Política

Câmara Municipal

Vereadores de Campo Grande aprovaram 175 projetos no primeiro semestre de 2023

Na última sessão do primeiro semestre, realizado nesta quinta-feira, foram aprovados 12 projetos

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Relatório do primeiro semestre de trabalhos legislativos deste ano mostra que os vereadores aprovaram 175 projetos e encaminharam mais de 16 mil reivindicações de melhorias. O balanço do período foi lido pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Carlos Augusto Borges, durante a sessão desta quinta-feira (13), a última antes do recesso parlamentar, que vai de 17 a 28 de julho.

“O parlamento ficou aberto para a sociedade. Recebemos a sociedade em audiências públicas, na tribuna participativa. Os números foram bons, muitos projetos aprovados e sancionados. O legislativo tem que fazer isso sempre: discutir os problemas da cidade. Todos os vereadores estão de parabéns”, disse o parlamentar.

Além das indicações, a maioria delas colhidas ouvindo a comunidade, foram aprovados projetos de lei, resoluções, decretos legislativos e leis complementares.

“Agora vamos aprimorar ainda mais e fiscalizar as ações do Executivo, além de legislar e fazer as reivindicações necessárias para atender, principalmente, as famílias dos bairros que precisam do Poder Legislativo”, completou Carlão

Entre fevereiro e julho deste ano, foram realizadas 41 sessões ordinárias e três extraordinárias. Os vereadores também promoveram 26 audiências públicas, que discutiram diversos assuntos relevantes para a população, e encaminharam 20 requerimentos cobrando informações do Poder Executivo.

Além disso, 25 pessoas utilizaram a Tribuna para falar sobre temas pertinentes aos campo-grandenses.

Última sessão do semestre

Nesta quinta-feira (13), os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande aprovaram 12 projetos, além dos decretos legislativos de outorga de Título de Cidadão Campo-grandense, Medalha do Mérito Legislativo José Antônio Pereira e Título de Cidadão Benemérito.

Em regime de urgência, foram aprovados cinco projetos de autoria do Executivo voltados para a habitação popular na Capital.

O projeto de lei 11.048/23 cria o CGSustentável, um banco de material de construção solidário e sustentável na cidade. A proposta prevê o reaproveitamento de materiais de construção descartados, oportunizando às famílias de baixa renda o acesso a materiais que possibilitem construções ou reformas de suas casas.

Os vereadores ainda aprovaram o projeto de lei 11.045/23, que autoriza a Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários a doar três imóveis de sua propriedade, no bairro Nashville, aos beneficiários de programas de interesse social. O projeto de lei 11.046/23 tem a mesma finalidade: autoriza a doação de um terreno no Bairro Tiradentes. Nos locais, serão construídas 488 unidades habitacionais.

Já o projeto de lei 11.047/23 cria o Programa Credihabita, que facilita o financiamento de materiais de construção e assistência técnica para as famílias de baixa renda. E o projeto de lei complementar 873/23 institui o Programa Casa em Dia. A proposta oportuniza aos beneficiários da Agência Municipal de Habitação a renegociação de dívidas de financiamentos com descontos sobre o valor dos juros e multa contratual.

Os vereadores também aprovaram o projeto de lei 11.043/23, de autoria da Mesa Diretora, que altera a lei n. 7.033/23, que trata da reorganização do SIM (Serviço de Inspeção Municipal) e os procedimentos de inspeção em estabelecimentos que manipulam produtos de origem animal na cidade. O objetivo é excluir os supermercados, açougues, padarias e empresas do segmento do comércio de varejo de alimentos, que não produzam em larga escala e não sejam produtores e manipuladores para outras empresas, mas apenas aos consumidores finais de seus estabelecimentos, da inspeção prevista na lei 7.033/23.

Também foi aprovado o projeto de lei 11.049/23, que declara de Utilidade Pública Municipal a Associação Beneficente Casa Rosa, e o projeto de lei 1.050/23, que declara de Utilidade Pública Municipal a Sociedade Comunitária Gibiteca. As duas propostas são de autoria do vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão.

Ainda em regime de urgência, foi aprovado o projeto de decreto legislativo 10.998/23, de autoria do vereador Papy, que altera para Rua Coronel Flávio Américo dos Reis a via pública denominada Rua Jorge Amado, situada no parcelamento Jardim das Paineiras, bairro José Abrão.

Outros três projetos de decreto legislativo para concessão de honrarias também foram aprovados: o 2.652/23, do vereador Coringa, outorga a “Medalha Dr. Arlindo de Andrade Gomes” a Giovani Moura Sousa; o 2.651/23, de autoria do vereador Dr. Jamal, concede o título de “Visitante Ilustre” da cidade de Campo Grande ao farmacêutico Luiz Gustavo de Freitas Pires; e o 2.655/23, apresentado pelos vereadores William Maksoud e Claudinho Serra, que concede o título de “Visitante Ilustre” à Gabrielle Prado.

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Pesquisa

Reinaldo Azambuja avança e lidera corrida ao Senado

Ex-governador consolida liderança e amplia vantagem sobre os concorrentes na disputa por uma vaga no Senado Federal

25/08/2026 07h45

Reprodução

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O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) ampliou sua vantagem na disputa pelas duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado e acumulou crescimento de 4,84 pontos porcentuais entre março e agosto deste ano. Na média entre o primeiro e o segundo votos estimulados, o ex-governador passou de 18,18% para 23,02% no período.

Os dados fazem parte da quarta pesquisa de intenções de votos para o Senado, contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), no período de 19 a 23 de agosto de 2026, com 784 eleitores de 17 municípios que juntos concentram 68% da população do Estado, registrada sob os números BR-05012/2026 e MS-07621/2026.

A série de pesquisas estimuladas, ou seja, quando são apresentadas aos entrevistados as opções com os nomes dos candidatos, mostra crescimento contínuo de Azambuja, que tinha 18,18% em março, avançou para 20,03% em abril, chegou a 22% em junho e atingiu 23,02% em agosto.

O movimento ampliou a distância para o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), segundo colocado na média dos dois votos. Ele registrava 17,16% em março e aparece agora com 17,09%, mantendo-se praticamente estável durante os cinco meses, enquanto a diferença entre os dois, que era de apenas 1,02 ponto porcentual no início da série, chegou a 5,93 pontos porcentuais em agosto.

O deputado federal Vander Loubet (PT) aparece na sequência, com média de 8,99%; em março, o petista tinha 6,95%, o que representa crescimento de 2,04 pontos porcentuais. Durante a série, chegou a 9,25% em abril, recuou para 7,84% em junho e voltou a subir na rodada mais recente.

A senadora Soraya Thronicke (PSB) registra 8,10% na média do primeiro e do segundo votos; ela tinha 7,97% em março, alcançou 8,74% em abril e caiu para 7,40% em junho antes de apresentar nova alta em agosto.

Entre os demais candidatos, Beto do Movimento (Psol) aparece com 3,06%, Roberto Oshiro (Novo) com 2,04%, Daniel Junior (Agir) com 1,66% e Luiz Lemes (DC) com 1,40%. Brancos e nulos somam 9,50% na média dos dois votos, enquanto os indecisos representam 23,60%, juntos chegam a 33,10%.

Outro dado que chama atenção na comparação entre as pesquisas é a redução do grupo formado por eleitores indecisos e aqueles que declaram voto branco ou nulo. Em março, eles representavam 49,74% da amostra, enquanto em agosto o índice caiu para 33,10%, uma redução de 16,64 pontos porcentuais.

ESPONTÂNEA

Na pesquisa espontânea, isto é, quando os entrevistados são questionados sobre o primeiro voto para o Senado sem que os nomes dos candidatos sejam apresentados, Capitão Contar lidera, com 5,10%, enquanto Reinaldo Azambuja aparece com 2,42%, seguido por Soraya, com 1,15%, e Vander Loubet, com 0,26%.

Nesse cenário, porém, o principal dado é o elevado número de eleitores que ainda não sabem espontaneamente em quem votar. Dos 784 entrevistados, 675, ou 86,10%, declararam-se indecisos. Outros 4,21% disseram que votariam em branco ou anulariam o voto.

No segundo voto espontâneo, a indefinição é ainda maior. Os indecisos chegam a 91,33% dos entrevistados. Reinaldo Azambuja é o candidato mais citado, com 3,57%, seguido por Capitão Contar, com 0,64%, e Vander Loubet, com 0,26%. Brancos e nulos representam 4,21%.

REJEIÇÃO

A pesquisa também mediu a rejeição dos candidatos ao Senado e Soraya aparece com o maior índice, sendo citada por 13,90% dos entrevistados, enquanto Vander Loubet vem na sequência, com 10,33%, seguido por Capitão Contar, com 8,16%, e Reinaldo Azambuja, com 4,85%.

Beto do Movimento registra rejeição de 3,44%, Roberto Oshiro, 1,15%, Luiz Lemes e Valter da Comagran (PRD), 0,89% cada, Daniel Junior, 0,77%, e Valderi Garcia (PCO), 0,38%.

Apesar dos índices individuais, a maior parcela dos entrevistados, 34,69%, afirmou não rejeitar nenhum dos nomes apresentados. Outros 9,06% disseram rejeitar todos os candidatos e 7,91% não souberam responder.

Com duas cadeiras em disputa neste ano, cada eleitor poderá votar em dois nomes para o Senado. Por isso, a média entre o primeiro e o segundo votos permite acompanhar de forma mais ampla a força de cada candidatura.

A série de levantamentos indica que Azambuja conseguiu não apenas manter a liderança, mas também aumentar sua distância em relação aos principais adversários ao longo dos últimos cinco meses.

Apuração

PF vai acessar dados de operação da Civil que atingiu produtora de Dark Horse, decide Dino

Policia pediu acesso ao material para ampliar as investigações sobre suspeitas de desvios de recursos públicos, sobretudo emendas parlamentares, envolvendo a produtora

24/08/2026 19h00

Ministro Flávio Dino

Ministro Flávio Dino Foto: Gustavo Moreno/STF

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o compartilhamento de dados da Polícia Civil de São Paulo com a Polícia Federal (PF) dos dados apreendidos na operação que atingiu Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go UP Entertainment Ltd, responsável pelo filme "Dark Horse" (Azarão, na tradução do inglês), sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A própria PF pediu acesso ao material para ampliar as investigações sobre suspeitas de desvios de recursos públicos, sobretudo emendas parlamentares, envolvendo a produtora. O roteiro de Dark Horse é assinado pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP), que, em 2024, destinou R$ 2 milhões em emendas para a ONG do filme.

Em maio, a defesa de Mário Frias negou ao ministro Flávio Dino que tenha feito triangulação de repasse de emendas para financiar a produção do filme. O deputado disse que a alegação é "puramente especulativa", baseada em "pré-julgamento" e um "argumento frágil, insuficiente e juridicamente irrelevante para sustentar qualquer irregularidade".

A reportagem pediu manifestação de Karina sobre as investigações O espaço está aberto.

Nas primeiras horas do mês de junho, a 2.ª Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública, Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DICCA), do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), deflagrou uma operação para investigar a suspeita de fraude em uma licitação da Prefeitura de São Paulo, no valor de R$ 108 milhões, vencida pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), de propriedade de Karina Ferreira da Gama.

Na ocasião, o ICB, a Go UP, dois endereços residenciais de Karina e a sede da Secretaria Municipal Inovação e Tecnologia foram alvos da operação, que cumpriu oito mandados de busca e apreensão determinados pela 1.ª Vara Regional da Garantias (1.ª RAJ).

A Polícia Civil também requisitou à Justiça acesso às análises do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) sobre as movimentações financeiras feitas pelo ICB, pela Go Up e por Karina. Entre as hipóteses investigadas está a de que parte dos recursos possa ter ido parar nos cofres da Go Up durante o tempo em que o filme "Dark Horse" foi produzido.

A obra teve mais de 90% de seu orçamento bancado com dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro. O financiamento secreto foi tratado entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro mesmo depois da prisão de Vorcaro por fraudes bilionárias, em novembro de 2025, segundo mensagens encontradas pela Polícia Federal em um dos celulares do banqueiro.
 

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