Política

Eleições

Tribunal de Contas põe Beto Pereira em lista dos "ficha suja"

Condenações da época em que foi prefeito de Terenos podem deixar Beto Pereira inelegível nestas eleições

Continue lendo...

O deputado federal Humberto de Rezende Pereira, o Beto Pereira (PSDB), pré-candidato a prefeito de Campo Grande, está na lista dos “fichas sujas”, possivelmente inelegíveis, publicada pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) na tarde desta segunda-feira (22). A lista é assinada pelo presidente da corte, Jerson Domingos. 

As três condenações contra ele, no período em que foi prefeito de Terenos, pesaram para que seu nome integrasse o rol dos políticos com contas reprovadas pela corte de contas.

A possível inelegibilidade decorre das condenações pela corte, que é colegiada. A Lei da Ficha Limpa estabelece que candidatos condenados por cortes colegiadas, como no caso de Beto Pereira, não podem se candidatar.

Na mesma publicação extra do Diário Oficial do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) também foram publicadas três liminares que “suspendem” o efeito das três condenações contra Beto Pereira. Elas foram concedidas pelos conselheiros Flavio Kayatt, Marcio Monteiro e pelo conselheiro substituto Leandro Lobo Ribeiro Pimentel.

Kayatt e Monteiro foram nomeados ao TCE-MS pelo padrinho de Beto Pereira, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB), enquanto Pimentel substitui o conselheiro Waldir Neves, que construiu vida política no PSDB e está afastado da corte há mais de um ano e meio por suspeita de peculato (desvio de dinheiro público) e lavagem de dinheiro.

O Correio do Estado apurou que a publicação da lista com as condenações contra Beto Pereira caiu como uma bomba no núcleo duro da pré-campanha do deputado federal, cuja convenção está marcada para a próxima quinta-feira (25).

Enquanto uma ala afirma que o efeito suspensivo dá um alívio, ainda que momentâneo, à pré-candidatura do deputado, o nome dele no rol dos possivelmente inelegíveis cria três problemas: um primeiro jurídico, que pode pôr a candidatura a prefeito em risco; um segundo de instabilidade perante o eleitor, que pode entender que a candidatura tem um risco e pode não se concretizar; e um terceiro na narrativa da campanha, que estava sendo construída sobre pilares de uma boa gestão, tendo sua passagem pela cidade de Terenos como exemplo.

O outro lado

Por meio de nota, o deputado federal informou que recebeu seu nome na lista com "estranheza".

"No âmbito de seus dois mandatos à frente da Prefeitura de Terenos entre os anos de 2005 e 2012, a gestão de Beto Pereira realizou mais de 1500 contratos.  Neste ano eleitoral três ressurgiram e estão sendo questionados. Em dois processos Beto Pereira sequer foi citado. O outro prescreveu", alegou. 

Veja a nota na íntegra: 

Nota de Esclarecimento

Causou estranheza na coordenação de campanha do deputado federal Beto Pereira, pré-candidato à Prefeitura de Campo Grande, a inclusão de seu nome na lista do TCE-MS que relaciona prefeitos que tiveram contas reprovadas. 
No âmbito de seus dois mandatos à frente da Prefeitura de Terenos entre os anos de 2005 e 2012, a gestão de Beto Pereira realizou mais de 1500 contratos.  Neste ano eleitoral três ressurgiram e estão sendo questionados. Em dois processos Beto Pereira sequer foi citado. O outro prescreveu. Todos têm liminar de nulidade com efeito suspensivo conforme apresentado pelo próprio Tribunal. Suas contas anuais foram todas aprovadas pelo TCE MS.
Nas últimas cinco eleições realizadas após sua saída do executivo municipal de Terenos (2014, 2016, 2018, 2020 e 2022) seu nome nunca constou de nenhuma lista publicada pelo TCE-MS que o impedisse de disputar eleições. 

Campo Grande, 22 de julho de 2024
 

Mais nomes

A lista ainda tem nomes conhecidos da população, como os ex-prefeitos de Campo Grande, Alcides Bernal e Gilmar Olarte; o ex-prefeito de Sidrolândia, Daltro Fiuza; e o atual prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra (PSDB).

*Atualizado às 18h17min

Confira a íntegra da publicação

Assine o Correio do Estado


 

ELEIÇÕES 2026

MDB de Mato Grosso do Sul confirma apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno

Presidente estadual do partido, Waldemir Moka afirma que a sigla integra o grupo de 17 diretórios favoráveis ao candidato do PL

13/10/2026 14h38

Presidente estadual do MDB, Waldemir Moka confirma apoio do diretório de Mato Grosso do Sul a Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial

Presidente estadual do MDB, Waldemir Moka confirma apoio do diretório de Mato Grosso do Sul a Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial Arquivo

Continue Lendo...

O MDB de Mato Grosso do Sul confirmou apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026. 

O posicionamento foi informado pelo presidente estadual da legenda, ex-senador Waldemir Moka, que incluiu o diretório sul-mato-grossense no grupo de 17 representações regionais alinhadas ao candidato que enfrenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Está entre esses 17 que manifestaram apoio ao próprio Bolsonaro”, declarou Moka, ao confirmar a participação do MDB de Mato Grosso do Sul no movimento.

A adesão reúne diretórios de 16 estados e do Distrito Federal, formando a maioria das 27 representações regionais do partido. A articulação envolve o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o presidente nacional da legenda, deputado federal Baleia Rossi.

Em Mato Grosso do Sul, o MDB chega à definição para o segundo turno com nove prefeituras. A sigla está à frente das administrações de Amambai, Aral Moreira, Bodoquena, Corguinho, Dois Irmãos do Buriti, Laguna Carapã, Paranhos, Sonora e Vicentina.

Essa presença municipal dá ao partido uma estrutura distribuída pelo interior do Estado. Com a definição anunciada por Moka, o comando estadual da legenda passa a integrar o grupo de diretórios que defende a eleição do candidato do PL.

Nas eleições municipais de 2024, o MDB elegeu dez prefeitos em Mato Grosso do Sul. Posteriormente, Lucas Foroni, de Rio Brilhante, deixou a legenda e ingressou no PP, reduzindo a representação emedebista.

A contagem atual também considera Paranhos, onde Heliomar Klabunde assumiu a prefeitura em 4 de novembro de 2025, depois de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Ele havia vencido a eleição de 2024, mas foi impedido de tomar posse no início do mandato por uma decisão judicial posteriormente revertida. No cenário nacional, Ricardo Nunes atuou nas conversas para ampliar o apoio dos diretórios à candidatura de Flávio. 

Tarcísio e Baleia Rossi também participaram das negociações, cujo anúncio conjunto foi previsto para esta terça-feira (13), em São Paulo. Mesmo com a adesão majoritária, a direção nacional preserva a autonomia dos diretórios para definir seus posicionamentos. 

A liberdade de escolha segue a orientação adotada no primeiro turno e permite que outras representações regionais mantenham o apoio a Lula. Entre os grupos alinhados ao presidente estão o MDB de Alagoas, ligado à família Calheiros, e o do Pará, sob influência da família Barbalho. 

A divisão reflete as diferentes alianças regionais da legenda na eleição presidencial. Flávio Bolsonaro e Lula disputarão o segundo turno no dia 25 de outubro.
 

REFORMA ADMINISTRATIVA

Riedel inicia mudanças no secretariado e ex-titulares podem voltar ao 1º escalão

Viviane Luiza e Jaime Verruck são cotados para reassumir antigas pastas e Dr. Luiz Ovando tenta "cavar" vaga na Saúde

13/10/2026 07h45

Derrotados nas urnas, Viviane Luiza e Jaime Verruck podem voltar e Dr. Luiz Ovando quer vaga

Derrotados nas urnas, Viviane Luiza e Jaime Verruck podem voltar e Dr. Luiz Ovando quer vaga Foto: Montagem

Continue Lendo...

A reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) abriu uma nova fase de movimentações políticas em Mato Grosso do Sul, com antigos integrantes do primeiro escalão interessados em retornar à gestão e aliados buscando espaço na administração a partir de janeiro de 2027.

Apesar das articulações, Riedel já declarou que não pretende distribuir cargos apenas para atender a interesses partidários. Ele afirmou que a definição da equipe será precedida por uma avaliação da estrutura administrativa e das necessidades do segundo mandato.

No entanto, a primeira mudança já ocorreu na Comunicação, com a entrada de Frederico Felini no lugar de Frederico Fukagawa, mais conhecido como Tico. A nomeação de Felini foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 6 deste mês, dois dias depois da reeleição do governador, enquanto outras secretarias estratégicas entraram no radar das articulações de bastidores.

Conforme apuração do Correio do Estado, entre os nomes cotados para retornar está o da ex-secretária estadual da Cidadania, Viviane Luiza (PSDB), que deixou o comando da Pasta em abril para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

A reportagem obteve informação de que ela, que obteve 45.083 votos nas eleições do dia 4 de outubro, mas não conseguiu se eleger, pois os colegas de chapa deixaram a desejar na conquista de votos, é considerada um ativo importante para a gestão estadual e há movimentações para que reassuma a Secretaria Estadual de Cidadania (SEC), atualmente comandada por José Francisco Nogueira.

Outro que também pretende voltar é o ex-titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck (Republicanos), que também saiu para concorrer a deputado federal, mas não obteve sucesso, mesmo tendo conseguido nas urnas 49.585 votos.

O nome dele é praticamente certo para retornar à Semadesc, que atualmente é dirigida por Artur Falcette.
Já na Secretaria Estadual de Saúde (SES), o deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP), que não conseguiu renovar o mandato, está tentando “cavar” uma vaga na Pasta, chegando a divulgar release se oferecendo para o cargo e dizendo que, por ser médico de formação e do mesmo partido do governador, seria a melhor escolha para substituir Maurício Simões Corrêa, que já demonstrou interesse em não continuar.

Mais uma secretaria que entrou nas articulações políticas é a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), pois, nos bastidores, há um movimento para que um coronel da Polícia Militar assuma o comando em substituição ao atual titular Antonio Carlos Videira, que também já revelou que não pretende continuar.

MSGÁS

A reorganização administrativa também poderá atingir o comando da Companhia de Gás de Mato Grosso do Sul (MSGás), atualmente presidida pela economista Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt, nomeada em 2024.

Nos bastidores políticos, há avaliações de que a permanência da dirigente poderá ser revista diante dos desgastes e questionamentos que marcaram episódios de sua gestão, considerados fontes de dores de cabeça para o governador.

Entre as situações que provocaram repercussão estão os questionamentos públicos sobre despesas com viagens e a transparência das informações da estatal. 

Outro episódio foi a participação dela na campanha presidencial de Ronaldo Caiado (PSD), para a qual foi anunciado o seu afastamento temporário da presidência da companhia em agosto deste ano.

* Saiba 

O governador reeleito Eduardo Riedel já criou um grupo de trabalho responsável por discutir o planejamento estratégico da administração de 2027 a 2030 sob a coordenação do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, com prazo final até o início de dezembro deste ano.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).