como uma etapa normal da investigação. "O procedimento é regular e está previsto no curso da investigação", declarou a senadora.

As acusações vieram a público em 27 de março, durante a sessão final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

Na ocasião, Lindbergh Farias chamou Alfredo Gaspar de "estuprador" enquanto o deputado apresentava o relatório final da comissão. Gaspar reagiu imediatamente: "Eu estuprei corruptos como vossa excelência", o que provocou um intenso bate-boca entre os parlamentares.

Após a sessão, Lindbergh e Soraya concederam entrevista coletiva para explicar as declarações. Segundo o deputado petista, ele decidiu tornar pública a denúncia por considerar as acusações extremamente graves.

De acordo com os parlamentares, os fatos teriam ocorrido há oito anos, em Alagoas. Eles afirmam que uma criança, vítima de estupro de vulnerável, teria engravidado e dado à luz um filho de Alfredo Gaspar.

Também alegam que há uma segunda vítima, hoje com 21 anos, e que o material entregue às autoridades inclui diálogos, gravações e informações sobre supostos pagamentos entre R$ 70 mil e R$ 400 mil para compra de silêncio.

Lindbergh e Soraya afirmam que optaram por não divulgar detalhes do caso para preservar a identidade das vítimas. Eles informaram ainda que protocolaram uma notícia-crime na Polícia Federal acompanhada das supostas provas e sustentam que um exame de DNA seria suficiente para confirmar ou afastar as acusações.

Alfredo Gaspar nega todas as acusações. Após as declarações dos parlamentares, o deputado acionou o STF com uma queixa-crime por calúnia e difamação contra Soraya Thronicke e Lindbergh Farias. Na ação, sua defesa afirma que Gaspar "é casado há 36 anos com o único amor de sua vida, vivendo sob o signo dos ensinamentos e valores da fé cristã" e que "jamais cometeu a atrocidade criminosa sórdida" atribuída a ele.

Os advogados também sustentam que as acusações fazem parte de uma "trama sórdida e criminosa" destinada a intimidar o parlamentar e comprometer as conclusões do relatório apresentado por ele na CPMI do INSS.

O processo está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, que, em abril, determinou que Soraya Thronicke e Lindbergh Farias apresentassem esclarecimentos em até 15 dias. Apesar da decisão, a petição permaneceu sem andamento por meses.

Na quinta-feira (6), a defesa de Alfredo Gaspar voltou a pedir providências à Procuradoria-Geral da República, e pediu imediata apuração do caso. Os advogados apresentaram o perfil genético do deputado e informaram que ele permanece à disposição para realizar um novo exame de DNA.

Também na quinta-feira, Alfredo Gaspar reforçou publicamente o pedido para que a investigação avance por meio da prova genética.

"Estou implorando, façam o exame de DNA, a prova científica", declarou.

Procurado para comentar novamente as acusações antes da publicação da reportagem, Alfredo Gaspar não respondeu. O deputado, no entanto, mantém a posição de negar integralmente todas as acusações que lhe foram atribuídas.

Com informações de Estadão Conteúdo 

ELEIÇÕES 2026

Candidato do PT em MS, Fábio Trad anuncia plano de governo com 13 eixos

Grupo deixa claro que estará aberto a críticas para a realização de possíveis ajustes e contribuições por parte de toda a sociedade civil enquanto durar o período eleitoral

07/08/2026 13h01

Com diretrizes de longo prazo, documento estabelece foco no crescimento econômico sustentável, passando ainda pelo fortalecimento do serviço público e mais

Com diretrizes de longo prazo, documento estabelece foco no crescimento econômico sustentável, passando ainda pelo fortalecimento do serviço público e mais Reprodução/Divulgação

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Representante da coligação "Por um MS do Povo", o ex-deputado federal e candidato pelo Partido dos Trabalhadores (PT) à cadeira máxima do Executivo do Mato Grosso do Sul, Fábio Trad, registrou sua candidatura e apresentou seu plano de governo que contém 13 "eixos".

Na coligação que reúne os partidos Democrático Trabalhista (PDT), Socialista Brasileiro (PSB) e a Federação Brasil da Esperança, que engloba a sigla dos Trabalhadores; Verde e o Comunista do Brasil (PT-PV e PCdoB), Fábio Trad aparece ao lado de "Dona" Gilda Maria dos Santos como candidatos para comandarem a gestão do MS entre os anos de 2027 e 2030. 

Ainda durante sua vinda para Mato Grosso do Sul para a 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu aval in loco para as pré-candidaturas nas majoritárias.

Presente na Convenção Nacional da Federação Brasil da Esperança no último dia 02 de agosto, em São Paulo, Fábio Trad voltou a reforçar que irá fazer um palanque forte para Lula em Mato Grosso do Sul.

Agora, Fábio Trad e Dona Gilda registraram a candidatura da chapa e apresentaram o plano de governo com 13 eixos que eles chamam de "estratégicos para o Estado Crescer Junto com as Pessoas".

Entenda

Com diretrizes de longo prazo, esse documento estabelece um foco no crescimento econômico sustentável, que pretende passar pelo fortalecimento do serviço público enquanto ainda, devidamente, tenta lidar com a transição ecológica. 

Resumidamente, os 13 eixos do programa de governo do candidato do PT em MS estabelecem: 

  1. -Gestão pública moderna com transparência e participação social
  2. -Desenvolvimento econômico sustentável
  3. -Nova política estadual de incentivos fiscais
  4. -Saúde pública eficiente e acessível
  5. -Segurança pública cidadã e tecnológica
  6. -Trabalho digno e geração de renda
  7. -Educação para o futuro
  8. -Infraestrutura planejada e indutora de desenvolvimento
  9. -Cultura, esporte e lazer valorizados e com amplo acesso popular
  10. -Estado cuidador e inovador na assistência social e nos direitos humanos
  11. -Desenvolvimento agrário com agricultura familiar forte e repleta de oportunidades
  12. - Meio ambiente com Pantanal, Serra da Bodoquena e mudanças climáticas no foco
  13. -Turismo sustentável e agregador de valor

Interessados podem conferir a versão deste documento na íntegra através da página do Tribunal Regional Eleitroal do Mato Grosso do Sul (TRE-MS).

Como bem esclarece a coligação "Por um MS do Povo", esse plano de governo foi elaborado a partir dos debates setoriais realizados no Partido dos Trabalhadores, proposta essa que é caracterizada pelos próprios idealizadores como um "documento vivo". 

Em outras palavras, o grupo deixa claro que estará aberto a críticas para a realização de possíveis ajustes e contribuições por parte de toda a sociedade civil enquanto durar o período eleitoral. 

Com intuito de combater as desigualdades sociais e inclusive territoriais presentes em Mato Grosso do Sul, o programa do candidato Fábio Trad têm como ponto de princípio um diagnóstico abrangente da realidade sul-mato-grossense. 

Conforme o candidato, ali estão apontados gargalos históricos, como a própria dependência econômica sobre as commodities de baixo valor agregado, bem como a centralização administrativa na capital até a oferta de serviços públicos essenciais para os municípios do interior do Mato Grosso do Sul que são considerados precários. 
 

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