Política

MEIO AMBIENTE

Vetado na CCJR, projeto que barra o plantio de soja poderá ser reformulado e reapresentado

Projeto original prometia fortalecer sistemas agroflorestais e setor de ecoturismo no Pantanal

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Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, o deputado estadual, Pedro Kemp (PT) afirmou que estuda a possibilidade de reapresentar o Projeto de Lei “Preservação e Proteção do Pantanal Sul-mato-grossense”, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS).

Mas, para isso, é necessário reformulá-lo e alterar alguns quesitos, adicionando novas adequações em relação ao projeto original.

“Estamos estudando uma alternativa. Quem sabe elaborar um novo projeto discutindo melhor algumas adequações aquele projeto original para ver se nós conseguimos aprová-lo né na Comissão de Constituição e Justiça e na Assembleia Legislativa”, pontuou.

Kemp não detalhou quais serão as alterações e deixou claro que não é possível reapresentar o projeto este ano, mas sim em 2024.

Deputada estadual, Gleice Jane (PT), suplente de Amarildo Cruz, afirmou que pautas ambientais, que envolvem Mato Grosso do Sul, serão discutidas ao longo do mandato.

"Defender as nossas florestas, defender as matas, defender o Pantanal, nesse momento é estratégico para a gente garantir o desenvolvimento do estado. Mato Grosso do Sul é um grande exportador de grãos, se a gente não tiver esse cuidado e este olhar de perceber o que é que o mundo está pedindo para nós, nós podemos colocar em risco também a economia do estado", defendeu a deputada. 

Projeto de Lei nº069/23 “Preservação e Proteção do Pantanal Sul-mato-grossense” foi arquivado, em 5 de abril de 2023, pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

A proposta foi derrubada pelos deputados que compõem a CCJR, Mara Caseiro (PSDB), Júnior Mochi (MDB), Antonio Vaz (Republicanos), Pedrossian Neto (PSD) e João César Mato Grosso (PSDB).

O programa visava impedir o avanço do plantio e expansão da monocultura no Pantanal sul-mato-grossense, especialmente da soja, para evitar danos à fauna e flora da região.

Dos cinco deputados que presidem a CCJR, apenas Junior Mochi (MDB) e Pedrossian Neto (PSD) justificaram o porquê do projeto ser barrado.

De acordo com Mochi, vice-presidente da CCJR, explicou que o texto da proposição do Projeto de Lei está disciplinado no Código Florestal Brasileiro.

“Manter a tramitação, além de outras questões, implicaria em conflitos com a Constituição Federal e por esse motivo não analisamos nem o mérito do texto do projeto”, comentou Mochi.

Membro titular da Comissão de Justiça, Pedrossian Neto (PSD) frisou que as motivações para o arquivamento do texto são especificamente sobre critérios constitucionais.

“Não analisamos sequer o mérito da proposição, se o Projeto de Lei é bom ou ruim, uma vez que manter o texto na Casa de Leis implicaria em proposições federais. Não podemos sobrepor uma lei estadual à leis federais”, disse o deputado.

O Projeto de Lei foi de autoria do ex-deputado estadual Amarildo Cruz (PT), que faleceu em 17 de março de 2023, vítima de infecção generalizada.

Seu intuito era apresentá-lo na Sessão Ordinária de 21 de março de 2023, mas, veio a óbito quatro dias antes.

Com isso, o deputado estadual, Pedro Kemp (PT), assumiu a coautoria do projeto e apresentou-o, na Sessão Plenária de 21 de março, como forma de homenagem à Amarildo.

O PROJETO

As propostas do Projeto de Lei nº069/23 “Preservação e Proteção do Pantanal Sul-mato-grossense” eram:

  • Impedir o plantio de soja na região pantaneira
  • Proibir a abertura de novas áreas para monoculturas
  • Proibir a expansão de lavouras existentes no Pantanal Sul-mato-grossense
  • Proteger áreas prioritárias para conservação e recuperação de ecossistemas da região
  • Incentivar a implantação de sistemas agroflorestais
  • Investir em pesquisas científicas voltadas à conservação e manejo sustentável do bioma
  • Criar programas de educação ambiental e de capacitação para a população local
  • Estimular o ecoturismo e o turismo sustentável da região

O arquivamento do Projeto de Lei prejudica diretamente o setor de ecoturismo, que previa investimento de R$ 4 bilhões na região.

A discussão, sobre o Pantanal, entra em foco no mesmo período em que a região foi apontada como um dos 50 melhores lugares para se visitar no mundo, com indicação de locais em Miranda e Aquidauana.

 

Em Mato Grosso, estado vizinho, existe uma legislação que proíbe o plantio de soja no Pantanal.

início da campanha

Maioria dos candidatos da direita no Estado "esconde" Flávio Bolsonaro

Eles estão priorizando as próprias candidaturas e deixando o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro em segundo plano

19/08/2026 07h40

Flávio Bolsonaro discursa sendo observado por Azambuja e Riedel

Flávio Bolsonaro discursa sendo observado por Azambuja e Riedel Marcelo Victor/Correio do Estado

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A maioria dos principais candidatos da direita e da centro-direita em Mato Grosso do Sul ainda não incorporou Flávio Bolsonaro (PL) à campanha eleitoral. Desde o início oficial da disputa, as publicações e as mobilizações estão concentradas nos próprios números, propostas e trajetórias políticas.

O governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), candidato ao Senado, os candidatos a deputado federal Rose Modesto (União Brasil), Dr. Luiz Ovando (PP), Rodolfo Nogueira (PL) e Mara Caseiro (PL), além dos candidatos a deputado estadual Gerson Claro (PP), Coronel David (PL) e Zé Teixeira (PL), ainda não colocaram o presidenciável nas suas campanhas.

Riedel participou, no domingo, de adesivaços de aliados e da inauguração do QG de voluntários de Flávio Bolsonaro em Campo Grande. Apesar do gesto público, as manifestações divulgadas pelo governador permaneceram concentradas na própria reeleição e nas candidaturas estaduais.

Azambuja já apareceu ao lado de Flávio, participou de reuniões em Brasília (DF) e declarou apoio ao projeto nacional do PL. Na largada oficial, porém, priorizou o próprio número e propostas relacionadas ao municipalismo, à saúde e à descentralização dos recursos federais.

Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Gerson Claro abriu a campanha à reeleição com um adesivaço em Campo Grande. A comunicação do deputado foi dedicada à prestação de contas do mandato, ao diálogo político e às propostas para o Estado, mas Flávio não ganhou destaque na mobilização.

Rose Modesto também inaugurou comitê e realizou adesivaço para lançar sua candidatura a deputada federal. A presidente estadual do União Brasil apoia Riedel, Reinaldo e Contar, mas mantém distância da candidatura presidencial do PL; na pré-campanha chegou a declarar preferência pelo ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).

Dr. Luiz Ovando iniciou sua campanha à reeleição para deputado federal com carreata e adesivaço em Campo Grande. Filiado ao PP e identificado com pautas conservadoras, o parlamentar concentrou a divulgação nos mais de R$ 286 milhões que afirma ter destinado aos municípios do Estado.

Nas primeiras peças da campanha de Ovando, o destaque ficou para o próprio número, as entregas do mandato e a sua atuação nos 79 municípios.

SILÊNCIO

A ausência de Flávio Bolsonaro chama mais atenção entre candidatos do próprio PL, como Coronel David, Rodolfo Nogueira, Zé Teixeira e Mara Caseiro. Até agora, o presidenciável não ganhou destaque nas primeiras ações do grupo.

Coronel David começou a campanha para deputado estadual ressaltando seus valores, sua trajetória e a identificação com o “partido de Bolsonaro”. A referência, porém, permanece ligada principalmente ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Rodolfo Nogueira abriu a campanha à reeleição em Dourados com um encontro de pastores e lideranças cristãs. O evento destacou o agronegócio, a segurança pública, a família e o próprio número do candidato.

O apelido Gordinho do Bolsonaro, utilizado por Rodolfo, também reforça a proximidade com Jair Bolsonaro. Flávio não foi protagonista do lançamento nem das primeiras mensagens divulgadas pelo candidato.

Veterano da Assembleia Legislativa, Zé Teixeira concentrou sua comunicação na defesa do agronegócio, do municipalismo e de sua trajetória parlamentar. Não houve publicação específica para promover o candidato presidencial do PL.

Mara Caseiro lançou a candidatura a deputada federal com o slogan “MS é Mara”. As primeiras peças destacam sua atuação nos municípios e o projeto de ampliar o trabalho em Brasília.

A deputada acompanhou Flávio durante uma agenda na Expogrande, em abril, quando defendeu o agronegócio e a união da direita. A aproximação registrada na pré-campanha, entretanto, ainda não apareceu nas primeiras ações da campanha oficial da candidata da direita.

Crescimento

Indústria naval supera patamar recorde de empregos de 2014

Paralelamente à construção naval, ganham espaço atividades associadas ao fim do ciclo de vida de unidades marítimas

18/08/2026 21h00

Foto: Divulgação

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A indústria de construção e reparação naval alcançou, em julho, o patamar de 86 mil trabalhadores empregados, superando o nível de 2014, quando 82.400 postos de trabalho eram gerados pelos estaleiros, antes do começo da última crise da indústria, afirmou nesta terça-feira, 18, o presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha.

"O setor de reparo naval continua a ter boas perspectivas no Brasil, também com muitas obras de modernização e conversão de embarcações", pontuou durante a Navalshore, feira da indústria marítima no Rio de Janeiro.

O avanço não ocorreu de forma homogênea no país. O Norte foi apontado pelo Sinaval como uma das regiões que mais cresceram, beneficiado por novas obras e por iniciativas ligadas ao desenvolvimento tecnológico. Já o Nordeste apresentou evolução mais moderada, enquanto o Sudeste manteve forte participação, concentrando uma parcela significativa dos projetos em andamento

Paralelamente à construção naval, ganham espaço atividades associadas ao fim do ciclo de vida de unidades marítimas, como o desmantelamento e a reciclagem de embarcações e estruturas offshore.

"O FPSO P3-32 já foi reciclado e agora está sendo iniciado o desmantelamento do FPSO P-35, em Rio Grande (RS). Com a entrada em vigor, em julho do ano passado, da Convenção de Hong Kong para a reciclagem segura, nossa expectativa, inclusive, é muito positiva", acrescentou.

"Para assegurar este progresso nas atividades dos estaleiros e na cadeia de fornecedores de bens e serviços nacionais, será necessária a continuidade das obras e das políticas de Estado que estão sendo implementadas no Brasil, quaisquer que sejam os dirigentes", apontou.

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